Escrito por em 14 fev 2019 nas áreas Balé/Dança, Lateral, Programação, São Paulo

São Paulo Companhia de Dança se apresenta pela primeira vez no município

A São Paulo Companhia de Dança, corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogea, apresenta-se no município para um espetáculo gratuito no dia 17 de fevereiro, domingo, às 18h, no CEMUR Taboão da Serra.

O repertório da noite será formado por Suíte de Raymonda (2017), de Guivalde de Almeida, a partir da versão original de Marius Petipa; Pas de Deux, de O Cisne Negro (2014), uma criação de Mario Galizzi para a SPCD, também a partir do original de 1895 de Petipa (1818-1910); e Pivô (2016) com coreografia assinada por Fabiano Lima. “É uma alegria levar a dança da São Paulo para Taboão da Serra, para vivenciarmos juntos o aniversário de 60 anos deste município que tanto valoriza esse movimento de arte”, explica Inês Bogea.

Os interessados em assistir ao espetáculo da SPCD devem chegar ao local com uma hora de antecedência ao início da apresentação.


Atividades educativas da SPCD em Taboão da Serra

Além do espetáculo aberto ao público, a SPCD também realizará no dia 17 de fevereiro duas Oficinas de Dança, fechadas, na Escola Municipal de Bailado de Taboão da Serra. Das 14 às 15h15 será a vez de uma oficina de Balé Clássico e das 15h30 às 16h45 de Repertório em Movimento, ambas com Mílton Coatti, gerente de ensaio da SPCD.

Para mais informações, acesse: spcd.com.br

 


SERVIÇO

 

São Paulo Companhia de Dança – 60 anos de Taboão da Serra
 

Dia 17 fevereiro, domingo, às 18h

CEMUR Taboão da Serra (Praça Nícola Vivilechio, 151 – Jardim Bom Tempo – Taboão da Serra/SP)

Entrada franca
 

Obras que serão apresentadas

Suíte de Raymonda (2017)

Coreografia: Guivalde de Almeida a partir do original de 1898 de Marius Petipa
MúsicaRaymonda, de Alexander Glazunov (1865-1936), executada pela Orquestra Filarmônica de Nice, com regência de Klaus Weise e Orquestra Sinfônica de Moscou, com regência de Alexander Anisimov
Figurino: Tânia Agra
Iluminação: Wagner Freire

A obra de Guivalde de Almeida parte da versão original de 1898 de Marius Petipa e integra o terceiro ato da obra. Em cena assistimos ao casamento de Raymonda com João de Brienne. “O meu principal objetivo foi manter a essência da obra de Petipa, o estilo, atrelado à identidade dos bailarinos da Companhia. É uma dança virtuosa, pontuada por muitas variações e o que singulariza sua criação no cenário da dança é a união entre a dança clássica acadêmica com a dança a caráter, que vemos ao mesmo tempo na cena”, fala o coreógrafo.


Pas de deux de O Cisne Negro (2014)

Coreografia: Mario Galizzi a partir do original de 1895 de Marius Petipa (1818-1910)
Música: Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893)
Figurinos: Tânia Agra
Iluminação: Guilherme Paterno

Este duo marca o encontro do príncipe Siegfried com Odile, o Cisne Negro. Filha do feiticeiro Rothbart, ela deseja encantar o príncipe para que ele quebre sua jura de amor eterno a Odete, o Cisne Branco, durante um baile. Para enganá-lo, Odile sutilmente alterna sensualidade e doçura, e deixa transparecer toda sua maldade. Este é um dos grandes momentos do terceiro ato deste balé, um dos mais conhecidos do mundo.


Pivô (2016)

Coreografia: Fabiano Lima
MúsicaQuem sabe? (1859) cantada por Adriana de Almeida e executada ao piano por Olinda Allessandrini e Bailado dos Índios da ópera O Guarani (1870), Carlos Gomes (1836-1896), executada pela Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo, sob regência de Armando Bellardi.
Figurino: Cássio Brasil
Iluminação: Guilherme Paterno

Criada para o Ateliê de Coreógrafos 2016, a obra se vale de referências do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea. Com músicas de Carlos Gomes, a coreografia traz para a cena o ambiente brasileiro com sonoridades conhecidas. O figurino de Cássio Brasil dialoga com a luz de Guilherme Paterno e evidencia as diferentes camadas de cor da obra. “É uma coreografia de troca e percepção para entendermos como essa dança passa de um corpo para o outro. Gosto de trabalhar com elementos cênicos, dá identidade aos meus trabalhos”, diz Fabiano. A obra foi premiada com o terceiro lugar na escolha do júri como Melhor Espetáculo de Dança de 2016 em enquete promovida pelo Guia da Folha.

 


São Paulo Cia de Dança 

Direção Artística | Inês Bogea

Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é um corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogea, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística, que incluem trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas, especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho.

A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada. Desde sua criação, já foi vista por um público superior a 660 mil pessoas em 17 diferentes países, passando por mais 136 cidades, em mais de 860 apresentações. Desde sua criação, a Companhia já acumulou 21 prêmios, nacionais e internacionais. Além da Difusão e Circulação de Espetáculos, a SPCD tem mais duas vertentes de ação: os Programas Educativos e de Formação de Plateia e Registro e Memória da Dança.

Inês Bogea

Doutora em Artes (Unicamp, 2007), bailarina, documentarista, escritora e professora no curso de especialização Arte na Educação: Teoria e Prática da Universidade de São Paulo (USP). De 1989 a 2001, foi bailarina do Grupo Corpo (Belo Horizonte). Foi crítica de dança da Folha de S. Paulo de 2001 a 2007. É autora de diversos livros infantis e organizadora de vários livros. Na área de arte-educação foi consultora da Escola de Teatro e Dança Fafi (2003-2004) e consultora do Programa Fábricas de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado (2007-2008). É autora de mais de quarenta documentários sobre dança.

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