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“Aida”, de Verdi, no TMRJ

Theatro Municipal comemora o bicentenário de Verdi com nova montagem desta famosa ópera.

 

SERVIÇO

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº – Centro

Dias 20 e 26 de abril, às 20h.
Dias 23 e 28 de abril e 1º de maio, às 17h.

 

Falando de Ópera – Apresentação: Maestro Sílvio Viegas
Salão Assyrio
Av. Rio Branco, s/nº – Centro
Entrada Franca, mediante a apresentação do ingresso
Dia 20/04, das 18h30 às 19h30 – dia 23/04, das 15h30 às 16h30 – dia 26/04, das 18h30 às 19h30 – dia 28/04, das 15h30 às 16h30 – dia 01/05, das 15h30 às 16h30


Ingressos:

– Frisa/Camarote (6 lugares) ………………………. R$ 504,00
– Plateia / Balcão Nobre ………………………………. R$     84,00
– Balcão Superior ………………………………………… R$     60,00
– Galeria ………………………………………………………. R$     25,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Informações: tel:(21) 2332-9191
Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou por telefone 21 4003-2330

 

 

Antepenúltima das 28 óperas compostas por Giuseppe Verdi e um de seus maiores sucessos, Aida está de volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, em montagem inédita, após uma ausência de 27 anos, para comemorar o bicentenário de nascimento do compositor italiano, com patrocínio da Petrobras.

Com direção musical e regência deIsaac Karabtchevsky, direção de cena e iluminação de Iacov Hillel, cenografia e direção de arte de Hélio Eichbauer e coreografia de João Wlamir, a produção – que reúne cerca de 250 artistas, entre solistas, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, além de bailarinos e figurantes – estreia em 20 de abril e terá cinco récitas até o dia 1º de maio.

No papel-título estará a soprano italianaFiorenza Cedolins (20, 23, 26 e 28 de abril) e a cantora mineira Eliseth Gomes (1º de maio). Completam o elenco de solistas o tenor italiano Rubens Pelizzari (Radamés), a mezzo-soprano russa Anna Smirnova (Amneris) e os brasileiros Lício Bruno (Amonasro), Sávio Sperandio (Ramfis) e Carlos Eduardo Marcos (Faraó), Lúcia Bianchinni (Sacerdotisa I) e Ricardo Tuttmann (Mensageiro).

Vale destacar a participação especial, no espetáculo, da escola de dança da Fundação Teatro Municipal, Maria Olenewa, dirigida por Maria Luísa Noronha, e da Cia. Jovem de Ballet do Rio de Janeiro, sob a direção artística de Dalal Achcar e direção geral de Mariza Estrella.“É uma montagem imperdível para quem conhece ópera e para aqueles que nunca viram, não só pela história como por sua belíssima música. Uma ópera que, com grande alegria para nós, cantores, músicos, bailarinos, técnicos e direção, retorna ao palco do Municipal depois de quase três décadas”, comenta Carla Camurati, presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O Maestro Isaac Karabtchevsky, que elaborou a programação artística do Theatro Municipal, faz coro e destaca: “Aida representa a última das grandes produções de Verdi no estilo “grand opera”. Logo após viriam duas óperas de caráter introspectivo e quase trágico, que foram Otello e Falstaff. Nada mais apropriado para se abrirem as comemorações do bicentenário do compositor do que a montagem deste título”.

A temporada marca também a estreia do projeto Falando de Ópera. Serão palestras gratuitas com uma hora de duração sobre o espetáculo a ser apresentado – aos moldes das opera talks realizadas habitualmente em teatros europeus –, com início uma hora e meia antes do começo da sessão, no Salão Assyrio. O primeiro palestrante será o Maestro Sílvio Viegas, regente titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, que falará sobre a história de Aida e abordará também detalhes específicos desta montagem.

Com libreto de Antonio Ghislanzoni, a partir da base em prosa escrita originalmente em francês por Camille du Locle e Mariette Bey, Aida fez sua estreia em 1871, no Cairo, Egito, com enorme sucesso. Assim também foi sua temporada subsequente, no Scala de Milão, em fevereiro do ano seguinte. Verdi, que conduzia a orquestra na ocasião, precisou retornar à cena 32 vezes, sob ovação entusiástica do público. No Rio de Janeiro, a ópera estreou em outubro de 1876, no Teatro D. Pedro II.

