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“Madame Butterfly” abre calendário operístico da Fundação Clóvis Salgado

Adaptação da ópera de Giacomo Puccini volta ao Jardim Japonês da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte.

SERVIÇO

 

Jardim Japonês do Zoológico de Belo Horizonte
Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha

Dias 1,2 e 3 de maio, às 20h. e 5 de maio, às 19h.

Entrada gratuita
– Ingressos limitados
, em função da especificidade do local das apresentações, uma vez que se trata de um espaço de preservação, em que o público terá proximidade com os animais e as plantas fora do horário habitual.

Retirada dos ingressos a partir do dia 24 de abril, das 9 às 17h. no:

– Balcão de Informações do Palácio das Artes
Avenida Avenida Afonso Pena, 1537
e no
– Centro Cultural Pampulha I
Rua Expedicionário Paulo de Souza, 185 – Urca


Classificação etária: 12 anos

 

Com direção cênica de Lívia Sabag, direção musical e regência do maestro Gabriel Rhein-Schirato, a montagem traz grandes solistas como as sopranos Eiko Senda e Masami Ganev e o tenor Fernando Portari.

 

Uma das mais belas e comoventes óperas do século XX, Madame Butterfly, de Giacomo Puccini, abre o calendário operístico da Fundação Clóvis Salgado. Assim como na primeira montagem, realizada no ano passado, a adaptação da ópera será apresentada ao ar livre, no Jardim Japonês da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte. A nova versão tem direção musical e regência do maestro Gabriel Rhein-Schirato e direção cênica de Lívia Sabag, e conta com as participações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais.

O elenco é formado por oito renomados artistas da cena lírica brasileira e traz nos papéis principais as sopranos Eiko Senda e Masami Ganev e o tenor Fernando Portari. Os figurinos, do acervo do Centro Técnico de Produção (CTP), estão sendo adequados para a concepção idealizada por Veridiana Piovezan. Mais de 150 profissionais estão envolvidos nesta montagem. No palco, a adaptação de Butterfly traz 61 pessoas, entre elas solistas, músicos e figurantes.

Com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, Madame Butterfly é uma ópera em três atos e conta a história de um tenente da marinha que se apaixona por uma gueixa. Baseada em fatos reais, a montagem se passa no Japão, em um momento em que o país estava quase totalmente isolado do mundo, até que, por volta de 1870, um presidente americano enviou uma expedição de reconhecimento a Sua Majestade Imperial, cujo intuito era forjar laços de amizade com o Império do Sol Nascente. Nas décadas que se seguiram, vários oficiais da marinha americana visitaram o Japão e contraíram matrimônios temporários com jovens japonesas. A história de Cio-Cio-San/Butterfly (personagem do soprano Eiko Senda) descreve as trágicas consequências de um desses matrimônios.

“Madame Butterfly é, talvez, uma das mais belas e comoventes óperas compostas no século XX. Encená-la no Jardim Japonês de Belo Horizonte é convidar o público para uma experiência sensorial que transcende o tradicional teatro de ópera. No jardim, história e música ganham temperaturas, aromas e cores. A pureza e a força da alma de Cio-Cio-San, personagem principal da história, são traduzidas em cada elemento delicado e convidativo jardim”, conta Lívia Sabag.

 

A ópera Madame Butterfly dá continuidade à política da Fundação Clóvis Salgado de promover o acesso à música erudita de qualidade. Ao longo dos seus 40 anos de história, a FCS já realizou mais de 75 montagens de óperas, de compositores como Verdi, Rossini, Villa-Lobos, Puccini, Mozart e Strauss, com sucesso de público e crítica.

Em 2012, Madame Butterfly foi sucesso de público. Os ingressos para as récitas esgotaram nas primeiras horas de distribuição. Mais de 1.600 pessoas compareceram ao Zoológico de Belo Horizonte para conferir a montagem. Segundo a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Solanda Steckelberg, a intenção do Governo de Minas, com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, é consolidar a montagem no Zoológico no calendário cultural da cidade. “Se no ano passado a experiência de adaptar Madame Butterfly para um espaço alternativo proporcionou uma nova apropriação do espaço pelo público, neste ano, queremos também trazer uma montagem que tem como diferencial a encenação”, afirma Solanda.

