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movimento.com - Curiosidade: O estranho César Cui
Curiosidade
O estranho César Cui
Integrante do famoso "Grupo dos Cinco" da música russa.
César Antonovich Cui (1835-1918) é o menos conhecido do famoso “Grupo dos Cinco”, da música nacionalista russa, uma corrente que surgiu em meados do Século XIX naquele país.
Desse “Grupo dos Cinco”, denominação dada pelo crítico Wladimir Stasov, faziam parte, além de César Cui, (pronuncia-se Kiuí ), Myli Balakirev, Nikolai Rimsky-Korsakov, Alexander Borodine e o excepcional Modeste Petrovich Mussorgsky, todos eles empenhados em proporcionar à Rússia, um acervo musical de características diferentes de tudo que se ouvia naquela época, num cenário musical que era dominado pelas criações italianas, alemãs e francesas.
Depois de seu primeiro encontro com Balakirev em 1856, César Cui tornou-se o “timoneiro” do Grupo, disputando essa condição com o primeiro. Cui deplorava o amadorismo de Balakirev e sua posição no Grupo dos Cinco era a de um crítico musical severo, de influência considerável nos seus companheiros, nem sempre a favor deles pois chegou a afirmar que Mussorgsky era um idiota e que Borodine jamais chegaria a objetivo algum.
Quem era César Cui
Era um homem estranho que, como Borodine, jamais quis separar-se de sua carreira de professor de química. Dividia suas atividades entre a composição musical e sua cadeira na Academia de São Petersburgo, pois como engenheiro militar, especialista em fortificações, chegou a editar dois livros sobre o assunto e que durante muito tempo foram considerados importantes fontes de referência.
Em 1856, conhecera também Borodine e Alesander Dargomijky, quando ainda era música amador. Desse encontro com os dois grandes operistas resultou a influência decisiva de sua carreira criadora. Logo Cui uniu-se aos outros do Grupo e sua verve crítica e talento literário, se puseram a serviço do conceito lançado por Mickail Glinka, de uma música especificamente russa, baseada no folclore nacional.
Sendo filho de pai francês e mãe lituana, sua música é uma encarnação de suas raízes raciais, cheia de insegurança. Jamais conseguiu livrar-se da influência ocidental e em suas obras deixa transparecer as obras de Chopin, entre outros.
Wladimir Stasov afirmou que “César Cui é um apaixonado, mas ele não pensa, não tem cérebro e, apesar de seu talento, suas criações são insignificantes...”. E nessas criações ele entra em forte contraste com os ideais do Grupo dos Cinco, encontrando-se no seu acervo cerca de 15 obras cênicas, a ópera “O Prisioneiro do Cáucaso”, mais 4 óperas infantis e uma vasta produção de peças para piano e canções, pelas quais é mais conhecido e onde demonstra sua capacidade de expressar sucintamente, os sentimentos dos poemas pátrios.
Autor Aristides A. J. Makowich
em 21/4/2009
Opinião dos internautas___________
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