Na concepção dos cenários e na direção de arte desta nova montagem, Helio Eichbauer evoca a atmosfera egípcia através de formas angulosas e triangulares, que remetem ora às pirâmides, ora aos templos e palácios, assim como faz uso de projeções sobre o cenário de tom predominantemente ocre. “O cenário é inspirado na abstração geométrica e respeita as proporções da geometria encontrada na arquitetura egípcia, que foi estudada e descrita por Pitágoras”, conceitua Eichbauer. O diretor Iacov Hillel assina a encenação, procurando trabalhar com a duplicidade que esta ópera oferece, entre seus aspectos monumentais e as cenas intimistas, verdadeiras. “A ópera fala, acima de tudo, do afeto, o que a torna universal e atemporal”, resume.

 

SINOPSE

1º ato

Dividida em quatro atos e sete cenas, a ópera se passa no Egito, onde a princesa etíope Aida vive como escrava de Amneris, filha do Faraó, rei do Egito. Ambas amam o guerreiro Radamés, cujo coração pertence a Aida. Sob a ameaça de invasão das forças etíopes, Radamés é escolhido comandante das tropas egípcias, posto que sempre almejou. Ignorando o sangue real de sua amada, assim como o amor que Amneris lhe devota, sonha retornar vitorioso e casar-se com Aida. Durante a cerimônia em que é nomeado comandante, Amneris percebe os olhares apaixonados de Radamés para Aida, que, por sua vez, está dividida entre o triunfo de seu amado e o destino de seu pai e de seu próprio povo.

2º ato

Para descobrir se Aida corresponde aos sentimentos de Radamés, Amneris mente e diz que este morreu em combate. Diante do indisfarçável horror demonstrado por Aida com a falsa notícia, Amneris tem certeza do amor entre os dois e logo desmente o fato e a humilha, afirmando que não há chance para uma escrava competir com a filha do rei. De volta ao Egito, o vitorioso Radamés retorna com sua tropa e os prisioneiros, entre eles Amonasro, pai de Aida e rei dos etíopes. O Faraó condecora Radamés e lhe pede que peça o que quiser. Este pede a liberdade dos etíopes. Os sacerdotes propõem que Aida e seu pai sejam mantidos como reféns. O rei concorda e oferece a mão de sua filha a Radamés.

3º ato

Às margens do Nilo está o templo de Ísis, para onde Amneris, acompanhada do grão-sacerdote, se dirige em uma noite enluarada para orar e preparar-se para o casamento com Radamés. Após entrarem, Aida se aproxima cuidadosamente para esperar por seu amado, que marcara ali um furtivo encontro com ela. Antes dele, no entanto, chega Amonasro, que pede à filha que descubra que caminho Radamés tomará com as tropas egípcias em nova investida aos etíopes, já rearmados, para que estes possam preparar uma emboscada às forças inimigas. Horrorizada com a ideia de trair seu amado, Aida recusa, mas é habilmente convencida por seu pai, que apela para seu amor à terra natal e instiga seu ciúme por Amneris. Ante seu relutante consentimento, Amonasro se afasta, escondendo-se nas sombras. Radamés chega e reafirma seu amor, enquanto Aida, menos entusiasmada, lembra ao amado que naquele momento é preparado seu casamento com outra. O guerreiro então lhe diz que pretende pedir sua mão quando retornar em novo triunfo e que o rei não terá como lhe negar esse pedido. Sabendo do poder de Amneris para impedir sua união com Radamés, Aida propõe que os dois fujam para a Etiópia. Ela pergunta, então, que caminho deverão tomar para evitarem as tropas egípcias. Ele a tranquiliza, dizendo que até o dia seguinte o caminho estará livre. Aida insiste e Radamés revela o local. Amonasro sai do esconderijo ao mesmo tempo em que surge Amneris e o acusa de traição. O rei etíope investe contra Amneris com um punhal, mas Radamés o impede, pedindo para que ele e Aida fujam. Radamés então se entrega ao grão-sacerdote.

