Escrito por em 2 abr 2019 nas áreas Lateral, Música sinfônica, Programação, Rio de Janeiro

Concerto marca a abertura da Série Mundo e terá a Áustria em evidência

Na próxima sexta-feira, dia 5 de abril, às 20h, a Orquestra Sinfônica Brasileira subirá ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro para realizar o primeiro concerto da Série Mundo. Na ocasião, a orquestra – regida pelo maestro Lee Mills – receberá o pianista Philipp Scheucher como pianista convidado e executará um programa com obras de compositores austríacos. A OSB conta com a Lei Rouanet e tem a NTS como mantenedora, Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras e Eletrobras como copatrocinadora.

O objetivo da Série Mundo é apresentar, ao longo de 2019, riquezas musicais de diferentes países, assim como abrir espaço para obras de compositores brasileiros ou internacionais que foram influenciados ou se inspiraram na música dessas nações. A Áustria abre o ciclo com o pianista Philipp Scheucher, que se apresentará pela primeira vez na América do Sul. No programa, mais austríacos: Mozart, Schubert, Zerline Erfurt e Sigismund von Neukomm. A realização do concerto é uma parceria com a Embaixada da Áustria em Brasília.

O solista convidado garante que pretende levar ao palco do Theatro Municipal um pouco de seu país de origem, que, em suas palavras, é “a casa da música clássica”. “O famoso Concerto para Piano nº 20 é o meu favorito absoluto entre os concertos de Mozart. Quero compartilhar este momento com o maior público possível” – diz Scheucher

 

Phillip Scheucher

Philipp Scheucher

Philipp Scheucher nasceu em Grazna na Áustria, em 1993. Seus estudos musicais começaram aos cinco anos de idade, no início em uma escola de música local e logo seu extraordinário talento musical o levou à Maria Zgubic, na Universidade de Música e Artes Cênicas de Graz. Desde 2008 é aluno de Markus Schirmer, com quem já se apresentou, aos doze anos de idade, no Wiener Musikverein. Em junho de 2018, recebeu o diploma de mestrado com distinção unânime.

Aos 26 anos de idade, o pianista acumula uma série de prêmios conquistados em importantes competições ao redor do globo. Por exemplo, já venceu o concurso austríaco Prima La Musica cinco vezes; é vencedor múltiplo do concurso internacional de Munique, Münchner Klavierpodium; é ganhador absoluto da competição internacional Zlatko Grgošević em Zagreb na Croácia; e também conquistou o primeiro prêmio na competição internacional de piano Ricard Viñes em Lleida na Espanha.

Durante os últimos anos, ganhou três primeiros prêmios em renomados concursos internacionais de piano: em Colônia na Alemanha, o primeiro prêmio no Concurso Internacional de Piano Aarhus na Dinamarca, juntamente com vários prêmios especiais e o primeiro prêmio na competição internacional de piano Vila de Xàbia na Espanha. Suas últimas conquistas são o segundo prêmio no 13º Concurso Internacional de Piano da UNISA em Pretória na África do Sul, e não menos que seis prêmios na Academia Pianale na Alemanha.

Foi selecionado como um dos 30 participantes de mais de 300 pianistas para se apresentar no prestigiado Concurso Internacional de Piano Van Cliburn e, em 2018, estava entre os dez melhores jovens pianistas emergentes para se apresentar na competição de piano Honens International em Calgary no Canadá. Mais recentemente, foi premiado com o prêmio honorário pelo governo austríaco entre os 50 melhores ex-alunos de Mestrado e o primeiro prêmio na competição de piano “Karlrobert Kreiten” na Universidade de Colônia.

 

Orquestra Sinfônica Brasileira – OSB

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é reconhecida como um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 78 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.

Nas últimas sete décadas, a OSB revelou nomes como Nélson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, e teve à frente, maestros e compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Eleazar de Carvalho, Cláudio Santoro, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri. Também faz parte de sua história a colaboração de alguns dos maiores artistas do cenário internacional como Leonard Bernstein, Arthur Rubinstein, Mstislav Rostropovich, Igor Stravinsky, Claudio Arrau, Zubin Mehta, Lorin Maazel e Kurt Masur, entre muitos outros.

Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura. Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Rouanet, tem a NTS – Nova Transportadora do Sudeste como mantenedora e a Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

 

Lee Mills – maestro

Lee Mills

Maestro Residente da Orquestra Sinfônica Brasileira e vencedor da bolsa da Fundação Solti dos Estados Unidos em 2017 e 2014, o regente americano Lee Mills é conhecido internacionalmente como um maestro apaixonado e enérgico. A lista de artistas com quem ele compartilhou recentemente o palco, inclui Simone Porter, Conrad Tao, Eliane Coelho, o Trio Smetana, entre outros. Além da Orquestra Sinfônica Brasileira, o maestro já regeu a Orquestra Sinfônica Nacional dos Estados Unidos, a Filarmônica de Los Angeles, as Orquestras Sinfônicas do Estado de São Paulo, de Saint Louis, de Baltimore, de Bozeman, o Gran Teatro La Fenice e Concert Artists of Baltimore com o Ballet Moscow.

Lee Mills foi contratado como maestro assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira em setembro de 2014, e, apenas 18 meses depois, foi promovido à posição de Maestro Residente. Em 2017, foi semifinalista no Concurso Internacional de Regência de Georg Solti, em Frankfurt, e no verão de 2014, foi indicado por David Robertson e Carnegie Hall para ser o Maestro Assistente da Orquestra Jovem Nacional dos Estados Unidos, onde ele regeu em ensaios e também em concerto numa turnê nacional. Da Diretora Musical da Orquestra Sinfônica de Baltimore, ele ganhou o BSO-Peabody Institute Conducting Fellowship, em 2011.

Também com o Maestro David Robertson, Mills regeu na estreia, nos Estados Unidos, da peça “Trinta Peças para Cinco Orquestras”, de John Cage, numa performance que ganhou muitos elogios.

Sob os professores Gustav Meier e Marin Alsop, Mills fez duas pós-graduações em regência orquestral no Instituto Peabody, em Baltimore. Foi bolsista no American Academy of Conducting at Aspen em 2012 e 2013, onde estudou com Robert Spano, Hugh Wolff e Larry Rachleff. Maestro Mills se formou Cum Laude na Whitman College, onde começou os estudos em regência com Robert Bode. Também estudou com Edward Polochick e Matthew Savery.

 

PROGRAMA

Zerline Erfurt
Sonata quasi fantasia, Op. 15 (piano solo)

W. A. Mozart
Concerto para piano, nº 20, K.466, Ré menor
– Allegro
– Romanza
– Rondo: Allegro assai

Franz Schubert
Rosamunde: Overture, D.644

Sigismund von Neukomm
Grande Sinfonia Heróica, Op. 19

 

 

SERVIÇO

 

Orquestra Sinfônica Brasileira (Série Mundo – Áustria)

Dia 05 de abril, sexta-feira, às 20h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/nº – Cinelândia/Centro – Rio – 21 2332 9191)

Ingressos:
Frisa/Camarote: R$100,00 (R$50 meia)
Plateia: R$100,00 (R$50 meia)
Balcão Nobre: R$100,00 (R$50 meia)
Balcão Superior: R$50,00 (R$25 meia)
Balcão Superior Lateral:  R$40,00 (R$20 meia)
Galeria Central: R$30,00 (R$15 meia)
Galeria Lateral: R$20,00 (R$10 meia)

(à venda na bilheteria do Municipal e no site Ingresso Rápido)

 

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