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Conteúdo especial ::: História da Música :::
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A Música Barroca de Minas Gerais
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8. As orquestras bicentenárias
No século XIX ocorreu em Minas a queda da mineração. Com a diminuição das riquezas, as orquestras profissionais mineiras tiveram suas atividades drasticamente reduzidas.
Algumas delas sobreviveram estoicamente até os nossos dias, mantendo-se em permanente atividade desde o século XVIII, ainda executando a música sacra promovida pelas irmandades locais. Outras, passando por dificuldades, foram extintas ou transformaram-se em bandas de música.
A mais antiga das orquestras hoje ainda em atividade é a Lira Sanjoanense, (ver foto do seu estandarte). Foi fundada em 1776 por um grupo de músicos liderados por José Joaquim de Miranda, com o nome de Companhia de Música. Em meados do século XIX, passou a chamar-se Sociedade Musical Lira Sanjoanense, para depois ter o nome atual, Orquestra Lira Sanjoanense.
Na época de sua fundação, era constituída por um tiple (menino soprano), um contralto, um tenor e um baixo, dois violinos, viola, violoncelo, contrabaixo, duas flautas (ou oboés) e duas trompas.
Atualmente é composta por 20 músicos especializados na música setecentista mineira, cuja presença é constante nas festividades da região. É regida pelo maestro Pedro de Souza.
A Orquestra Ribeiro Bastos, também em São João D"El Rey, originou-se de uma provável dissidência da Lira Sanjoanense em 1790. Organizada em 1846 pelo maestro Francisco das Chagas (mestre Chagas), foi dirigida durante 53 anos (1859 a 1912) por seu discípulo e sucessor, Martiniano Ribeiro Bastos (1834-1912), que deu seu nome à associação musical. A atual regente é a maestrina Maria Stella Neves Vale.
A orquestra Lira Ceciliana, de Prados, foi fundada em 1858 por José Esteves da Costa, seu diretor até 1895. Dela participam hoje três gerações da família Costa, e é dirigida pelo maestro Adhemar Campos Filho.
A orquestra Ramalho, de Tiradentes, é remanescente de tradições musicais que remontam a 1732. Possui razoável quantidade de manuscritos musicais de fins do século XVIII. Foi fundada em 1860 por José Luiz Ramalho, que a dirigiu até 1900, com o nome de "Corporação Musical São José D"El Rey".
Em 1922, sua direção foi alvo de uma disputa política entre Joaquim Ramalho, neto do fundador, e Antônio de Pádua Falcão, com a derrota deste último. Na década de 1930 passou a ter o presente nome, e atualmente é regida por Joaquim Ramalho Filho.
Estas quatro orquestras, cuja sobrevivência deve-se, em parte, às raízes familiares, são as fiéis depositárias de tradições transmitidas por gerações, interpretando ininterruptamente peças compostas nos séculos XVIII e XIX.
Índice
1. Uma Introdução: redescobrindo o passado musical brasileiro
2. As origens: de 1553 a 1720
3. A hegemonia da Igreja: de 1720 a 1749
4. A música religiosa das Irmandades: de 1750 a 1810
5. Compositores de 1750 a 1810
5.1 José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita
5.2 Manoel Dias de Oliveira
5.3 Marcos Coelho Neto (1740-1806)
5.4 Francisco Gomes da Rocha (1746-1808)
5.5 Ignácio Parreiras Neves (1730-1794)
5.6 Jerônimo de Souza Lôbo (? - 1810)
5.7 Joaquim de Paula Souza (1760-1820)
6. A Música Profana: 1750 a 1810
7. A música do século XIX
8. As orquestras bicentenárias
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