Escrito por em 15 fev 2019 nas áreas Lateral, Música sinfônica, Programação, São Paulo

O programa traz cores e texturas da virada do século 19 para o 20

No ano em que celebra 40 anos, Orquestra Jovem do Estado de SP abre temporada com Quarteto Carlos Gomes e o pianista Nahim Marun
Sob a batuta de Cláudio Cruz, grupo explora os compositores Benjamin Britten, Edward Elgar e Leoš Janáček, nos dias 23 e 24 de fevereiro, em Piracicaba e São Paulo, respectivamente. Na capital, concerto ocorre na Sala São Paulo e os ingressos custam R$30. Temporada une a tradição dos séculos 18 e 19 com o repertório dos séculos 20 e 21, que recebe grande destaque na agenda com o objetivo de preparar os alunos para a música contemporânea. Grupo recebe maestros e solistas convidados e homenageia Cláudio Santoro

O ano de 2019 será especial para a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. O grupo ligado à EMESP Tom Jobim – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura – comemora 40 anos de trajetória. Seguindo a proposta artístico-pedagógica implementada nos últimos anos que a credenciou como um dos principais grupos de formação musical do país pela qualidade do trabalho, a Orquestra abre mais uma temporada de concertos agora em fevereiro.

Os 90 bolsistas com idades de até 25 anos recebem logo no primeiro programa o renomado Quarteto Carlos Gomes, grupo de câmara formado pelo próprio Cruz – que se divide entre a batuta e o violino – e Adonhiran Reis (violinos), Gabriel Marin (viola) e Alceu Reis (violoncelo), além do pianista Nahim Marun, professor da Unesp e autor de gravações premiadas e recomendadas pela revista francesa Diapason.

No dia 23, sábado, a Orquestra Jovem toca no Teatro Municipal Erótides de Campos, em Piracicaba, às 17h, com entrada franca. Já no domingo, 24, sobe ao palco da Sala São Paulo, às 16h, com ingressos a R$30 (inteira).

O programa traz cores e texturas da virada do século 19 para o 20, com a Introdução e Allegro para quarteto de cordas, de Edward Elgar; Jovem Apolo e Uma Abertura Americana, de Benjamin Britten; e a Sinfonietta, de Leoš Janáček, tido como um dos principais compositores da República Tcheca. Dos compositores ingleses, Britten é o primeiro grande autor de peças operísticas desde Henry Purcell, e Elgar foi o precursor das gravações em disco em vinil, antes feitas todas em gramofone.

Após a estreia no ano, a Orquestra Jovem do Estado retorna aos palcos em abril, quando recebe o maestro francês Bruno Mantovani, diretor do Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris, e o pianista e professor da instituição francesa Denis Pascal, como solista e 11 alunos do Conservatório de Paris que participarão de um intercâmbio com os bolsistas da Orquestra Jovem. Com repertório vanguardista, o espetáculo vai reunir obras de Ravel, Debussy, Dutilleux e Varèse, e integra a parceria de intercâmbio que a Santa Marcelina Cultura mantém com o conservatório.

Até dezembro, serão ao todo nove programas sinfônicos sob a regência de seu diretor musical e maestro titular Cláudio Cruz e convidados, como Fábio Mechetti e Ira Levin, e com a presença de solistas. Além de apresentar a estreia mundial de uma obra encomendada especialmente ao compositor brasileiro Rodrigo Lima, grupo também vai realizar um concerto em homenagem a Cláudio Santoro pelos 100 anos de nascimento do compositor brasileiro. A efeméride será celebrada em parceria com o Coral Jovem do Estado, que também completa 40 anos em 2019, e participará da interpretação da Missa a Seis Vozes de Cláudio Santoro.

PROGRAMA

Edward Elgar (1857-1934)
Introdução e Allegro para Quarteto de Cordas
– Quarteto Carlos Gomes

Benjamin Britten (1913-1976)
Jovem Apolo
– Quarteto Carlos Gomes e Nahim Marun

Benjamin Britten (1913-1976)
Uma Abertura Americana

Leos Janácek (1854-1928)
Sinfonietta

 

 

SERVIÇO

 

Orquestra Jovem do Estado de SP 

Piracicaba

Dia 23 de fevereiro, sábado, às 17h

Teatro Municipal Erótides de Campos (Av. Maurice Allain, 454 – Parque do Engenho Centra – (19) 3413-8526)

Entrada Franca

Classificação indicativa: Livre

Acessibilidade: Sim

São Paulo

Dia 24 de fevereiro, domingo, às 16h

Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos, São Paulo – (11) 3367-9500)

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia)

Classificação indicativa: Livre

Acessibilidade: Sim

 

Cláudio Cruz, diretor musical e regente titular

Iniciou-se na música com seu pai, o luthier João Cruz, posteriormente recebeu orientações de Erich Lenninger, Maria Vischnia e Olivier Toni. Foi premiado pela APCA e recebeu os prêmios Carlos Gomes, Bravo, Grammy, entre outros. Foi regente titular das sinfônicas de Ribeirão Preto e de Campinas. Em 2017, gravou CDs com a Royal Northern Sinfonia, em New Castle, na Inglaterra, e com o Quarteto Carlos Gomes, com obras de Carlos Gomes, Alexandre Levy e Glauco Velasquez. Gravou o terceiro CD com a Orquestra Jovem do Estado, com obras de Bartok, Kodaly e Flo Meneses, e lançou as edições dos Quartetos de Alberto Nepomuceno no Festival de Campos do Jordão e na Sala São Paulo.

