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Títulos do Acervo

  História da Música Ocidental
  Introdução à História do Baixo Contínuo
  A Música Barroca de Minas Gerais
  A técnica vocal na interpretação da música renascentista e barroca
  História dos instrumentos
  A "chanson"- uma manifestação musical tipicamente francesa
  Os timbres vocais segundo Manuel P. R. Garcia



   
Sobre o autor

Guilherme Daniel B. Mannis
 
 
 
 
 
 
  

Conteúdo especial
::: História da Música :::
 
 

Introdução a História do Baixo Contínuo
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1.1.          Século XVIII

O século XVIII é caracterizado pelo apogeu do período barroco, e conseqüentemente o apogeu do baixo contínuo. Todas as obras da época que não fossem obras solistas utilizavam esta técnica para preenchimento harmônico e sustentação aos instrumentos. Mesmo pequenas peças para piano a 2 vozes, como minuetos, eram preenchidos com baixo contínuo.

Os métodos surgidos neste século não eram mais tão enfáticos em como ensinar o aluno a montar os acordes, mas ensiná-lo a proceder corretamente em performances práticas (adequar a ornamentação ao estilo, fazer melhor movimentação melódica, melhor condução de vozes, etc.).

Um dos maiores e mais importantes métodos desta época é o Grande Método de Baixo Contínuo (Grosse Generalbassschule, 1931), de Johann Mattheson, que fornece uma série de exercícios ao aluno principiante, de forma que ao final do curso se tornaria um exímio continuista.

Neste método, há exercícios muito complexos, em tonalidades que não eram utilizadas na época, o que mostra que Mattheson já imaginava o que viria posteriormente no final do barroco. Mattheson argumentava que, sabendo lidar com tonalidades difíceis e acordes "esdrúxulos", o estudante, ao depará-los, não teria problemas  em sua execução. Além disso, Mattheson dá muitos exemplos de realizações estilísticas, sendo seu método completo.

Um pensamento de Heinichen, sobre ornamentação, que data desta época:

 

Na arte do baixo contínuo ornamentado não se deve tocar os acordes de uma forma simples, mas se deve introduzir aqui e ali uma ornamentação em todas as vozes, especialmente na voz superior da mão direita, que é a mais proeminente. Isto possibilita mais graça ao acompanhamento, uma vez que não é executado apenas a quatro ou mais vozes de uma forma simples.

 

Por haver uma grande diversidade de estilos, não é possível que determinemos um estilo próprio de execução neste período. Isto varia de região para região e de compositor para compositor. O intérprete tem de observar o compositor e sua localização. Compositores ao Norte costumam ter obras mais ornamentadas contrapontisticamente, enquanto compositores do Sul e ingleses costumam ser mais clássicos.

Dentre todos os compositores do barroco, o mais significativo em relação ao baixo contínuo foi Johann Sebastian Bach (1685-1750). Bach escreve harmonias muito elaboradas, com cifras até então nunca vistas. É extremamente difícil executar seus contínuos, seu método de improvisação e ornamentação varia de época para época. Há muitas controvérsias entre os editores de contínuo de Bach, sendo que as realizações chegam a variar completamente de realizador para realizador.

Muitas vezes é necessário que o continuista execute trechos fugados em sua mão direita, em contraponto com a voz ou instrumento solista. Muitas vezes, em introduções, Bach oferece apenas a linha inferior, de modo que o continuista tenha que realizar toda a introdução na sua mão direita. Há também muitas peças, provavelmente executadas pelo próprio Bach, que não possuem cifragem alguma, de modo que o intérprete tenha de pesquisar o que vai tocar.

As sonatas para flauta com acompanhamento de cravo são um exemplo de ornamentação de contínuo em Bach. Surpreendentemente Bach escreveu toda a mão direita do acompanhamento, de modo que estas sonatas servem de base para resolução de problemas relacionados a realização de contínuo. Outro exemplo de ornamentação bachiana são os prelúdios corais para órgão, que mostram um pouco como funcionava a ornamentação na época. Há também exemplos didáticos que Bach escreveu para dar a seus alunos (Sarabande da Suíte Inglesa n°2). O exemplo da Sarabande n°2 mostra-nos como era consistente a improvisação na época, e como não temos a menor idéia do que era feito na época.

Outras obras importantes são as utilizações tardias de baixo cifrado, sobretudo nas obras sacras.

Mozart é um grande exemplo disso. Em suas missas, Mozart escreveu contínuos trabalhadíssimos, de modo que é quase impossível tocá-los sem transcrição. Além disso há diversas trocas de clave, que ocorriam para o continuista saber que voz estava acompanhando. Nos primeiros concertos para piano, quando não estava solando, o pianista executava contínuo. Haydn também escreveu partes de continuo em suas primeiras sinfonias.

 




 Índice

1. Definições
2. Origem
3. Desenvolvimento
4. Instrumentos
5. Técnicas de execução
    5.1. 1° período: até 1650
    5.2. 2° metade do século XVII
    5.3. Século XVIII

Apêndice : Teoria elementar do baixo contínuo
Bibliografia



 




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