Escrito por em 20 jan 2019 nas áreas Lateral, Notícia

Atualmente maestro residente da Sinfônica Brasileira, Mills será maestro associado na orquestra norte-americana a partir de setembro.

 

A Sinfônica de Seattle e seu diretor artístico (e maestro titular) Thomas Dausgaard anunciaram, no início de janeiro, as nomeações de Lee Mills como maestro associado “Douglas F. King” e de Lina Gonzalez-Granados como o regente aprendiz, começando em setembro de 2019.

Vencedor da Bolsa de Assistência à Carreira da Solti Foundation U.S. em 2014 e 2017, Lee Mills é atualmente maestro residente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Em seu novo posto na Sinfônica de Seattle, Mills realizará uma grande variedade de concertos durante a temporada 2019-2020. Ele atuará também como maestro assistente para regentes titular e convidados durante a maior parte da temporada.

Lina Gonzalez-Granados se junta à Sinfônica de Seattle depois de trabalhar com a Sinfônica de Chicago no Festival de Ravinia e com a Sinfônica de Nashville. Sua atuação estará centrada nos concertos educacionais e comunitários, com várias apresentações ao longo da temporada. Gonzalez-Granados também atuará como maestrina assistente em quatro concertos das séries Delta Air Lines Masterworks Season e Baroque & Wine.

Fortes defensores da música dos compositores latino-americanos, Mills e Gonzalez-Granados, juntos, vão liderar um concerto com vozes contemporâneas da América Latina na série [untitled] da Sinfônica de Seattle na temporada 2019-2020. Detalhes serão anunciados no final de fevereiro.

 

Lee Mills

Lee Mills

Maestro residente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e vencedor da bolsa U.S. Career Assistance Award da Solti Foundation em 2014 e 2017, Lee Mills é reconhecido internacionalmente como um regente apaixonado, multifacetado e enérgico. Ele liderou apresentações com a OSB que foram saudadas como tendo uma “sonoridade de vivacidade e qualidade ímpares”, trabalhando ao lado de artistas como Simone Porter, Conrad Tao, Eliane Coelho e o Smetana Trio. Seus trabalhos de regência fora da OSB incluem a Sinfônica Nacional dos Estados Unidos, a Filarmônica de Los Angeles, a Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), a Sinfônica de Saint Louis e a Sinfônica de Baltimore.

Tendo começado como maestro assistente da Sinfônica Brasileira em setembro de 2014, foi promovido a maestro residente após apenas 18 meses. Em 2017, Mills foi semifinalista no Concurso Internacional de Regência Sir Georg Solti e no Concurso Internacional de Regência da Ópera Real de Wallonie-Liege. Em 2014, conduziu, ao lado de David Robertson, na aclamada estreia norte-americana de Thirty pieces for five orchestras, de John Cage, com a Sinfônica de Saint Louis. A convite da diretora musical da Sinfônica de Baltimore (e regente da Osesp), Marin Alsop, ele recebeu o prestigiado BSE-Peabody Institute Conducting Fellowship em 2011.

Sob a tutela de Alsop e Gustav Meier, recebeu diplomas de Performance e de Artista em Regência de Orquestra no Instituto Peabody. Ele tem sido professor na renomada American Academy of Conducting, em Aspen, durante os verões de 2012 e 2013, na qual trabalhou em estreita colaboração com Robert Spano, Hugh Wolff e Larry Rachleff. Natural de Montana, Mills se formou com louvor no Whitman College, no qual começou seus estudos com Robert Bode. Além disso, estudou com Edward Polochick e Matthew Savery.

Segundo o maestro, ainda não há uma definição sobre a continuação de seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

 

Lina Gonzalez-Granados

Lina Gonzalez-Granados

Elogiada por sua “genialidade” e capacidade de criar “mudanças relâmpago em ritmo, dimâmica e efeito” (Boston Musical Intelligencer), Lina Gonzalez-Granados estabeleceu-se localmente e no exterior como talentosa regente de ópera, música clássica e contemporânea. Ela é uma defensora convicta da música de compositores latino-americanos, trabalho que lhe valeu o reconhecimento como um dos “30 latinos com menos de 30 anos” pelo jornal El Mundo, em 2016.

Em 2014, González-Granados fundou o Unitas Ensemble, uma orquestra de câmara com sede em Boston, especializada em música latino-americana. O conjunto realizou várias estreias mundiais, norte-americanas e americanas, bem como a criação e lançamento do álbum Estaciones, gravado ao lado do Cuarteto Latinoamericano, ganhador do Grammy Latino. Na temporada 2018-2019, o Unitas Ensemble foi convidado na Orquestra Nacional da Colômbia e incluirá compromissos com a Ópera de Tulsa e Santa Fe Pro Musica.

Em setembro de 2017, Gonzalez-Granados foi nomeada regente assistente Taki Concordia, cargo criado por Marin Alsop para promover o empreendedorismo e o talento de maestrinas. A jovem foi regente assistente da Sinfônica de Chicago no Ravinia Festival, da Sinfônica de Nashville e da Filarmônica das Américas, trabalhando com artistas como Giancarlo Guerrero, Tobias Picker, Yefim Bronfman e Pinchas Zukerman, entre outros.

Em 2018 Gonzalez-Granados foi uma das oito selecionadas em todo o mundo para a masterclass do maestro Bernard Haitink no Festival de Lucerna. Ela também participou do Festival Cabrillo de Música Contemporânea, com Marin Alsop e James Ross, e do Instituto de Condutores de Linda e Mitch Hart, na Ópera de Dallas, fazendo dela a primeira maestrina hispânica selecionada. Fez também masterclasses com Nicole Paiment, Carlo Montanaro, Kenneth Kiesler, Andrés Orozco Estrada, Frank Battisti, Benjamin Juarez e Roselin Pabon.

Nascida e criada em Cali, na Colômbia, Gonzalez-Granados fez sua estreia em 2008, com a Orquestra Juvenil de Belas Artes de Cali. Ela fez mestrado em Regência e graduação em Regência Coral pelo Conservatório de New England, e atualmente está cursando doutorado em Regência Orquestral na Universidade de Boston. Entre seus mentores estão Bramwell Tovey, Stefan Asbury, Erica Washburn e Charles Peltz.

 

Orquestra Sinfônica de Seattle

A Sinfônica de Seattle é uma das principais orquestras dos EUA, internacionalmente reconhecida por sua programação inovadora e extensa história de gravações. Desde setembro de 2011, o conjunto é dirigido por Ludovic Morlot e, em setembro de 2019, o principal regente convidado, Thomas Dausgaard, se tornará diretor musical. A Sinfônica toca de setembro a julho para mais de 500 mil pessoas, seja em concertos ao vivo ou transmissões de rádio, e se apresenta em uma das melhores e mais modernas salas de concerto do mundo – a acusticamente soberba Benaroya Hall, no centro de Seattle.

Seus intensos programas educacionais e comunitários atingem mais de 65 mil crianças e adultos por ano. A Sinfônica tem um profundo compromisso com novas músicas, comissionando muitos trabalhos a compositores vivos a cada temporada. A orquestra fez quase 150 gravações e recebeu três prêmios Grammy (além de 26 indicações), dois prêmios Emmy e foi nomeada a Orquestra do ano de 2018 da revista Gramophone. Em 2014, a Sinfônica de Seattle lançou sua gravadora interna, a Seattle Symphony Media.

 

Foto do post: Cicero Rodrigues

 

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