CAPÍTULO IX
A MÚSICA DO SÉCULO
XX
3.10 - CHARLES IVES (1874/1954)
Filho de músico, trabalhando solitariamente nos Estados
Unidos no final do século 19 e começo do século 20, ele antecipou todas as
pesquisas que os europeus estavam começando a vislumbrar. Antes de todos, fez
polirritmia, politonalismo, atonalismo, microtonalismo, cluster, colagem, citação,
multiespacialidade, indeterminismo e outras técnicas. Suas obras, entretanto,
só começaram a ser tocadas a partir da década de 30. Ele se utilizou, como
ponto de partida, das grandes formas clássico-românticas, mas desenvolvendo-as
de maneira rapsódica, isto é, através de variações, contrastes de seções,
etc...
Algumas composições:
"The unanswered question" (1906), orquestra de
câmara;
"Three
places in New England" (1914), orquestra sinfônica;
"Sonata no. 2 - Concord" (1915), piano.
É aclamado como o "avô da música do século 20".
3.11 - EDGAR VARÈSE
(1883/1965)
Francês de nascimento, estudou na Alemanha e naturalizou-se
norte-americano. Recebeu influências de Debussy, do Schoenberg atonal e do
Stravinsky do período russo. Fez estudos matemáticos e científicos de diversas
espécies, principalmente da acústica. Foi um dos pioneiros na eletrônica.
Suas músicas - 14 composições oficiais - têm as seguintes
características:
- formas livres criadas a partir do material instrumental
escolhido;
- monofonia e heterofonia;
- repetição, superposição, sucessão, fusão, contraste de
sons ou motivos;
- complexidade rítmica;
- dinâmicas em todas as suas nuances: graduação, contraste,
oposição;
- instrumentação e orquestração inovadoras;
- percussão.
Algumas composições:
"Hyperprism" (1923), orquestra de câmara;
"Ionisation" (1931), orquestra de percussão;
"Density 21,5" (1936), flauta solo;
"Poème Életronique" (1947), música eletrônica.
É celebrado como o "patrono da música do século
20".
3.12 - OLIVIER
MESSIAEN (1908/1992)
Trabalhou sob influência de Debussy, Stravinsky, Schoenberg
e Webern, da música antiga, medieval, indiana e de outros povos e do pensamento
católico. Fez pesquisas com o canto dos pássaros. Com tudo isto desenvolveu uma
linguagem pessoal e a sua música tem as seguintes características:
- monofonia, heterofonia e micropolifonia;
- adorno de melodias infinitas;
- estruturas rítmicas complexas;
- andamentos lentíssimos;
- instrumentação e orquestração inovadoras;
-
percussão e recursos eletrônicos.
-
Algumas composições:
"Quarteto para o Final dos Tempos" (1941),
conjunto de câmara;
"Turangalîla-Symphonie" (1948), orquestra
sinfônica;
"Catalogue d'Oiseaux" (1958), piano;
"Couleurs de la Cité Céleste" (1963), orquestra de
câmara;
"Des canyons aux étoiles..." (1975), orquestra
sinfônica;
"Saint François d”Assise" (1983), ópera.
Tem vários livros sobre a sua técnica musical.
3.13 - JOHN CAGE
(1912/1992)
É considerado o "enfant terrible" da música do
século 20. Buscou sempre a liberdade. Fez tudo o que quis do jeito que
desejava. Recebeu influências de Satie, Ives, Varèse, das Artes Plásticas mais
radicais, da Dança experimental, do Teatro de vanguarda, das artes
não-européias e da crença zen-budista. Usou de todos os recursos artísticos que
lhe ofereceram e os desenvolveu.
