Escrito por em 4 maio 2019 nas áreas Lateral, Música de câmara, Programação, Rio de Janeiro

Um programa exclusivamente para cordas de altíssimo nível

A Orquestra de Câmara de Munique é a terceira atração da temporada 2019 da Série O Globo/Dell’Arte Concertos Internacionais. O conjunto sobe ao palco do Theatro Municipal na quinta-feira, dia 09 de maio, às 20h.

A orquestra apresentará um programa exclusivamente para cordas de altíssimo nível, sob regência de Daniel Giglberger. No repertório, obras de Elgar, Mendelssohn e Dvořák.

Reconhecida por uma programação excepcionalmente criativa e pela homogeneidade do seu timbre, a OCM é fruto de uma longa história de fazer música em conjunto: são mais de 65 anos após seu surgimento das cinzas da guerra.

Com programas ambiciosos, associativos e ousados, a orquestra aposta em programas que combinam obras do passado e do presente, mantendo sua confiança no forte impacto e na intensidade emocional transmitidos pela música contemporânea.

A Série O Globo/Dell’Arte Concertos Internacionais, edição 2019, tem o patrocínio da Bradesco Seguros e Repsol Sinopec.

  

Orquestra de Câmara de Munique

Reconhecida por uma programação excepcionalmente criativa e pela homogeneidade do seu timbre, a OCM é fruto de uma longa história de fazer música em conjunto: são mais de 65 anos após seu surgimento das cinzas da guerra. Desde então, o conjunto vem abrindo caminho para orquestras não só na Alemanha como no exterior. Nos últimos anos, o conjunto viu crescer, em mais de 50% o número de assinantes de sua série, apesar do conteúdo ambicioso de seus programas.

No início da temporada de 2016/17, a orquestra recepcionou Clemens Schuldt, natural de Bremen, como seu novo regente principal. Ele também lidera o comitê de planejamento artístico, que possui, ainda, dois membros nomeados pela orquestra e dois da equipe gestora. Sob sua liderança, a OCM dá sequência aos seus programas associativos e ousados, que combinam obras do passado e do presente.

Livre de qualquer preconceito estético e com sua inclinação pela experimentação, Schuldt e a orquestra mantém sua confiança no forte impacto e na intensidade emocional transmitidos pela música contemporânea. Conceitos como Orientalismo, Drama, Infância e Isolamento foram a tônica do conjunto nas temporadas mais recentes, sendo que na de 2016/17 o foco se voltou para as diversas facetas da “Reforma”.

Desde 1995, quando Christoph Poppen assumiu a direção artística e estabeleceu o inconfundível perfil dramatúrgico da orquestra, a OCM estreou mais de 70 novas obras de compositores como Iannis Xenakis, Wolfgang Rihm, Tan Dun, Chaya Czernowin e Jörg Widmann.

A partir de 2006, quando Poppen foi sucedido por Alexander Liebreich, compositores como Erkki-Sven Tüür, Thomas Larcher, Bernhard Lang, Nikolaus Brass, Samir Odeh-Tamimi, Klaus Lang, Mark André, Peter Ruzicka, Márton Illes, Miroslav Srnka, Tigran Mansurian, Georg Friedrich Haas, Salvatore Sciarrino e Pascal Dusapin tiveram obras comissionadas pela OCM.

Além das noites de quinta-feira no Prinzregententheater, principal local de concertos da orquestra, a OCM se apresenta, desde 2003, no “Nachtmusik der Moderne”, na Rotunda da Pinakothek der Moderne, em Munique, para casas repletas de ouvintes mais exigentes. Cada um destes concertos é dedicado à obra de um único compositor do século XX ou XXI. Em 2015, a apresentação do Songbook OCM no espaço Schwere Reiter, em Munique, estabeleceu um novo formato, voltando seu foco para comissionamentos da OCM e obras dos compositores de Munique.

O núcleo do conjunto consiste em 28 músicos de cordas, todos membros da OCM. O efetivo também funciona como uma orquestra sinfônica, a partir da colaboração de um grupo fixo de músicos de sopro principais das mais destacadas orquestras da Europa, oportunidades em que interpreta importantes obras de Beethoven, Schubert, Schumann e outros.

Um componente importante na série de assinaturas da orquestra e nos concertos apresentados em suas turnês são os programas dirigidos por um dos dois spallas da orquestra. Nessas ocasiões, o comprometimento incondicional e o senso de individualidade de todos os músicos se manifestam com particular intensidade.

 

Daniel Giglberger, regência

Daniel Giglberger

Nascido em Freising, em 1972, o violinista Daniel Giglberger é líder da Orquestra de Câmara de Munique desde 1999. O artista também tem seu interesse voltado para a música contemporânea, bem como para a prática de execuções em instrumentos de época nos estilos Barroco e Clássico.

