A Música Barroca de Minas Gerais
Ver o índice
5.2 Manoel Dias de Oliveira
Nasceu em São José del Rey (atual Tiradentes) c. 1738 - m. id. 1813. Era provavelmente filho do organista Lourenço Dias com uma escrava, e com ele quem aprendido música. Era mulato e militar.
Quando jovem, atraído pela música na Matriz de Sto. Antônio, memorizava as vozes do repertório escondendo-se na igreja para ouvir aos ensaios. Conta-se que o padre Francisco da Piedade maravilhou-se ao ouvir o pequeno mulato cantando uma composição de Josquin des Prés, enquanto brincava com as formigas, convidando-o para juntar-se ao coro e dando-lhe a oportunidade de aprender teoria, contraponto e órgão.
Iniciou atividades musicais em 1869 na Irmandade de São Miguel e Almas, tendo se filiado também à Irmandade de Nossa Senhora das Mercês, de Nossa Senhora da Piedade até 1789 e na Irmandade dos Brancos, do Senhor dos Passos, do Santíssimo Sacramento e do Bom Jesus.
Casou-se aproximadamente em 1768 com Ana Hilária, com quem teve 11 filhos. Em 1768, era alferes e logo capitão, em 1779.
Trabalhou como copista para complementar sua renda, ganhando rapidamente reputação neste campo. Suas obras ainda são apresentadas nas cidades de Tiradentes, Prados e São João del Rey, especialmente durante a Semana Santa.
Suas obras
Classificação imprecisa
Coreto (incompleto), s/d.
Graduais
Gradual Fuga do Egito, s/d.
Gradual Justus ut Palma, s/d.
Gradual para Domingo de Páscoa (incompleto), s/d.
Gradual a 4 vozes: Angelus Domine, s/d.
Hinos
Venite Adoremus, s/d.
Visitação de Nossa Senhora das Dores, a 8 vozes, s/d.
Ladainha
Ladainha em fá, s/d.
Magnificat
Aleluia e Magnificat, s/d.
Magnificat em ré, s/d.
Missa
Missa do 8º tom (incompleto), s/d.
Obras para a Semana Santa
Aleluia para Sábado Santo, s/d.
Bajulans
Domine Jesu, s/d.
Encomendação das almas, 1809
Eu vos adoro, p/ Quarta-feira Santa, s/d.
Invitatório, lições e missa de defuntos, s/d.
Miserere em ré menor, s/d.
Motetes de Passos a 8 vozes, s/d.
Motetes de Passos a 8 vozes, s/d.
Motetes Pupili, Cecidit Corona e Quomodo, p/ Sexta-feira Santa, 1779
Músicas para a Benção e Procissão de Ramos (incompleto), s/d.
Offertorium, Justus ut Palma, s/d.
Paixão e Bradados, para Domingo de Ramos, s/d.
Pange Lingua, s/d.
Popule Meus, s/d.
Responsórios fúnebres, s/d.
Responsórios fúnebres para a Ordem Terceira do Carmo, s/d.
Surrexit para Domingo da Ressurreição, s/d.
Tractus e bradados de Sexta-feira Santa, s/d.
Tractus, Paixão e bradados de Quarta-feira Santa, 1788
Tractus para Missa dos Pré-santificados, s/d.
Três ofícios de defuntos em sol menor e sol menor, s/d
Visitação dos Passos, a 8 vozes, 1767
Setenário
Setenário de Nossa Senhora das Dores, s/d.
Tantum Ergo
Tantum Ergo, s/d.
Te Deum
Te Deum (Atribuído), s/d.
Te Deum Laudamus, s/d.
Índice
1. Uma Introdução: redescobrindo o passado musical brasileiro
2. As origens: de 1553 a 1720
3. A hegemonia da Igreja: de 1720 a 1749
4. A música religiosa das Irmandades: de 1750 a 1810
5. Compositores de 1750 a 1810
5.1 José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita
5.2 Manoel Dias de Oliveira
5.3 Marcos Coelho Neto (1740-1806)
5.4 Francisco Gomes da Rocha (1746-1808)
5.5 Ignácio Parreiras Neves (1730-1794)
5.6 Jerônimo de Souza Lôbo (? - 1810)
5.7 Joaquim de Paula Souza (1760-1820)
6. A Música Profana: 1750 a 1810
7. A música do século XIX
8. As orquestras bicentenárias
|
|