Exemplos de peças marcantes que compôs ou, melhor, orientou:
- Primeira Construção em Metal (1939) - para percussão; é
música escrita inteira, sem improvisação
- 4”33""
(1952) - para qualquer combinação instrumental; o título indica o tempo
de pausa
- Sonatas e interlúdios
(1948) - para piano preparado, isto é, um piano que foi acrescentado,
numa pesquisa rigorosa, objetos variados (parafuso, madeira, papel, plástico
etc.) entre as cordas; é escrita em partitura
- Imaginary Landscape no. 4
(1951) - para 12 rádios com 24 manipuladores
- Concerto para piano e orquestra (1958) - é uma música
aleatória com sons eletrônicos; pode ser tocado a solo, como conjunto de
câmara, como sinfonia, como concerto mesmo; não existe a grade para o regente,
só as seqüências dos instrumentistas com trechos em branco para improvisações;
as seqüências podem ser tocadas em qualquer ordem; há trechos para que toquem
os instrumentos de formas inusitadas; pode ter qualquer tempo de duração
- Atlas Eclipiticalis
(1962) - peça aleatória para instrumentos e manipulação eletrônica
- HPSCHD (1966) - para um ou até sete cravos amplificado(s)
e gravação eletrônica aleatória
- Inlets (1977) - para conchas cheias de água fervente
- Variations 8
(1978) - sem música para qualquer instrumento e todas as pessoas podem
executar
Ele tem uma série de livros que comentam a sua vivência e a
sua experiência artística, num tom poético, anárquico, humorado e reminescente.
3.14 - ALEATÓRIA OU
INDETERMINADA
Saturados com planejamentos, tabelas, séries, partituras,
laboratórios, cálculos e gravações, muitos compositores propuseram uma nova
estética baseada na improvisação e na indeterminação. Esta tendência, surgida
na década de 50, recebeu influências do jazz, da prática da música popular,
folclórica e étnica, de Satie, de Ives, do surrealismo, do dadaísmo e de
correntes de vanguarda das Artes Plásticas e do Teatro. Tratam-se de obras
abertas, nas quais existem os princípios de estrutura variável e do acaso.
Há várias subtendências:
-
o compositor abandona os procedimentos técnicos
"tradicionais" de composição (melodia, escala ou série, ritmo, por
exemplo) e parte de fontes não-musicais: jogo de dados (alea em latim), cartas
de um baralho, símbolos esotéricos ou matemáticos etc... Daí escreve a
composição e, apesar de partir destas bases, ele entrega uma obra integralmente
fechada ao executante; exemplo: "New York Skyline Melody" (1944) de
Villa-Lobos, na qual ele milimetrou uma fotografia dos prédios daquela cidade
norte-americana e atribuiu alturas e durações conforme o tamanho do edifício;
-
o compositor pode deixar trechos em branco, para que sejam
improvisados, ou partes alternativas, para que o executante possa escolher uma
delas; assim o executante torna-se co-autor; é esperado e desejado que a peça
não seja a mesma em outra apresentação, existindo sempre versões da música;
exemplos: "Jogos Venezianos" (1961) de Witold Lutoslawski (1913/1993)
ou "Sonata para piano no. 3" (1957) de Pierre Boulez (1925), entre
outros.;
-
o "compositor" escreve um roteiro, faz um desenho,
mostra uma fotografia ou pintura, entrega um papel, mesmo que em branco... isto
se houver ainda algum material a ser entregue ao executante ! ; o executante faz
e acontece, não existindo início, meio e final da composição como a conhecemos
até hoje; é o acaso total; alguns compositores: John Cage (1912/1992), David
Tudor (1926) e outros.
3.15 - PERFORMÁTICA E
MULTIMÍDIA
A música performática é caracterizada por gestos e atitudes
de todos os tipos: andar de velocípede, gritar dentro de um piano, comer uma
banana, falar sem parar qualquer coisa, cumprimentar as pessoas do público,
sentar e ler um livro, soltar borboletas e até tocar uma música comum num instrumento
musical comum, entre outras milhares de opções, com ou sem a participação,
consciente ou não, do público. Alguns a chamam de "ação musical". Surge,
na década de 60 de influências recebidas de Satie, Cage, futurismo, dadaísmo,
surrealismo, correntes de vanguarda das Artes Plásticas, do happening
("acontecimento" em inglês - tipo de espetáculo teatral que ocorre em
ruas e praças com um roteiro básico, realizado com participação ativa ou
inconsciente do público) e da cultura popular.
Se por um lado, para muitos críticos, possa parecer
imaturidade, caos, vazio de proposta artística, simples diversão e modismo
passageiro, por outro lado, rompe a previsibilidade, revela a surpresa e o
inusitado, alegra com a sátira e o deboche, reduz a extrema solenidade de
nossas audições acadêmicas e revitaliza a platéia acomodada, pasmacenta,
passiva, dormente e bocejante.
