Escrito por em 4 dez 2018 nas áreas Lateral, Música sinfônica, Programação, São Paulo

Também anuncia os ganhadores do Prêmio Ernani de Almeida Machado


Sob regência de Cláudio Cruz, grupo toca Mozart e Strauss em dia que será revelado o resultado da sétima edição do prêmio que já distribuiu mais de R$ 850 mil para bolsas de estudo e aquisição de novos instrumentos.
Cláudio Cruz

Assim como tem sido nos últimos anos, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, ligada à EMESP Tom Jobim – instituição da Secretaria da Cultura do Estado gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura – encerra sua temporada 2018 em grande estilo e com muitas expectativas por parte dos bolsistas.

O grupo recebe o violoncelista Antônio Meneses, reconhecido como um dos músicos brasileiros de maior destaque no cenário internacional, para concertos em Tatuí, no interior do estado, em 8 de dezembro (sábado) e em São Paulo, no dia 9. O concerto na capital será precedido da cerimônia de entrega do Prêmio Ernani de Almeida Machado, que contempla os cinco melhores bolsistas da orquestra com valores de até R$ 100 mil para o vencedor principal, via patrocínio do escritório de advocacia Machado Meyer, importante parceiro da Santa Marcelina Cultura desde 2011.

Com o mesmo repertório para os dois dias e sob a regência de seu maestro titular e diretor musical Cláudio Cruz, os jovens músicos interpretam Sinfonia nº 41, Júpiter, de Mozart. Na segunda parte, a Orquestra recebe o violoncelista Antônio Meneses para interpretar o poema sinfônico Dom Quixote, do compositor alemão Richard Strauss, baseado no célebre romance de Miguel de Cervantes. E foi com esse tipo de composição que, mesmo antes de realizar conquistas significativas no campo da ópera, Richard Strauss conquistou renome internacional.

 

PROGRAMA

Wolfgang Amadeus Mozart 
Sinfonia nº 41, Júpiter

Richard Staruss
Dom Quixote


Cláudio Cruz
– regente

Iniciou-se na música com seu pai, o luthier João Cruz. Posteriormente, recebeu orientações de Erich Lenninger, Maria Vischnia e Olivier Toni. Foi premiado pela APCA e recebeu os prêmios Carlos Gomes, Bravo, Grammy, entre outros. Foi regente titular das sinfônicas de Ribeirão Preto e de Campinas. Atuou como diretor artístico e regente nas montagens das óperas Lo Schiavo e Don Giovanni, em Campinas; e Rigoletto e La Boheme, em Ribeirão Preto. Participa de festivais internacionais nos EUA e no Brasil. Atua como regente convidado em diversas orquestras no Brasil, América do Sul, Europa e Japão. Atualmente, é regente e diretor musical da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e primeiro violino do Quarteto de Cordas Carlos Gomes.

Antônio Meneses – violoncelo

Nasceu em 1957 em Recife, no seio de uma família de músicos (seu pai era 1º Trompa da Ópera do Rio de Janeiro). Começou a estudar violoncelo aos dez anos de idade, e aos 16 anos conheceu o famoso violoncelista italiano Antonio Janigro que o convidou a frequentar sua classe em Düsseldorf e mais tarde em Stuttgart. Em 1977, ganhou o 1º Prémio no Concurso Internacional ARD de Munique e em 1982 o 1º Prêmio e Medalha de Ouro no Concurso Tchaikovsky de Moscou.

Apresenta-se regularmente com as mais importantes orquestras do mundo: a Filarmônica de Berlim, a Sinfônica de Londres, a Sinfônica da BBC, a do Concertgebouw de Amesterdã, a Sinfônica de Viena, a Filarmônica Checa, a Filarmônica de Moscou, a Filarmônica de São Petersburgo, a Filarmônica de Israel, a Orchestre de la Suisse Romande, a da Rádio da Baviera, a Filarmônica de Nova Iorque, a National Symphony Orchestra (Washington D.C.) e a Sinfônica NHK de Tóquio, entre outras.

Entre os distintos maestros com quem colaborou, contam-se Herbert von Karajan, Riccardo Muti, Mariss Jansons, Claudio Abbado, André Previn, Andrew Davis, Semion Bychkov, Herbert Blomstedt, Gerd Albrecht, Yuri Temirkanov, Kurt Sanderling, Neeme Järvi, Mstislav Rostropovich, Vladimir
Spivakov e Riccardo Chailly.

 

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

Referência tanto por seu bem-sucedido plano pedagógico quanto por sua cuidadosa curadoria artística, a Orquestra Jovem do Estado é sinônimo de excelência musical no Brasil. Desde sua reformulação, em 2012, a Orquestra passou a ter uma exigente programação artística aliada a um novo plano pedagógico elaborado pela Santa Marcelina Cultura, o que ocasionou um expressivo salto de qualidade do grupo. A Santa Marcelina Cultura convidou Cláudio Cruz em 2012 para assumir a direção musical e a regência principal da Orquestra, que hoje apresenta uma marcante identidade sonora, com uma forte coesão interna que permite a construção de repertórios cada vez mais desafiadores técnica e estilisticamente. Esse resultado é fruto também da abrangência das atividades pedagógicas propostas, que formam e inspiram os jovens instrumentistas.

