Escrito por em 23 jan 2019 nas áreas Lateral, Programação, São Paulo

Apresentações gratuitas e a preços populares

A cidade de São Paulo completa 465 anos no dia 25 de janeiro e o Theatro Municipal apresenta uma programação especial para o final de semana de aniversário da capital paulista. Na sexta-feira, 25, às 18h, o Balé da Cidade ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal apresenta gratuitamente o espetáculo Risco, com direção cênica de Sérgio Ferrara e regência do maestro Roberto Minczuk. No sábado, 26, às 20h, e no domingo, 27, às 17h, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico apresentam Cinema em Concerto – Kubrick – 2001: Uma Odisseia no Espaço e Laranja Mecânica. Os ingressos para esta apresentação custam apenas R$ 2 (preço único). Também no domingo, às 12h, a Orquestra Experimental de Repertório (OER) realiza gratuitamente mais uma apresentação da série Outros Sons, com a Sinfonia em Sol Maior nº 8 op. 88, de Antonín Dvorák, e a peça Torém, Cantata sobre cantos dos índios Tremembé, de André Mehmari.

Toda a programação acontece na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo. As apresentações gratuitas terão os ingressos distribuídos com 2 horas de antecedência. Já as entradas para a série “Cinema em Concerto” serão vendidas pelo site eventim.com.br ou na bilheteria.

 

Risco” – Balé da Cidade de São Paulo e Orquestra Sinfônica Municipal

O espetáculo integra o programa “CORPO CIDADE”, concebido para dialogar, por meio da dança, com a cidade de São Paulo e seus cidadãos. Segundo Sérgio Ferrara, diretor cênico do espetáculo, “Risco traça um desenho que reflete a busca de uma cidade em conviver com a diversidade de ideias e comportamentos. E, simultaneamente, buscar a igualdade de direitos”.

Os bailarinos serão acompanhados pelos músicos da Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência do maestro Roberto Minczuk. A trilha de Risco é composta pelas peças Os Planetas, de Gustav Holst, e Festas Romanas, de Otorino Respighi.

Direção: Ismael Ivo
Direção cênica – Sérgio Ferrara
Regência – Roberto Minczuk
Coreografia – Laboratório de criação com o elenco
Assistentes de Coreografia – Fernando Machado, Carolina Franco, Roberta Botta
Espaço Cenográfico – Marcel Kaskeline
Projeto de Filme e Vídeo – Joaquim Tomé
Criação de Luz – Sueli Matsuzaki
Figurino – Acervo do BCSP sob curadoria de Juliana Andrade
Bailarinos: Alyne Mach, Ana Beatriz Nunes, Antônio Adilson Jr., Ariany Dâmaso, Bruno Gregório, Bruno Rodrigues, Camila Ribeiro, Carolina Martinelli, Cléber Fantinatti, Erika Ishimaru, Fabiana Ikehara, Fábio Pinheiro, Fernanda Bueno, Grécia Catarina, Harrison Gavlar, Isabela Maylart, Jéssica Fadul, Leonardo Hoehne Polato, Leonardo Muniz, Luiz Crepaldi, Luiz Oliveira, Manuel Gomes, Marcel Anselmé, Márcio Filho, Marina Giunti, Marisa Bucoff, Rebeca Ferreira, Renata Bardazzi, Reneé Weinstrof, Uátila Coutinho, Victor Hugo Vila Nova, Victória Oggiam, Yasser Díaz.

 

Cinema em Concerto Kubrick – 2001: Uma Odisseia no Espaço e Laranja Mecânica

Sob a regência do maestro Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM) e o Coro Lírico Municipal de São Paulo executarão parte das trilhas sonoras de 2001: Uma Odisseia no Espaço e de Laranja Mecânica, com trechos dos dois filmes sendo exibidos durante a apresentação.

De Laranja Mecânica, o programa conta com o Funeral da Rainha Mary, de Henry Purcell, Pompa e Circunstância, de Edward Elgar, Gayane, de Aram Khachaturian, e dois movimentos da Sinfonia nº 9 (movimentos 3 e 4), de Ludwig van Beethoven, com a participação da soprano Berenice Barreira, da contralto Magda Painno, do tenor Marcello Vannucci e do baixo Guilherme Rosa, além do Coro Lírico Municipal.

Da trilha de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, serão executados Assim Falou Zaratustra (introdução), de Richard Strauss, Danúbio Azul, de Johann Strauss Jr., e  Atmosphères, de György Ligeti.

 

OER Outros Sons – Em comemoração ao aniversário da cidade

A Orquestra Experimental de Repertório (OER), com regência de Jamil Maluf, ao lado do Coro Adulto da Escola de Música (regente do coro é Maíra Ferreira) e da solista convidada Marlui Miranda, dá continuidade à série “Outro Sons”. Na primeira parte do concerto apresenta a Sinfonia nº 8 em Sol maior, do renomado compositor Antonín Dvorák, obra com uma valsa graciosa no terceiro movimento.