4º ato

Arrependida de ter perdido o homem que ama por causa de seu ciúme, Amneris aguarda no palácio real a passagem de Radamés para a masmorra e lhe implora que se defenda. A princesa egípcia se desespera com a recusa de Radamés, já que para ele tudo acabou por não poder viver com sua amada. Na masmorra, ele é acusado três vezes pelos sacerdotes e em todas se cala. Os sacerdotes sentenciam ao traidor ser emparedado vivo. Amor, ódio e desespero atormentam Amneris, que reza ao lado das sacerdotisas, enquanto no andar inferior, Radamés acredita que morrerá sozinho na masmorra. Ele então ouve uma voz familiar e vê Aida se aproximar. Ela havia conseguido entrar antes do julgamento para morrer ao seu lado.

 

BIOGRAFIAS

Fiorenza Cedolins, soprano (Aida)

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Uma das cantoras líricas mais celebradas da atualidade, a soprano italiana possui amplo repertório operístico, apresentando-se nos mais renomados teatros do mundo sob a batuta de alguns dos mais destacados regentes. Vencedora do concurso Luciano Pavarotti International Voice Competition, em 1996, na Filadélfia, cantou ao lado de Pavarotti em Tosca, dando início a uma premiada carreira que inclui performances no Scala de Milão (Madame Butterfly e Don Carlo), Metropolitan Opera House, em NY (Aida), Convent Garden, em Londres (Il Trovatore) e Opera Bastille, em Paris (Tosca), entre outros. Destacam-se ainda suas performances em Cavalleria Rusticana (Mascagni), no Festival de Ravena, sob a regência de Riccardo Muti; Simon Boccanegra (Verdi), em Montecarlo, com Daniel Oren; Il Trovatore (Verdi), no Maggio Musicale Fiorentino, com Zubin Mehta, e ainda em Verona, Parma, Tóquio, Frankfurt, Munique, Nápoles, Barcelona e Londres, para citar alguns.

Recebeu o Opera Award em 1999 e 2001; o Premio Abbiati della Crítica Italiana 1999/2000; Zenatello Arena di Verona 2000 e 2001; e Premio Muse 2009 em Florença. Entre suas mais recentes apresentações estão as óperas Luisa Miller, em Bilbao; La Bohème, em Barcelona; Carmen, na Arena di Verona e o convite para cantar com Placido Domingo no Benefizkonzert, com a regência de Zubin Mehta.

 


Eliseth Gomes
, soprano (Aida)

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Bacharel em canto pela UEMG, atualmente é uma das mais renomadas cantoras líricas do Brasil. Apresenta-se em teatros de ópera do país e do exterior sob a regência de conceituados Maestros como Holger Kolodziej, Danielle Gatti, Sílvio Viegas, Sergio Magnani, Warren George Wilson, Leon Halegua, Emílio de César, Roberto Duarte, Júlio Medaglia, Marcelo Ramos, Benito Juarez e Roberto Tibiriçá. Iniciou sua carreira cantando a ópera Porgy and Bess, de George Gershwin, no Theatro Municipal do Rio de when to use viagra Janeiro. Sua estreia internacional foi na Itália, nos teatros Comunale, de Bologna, e Reggia Emiliacom a Ópera La Traviata, sob a regência do Maestro Danielle Gatti. Além da Itália, Eliseth também já se apresentou em outros países da Europa, como Portugal, Espanha e Suíça.

No seu repertório operístico constam personagens como Aida (Aida); Liù (Turandot); Violetta (La Traviata); Micaela (Carmem); Mimi (La Bohème); e Bess, Serena e Clara (Porgy and Bess). Já se apresentou como solista de concertos em Stabat Mater de Rossini, Réquiens de Verdi, Brahms e Mozart, Nona Sinfonia de Beethoven, Bachianas Brasileiras nº5 de H. Villa-Lobos e Carmina Burana de Carl Orff, entre outros. Participou como solista em várias gravações. Atualmente é regente do Coral Lírico de Nova Lima.

