Escrito por em 4 nov 2018 nas áreas Lateral, MPB, Programação, Rio de Janeiro

Espetáculo apresenta repertório de modinhas compostas nos períodos de sua longa existência

 

“Municipal a um real”

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta o espetáculo músico-teatral ganhador do Prêmio de “Advento Cultural não Governamental” em 2016, concedido pelo Congresso da Sociedade de Cultura Latina – Seção Brasil.

Nascida no Brasil, no coração do Rio de Janeiro, por volta da segunda metade do século XVII, a Modinha foi apresentada à corte de Lisboa pelo poeta, compositor, cantor e violeiro carioca Domingos Caldas Barbosa (1740-1800). O grande sucesso alcançado levou músicos eruditos portugueses a adotá-las, adicionando-lhes características da ópera italiana.

Assim, ela retorna ao Brasil, trazida por músicos portugueses no início do século XIX, com a chegada de D. João VI e sua corte ao Rio de Janeiro. No final do século XIX e início do XX, a Modinha ganha as ruas como música para serenata. Quando a “era do rádio” tem início, a modinha quase desaparece, ressurgindo nas obras de ilustres compositores cariocas e contemporâneos como Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Sérgio Bittencourt e Chico Buarque.

Embora realmente tenha havido uma diminuição considerável na produção de Modinhas, ousamos contradizer o musicólogo Mário de Andrade que, na década de 30, afirmava: “Mas a Moda se acabou, morta de saciedade em pleno mel“. Não, a Modinha não se acabou ali. Foi posta de lado e voltou à moda tempos depois. Os cariocas Vinícius de Moraes, Tom Jobim e Chico Buarque compuseram Modinhas. A Modinha não saiu de moda porque o amor e o romantismo rasgado não saíram de moda. Surgiu no Brasil colonial, atravessou o Império, adentrou a República e embora tenha perdido espaço, volta e meia ressurge, e é regravada.

O espetáculo “A Modinha que não sai de Moda” pretende apresentar, em aproximadamente uma hora de espetáculo, um selecionado repertório de modinhas compostas em todos os períodos de sua longa existência. As intérpretes mostrarão exemplos de vários tipos de Modinhas, com um roteiro teatral dinâmico e informativo, acompanhadas de piano, seguindo de perto sua cronologia, para que o público possa acompanhar as transformações e variações melódicas que a Modinha sofreu ao longo de quase 300 anos de história.

Acompanhando a evolução do gênero brasileiro, podemos quase afirmar que a Modinha também seja carioca. O repertório conta com “Modinhas Coloniais”, “Modinhas Imperiais” e “Modinhas Modernas”, sempre apresentadas em forma teatral, sob a direção cênica de Sergio di Paula e com figurinos de cada época.

 

Ficha técnica:

Texto teatral: Criação e concepção de Magda Belloti
Direção Cênica: Sérgio di Paula
Arranjos vocais: Helen Heinzle
Piano: Rejane Ruas
Figurinos: Coema Loureiro
Fotos: Rebecca Heinzle

 

Intérpretes:

Solistas do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Sopranos: Magda Belloti e Helen Heinzle
Mezzo-soprano: Lara Cavalcanti
Contralto e piano: Rejane Ruas

   

 

PROGRAMA

Modinhas Coloniais

Autoria desconhecida
Você se esquiva de mim
Pelo amor de Deus
Ganinha, minha Ganinha
Choro, Padeço, Suspiro
Ninguém morra de ciúme
Estas lágrimas sentidas
Ausente, Saudoso e Triste

Modinhas Imperiais

Padre José Maurício
Beijo a mão que me condena 

Autor desconhecido
Róseas flores d’alvorada

J. M. de Souza Barros
Dei um ai, dei um suspiro

Sigmund Neukomm
Canzonetta

Emílio E. C. do Lago
Último adeus de amor

A. J. S. Monteiro
Que noites eu passo

Chiquinha Gonzaga
Lua Branca

Carlos Gomes
Quem sabe 

Modinhas Modernas

Francisco Mignone
Modinha 

Lorenzo Fernandez
A velha história

H. Villa-Lobos
Modinha

Chico Buarque de Hollanda
Até pensei 

Freire Júnior
Malandrinha

 

SERVIÇO

 

Municipal a um real – A Modinha que não sai de Moda

Dia 11 de novembro, domingo, às 11h30

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano s/n° – Centro – Rio – 21 2332 9191)

 

Ingressos:  Frisa/Camarote – R$1 por cadeira // Plateia e Balcão Nobre – R$1 // Balcão Superior e Lateral – R$1// Galeria – R$1

 

Censura Livre

 

 

O Theatro Municipal é vinculado à Secretaria de Estado e Cultura do Rio de Janeiro

PATROCÍNIO OURO PETROBRAS

Realização: Associação dos Amigos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro

Apoio: Livraria da Travessa Sulamérica Paradiso

 

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