 

Jardim Japonês

Inaugurado no dia 16 de junho de 2008, o Jardim é construído em área nobre de 5 mil metros quadrados no Jardim Zoológico da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e o seu projeto paisagístico é inspirado nos jardins existentes no Japão. Um espaço de lazer e contemplação que trouxe em sua concepção a filosofia Zen, que busca a naturalidade, serenidade, assimetria, maturidade e simplicidade a partir da expressão essencial da natureza.

Um lago com carpas coloridas, cascatas artificiais, árvores típicas como o pinheiro oriental, a cerejeira, a azaleia e o bambu, pontes e lanternas ornamentais, além da tradicional casa de chá são alguns dos elementos que compõem o Jardim. O local serve de habitat para várias espécies de aves asiáticas como: marreco-mandarim, tadorna-tricolor, tadorna-ferrujinha e ganso-australiano.

 

Gabriel Rhein-Schirato

Nascido em São Paulo em 1977, fez seu bacharelado em piano com especialização em regência no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, sob a orientação do pianista Gilberto Tinetti e do maestro Aylton Escobar. Prosseguiu por quatro anos seus estudos de especialização (Weiterbildungstudium) e pós-graduação (Künstlerische Ausbildung Zusatstudium) nas cidades de Stuttgart e Bremen (Alemanha), sob orientação de Patrick brasserie v o’Byrne, tendo concluído em 2006 o seu Mestrado.

Ao longo de seus estudos, participou de inúmeros Master Classes de pianistas como: Arnaldo Cohen, Eri Ikezi (Japão), Angela Toscheva (Bulgária), Richard Bishop (EUA), Daejin Kim (Corea), Koelner Trio (Colônia) e Patrick o’Byrne (deste último na sede da Steinway & Sons, em Hamburgo). Atua como pianista solista, camerista, correpetidor e regente em concertos por cidades do Brasil (Curitiba, São José dos Campos, São Paulo, etc…) e da Europa (Bremen, Hamburgo, Turim, Pescara, etc…). Em julho de 2007, atuou como solista do Concerto k.414, de W. A. Mozart, sob regência de Olivier Toni. Como camerista, destaca-se seu trabalho junto ao “Trio per Mare”, formado na Alemanha. É, atualmente, maestro residente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

 

Lívia Sabag

A paulistana Lívia Sabag é formada em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo. Desde sua estreia como diretora cênica de espetáculos operísticos em 2003, vem se tornando uma das mais importantes profissionais da área no país.

Em 2012, dirigiu elogiadas produções de O Rouxinol, de Stravinsky, no Theatro Municipal de São Paulo e de Lucia di Lammermoor, de Donizetti, na Manhattan School of Music em Nova Iorque. No mesmo ano, recebeu o XV Prêmio Carlos Gomes de melhor direção cênica da temporada nacional de 2011, por sua direção da ópera L’Enfant et les Sortilèges, realizada na temporada de comemoração dos 100 anos do Theatro Municipal de São Paulo. Ainda em 2011, realizou sua estreia internacional dirigindo Falstaff, de Verdi, na Manhattan School of Music, em Nova Iorque.

Entre 2003 e 2010, dirigiu as óperas RigolettoPagliacci, Amelia al Ballo, La Serva Padrona, Water Bird Talk, The BearIl Matrimonio SegretoDer Schauspieldirektor.

Em 2013,  realizará a direção cênica da ópera The Turn of the Screw, de Benjamin Britten, e dará continuidade ao projeto de formação de público Ópera na Escola, criado por ela, em 2009, em parceria com a produtora Cléia Mangueira.

 

Eiko Senda

Nascida no Japão, conquistou os primeiros lugares no Wakayama Intl. Music Competition e no Takarasuka Intl. Chamber Music Competition, em 1988. Em 2001, venceu o Concurso Maria Callas. Desde 1995, quando se mudou para o Brasil, foi a personagem protagonista na Maria Tudor e participou como protagonista da ópera Madame Butterfly, em diversas montagens, em teatros como Alfa, Theatro Municipal de São Paulo, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Teatro da Universidade de Caxias do Sul, Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis e Teatro da Paz, em Belém.