 


Rubens Pelizzari
, tenor (Radamés)

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Estudou no Conservatório Giuseppe Verdi em Riva del Garda e com a mezzo soprano Adriana Lazzarini. Recebeu o primeiro prêmio em 1998 na Competição Mantua Ismaele Voltolini e, em 2001, no Festival della Lirica em Sanremo, além de conquistar o segundo lugar no Flaiano Labò Competition. Fez sua estreia em 2001 como Ismaele, em Nabucco, no San Giminiano Festival, e no ano seguinte como Cavaradossi, em Tosca. Em 2003, interpretou Manrico, em Il trovatore; Rodolfo, em La Bohème, e Pinkerton, em Madame Butterfly, e cantou na Messa di Gloria, de Puccini, em Gênova. Em 2004, foi Arrigo em I vespri siciliani, em Palermo, e no mesmo ano Manrico, em Novara e Alessandria; Pinkerton, com a Maribor Opera, e Alvaro em La forza del destino, em Busseto. Já interpretou Radamés em Aida (Hanover), Corrado em Il corsario (Genova), Pollione em Norma (Mérida), Foresto em Attila(Viena), Alfredo em La traviata (Portugal) and Ismaele em Como, Bergamo, Cremona, Pavia e Brescia. Em seu repertório estão ainda óperas de Bellini, Bizet e Wagner.

Em 2011, participou de Pagliacci, no Teatro Filarmônico de Verona, dirigido por Franco Zeffirelli; Nabucco, na Arena de Verona, como Ismaele, e ainda Pagliacci em Genova, conduzido por Fabio Luisi e dirigido novamente por Zeffirelli. Com a Israeli Opera de Tel Aviv, foi Cavaradossi, em Tosca, sob a regência de Daniel Oren. Com o Maestro Zubin Mehta, apresentou Turandot, como Calaf, no Tokyo Dome, no Japão.

 

 

Anna Smirnova, mezzo-soprano (Amneris)

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Nascida em uma família de músicos, a mezzo-soprano estudou no Conservatório de Música Tchaikovsky, em Moscou, entre 2000 e 2002. De lá para cá, acumula em seu repertório papéis como Eboli, em Don Carlo; Olga, em Eugene Onegin; Elisabetta, em Mary Stuart, e Azucena, em Il Trovatore, entre diversos outros.

Em 2007, sob a regência de Lorin Maazel, interpretou a Messa di Requiem, de Verdi, em turnê pela América do Sul e Europa. Com o maestro Daniel Barenboim, apresentou-se em Aida, em turnê com o La Scala de Milão pelo Japão.

 


Lício Bruno
, baixo-barítono (Amonasro)

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O sucesso e amplidão da carreira do baixo-barítono Lício Bruno têm o reconhecimento entusiasmado tanto da crítica quanto do público, no Brasil e no exterior, seja por suas atuações em ópera, música sinfônica e de câmara, seja por seu desempenho como cantor, ator, diretor cênico e ainda como professor universitário e agente artístico. Aperfeiçoou-se na Academia Franz Liszt, em Budapeste, sendo mais tarde membro da Ópera Estatal Húngara. Cantou na Itália, Espanha, Alemanha, Suíça e Colômbia. No Brasil, os teatros líricos e as salas de concerto são sua casa. Com mais de 50 personagens em óperas de diferentes autores, períodos e estilos, Lício é, até hoje, na história da ópera, o único brasileiro a ter enfrentado o Wotan/Wanderer da tetralogia wagneriana. Teve a honra de ser dirigido por ícones do teatro brasileiro – Amir Haddad, José Possi Neto, Jorge Takla, Iacov Hillel, Gianni Rato, Sérgio Britto – e estrangeiro – Werner Herzog, Hugo de Anna e Aidan Lang.

Cantou com renomados maestros brasileiros e estrangeiros – Isaac Karabtchevsky e Lorin Maazel – das “Paixões” de Bach até Beethoven, Kodaly, Stravisnky, Britten, bem como ciclos de Schubert, Mahler, Ravel e Poulenc, entre outros. Detentor de mais de dez primeiros prêmios em concursos nacionais e estrangeiros, recebeu em 2004 o Prêmio Carlos Gomes, como Melhor Cantor Erudito. Em 2013, celebra seus 25 anos de carreira dedicados à ópera e à música.