Na segunda parte, a OER executa Torém, Cantata sobre cantos dos índios Tremembé, de André Mehmari. A peça é a primeira do compositor para orquestra completa e versa sobre a cultura musical indígena brasileira. A obra foi composta após pesquisa com os índios em Tremembé, ao lado de Marlui Miranda, pesquisadora do tema.

 

 

SERVIÇO

 

Theatro Municipal comemora aniversário da cidade de São Paulo

 

“RISCO”

Dia 25 de janeiro, sexta-feira, às 18h

Theatro Municipal SP – Sala de Espetáculos (Praça Ramos de Azevedo, s/nº – São Paulo / SP)

Indicação etária: 12 anos

Ingressos: Entrada Franca (distribuição 2 horas antes do espetáculo)

 

 

 CINEMA EM CONCERTO 

Dias 26 de janeiro, sábado, às 20h e 27 de janeiro, domingo, às 17h

Theatro Municipal SP – Sala de Espetáculos (Praça Ramos de Azevedo, s/nº – São Paulo / SP)

Ingressos: R$ 2 (preço único)

*Ingressos na bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo ou pelo site eventim.com.br.

Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10 às 19h, e sábados e domingos, das 10 às 17h.

 

 

OER OUTROS SONS 

 

Dia 27 de janeiro, domingo, às 12h

Theatro Municipal SP – Sala de Espetáculos (Praça Ramos de Azevedo, s/nº – São Paulo / SP)

Indicação etária: Livre (sugerido para maiores de 7 anos)

Ingressos: Entrada franca (distribuição 2 horas antes do espetáculo)

 

 

Balé da Cidade de São Paulo

O Balé da Cidade de São Paulo foi criado em 7 de Fevereiro de 1968, com o nome de Corpo de Baile Municipal. Inicialmente com a proposta de acompanhar as óperas do Theatro Municipal e se apresentar com obras do repertório clássico, teve Johnny Franklin como seu primeiro diretor artístico. Em 1974, sob a direção Antônio Carlos Cardoso, a companhia assumiu o perfil de dança contemporânea, que mantém até hoje. Em todos esses anos, o repertório se definiu com um celeiro de novos vocábulos de dança, inovação de movimento e criação de novas expressões artísticas.

Abrigou um corpo de solistas qualificados que, com coreógrafos de alta qualidade, marcaram uma época. Suas criações se destacam como inéditas e foram apresentadas com grande sucesso na plataforma nacional e internacional. A bem-sucedida carreira internacional da companhia teve início com a participação na Bienal de Dança de Lyon, França, em 1996. Desde então, suas turnês europeias têm sido aclamadas tanto pela crítica especializada quanto pelo público de todos os grandes teatros onde se apresenta.

A longevidade do Balé da Cidade de São Paulo, o rigor e padrão técnico do elenco e equipe artística, atraem os mais importantes coreógrafos brasileiros e internacionais, interessados em criar obras para seus bailarinos e artistas. Atualmente, a companhia tem como diretor artístico o bailarino e coreógrafo Ismael Ivo que também é fundador, diretor e conselheiro do Festival ImPulsTanz, de Viena.

 

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Até o começo do século 20, as companhias líricas internacionais que se apresentavam no Theatro Municipal traziam da Europa seus instrumentistas e coros completos, pela falta de um grupo orquestral em São Paulo especializado em ópera. Somente a partir da década de 1920 uma orquestra profissional foi criada e passou a realizar apresentações esporádicas, tornando-se regular em 1939, sob o nome de Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Uma década mais tarde, o conjunto passou a se chamar Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e foi oficializado em lei de 28 de dezembro de 1949, que vigora ainda hoje.

A história da Sinfônica Municipal se confunde com a da música orquestral em São Paulo, com participações memoráveis em eventos como a primeira Temporada Lírica Autônoma de São Paulo, com a soprano Bidu Sayão; a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940; a reabertura de Theatro Municipal, em 1955, com a estreia da ópera Pedro Malazarte regida pelo compositor, Camargo Guarnieri; e a apresentação nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo.

Estiveram à frente da orquestra, entre outros, os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kasniefski, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling. Roberto Minczuk é o atual regente da Orquestra Sinfônica Municipal – OSM.

 

 Orquestra Experimental de Repertório

A Orquestra Experimental de Repertório (OER) foi criada em 1990 a partir de um projeto do Maestro Jamil Maluf, e oficializada pela Lei 11.227, de 1992. A OER tem por objetivos a formação de profissionais de orquestra da mais alta qualidade, a difusão de um repertório abrangente e diversificado, que mostre o extenso alcance da arte sinfônica, bem como a formação de plateias. Suas várias séries de concertos com renomadas estrelas da música erudita e popular, bem como suas montagens de óperas, balés e gravações para TV, compõem uma programação que, há vários anos, vem conquistando público e crítica. Entre os vários prêmios que recebeu está o Prêmio Carlos Gomes, como destaque de música erudita.

De 2014 a 2016, a OER foi dirigida pelo Maestro Carlos Moreno, e voltou a ter o Maestro Jamil Maluf como seu Regente Titular a partir de 2017, com o Maestro Thiago Tavares como Regente Associado.

 

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