Ciente da importância da vivência internacional para a formação dos jovens músicos, a Orquestra realiza regularmente turnês no exterior. Com atuações elogiadas pelo público e crítica internacional, o grupo já se apresentou em importantes salas de concerto, como o Lincoln Center, em Nova York, o Kennedy Center, em Washington e a Konzerthaus, em Berlim – além de ter participado como orquestra residente do Festival Berlioz, na
cidade natal do compositor francês, La Côte-Saint-André, interpretando a “Sinfonia Fantástica”.

 

 

SERVIÇO

 

Orquestra Jovem do Estado – Antônio Menezes – violoncelo

Em Tatuí

Dia 8 de dezembro, sábado, às 18h

Teatro Procópio Ferreira (Tatuí) (Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí – SP – (15) 3205-8444)

Entrada franca

Classificação indicativa: Livre

Acessibilidade: Sim

 

Em São Paulo

Dia 9 de dezembro, domingo, às16h

Sala São Paulo  (Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos – São Paulo –  (11) 3367-9500)

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Classificação indicativa: Livre

Acessibilidade: Sim

Prêmio Ernani de Almeida Machado

A cerimônia de entrega do Prêmio Ernani de Almeida Machado, que chega à sua sétima edição, será antes do concerto na Sala São Paulo. A iniciativa voltada exclusivamente aos bolsistas da Orquestra já contemplou até aqui 30 jovens. Desde 2012, ano em que foi instituído o prêmio, já foram destinados mais de R$ 850 mil para bolsas de estudo no exterior e aquisição de novos instrumentos. Quase a metade dos vencedores foram aprovados nos principais conservatórios de música do mundo, como o Conservatório de Paris, Conservatório de Amsterdã e o Mozarteum de Salzburgo, na Áustria.

Este ano, o grande vencedor leva uma bolsa de R$ 100 mil e outros quatro músicos recebem R$ 22 mil cada, que devem ser destinados para estudos ou aquisição de instrumentos.

Na primeira fase da seleção, os candidatos são avaliados por meio de um vídeo enviado pela internet, no qual executam uma peça de livre escolha e sem edição. Este ano, para a fase final foram aprovados 13 bolsistas entre os instrumentos de sopro – clarinete, trompete, oboé e flauta, e de cordas – viola, violino, contrabaixo e violoncelo. Entre os finalistas, destaque para a presença de quatro bolsistas com idades entre 15 e 17 anos, uma mostra da qualidade artístico-pedagógica dos programas geridos pela Santa Marcelina Cultura e na qual está inserido a Orquestra Jovem. Formada por jovens de até 25 anos, a sinfônica tem recebido musicistas mais novos a cada ano, após aprovação em processos seletivos.

A audição final foi realizada no dia 30 de novembro, na EMESP Tom Jobim e os bolsistas foram avaliados por uma banca examinadora composta por jornalistas, professores e músicos profissionais ligados às principais orquestras do país. O anúncio oficial será feito no dia 9 de dezembro.

Com a parceria do escritório de advocacia Machado Meyer, o Prêmio Ernani de Almeida Machado é um importante estímulo para os bolsistas poderem aspirar novos horizontes em suas carreiras e ao mesmo tempo abre portas para seu desenvolvimento musical. O histórico das edições não só fundamenta isso, mas também serve de impulso aos atuais integrantes da orquestra que desejam seguir o mesmo percurso: ingressar em grandes
conservatórios mundo afora. Para isso, os recursos destinados pelo prêmio são essenciais para o início desse ciclo. “É uma honra contribuir na formação destes profissionais. Ao longo desses anos, pudemos acompanhar a evolução de muitos deles, dando uma parcela de contribuição para o surgimento de novos talentos para a música clássica brasileira”, afirma Adriana Pallis, sócia a frente Comitê de Projetos Sociais e Pro Bono, do Machado Meyer Advogados.

O nome do prêmio é uma homenagem a um dos sócios fundadores do Machado Meyer, Ernani de Almeida Machado, falecido em 2009 e grande apreciador da música clássica.

Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim

Com mais de 20 anos de atuação, a Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP-Tom Jobim) tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto),
além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes.

A EMESP Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades.

A EMESP mantém seis grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado, Orquestra Jovem Tom
Jobim, Orquestra Jovem do Theatro São Pedro e Academia de Ópera do Theatro São Pedro, que oferecem bolsas para os alunos da Escola. A EMESP Tom Jobim é uma escola do Governo de São Paulo gerida em parceria com a Santa Marcelina Cultura, Organização Social ligada à Secretaria de Estado da Cultura.

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