 


Sávio Sperandio
, baixo (Ramfis)

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A voz e a presença cênica marcantes de Sávio Sperandio o têm tornado um dos artistas mais solicitados do Brasil. Apresenta-se regularmente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo, Theatro da Paz (Belém), Festival Amazonas de Ópera e em concertos sinfônicos com as principais orquestras brasileiras (OSESP, OPES, OSMG, OSM SP, OSB, Amazonas Filarmônica etc). No exterior, apresentou-se no Theatro Colón de Buenos Aires, no Festival de Ópera de Lecce, Festival de Ópera de Ercolano e no Rossini Opera Festival em Pesaro, na Itália. Em 2008, cantou O Barbeiro de Sevilha (Bartolo), no Teatro Real de Madrid, L’Italiana in Algeri (Don Magnifico), em Wildbad, Alemanha, e Il Viaggio a Reims (Don Profondo), no Teatro Arriaga de Bilbao, sob direção de Emilio Sagi e regência de Alberto Zedda.

Recebeu os Prêmios: “Melhor Intérprete de Canção Brasileira”, no IV Concurso Internacional de Canto Lírico Carlos Gomes, “Melhor Intérprete de Canção de Osvaldo Lacerda” e “Revelação do Ano” no Prêmio Carlos Gomes de Música Erudita (2005). No Brasil, cantou Betto di Signa, de Gianni Schicchi, de Puccini, com a OSESP; Missa Solemnis e a Nona Sinfonia de Beethoven  e o Oratório O Messias, de Händel, com a Orquestra Petrobras Sinfônica. Cantou também Lucia de Lammermoor no Teatro São Pedro, em São Paulo; a ópera Il Guarany, em Belém; L’Orfeo de Monteverdi, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Falstaff, em Belo Horizonte; e Macbeth e o oratório Colombo, em São Paulo. Bacharel em Canto pela Universidade Federal de Goiás, é orientado por Isabel Maresca.

 


Carlos Eduardo Marcos
, baixo (Faraó)

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Natural de São Paulo, estudou canto lírico com Mitzi Frölich, Martha Herr e Caio Ferraz. Atualmente, é orientado pelo professor Benito Maresca. Em seu repertório estão os principais papéis de baixo nas óperas Otello, Nabucco (Verdi), Il Guarany, Condor (Carlos Gomes), Le Nozze di Figaro e Der Schauspieldirektor (Mozart), Il Signor Bruschino e O Barbeiro de Sevilha (Rossini), Lohengrin (Wagner),Rake’s Progress (Stravinsky), Hercules (Händel), entre outras, além das estreias mundiais das óperas brasileiras O anjo negro (Ripper), A tempestade (Miranda), Eros-ion! (Chagas) e Olga (Antunes). Na área da música sacra e de câmara, destacam-se obras como Saul (Händel), Elias (Mendelssohn), Te Deum (Bruckner), Johannes Passion (Bach), Nona Sinfonia e Fantasia Coral (Beethoven) e Les Noces(Stravinsky), entre outros.

 


Isaac Karabtchevsky
, direção musical e regência

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Em 2009, o jornal inglês The Guardian, indicou o maestro Isaac Karabtchevsky como um dos ícones vivos do Brasil. A expressão do jornal tem sua razão de ser: desde os anos 70, Karabtchevsky tem desenvolvido uma das carreiras mais brilhantes no cenário musical brasileiro, atuando por 26 anos como maestro da Orquestra Sinfônica Brasileira, comandando o projeto mais ousado de comunicação popular da América Latina, o Aquarius, que reuniu durante anos milhares de pessoas ao ar livre e favoreceu, dessa forma, a formação de um público sensível à música de concerto. Esse período de intensa atividade coincide com sua permanência na Europa, atuando como diretor artístico de diferentes orquestras e teatros: com a Tonkünstlerorchester de Viena (1988 a 1994), o Teatro La Fenice, de Veneza (1995 a 2001) e, finalmente, como diretor da Orchestre National des Pays de la Loire (2004 a 2010).