Já a multimídia, também da década de 60, utiliza-se de
vários recursos artísticos, como a representação teatral, vídeo, computador,
raio laser, iluminação, figurino, máscaras, coreografia, maquiagem, adereços e
outros aparatos técnicos, fazendo papel estrutural com a musical.
Compositores: John Cage (1912/1992), David Tudor (1926),
Sylvano Bussotti (1931), Mauricio Kagel (1931), Laurie Anderson (1947) e
outros.
As músicas indeterminadas e performáticas sofreram revezes
durante as últimas décadas porque a maior parte dos compositores voltaram para
um caminho estruturalista, isto é, voltaram a pensar na configuração total de
uma música. Entretanto elementos daquelas músicas são utilizados como parte
estrutural de várias obras fechadas.
3.16 – CONCRETA
Esta tendência surgiu em 1948 nos estúdios da rádio ORTF de
Paris. A música concreta é a música gravada a partir de uma dado real,
concreto: chuva, ronco de motor, fala, suspiro, trem etc... Estes sons,
chamados de objetos sonoros, são gravados e editados, isto é: combinados,
superpostos, retrogravados, alterados na sua velocidade inicial, fragmentados,
diluídos e outros procedimentos técnicos. Depois de tudo a música é apresentada
ao público através de uma aparelhagem de som.
O criador deste tipo de música foi Pierre Schaeffer
(1910/1995). Um outro compositor é Pierre Henry (1927), que fez várias
composições em co-autoria com aquele.
3.17 - ELETRÔNICA
Nos anos finais da década de 40 e início da década de 50,
alguns cientistas de diversas áreas e músicos trabalharam nos estúdios da rádio
de Colônia (Alemanha), desenvolvendo técnicas de manipulação sonora. A base
principal da música eletrônica é que os sons são criados em aparelhos chamados
geradores de ondas.
Stockhausen, Hebert Eimert (1897/1972) e Karel Goeyvaerts
(1923), entre outros, desenvolveram os aspectos teóricos, as máquinas e as
primeiras composições desta corrente.
3.18 - COMPUTADOR
Usado desde a década de 50, o computador já tem milhares de
aplicações na música, desde simples catálogo de sons até como auxiliar do
compositor, quando a máquina mesma não faz integralmente a música, passando
pelo ensino e pesquisa. Na área da composição ele pode ser trabalhado de duas
maneiras, por exemplo:
a) resolve detalhes de estruturas musicais (obras de Lejaren
Hiller -1924/1994 - ou Iannis Xenakis -1922/2001, por exemplo)
b) serve como instrumento musical (James Randall -1929,
Charles Dodge -1942, entre outros).
3.19 - ELETROACÚSTICA
Relembrando: devido ao impasse criado pela música serialista
integral, os compositores procuraram soluções para superar as escalas e
durações, atirando-se no continuum espaço-temporal das pesquisas concretas e
eletrônicas. Essas últimas tendências se rivalizaram como proposta para a
solução do impasse, mas com a chegada do auxílio do computador, elas se
fundiram na chamada música eletroacústica, no começo da década de 60.
Estas quatro tendências fizeram circular um novo tipo de
terminologia musical, unindo leis científicas e criatividade artística. Alguns
exemplos:
- som branco ou ruído branco: soma de todas as freqüências
audíveis;
- som puro: som sem a série harmônica;
- equalizador: aparelho para regular diversos detalhes do
som como grave ou agudo, estéreo ou mono, volume etc...;
- sequenciador: aparelho que possibilita a edição de uma
música;
- looping ("volta" em inglês): som que se repete
interminavelmente;
- envelope: desenvolvimento da amplitude de um evento sonoro
no tempo, que compreende quatro fases: ataque (fase inicial do som), decay
("queda" em inglês - fase em que ocorre uma pequena queda de energia
entre o ataque e a sustentação), sustain ("sustentação" em inglês -
fase em que o som permanece durante um período de tempo) e extinção (fase entre
a sustentação e o desaparecimento do som);
- sample ("amostra" em inglês): exemplo gravado de
um objeto sonoro;
- acusmática ("som escondido" em grego): música
que se ouve de aparelhos e não feita por pessoas tocando instrumentos.