Giglberger se apresenta regularmente em festivais como o St. Gallen, na Estíria, e o Bonheur Musical, em Lourmarin/Provence. Como líder, Daniel Giglberger atua com muitas outras orquestras, dirigindo regularmente a Orquestra Sinfônica da Rádio Frankfurt, a Filarmônica de Câmara Alemã de Bremen, a Orquestra Estadual da Baviera, a Kioi Sinfonietta de Tóquio, a Orquestra de Câmara de Stuttgart, o NYDD Ensemble de Tallin e o Ensemble Oriol.

Daniel estudou com Christoph Poppen, Donald Weilerstein e Gerhard Schulz, tendo participado de master-classes com Franco Gulli, Walter Levin, Miriam Fried e Joseph Gingold. Foi membro da Fundação Mozart Europeia e da Fundação Karl Klingler. O violinista obteve importantes reconhecimentos sobre interpretações com instrumentos de época através do seu trabalho com Reinhard Goebel, tendo vencido os concursos “Jugend musiziert”, II Concurso Internacional de Château du Courcillon (França) e Concurso de Música de Câmara da Hochschule für Musik, de Detmold.

Como solista e músico de câmara, deu inúmeros concertos no Japão, China, Estados Unidos e Europa e participou de muitos festivais prestigiosos, como o de Schleswig Holstein, Rheingau Musik, Styriarte em Graz e o Carinthischer Sommer em Ossiach.

Em 2001, estreou no salão de música de câmara da Filarmônica de Berlim e realizou concertos no Musikverein de Viena, Théâtre des Champs Elysées em Paris, Alte Oper em Frankfurt e na Filarmônica de Colônia.

 


PROGRAMA

Edward Elgar
Serenata para orquestra de cordas em Mi menor, op. 20
– Allegro piacevole
– Larghetto
– Allegretto

Felix Maria Mendelssohn Bartholdy
Sinfonia para cordas Nº 8 em Ré maior
– Adagio e grave – Allegro
– Adagio
– Menuetto – Trio (Presto)
– Allegro molto – Più presto

Antonín Dvorák
Serenata para orquestra de cordas em Mi maior, op. 22
– Moderato
– Tempo di valse
– Scherzo: Vivace
– Larghetto
– Finale: Allegro vivace

 


SERVIÇO

 

Orquestra de Câmara de Munique

 

Dia 09 de maio, quinta-feira, às 20h

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/n – Cinelândia – 2332 9191

 

Ingressos:

Frisa e Camarote: R$ 430,00 (por pessoa)

Plateia e Balcão Nobre: R$ 430,00

Balcão Superior: R$ 215,00

Galeria: R$ 105,00

Preço promocional – R$ 50,00

 

Formas e condições de pagamento:

Internet: www.dellarte.com.br/concertos

Telefone: (21) 3179-6521 ou 3179-6522

 

 

26 anos de aplausos

Para comemorar os 26 anos da série, a Dell’Arte montou uma seleção de oito atrações de primeira linha do universo clássico mundial. Entre elas estão o bandolinista israelense Avi Avital, que estreia no Rio com a orquestra alemã L’Arte del Mondo; e o pianista francês Alexandre Tharaud.

A temporada, que começou em março com o brilhante violoncelista Antônio Meneses, trouxe também o pianista russo Pavel Nersessian, que se apresentou em abril. Os espetáculos continuam até novembro e a programação terá ainda outras duas grandes orquestras: a Boston Philharmonic Orchestra, sob a regência do maestro Benjamin Zander; e a Orquestra Sinfônica de Montreal, do diretor musical Kent Nagano, que terá a participação especial da violinista alemã Veronika Eberle, que tocará com um valioso Stradivarius. Fechando a Série, o conjunto English Baroque Soloists, sob o comando do regente Sir John Eliot Gardiner, apresenta-se com o Monteverdi Choir.

Desde sua primeira edição, a Série O Globo/Dell’Arte Concertos Internacionais se firmou como um dos principais eventos culturais calendarizados da cidade, transformando-se não só na mais importante e concorrida plataforma de música clássica do Rio de Janeiro, como em uma das principais do país.

A Série trouxe para os palcos do Rio de Janeiro mais de 200 atrações, entre orquestras, solistas e cantores vindos de todas as partes do mundo e celebrados como importantes nomes do cenário contemporâneo.

Já o Circuito Cultural Bradesco Seguros apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais, como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos de música, exposições literárias e grandes musicais.

Dentre as atrações realizadas recentemente, destacam-se os musicais “Bibi – uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “60 – Década de Arromba”, “Cinderella”, “Chacrinha, O Musical”, “Elis – A Musical”, “A Família Addams”, “O Rei Leão” e “Wicked”, “Ballet Zorba, O Grego” e a exposição inaugural da Japan House, “Bambu – histórias de um Japão”.  Para conhecer o calendário 2019 do Circuito Cultural Bradesco Seguros, acesse www.bradescoseguros.com.br, clique na opção “Outros Portais” e “Circuito Cultural”.

Faça seu comentário