Dentre os teatros e orquestras de prestígio dessa fase estão a Salle Pleyel, de Paris, o Konzertgebouw, de Amsterdã, o Musikverein, de Viena, o Royal Festival Hall, de Londres, a Accademia di Santa Cecilia, de Roma, o Teatro Real, de Madrid, a Staatsoper, de Viena, o Carnegie Hall, em Nova York, o Teatro Comunale, de Bologna, a Rai, de Torino, o Teatro Colon, em Buenos Aires, a Deutsche Oper am Rhein, de Düsseldorf, a Orquestra Gurzenich, de Colônia,  a Orquestra Filarmônica de Tóquio, etc.

A partir de 2004, Karabtchevsky assumiu a direção da Orquestra Petrobras Sinfônica, grupo caracterizado por um sistema único de auto-gestão e que tem proporcionado ao maestro uma nova etapa em sua carreira. Nesta fase, prepondera sua vasta experiência no repertório sinfônico e também a visão do regente habituado a títulos do porte de Erwartung, de Schoenberg; O Navio Fantasma, Tannhäuser e Tristão e Isolda, de Wagner; Billy Budd, de Britten e inúmeras produções que o levaram a dirigir, na Ópera de Washington, uma notável realização de Boris Godunov, considerada pelo crítico Tim Page, do Washington Post, como a melhor da temporada de 1999-2000. Vêm desse período as comendas que recebeu do governo austríaco pelos serviços culturais prestados ao país, a medalha “Chevalier des Arts et des Lettres”, do governo francês, além das que recebeu de praticamente todos os estados brasileiros.

No início de 2011, recebeu o convite para dirigir a Sinfônica de Heliópolis, a maior comunidade carente de São Paulo, assumindo paralelamente a direção artística do Instituto Baccarelli. Este projeto se inscreve como um dos maiores desafios recebidos nos últimos tempos, pois vem de encontro à sua aspiração de desenvolver, em comunidades brasileiras, o mesmo modelo do El Sistema venezuelano. Segundo o maestro, somente através da formação de orquestras de jovens, a educação musical do Brasil poderá continuar com o mesmo impulso já esboçado por Villa-Lobos na década de 50 e que foi posteriormente tão bruscamente interrompido. Foi convidado pela OSESP para a gravação da integral das sinfonias de Villa-Lobos, que se realizará de 2011 a 2016. Este projeto é resultado de um profundo trabalho de reconstituição das partituras e do resgate de uma importante e esquecida vertente da produção do compositor.

Foi também diretor musical do Teatro Municipal de São Paulo e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Desde 2000, dirige, na Itália, no Musica Riva Festival, masterclasses para maestros do mundo inteiro. Na Mostra Internacional de Música de Olinda – Mimo, realiza o mesmo curso com enorme sucesso. Atualmente, é também o responsável pela programação artística do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


Iacov Hillel
, direção de cena e iluminação

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Diretor de espetáculos, iluminador e professor da Escola de Arte Dramática EAD-ECA-USP, Iacov Hillel é Bacharel em Direção Teatral pela ECA-USP e Master of Arts pela San Francisco State University SFSU-CA–USA. Sua formação inclui também alguns anos de estudo com Eugênio Kusnet sobre Stanislawsky; piano e teoria musical; desenho e pintura; balé e dança moderna, além de estágios na Ópera de Paris. Com mais de quarenta anos na direção de trabalhos artísticos, Iacov tem, entre seus trabalhos mais recentes, a direção geral das óperas Pelleas et Melisande, de Debussy, no Theatro Municipal de São Paulo; Cavalleria Rusticana, no Theatro da Paz de Belém do Pará, em 2012; e Gianni Schicci, de Puccini, no Teatro Guairinha de Curitiba.

