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Títulos do Acervo

  História da Música Ocidental
  Introdução à História do Baixo Contínuo
  A Música Barroca de Minas Gerais
  A técnica vocal na interpretação da música renascentista e barroca
  História dos instrumentos
  A "chanson"- uma manifestação musical tipicamente francesa
  Os timbres vocais segundo Manuel P. R. Garcia



   
Autor

Antônio Campos
 
 
 
 
 
 
  

Conteúdo especial
::: História da Música :::
 
 

A Música Barroca de Minas Gerais
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7. A música do século XIX

No início do século XIX uma nova linguagem artística, que exaltava a natureza, substituiu a rigidez das formas musicais: o romantismo.

Em Minas Gerais o Aleijadinho cria a sua obra-prima: os passos dos apóstolos. Os grandes mestres da música do século XVIII ainda vivem no início do século XIX: Francisco Gomes da Rocha (m. 1808), Marcos Coelho Neto (m.1806), Florêncio José Coutinho (m. 1819) e Gabriel de Castro Lobo em Ouro Preto; Manoel Dias de Oliveira (m. 1813) em S. José d"El Rey, e Joaquim de Paula Souza (m. ca 1820) em Prados.

O declínio da produção de minerais preciosos teve como conseqüência a mudança de alguns músicos para outros lugares. O mais famoso exemplo desta migração, Lobo de Mesquita, viajou em 1800 para o Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de organista da Ordem Terceira do Carmo até sua morte em 1805.

Este intercâmbio de músicos provocou o intercâmbio de músicas. Muitas obras de artistas brasileiros, como o pe. José Maurício, mais tarde Francisco Manuel da Silva e estrangeiros que atuavam no Brasil, como Marcos Portugal e Fortunato Mazziotti, foram copiadas e enviadas às cidades mineiras.

A vinda da família real portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808 fez com que a cultura européia fosse introduzida em Minas, antes vigiada por suas riquezas. Mas seu primeiro jornal, o "Compilador Mineiro" só seria publicado em Ouro Preto a partir de 1823, depois da Independência.

A música erudita religiosa tornou-se mais expressiva, incorporando melodias líricas presentes na música profana. O maior nome da música religiosa mineira neste início de século foi o pe. João de Deus Castro Lobo (1794-1832). Era filho de Gabriel de Castro Lobo e foi compositor, organista e mestre de capela da Sé de Mariana. Ele incorporou, em sua valiosíssima obra religiosa, o Classicismo e o Romantismo, sendo o exemplo mais elaborado a sua Missa a 8 vozes (apresentada em 2000 pela OSESP, com a promessa de ser lançada em CD).

No novo século, Minas já possuía uma burguesia comercial que buscava o enobrecimento pela posse da terra, com fazendas e sobrados nas cidades. A expressão musical desta burguesia passou a ser a "banda de música" e o gênero de composição predominante, a música sinfônica, para estas bandas.

A ESCOLA DE SÃO JOÃO D"EL REY

Na primeira metade do séc. XIX, os dois principais compositores Sanjoanenses são Francisco de Paula Miranda (1786-1846) e Joaquim Bonifácio Braziel (1786-?), dos quais detalharemos as biografias nos próximos artigos.

A Miranda, devem-se inúmeras cópias dos autores setecentistas mineiros. Braziel era mestre de música de um coro composto pela família, todos músicos, cuja atividade cessou por volta de 1840. Em 1946, um descendente dos Braziéis incendiou todo o acervo musical da família, ignorando seu valor.

Um compositor considerado um enigma quanto às suas origens é Antônio dos Santos Cunha. Provavelmente era português, pois um registro da Ordem do Carmo em 1815 diz a seu respeito: "Ausente pª Lisboa". Em sua obra predomina o bel-canto italiano, bem ao gosto europeu.

Mas o principal compositor Sanjoanense foi o padre José Maria Xavier (1819-1887)(foto). Autor de mais de cem obras, sua música ainda não está totalmente catalogada. Prestou serviços a todas as irmandades de São João.

Finalmente, Martiniano Ribeiro Bastos (1834-1912) foi diretor da orquestra que hoje leva seu nome de 1859 a 1912. Foi também vereador e juiz de paz em São João.

A vida musical em São João intensificou-se na 2ª metade do séc. XIX, com a ampliação do calendário religioso. O grande número de músicos da cidade também permitiu a apresentação de companhias líricas brasileiras e internacionais.

Em 18/7/1878, foi inaugurado o prédio da Filarmônica Sanjoanense (Teatro Municipal), de cuja diretoria faziam parte as figuras proeminentes da sociedade. Em cerca de 1891, foi criado o clube Ribeiro Bastos, responsável pela apresentação de "Concertos Populares" a partir de 1901, procurando ampliar o público apreciador da música erudita.

Esta evolução, no entanto, fez a sociedade Sanjoanense e mineira em geral mais cosmopolita, buscando a música fora das fronteiras da província. Minas passou a ser um centro consumidor de música, não mais produtor.




 Índice

1. Uma Introdução: redescobrindo o passado musical brasileiro
2. As origens: de 1553 a 1720
3. A hegemonia da Igreja: de 1720 a 1749
4. A música religiosa das Irmandades: de 1750 a 1810
5. Compositores de 1750 a 1810
    5.1 José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita
    5.2 Manoel Dias de Oliveira
    5.3 Marcos Coelho Neto (1740-1806)
    5.4 Francisco Gomes da Rocha (1746-1808)
    5.5 Ignácio Parreiras Neves (1730-1794)
    5.6 Jerônimo de Souza Lôbo (? - 1810)
    5.7 Joaquim de Paula Souza (1760-1820)
6. A Música Profana: 1750 a 1810
7. A música do século XIX
8. As orquestras bicentenárias



 




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