Estúdios de música concreta, eletrônica, computadorizada e
eletroacústica foram fundadas em diversos países da Europa, Estados Unidos,
Canadá, Japão etc... No Brasil temos o
de eletroacústica da Universidade Estadual de São Paulo (USP), fundado em 1987.
Devemos lembrar que, antes do surgimento destas correntes,
instrumentos acústicos já tinham sido eletrificados, tais como o órgão, o
violão ("guitarra" para os europeus) e o contrabaixo. E tinham sido
inventados novos, por exemplo: Ondas Martenot (um instrumento de teclado), o
Trautonium (também de teclado), o Thereminvox (consiste numa haste de metal e,
conforme mexemos a mão perto dela, produz tipos diferentes de sons) etc...
Podemos destacar alguns compositores:
- Luciano Berio (1925)
- Gottfried Koenig (1929)
- Henri Pousseur (1929)
- Milton
Babbitt (1916)
- John Cage
(1912/1992)
- György Ligeti (1923)
- François Bayle (1932)
É uma das principais tendências atuais.
3.20 - NEO-EXPRESSIVIDADE
Existem muitos compositores que inventaram diversas
técnicas, desenvolveram novos procedimentos, experimentaram vários conceitos de
diferentes origens e, devido à sua versatilidade, é impossível classificá-los
em alguma corrente específica. A maior parte deles nasceu no final do século 19
e faleceu em meados da década de 70 ou de 80, sendo que conheceram e praticaram
os gêneros passados com novidades do século 20. Alguns ainda foram professores
de outros compositores atuantes hoje em dia, e, deste modo, serviram de ponte
entre gerações
Podemos citar:
Charles Koechlin (1867/1950)
Carl Ruggles (1876/1971)
Ernst Bloch (1880/1959)
Frank Martin (1890/1974)
Kaikhosru Sorabji (1892/1988)
Henry Cowell (1897/1965)
Roy Harris
(1898/1979)
George
Antheil (1900/1959)
Werner Egk
(1901/1983)
Ruth
Crawford-Seeger (1901/1953)
Boris
Blacher (1903/1975)
Samuel
Barber (1910/1981)
Witold
Lutoslawski (1913/1993)
Karl-Birger
Blondahl (1916/1968)
3.21 - SONORISMO
Denominada também de "música matérica". Muitos
compositores, no começo da década de 60, continuaram a se utilizar dos
instrumentos acústicos comuns, com alguns conceitos estéticos da
eletroacústica, do microtonalismo, da música aleatória, além de pesquisas nas
Ciências em geral (fonética, física etc.). Também receberam influências das
obras de Debussy, Stravinsky, Schoenberg atonal, Bartók, Webern, Messiaen,
Ives, Boulez, Stockhausen, Cage, da música de tradição não-européia e das
vanguardas de outras artes.
As características são:
- atonalismo e microtonalismo;
- monofonia, micropolifonia, heterofonia, pontilhismo e
núvem;
- forma: sucessão, oposição ou superposição de estados
sonoros;
- vastos pedais estáticos graves ou agudos;
- sons hiperagudos ou supergraves;
- sons sustentados;
- sons ondulantes;
- glissandos, clusters, blocos, trajetórias;
- rítmica livre baseada no tempo cronométrico ou pessoal;
- intensidades variadas;
- andamento lento;
- maneiras novas de se tocar um instrumento;
- instrumentos eletrificados;
- eletroacústica;
- uso da voz;
- virtuosidade instrumental e vocal;
- grafia nova com escrita histórica;
-
títulos científicos (geométricos, acústicos, matemáticos
etc.), religiosos, étnicos ou poéticos em vários idiomas antigos ou
não-europeus (latim, sânscrito, xavante, zulu, entre outros); de vez quando
aparece nome de algum gênero tradicional europeu.
-
Principais compositores:
Giacinto Scelsi (1905/1988)
André Jolivet (1905/1974)
György Ligeti (1923)
Luciano Berio (1925)
Tadeuz Baird (1928/1981)
Krzystof Penderecki (1933)
3.22 - MINIMALISMO
É um tipo de música que se estrutura de um modo muito
simples: poucos sons que se repetem e pouco se modificam durante um período
relativamente grande de tempo. Recebeu influências de Satie, Cage, Milhaud,
Orff, Bartók, das músicas étnica, religiosa, folclórica e popular, e das artes
de vanguarda.