Participou do Festival Internacional de Música de Câmara “La Musica”, na Florida, e do Festival Internacional de Música e Câmara da Universidade da Georgia, ambos nos Estados Unidos. Atuou como diretor musical e regente nas montagens das óperas Don Giovanni e La Belle Helene no Theatro São Pedro. Atualmente, é regente e diretor musical da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e primeiro violino do Quarteto de Cordas Carlos Gomes.

 

Quarteto Carlos Gomes

Composto por quatro dos mais importantes músicos do cenário nacional, o quarteto realiza um constante trabalho de pesquisa junto a bibliotecas e museus sobre material nunca gravado e muitas vezes nunca executado. Formado por Cláudio Cruz, Adonhiran Reis (violinos), Gabriel Marin (viola) e Alceu Reis (violoncelo), o conjunto vem surpreendendo o cenário musical e conquistando elogiosas críticas de seus pares.

O Quarteto Carlos Gomes tem como seu principal objetivo a divulgação da música brasileira, latino-americana, a música de nosso tempo, além do amplo repertório composto para este gênero. Apresentam-se em concertos em diversas cidades do país, e com a colaboração de importantes artistas. Em 2018, venceu o Prêmio Bravo na categoria melhor CD de música erudita.

Nahim Marun, piano

Mestre pelo The Mannes College of Music de New York e Pós-Doutorado pela Université Paris-Sorbonne, Marun é professor na Unesp, com vários livros publicados, aulas e concertos pela Europa, América Latina e do Norte. Estudou com Isabel Mourão e Koellreutter no Brasil, Grant Johannesen e Schachter nos EUA e Danièle Pistone na França. Melhor Solista do Ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, indicado Melhor Pianista pelo Prêmio Carlos Gomes e Prêmio Pró-Ação Cultural da Secretaria de Cultura SP. Suas gravações receberam Diapason d’Or, Prêmio Bravo!, foram recomendadas pelas revistas Diapason, Diverdi, American Record Guide e Melhores do Ano pela Iberian and Latin Music Society de Londres.

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

Referência tanto por seu bem-sucedido plano pedagógico quanto por sua cuidadosa curadoria artística, a Orquestra Jovem do Estado é sinônimo de excelência musical no Brasil. Desde sua reformulação, em 2012, a Orquestra passou a ter uma exigente programação artística aliada a um novo plano pedagógico elaborado pela Santa Marcelina Cultura, o que ocasionou um expressivo salto de qualidade do grupo. A Santa Marcelina Cultura convidou Cláudio Cruz em 2012 para assumir a direção musical e a regência principal da Orquestra, que hoje apresenta uma marcante identidade sonora, com uma forte coesão interna que permite a construção de repertórios cada vez mais desafiadores técnica e estilisticamente.

Esse resultado é fruto também da abrangência das atividades pedagógicas propostas, que formam e inspiram os jovens instrumentistas. Ciente da importância da vivência internacional para a formação dos jovens músicos, a Orquestra realiza regularmente turnês no exterior. Com atuações elogiadas pelo público e crítica internacional, o grupo já se apresentou em importantes salas de concerto, como o Lincoln Center, em Nova York, o Kennedy Center, em Washington e a Konzerthaus, em Berlim – além de ter participado como orquestra residente do Festival Berlioz, na cidade natal do compositor francês, La Côte-Saint-André, interpretando a “Sinfonia Fantástica”.

Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim

Com 30 anos de atuação, a Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes.

A EMESP Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades.

A EMESP mantém seis grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado, Orquestra Jovem Tom Jobim, Orquestra Jovem do Theatro São Pedro e Academia de Ópera do Theatro São Pedro, que oferecem bolsas para os alunos da Escola. A EMESP Tom Jobim é uma escola do Governo de São Paulo gerida em parceria com a Santa Marcelina Cultura, Organização Social ligada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo

Santa Marcelina Cultura

Criada em 2008, a Santa Marcelina Cultura é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização Social de Cultura pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. É responsável pela gestão do Guri da capital e região Metropolitana de São Paulo e da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim). O objetivo da Santa Marcelina Cultura é desenvolver um ciclo completo de formação musical integrado a um projeto de inclusão sociocultural, promovendo a formação de pessoas para a vida e para a sociedade. Desde maio de 2017, a Santa Marcelina Cultura também gere o Theatro São Pedro, desenvolvendo um trabalho voltado a montagens operísticas profissionais de qualidade aliado à formação de jovens cantores e instrumentistas para a prática e o repertório operístico, além de se debruçar sobre a difusão da música sinfônica e de câmara com apresentações regulares no Theatro.

 

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