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Títulos do Acervo

  História da Música Ocidental
  Introdução à História do Baixo Contínuo
  A Música Barroca de Minas Gerais
  A técnica vocal na interpretação da música renascentista e barroca
  História dos instrumentos
  A "chanson"- uma manifestação musical tipicamente francesa
  Os timbres vocais segundo Manuel P. R. Garcia



   
Sobre o autor

Guilherme Daniel B. Mannis
 
 
 
 
 
 
  

Conteúdo especial
::: História da Música :::
 
 

Introdução a História do Baixo Contínuo
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1.     Técnicas de execução

1.1.          1° período: até 1650

No primeiro período, o mais importante texto sobre baixo contínuo está no tratado Syntagma Musicum, de Michel Praetorius (1560-1629). Praetorius, entre outras coisas, coloca os requisitos básicos de um continuista e algumas regras de execução.

Eis os requisitos básicos:[1]

 

1-      O organista deve entender contraponto, ou ao menos ser capaz de cantar perfeitamente.

 

2-      O organista deve entender música escrita em partitura ou tablatura.

 

3-      O organista deve ter um bom ouvido e um bom senso de escuta.

 

As regras são as seguintes:

 

1-      O organista deve acompanhar perfeitamente o cantor.

 

2-      O organista inexperiente, antes da execução, deve dar uma olhada em toda a partitura em busca de dificuldades e, posteriormente, começar a sua execução.

 

3-      O executante deve acompanhar o registro do solista.

 

4-      Se a peça for uma fuga, o organista deve começar tocando o sujeito; quando todas as vozes estiverem soando simultaneamente o organista estará livre para tocar tantas vozes quanto achar necessário.

 

5-      Não se deve acrescentar registros quando há um tutti. Deve-se apenas acrescentar vozes (tocar com pés e mãos). É preferível que o organista prepare dois teclados no órgão: um para o piano (solo) e outro para o forte (tutti).

 

6-      O contínuo nunca deve ultrapassar a tessitura do solista.

 

7-      A) A mão direita deve estar em movimento contrário à mão esquerda.           

    B) Quando há uma tirata[2], o acompanhamento deve permanecer estático.

   C) Quando há notas rápidas deve-se harmonizar cada uma.  

 

O pensamento básico deste período é que o acompanhamento deve ser uma extensão perfeita do solista. Se este for uma soprano, o acompanhamento deve ir mais para a região aguda, se for um baixo, deve ser mais grave e assim por diante. Neste período, é muito mais importante o tipo de som conseguido pelo continuista em seu instrumento do que cuidados com a condução melódica. É mais importante que o continuista consiga "mover os afetos"[3] do que evite conduções melódicas impróprias.

Um dos pensamentos importantes sobre isso é o de Heinrich Albert(1602-1651), no prefácio de suas Árias[4]:

 

Uma coisa deve estar na sua mente: você deve lidar com o baixo contínuo de acordo com a possibilidade de seu instrumento. Você não deve pensar em cada nota com extremo preciosismo; deve as vezes cortá-las como se estivesse cortando repolho.

 

Compositores deste período: Cavalieri, Caccini, Peri, Monteverdi, Heinrich Albert, Schütz, Adam Krieger, Praetorius, entre outros.

 



[1] Keller, p.29

[2] Tirata é uma figuração onde há notas rápidas em seqüências de graus conjuntos no baixo, de modo que o organista não deve harmonizar nota por nota.

[3] Teoria dos Afetos: movimento filosófico do período barroco.

[4] Keller, p. 33




 Índice

1. Definições
2. Origem
3. Desenvolvimento
4. Instrumentos
5. Técnicas de execução
    5.1. 1° período: até 1650
    5.2. 2° metade do século XVII
    5.3. Século XVIII

Apêndice : Teoria elementar do baixo contínuo
Bibliografia



 




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