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movimento.com - Novidade: Oratório <i>Elias</i> Op. 70 de Mendelssohn Novidade

Oratório Elias Op. 70 de Mendelssohn


Baseado em textos do Antigo Testamento, a obra é notadamente influenciada por um predecessor ilustre e de muito sucesso: O Messias de G. F. Händel. "Elias" tornou-se um dos grandes oratórios do século XIX.

Para interpretar esta eloqüente obra, teremos:
- a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo;
- o coro da Osesp;
- a regência de John Neschling;
- a participação de solistas internacionais.

Os solistas:
- Christian Gerharher: barítono
- Claudia Barainsky: soprano
- Stefanie Iraniy: contralto
- Oliver Ringelhahn: tenor


A obra

De acordo com a Bíblia (I Reis 16), a nação israelita estava sob o domínio do Rei Acabe, que foi o pior dos reis perante os olhos de Deus. A missão de Elias era resgatar o povo de volta dos caminhos do deus Baal para o Senhor Deus.

O compositor, então começa a primeira parte do oratório com Elias, como figura central, profetizando seca por sobre a terra por três anos e meio. Ocorre assim a abertura instrumental que, como descrevendo a seca sobre a terra, culmina na entrada grandiosa do coro cantando “Help Lord” como um clamor a Deus pedindo ajuda pelo período da seca. Sobre esta oração, dois sopranos lamentam a situação do povo.

Entram em cena também Obadias, único servo temente a Deus que trabalhava na corte do Rei, que também faz um apelo para que o povo abandone seus ídolos e se volte para Deus; os anjos providenciados por Deus para servirem a Elias; a viúva de Sarepta, que é indicada pelos anjos para acomodar Elias em sua casa.

Há uma cena impressionante entre a viúva, seu filho morto por enfermidade e Elias que pede a Deus que devolva a alma ao menino. Este se torna o primeiro caso de ressurreição na história bíblica. Também ocorre a cena mais dramática de toda a obra, quando Elias se vê sozinho contra 400 profetas de Baal, o Rei e o povo em um desafio para ver quem é o verdadeiro Deus. Nesta cena, Elias zomba com grande coragem dos profetas e faz com que caia fogo do céu, da parte de Deus.

Ele assim, conclama aos do povo para que matem todos os profetas de Baal e que sigam ao Senhor Deus. Após esta vitória, encerra-se a primeira parte com a volta das chuvas por sobre a terra de Israel. Esta cena se desenvolve com o menino averiguando se há nuvens o céu, e finalmente, com a chuva caindo. Aqui o compositor desenvolve um pintura musical fantástica da chuva, através das cordas e do som grandioso do coro descrevendo o regozijo do povo com a valta da mesma.

A segunda parte inicia com solo de soprano, conclamando o povo de Israel para ouvir a voz de Deus. O povo responde entusiasticamente através do coro. Elias então profetiza punição do céus ao rei Acabe. Jezabel, a rainha má e idólatra que levou Acabe neste caminho fora do Senhor Deus, instiga o povo contra Elias novamente forçando-o a matá-lo. Obadias tenta preveni-lo do perigo iminente. Elias, então, volta-se para Deus em uma ária extraordinária, pedindo que lhe seja tirada a vida. Três anjos vêm confortá-lo pedindo que levante os olhos para Deus. Este trio belíssimo acontece "a capella".

Só mesmo a genialidade de um Mendelssohn consegue, na seqüência, aludir a um versículo de salmos dizendo em coro “O que vigia Israel não dorme e nem dormitará”. Um anjo, então manda-o para o monte Horebe, onde vai encontrar-se com Deus. Deus, porém, descrito pelo coro e pela orquestra, não está no vento, nem na chuva, nem no terremoto, mas no silêncio de uma brisa... Elias é, então, encorajado a voltar pelo bem dos que continuam fiéis a Deus e dá graças a Ele pelas forças renovadas. O coro descreve como suas palavras assemelham-se como tochas de fogo e descreve também a subida de Elias aos céus na carruagem de fogo. O coro reafirma, assim, a grandiosidade do profeta Elias e o retorno da direção de Deus sobre a Terra. Por fim, há uma celebração a respeito da luz de Deus que agora emana sobre o seu povo.

Texto extraído do site www.unb.br


Onde, quando e quanto

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/no.
Fone: (11) 3337 5414

As apresentações acontecem:
- No dia 15.12 às 20 h.
- No dia 17.12 às 16:30 h.
- No dia 19.12 às 20 h. - sessão especial com o encerramento da temporada de 2005.

Para os dias 15 e 17, o ingresso custa de R$ 25,00 a R$ 79,00.
No dia 19.12,a entrada é mediante convite.


Autor Antônio Rodrigues
em 8/12/2005


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