No Projeto Ópera Café, dirigiu onze óperas para o Centro da Cultura Judaica de São Paulo, entre elas Carmen, La Bohème, Nabucco, Don Giovanni, Alcina e Tosca. Iacov dirigiu os musicais José e seu Manto Technicolor de Andrew Lloyd Weber; Violinista no telhado, com mais de 200 pessoas; Hair e Ópera do Malandro para a EAD. Dirigiu as peças teatrais Angels in America, Giovanni, Divinas Palavras, Lusíadas e Querida Helena. Com especial paixão pela direção de óperas, já dirigiu O Homem que confundiu sua mulher com um chapéu, de Michael Nymann, sobre o conto de Oliver Sacs, no Teatro São Pedro de SP e no Palácio das Artes, em BH; Il Pagliacci, no Theatro da Paz em Belém; Don Giovanni, Elixir d’amore, La Voix Humaine e Il Guarany nos Festivais de Ópera do Teatro Amazonas de Manaus. A ópera Il Guarany também foi apresentada no Teatro São Carlos de Lisboa, Portugal. Dido e Aeneas de Purcell com o Collegium Musicum. Os Contos de Hoffmann de Offenbach no Teatro São Pedro e no Festival de Inverno de Campos de Jordão, SP. Otello, Elixir d’ Amore, La Voix Humaine e O Morcego no Theatro Municipal de São Paulo. Nabucco e Carmen no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Recebeu os prêmios Molière, APETESP, Mambembe, Governador do Estado, Sharp, APCA e FIT.

 


Helio Eichbauer
, cenografia e direção de arte

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De 1962 a 1966 estuda cenografia e arquitetura cênica em Praga, na Tchecoslováquia, atual República Tcheca, sob a orientação de Josef Svoboda, considerado nos anos 70 o maior profissional da área do mundo. Estagia no Berliner Ensemble e na Ópera de Berlim, na antiga Alemanha Oriental, na França e na Itália. Em 1967, trabalha no Teatro Studio de Havana, Cuba, com o célebre ator e diretor Vicente Revuelta. De volta para o Brasil, trabalha em óperas, balés, teatro de prosa e concertos de música popular brasileira. Desenha a cenografia e indumentária de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, na montagem histórica do Teatro Oficina, em 1967, obtendo os prêmios Governador do Estado de São Paulo e Associação Paulista de Críticos Teatrais.

Ao completar 30 anos de profissão, na década de 1990, tem 130 trabalhos realizados em teatro, 13 exposições e acumula 28 prêmios, entre os quais quatro Molière, Medalha de Ouro na 10ª Bienal Internacional de São Paulo (pelo conjunto da obra), Triga de Ouro na 2ª Quadrienal de Praga e três Sharp (por projetos gráficos e cenográficos desenvolvidos para shows de MPB). Leva suas criações para outras áreas artísticas, colaborando em óperas, shows, vídeos, artes gráficas e cinema. Desenha para o Theatro Municipal do Rio e de São Paulo as óperas I Pagliacci, Il Matrimonio Segreto, Orfeo, O Navio Fantasma, Porgy and Bess, Tosca, La Bohème e Don Giovanni, entre outras. Leciona cenografia na Escola de Belas Artes da UFRJ, Escola de Artes Visuais, Universidade do Rio de Janeiro, Ateneo de Caracas, Museu de Arte Moderna/RJ, Escola de Teatro Martins Pena. Em 2006, reúne desenhos, fotos e maquetes de seus trabalhos na mostra “Helio Eichbauer – 40 Anos de Cenografia”, realizada no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro.

 

 

ARTISTAS ENVOLVIDOS

– Fiorenza Cedolins (récitas dos dias 20, 23, 26 e 28 de abril) – Aida
– Eliseth Gomes (récita do dia 1° de maio) – Aida
– Rubens Pelizzari – Radamés
– Anna Smirnova – Amneris
– Lício Bruno – Amonasro
– Sávio Sperandio – Ramfis
– Carlos Eduardo Marcos – Faraó
– Lúcia Bianchinni – Sacerdotisa I
– Ricardo Tuttmann – Mensageiro

– Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
– Direção Musical e Regência: Isaac Karabtchevsky
– Direção de Cena e Iluminação: Iacov Hillel
– Cenografia e Direção de Arte: Helio Eichbauer
– Coreografia: João Wlamir
– Maestro Preparador do Coro: Jésus Figueiredo
– Figurinos: Acervo da Fundação Clóvis Salgado, Palácio das Artes / BH – Raul Belém Machado e Acervo da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro
– Participação especial: Escola Estadual de Dança Maria Olenewa – Direção de Maria Luisa Noronha
– Cia. Jovem de Ballet do Rio de Janeiro – Direção Artística de Dalal Achcar e Direção Geral de Mariza Estrella

– Patrocínio: Petrobras

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