As características básicas são:
- tonalismo diluído devido às repetições;
- volta da melodia e acordes tonais (algumas vezes também
baseados nos modos antigos, medievais e étnicos);
- homofonia e heterofonia;
- forma: sucessão de seções repetitivas;
- rítmica livre, mas fundamentada nos compassos
tradicionais;
- não há preocupação com timbre, dinâmica, articulação ou
qualquer outra nuance;
- andamento lento;
- instrumentos acústicos, eletrificados, sintetizadores;
-
escrita tradicional, com raríssimas inovações.
-
Principais compositores: Terry Riley (1935), Steve Reich
(1936), Philip Glass (1937), John Adams (1947), entre outros.
3.23 – POLITÉCNICA
A partir dos anos 70, os compositores, diante da profusão de
técnicas passadas, recentes e experimentais, puderam escolher o que mais lhes
interessavam, até misturando algumas delas num único trecho musical. Tonalismo,
serialismo, rock, eletroacústica, forma-sonata, aboio, improvisação, entre
tantas outras opções, podem fornecer o material para uma composição musical.
Alguns críticos sugerem o nome "pós moderno" para
esta corrente. Mas este termo se refere apenas a obras, a partir dos anos 90,
que juntam elementos diversificados dando ênfase a modelos tradicionais (sejam
eruditos, populares ou étnicos), numa espécie de "neo-classicismo
cibernético" (há ainda as excrescentes denominações "world
music" e "new age" para confundir o público!).
Muitas tendências não aceitam estes rótulos, porque
trabalham seriamente com estéticas de ponta, mesmo buscando estruturas de
diversas procedências, mas redimensionando-as e não como soluções preguiçosas e
facilitadas. Além disso, no processo atual de mundialização, o objetivo
perseguido pelo compositor verdadeiramente criativo é fazer uma música abstrata
e pura, possível de ser tocada e entendida igualmente em todos os lugares.
Podemos dividir a música atual em várias subtendências, sem
esquecer, todavia, de todas as correntes anteriores:
- Atonal/pós-serialista: uma música com elementos
experimentais dodecafônicos e serialistas
- Atonal/atmosférica: uma música em que a densidade ou
harmonia é muito indefinida, refinada e sutil, com o uso de escalas pessoais,
modais ou microtons, com técnicas orquestrais não tradicionais, além da
flexibilidade rítmica e com muita variedade de caracteres internos
- Tonal/lírica: tonalismo experimental com melodias amplas,
introspectivas ou meditativas
- Tonal/rítmica: tonalismo experimental com ritmos enérgicos
Tomo a liberdade de destacar alguns compositores, entre
milhares em atividade hoje em dia, já falecidos ou ainda em atividade:
Michael
Tippett (1905/1998)
Elliott
Carter (1908)
Rolf
Liebermann (1910/1999)
Alan
Hovhaness (1911/2000)
Conlon
Nancarrow (1912/1997)
Hans-Joachim
Koellreutter (1915)
Minna Keal (1915)
Henri
Duttilleux (1916)
Ravi
Shankar (1920)
Astor
Piazzolla (1921/1992)
György
Ligeti (1923)
György
Kurtág (1926)
Hans Werner
Henze (1926)
Edison
Denisov (1929/1996)
Dieter
Schnebel (1930)
Toru Takemitsu (1930/1996)
Sofia Gubaidulina (1931)
Krzystof Penderecki (1933)
Henryk
Gorécki (1933)
Peter
Maxwell Davies (1934)
Alfred
Schnittke (1934/1998)
Arvo Pärt
(1935)
John
Corigliano (1938)
Heinz
Holliger (1939)
Frank Zappa
(1940/1993)
Brian Ferneyhough (1943)
José Antônio de Almeida Prado (1943)
Peter
Eötvös (1944)
Michael
Nyman (1945)
Tristan
Murail (1947)
Michaël
Levinas (1949)
Pascal
Dusapin (1955)
Tan Dun
(1957)
Hans
Magnus-Lindberg (1958)
Marc
Anthony Turnage (1960)
Esta é uma listagem ousada e precária, pois quem decide a
vitalidade e a permanência de uma obra é, em última análise, o próprio
compositor e, significativamente, o que as pessoas no futuro pensarão a
respeito de si mesmas ao olhar para nós.