CríticaMúsica sinfônica

Beethoven e Chopin no Theatro São Pedro – SP

O feriado de nove de Julho e a fria noite paulistana são motivos de sobra para esvaziar um concerto. Mas não foi isso que aconteceu no pequeno e aconchegante Theatro São Pedro.

Não estava lotado , mas um bom número de pessoas se fez presente. O interessante programa tinha Beethoven e Chopin. As senhoras tiraram seus casacos de pele e os mais tradicionais colocaram seus ternos escuros para acompanhar a jovem orquestra do Teatro. Eu fiquei com minha jaqueta importada da China, precinho bom que esquenta.

A Abertura Egmont abriu o programa, mostrou o maestro Emiliano Patarra ansioso, às vezes apressado. Acelerou a orquestra , entrou de sola na regência. Beethoven já foi gravado por milhares, muitos são capazes de citar inúmeras gravações . Lembro que grandes maestros e orquestras que se especializaram em sua obra. Cada um à sua maneira imprimiu seu estilo. Patarra opta pela velocidade. A jovem orquestra tem boa sonoridade, volumosa em muitos momentos  e com tempos acelerados. A acústica do teatro não é das melhores para peças orquestrais.  A sétima sinfonia nunca foi uma das minhas preferidas. Há algo em sua música que me desagrada. A Orquestra do Teatro São Pedro tocou bem, incorporou a sonoridade de Beethoven, lembrando

 as grandes gravações clássicas. Um último movimento acelerado fez perder as nuances, os detalhes da música. Os metais precisam de ajustes. Uma grande apresentação para um grupo recém formado.

As madames se esquentaram buy levothyroxine 75 com o cafezinho no intervalo, os senhores conversavam com os amigos a respeito da execução da obra, em teatro de concerto todos se fazem especialistas em música clássica. Muitos adoram bancar o intelectual e ultimamente alguns querem parecer descolados. Todos esperavam ansiosos o Concerto para Piano e Orquestra número Um de Chopin. Essa peça é uma das mais queridas do repertório: as melodias de Chopin marcam. Você sai com a música na cabeça.

A orquestra se portou com grande dignidade, acertou nos tempos e na sonoridade. Patarra mostrou um Chopin leve, livre e solto. O pianista Flávio Varani não teve dó. Desceu a mão no  Steinway & Sons , apresentou uma musicalidade volumosa que fez desaparecer, por diversas vezes , o som da orquestra. Sua experiência com a peça mostrou uma leitura conservadora, tradicional com andamentos corretos e inspiradores. A música e as belas de melodias de Chopin sempre agradam ao público. Este aplaudiu de pé, nem precisava pedir bis, o nobre pianista nos brindou com duas belas peças .

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Ali Hassan Ayache
Bacharel em Geografia pela USP. Apreciador de ópera, balé e música clássica. Ativo no meio musical, mantém o blog http://verdi.zip.net/. Escreve críticas, divulga eventos, entrevista personalidades e resenha óperas e balés em DVD.