CAPÍTULO VII
A MÚSICA DE TRANSIÇÃO ENTRE OS SÉCULOS XIX
E XX
Brahms, Lizst e
Wagner, por um lado, e os nacionalistas (Mussorgsky, por exemplo), por outro,
causaram uma grave crise no sistema tonal devido ao uso do cromatismo.
Surgiram então, nas
últimas décadas do século 19, duas tendências: os denominados
"ultra-românticos" e os batizados de "simbolistas" (pelos
seus vínculos artísticos com esta corrente literária).
A primeira foi de compositores do
universo austro-alemão como Anton Bruckner (1824-1896), Gustav Mahler
(1860-1911) e Richard Strauss, entre outros, ou do "fin de siècle
francês", César Franck (1822/1890), Emannuel Chabrier (1841/1894), Gabriel
Fauré (1845/1924), Ernest Chausson (1855/1899) e Paul Dukas (1865/1935) entre
outros. Esta linha desembocou, posteriormente, na corrente expressionista
(Schoenberg, Berg e Webern) e em variadas correntes neo-românticas do século
20: Edward Elgar (1857/1934), Jean Sibelius (1865/1953), Ferruccio Busoni
(1866/1924), Ralph Vaughan Williams (1872/1958), Max Reger (1873/1916), Sergei
Rachmaninov (1873/1943), Ottorino Respighi (1879/1936) e William Walton
(1902/1983) e outros.
Eles radicalizaram o
procedimento dos românticos e as suas características eram:
· ultracromatismo
·
formas apoiadas, livre ou vagamente, na
literatura ou na pintura
·
alguns usavam formas mais tradicionais, mas
interpretando-as livremente
·
peças longas
·
grande massa orquestral
A tendência dos simbolistas (uma denominação provisória)
procurava inventar uma harmonia própria ou apelar para estruturas musicais da
cultura de outros povos, ousando aprofundar a ruptura com o passado. Claude
Debussy, Erik Satie e Alexsander Skriabin, atuando isoladamente uns dos outros
e sem medo da crítica, criaram uma obra que incendeia até hoje a imaginação dos
compositores.