Crítica

Comentários sobre o Prêmio Carlos Gomes 2011

A Sala São Paulo teve o privilégio de receber a entrega do XIV Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Clássica.

Primeiramente parabenizo a editora Algol pela realização. Sem patrocínio algum, levou a cabo este importante veículo de divulgação da música clássica e ópera.

Detalhes nunca nos escapam, buscamos ver tudo que acontece, procuramos nos informar para passar a vocês leitores o máximo de coisas interessantes. Se pudéssemos escrever o que nos falam em Off, ao pé do ouvido e nos pedem segredo, essa leitura seria mais saborosa. Todos adoramos um fuxico. Respeitamos nossas fontes e as conservamos como sagradas.

A presença do público esse ano foi consideravelmente menor que o ano passado. A falta do coquetel na recepção fez muitas madames torcerem o nariz. Quem não gosta de uma boquinha grátis. Procuramos em todos os cantos da Sala, em todas as poltronas, tentamos entrar em lugares inacessíveis, não tínhamos a tal da credencial. Não vimos sequer a sombra do secretário do Colegiado de Indicação, Sérgio Casoy. O Professor e pesquisador Sérgio Casoy, grande conhecedor de ópera, foi o apresentador do XIII Prêmio Carlos Gomes, esse ano ele nem apareceu. O que será que aconteceu? Mistério a ser revelado.

Outra ausência, essa desrespeitosa, foi a do violoncelista Antônio Meneses. Faturou o prêmio de Solista Instrumental, não apareceu e sequer teve a dignidade de mandar um representante para recebê-lo. Caiu a cara no chão da apresentadora Mônica Waldvogel, que, sem jeito, improvisou algumas palavras de consolo. Falta de respeito com o Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Clássica, sugiro aqui que o violoncelista Antônio Meneses seja banido de qualquer indicação futura.

O programa apresentado ano passado

foi infinitamente superior em qualidade musical ao desse ano. Rodrigo Esteves mandou bem em Piettà rispetto amore da ópera Macbeth de Verdi. A Canção do Sentir só foi executada porque o maestro Carlos Moreno é seu autor e regente da orquestra de Santo André , que apresentou o espetáculo. Niza de Castro Tank foi um excelente soprano, tenho com ela Il Guarany de Carlos Gomes, Campinas -1986, memorável. Mas não entendo o porquê dela querer cantar a canção Vitória de Carlos Gomes. Niza, deixe sua bela voz, de seus tempos áureos na nossa memória.

As premiações foram justas. Nenhum absurdo, tudo dentro do previsível, os melhores foram contemplados. Marcello Vanucci levou como melhor cantor solista, eleito também por nós como melhor tenor de 2010. Na iluminação, Fábio Retti faturou o prêmio, aproveitou seus quinze minutos de fama, sacou uma lista e lembrou umas 400 pessoas que o ajudaram, um discurso que demorou uma eternidade. André Heller-Lopes ganhou como melhor diretor, seu Andrea Chenier apresentado no Palácio das Artes de Belo Horizonte é uma produção apresentada no Teatro Municipal de São Paulo em  2006 e muito parecida com a versão gravada em Bologna com Jose Cura e Maria Guleghina.

A Orquestra do Theatro São Pedro/SP foi contemplada como a melhor Orquestra Sinfônica , que este prêmio sirva de incentivo e motivação ao bom nível que a orquestra atingiu em seu clavamox for humans dosage primeiro ano de vida. Roberto Tibiriçá ficou com o prêmio de melhor Regente, justíssima premiação. O maestro foi demitido da Sinfônica de Heliópolis, se emocionou saudoso de seus meninos. O Troféu Guarany ficou em boas mãos, Edmundo Villani-Côrtes o merece pela grande carreira de compositor.

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2 Comments

  1. Prezado Ali, o que pretende – irresponsavelmente – insinuar, ao escrever que minha produção de Andrea Chenier é “muito parecida” com uma produção de Bolonha, do MESMO ANO de 2006? (o site da Amazon, aliás, indica que o vídeo foi lançado no mercado em Julho de 2006, ou seja, alguns meses APÓS a produção de SP…). Uma vez que não piso em Bolonha desde 1994, ou sugere que eu tenha poderes paranormais ou que o grande Giancarlo Del Mônaco esta plagiando a minha produção. Muito me honraria.
    Explique-se, pois sou um profissional sério e não ADMITO esse tipo de irresponsabilidade e amadorismo enchendo meu nome. Diferente de pessoas que se pretendem profissionais da ópera (e do seu entorno), com cultura de vídeo e CD, tenho não somente mais de 15 anos de profissão – como diretor e professor da Escola de Música da UFRJ, um PhD e vários prêmios nas costas.
    Certamente não me alimento de polêmica ou fofoca. Esta é a primeira e última mensagem que lhe envio.
    Aviso-lhe que pode ser passível de processo judicial.

  2. Seu comentário sobre a Niza Tank é de uma falta de respeito sem precedentes. Uma diva como ela merece todo nosso respeito. E por pior que ela cantasse, naquele momento, ela canta por tudo que ela representa no canto lírico e não somente para satisfazer os teus ouvidos, que, na verdade, não ouvem. O senhor comparece aos eventos apenas para procurar do que falar mal…

    A democracia traz liberdade de opinião, a internet traz a liberdade de escrever besteirol…

    Quanto desserviço Sr. Ali!!!

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Ali Hassan Ayache
Bacharel em Geografia pela USP. Apreciador de ópera, balé e música clássica. Ativo no meio musical, mantém o blog http://verdi.zip.net/. Escreve críticas, divulga eventos, entrevista personalidades e resenha óperas e balés em DVD.