Escrito por em 16 abr 2019 nas áreas Curso / Encontro, Lateral, Programação, Rio de Janeiro

Johann Sebastian Bach, a flor de Ambrósio

No Ciclo intitulado “Do Barroco ao Modernismo: os caminhos tortuosos da Música ocidental”, a ser apresentado CCJF nos meses de abril, maio e junho, o maestro Ricardo Rocha, da Cia Bachiana Brasileira, fará inicialmente um passeio pela história da Música, que compreenderá do início da história da música na civilização cristã até a primeira metade do século XX, priorizando o Barroco, o Classicismo, o Romantismo, o Impressionismo e o Modernismo musicais.

Nesta primeira palestra, o foco será sobre o maior fenômeno musical de todos os tempos, Johann Sebastian Bach, cuja linhagem musical será mapeada desde o século IV com Santo Ambrósio, o bispo de Milão que converteu o filósofo Agostinho de Hipona.  Daí passará pelo monge agostiniano Martinho Lutero no século XVI, depois pelos mestres italianos Palestrina, Giovanni Gabrielli e seu melhor aluno, o luterano Heinrich Schütz, que também estudará com Monteverdi, até chegar ao seu maior influenciador musical, Antonio Vivaldi, seu contemporâneo. Esse caminho nos fará entender como foi possível a produção de um barroco musical protestante, construído a partir da representação do sagrado e da simbologia numérica da tradição apostólica da mística cristã, revelando o coração ecumênico que pulsava atrás de sua música.

As palestras serão Ilustradas com imagens e gravações em vídeos.

 

Ficha técnica

Palestra I – Johann Sebastian Bach, a flor de Ambrósio

Direção musical e apresentação: Maestro Ricardo Rocha

Produção: Sociedade Musical Bachiana Brasileira

Apoio Institucional: Centro Cultural Justiça Federal, CCJF

 

Ricardo Rocha – Maestro e Diretor Musical

Ricardo Rocha

“The Magical Sound-Sorcerer / “Ricardo Rocha, the world ambassador for the classical music of Brazil”  Título da matéria de página inteira, com fotos frente à Orquestra Sinfônica de Bamberg, da  revista trimestral europeia “Drive”, em inglês, francês e alemão – (jan/2001).

Rocha fundou e dirige musicalmente a SMBB – Sociedade Musical Bachiana Brasileira, dedicada à difusão da música erudita, brasileira e internacional. Com seus corpos coral e orquestral da Cia. Bachiana Brasileira, teve montagens entre os dez melhores concertos do ano pelo jornal O Globo em 2007, 2008 e 2011, sendo aclamada em 2009 com o prêmio do Governo do Estado do RJ em Música Erudita. Entre inúmeros concertos, gravou programas para TV , Rádio e vários DVDs e CDs, com várias postagens em seu canal no  Youtube.

Na Alemanha, criou e dirigiu por 11 anos (1989 a 2000) o ciclo “Brasilianische Musik im Konzert” para a difusão da música sinfônica brasileira, regendo à frente de grandes orquestras como: Sinfônica de Bamberg, Filarmônica da Turíngia, Filarmônica de Südwestfallen (gravando CD) e Sinfônica de Baden-Baden, seguindo mais tarde como convidado neste país;  Na Argentina, foi residente frente à Orquesta Sinfónica Nacional de Cuyo, em Mendoza;

Criou a marca MBC para a difusão da Música Brasileira de Concerto no Brasil e no exterior, a versão erudita da MPB, em texto publicado em 2003. A convite do Ministério das Relações Exteriores, fez turnê na Ásia em 2009 (Hanói e Singapura) com a Orquestra Bachiana Brasileira como piloto de uma política de difusão intercontinental da MBC;

No Brasil, foi titular da Orquestra Sinfônica da UFMT (1992-94) e da Orquestra Sinfônica e Coro Estável da Escola de Música da UFMG (1994-96), onde também foi Professor de Regência.  Como convidado, regeu grandes orquestras como a OSB, OSTM-SP, OSMG, OPES, OSN-UFF, OSBJ e a OJB -Orquestra Jovem do Brasil, formada por jovens escolhidos em todo o país para tocar a Nona Sinfonia de Beethoven, pelos 20 anos da Queda do Muro de Berlin. Atuou também como Diretor da área Sinfônica, Maestro e Professor de Regência em diversos Festivais Internacionais de Inverno e Verão no Brasil.

Possui o título de Kapellmeister, o mais alto título em Regência em países de língua germânica, pela Escola Superior de Música da Universidade de Karlsruhe. É Mestre em Regência pela EM da UFRJ. Sua produção intelectual abrange atuação como palestrante, autor de cursos e diversos artigos, os livros “Regência, uma arte  complexa” (2004) e “As Nove Sinfonias de Beethoven – uma Análise Estrutural” (2013), (Editora Ibis Libris) com dois outros a caminho.

Comendador pelo Poder Judiciário, da Ordem São José Operário do Mérito Judiciário do Trabalho, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª. Região, desde 1994, Rocha foi professor de História da Música na pós-graduação da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro (2010-2017) e do CBM – Conservatório Brasileiro de Música, em regência e análise, além de ter uma classe particular de regência há 22 anos no Rio de Janeiro, em ópera e concertos sinfônicos.

“Como é que se faz crítica musical? Quando há problemas evidentes, é fácil. Você diz que a cantora desafinou, que o timpanista excedeu-se etc. Mas, e quando tudo dá certo e esbarramos no milagre da grande arte?  (…) O que o maestro Ricardo Rocha conseguiu deveria ser imediatamente gravado. É um Brahms “passado a limpo” que, talvez por causa disso, aparece com uma força estonteante.  Naquele velho dilema Toscanini x Furtwängler. acho que Ricardo seria mais Toscanini. (…) de grau em grau, sem forçar nada, o maestro deixa espaço para as grandes perorações finais, que chegam como uma força da natureza. Isto só se consegue com infinito trabalho, (…) com uma atenção filigranática aos detalhes de dinâmica e fraseado.  Depois de tudo feito, parece fácil, quase óbvio.  Vá alguém fazer!” – (Luiz Paulo Horta, RJ, O Globo de 13 de outubro de 2008, sobre a Primeira Sinfonia de Brahms)

www.maestroricardorocha.com

 

 

SERVIÇO

 

Do Barroco ao Modernismo os caminhos tortuosos da Música ocidental’

Dia 25 de abril, das 18:30 às 21h

Centro Cultural da Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 Centro, Cinelândia  – Rio)

 

Ingressos: R$ 40,00 por pessoa

Promoção:

os dez primeiros que fizerem reserva poderão levar gratuitamente um convidado

Inscrições com nossa Assessoria de Imprensa: tisato@globo.com

 

 

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