Em 2003, colheu um grande sucesso de público e crítica como Alice Ford, na ópera Falstaff, apresentada no Theatro Municipal de São Paulo. Em 2004, apresentou-se no Festival Amazonas de Ópera com a personagem Gutrune no Crepúsculo dos Deuses, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como Amelia em Un Ballo in Maschera e foi Ilara em Lo Schiavo com a Orquestra Municipal de Campinas. Em 2005, no Festival Amazonas de Ópera, foi Gerhilde e Gutrune no Anel do Nibelungo (Wagner), no Festival de Belém interpretou Butterfly, e em Campinas fez Donna Anna em Don Giovanni, além de concertos e recitais nos principais teatros brasileiros. Eiko Senda promove, como diretora musical, concertos de câmara educativos, abertos ao público, na Universidade de São Paulo (FAU em Concerto).

Fernando Portari

É carioca, de Vila Isabel. Com uma carreira internacional em franca ascensão, estreou em 2010 com grande sucesso no mítico Teatro alla Scala de Milão em Fausto de Gounod ao lado de Roberto Scandiuzzi. Recentemente, esteve ao lado de Anna Netrebko na Staatsoper de Berlim na ópera Manon, de Massenet, sob a direção do maestro Daniel Barenboim. Apresentou-se nos teatros La Fenice de Veneza, na Ópera de Roma, no Teatro São Carlos de Lisboa, na Deutsche Oper de Berlim, Comunale de Bologna, Novaya Theater de Moscou; e também em Tokyo, Helsinki e Varsóvia. Atuou em Anna Bolena com Mariella Devia no Teatro Massimo de Palermo, em La Traviata na Opera de Hamburgo e em Colonia. Interpretou La Bohème em Berlim e em Sevilha e representou Werther no Teatro Bellini de Catania e em La Coruña.

Fernando Portari recebeu o Prêmio APCA e duas vezes o Prêmio Carlos Gomes, tornando-se rapidamente nome presente nas temporadas líricas em Manaus, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro entre outros. Em São Paulo, interpretou a maioria de seus papéis: Rodolfo, Romeo, Hoffmann, Nadir, Des Grieux, Ernesto, Nemorino, Almaviva, Ramiro, Ottavio, Cassio, Fenton, Rake, Edipo, Roderick Usher, assim como nas estreias mundiais das óperas A Tempestade, de Ronaldo Miranda, sobre o texto de Shakespeare; e Olga, de Jorge Antunes, baseada na vida de Olga Benario.

Gravou o oratório Colombo de Carlos Gomes (Prêmio Sharp), as canções de Gilberto Mendes com Lamosa e o pianista Rubens Ricciardi, “A Canção da Terra” pelo selo ALGOL, o DVD da ópera Il Crociato in Eggito de Meyerbeer, produção do Teatro La Fenice de Veneza, com Patrizia Ciofi, regência de E. Villaume e direção de Pier Luigi Pizzi, realizado pela Dynamic e o DVD da ópera La Rondine de Puccini, produção do La Fenice de Veneza, com Fiorenza Cedolins, regência de Carlo Rizzi e direção de Graham Vick. Recentemente, debutou na Opera de Genebra interpretando Henri em Les Vepres Siciliennes de Verdi e no Teatro Liceo de Barcelona em Fausto de Gounod, no papel título, voltou ao Teatro alla Scala de Milão para interpretar Romeo em Romeo e Julieta de Gounod e interpretou Pelleas em Pelleas e Melisande no Teatro Municipal de São Paulo.

 

Masami Ganev

Natural do Japão, província de Ehime. Iniciou estudo de piano aos 6 anos de idade. Participou de coral infantil e juvenil daquele país. Casada com um brasileiro, mudou para o Brasil em 1997. Aperfeiçoou canto com a soprano Neyde Thomas, Samira Hassan, Elaine Boniolo. Repertório com o pianista e compositor Alberto Heller. Foi bolsista do Festival Internacional de Campos do Jordão/SP, onde teve Masterclass com Dame Kiri Te Kanawa (Nova Zelândia) e aulas com o tenor Fernando Portari, a soprano Rosana Lamosa e o pianista Ricardo Ballestero.

Foi escolhida para participar do Tela Lírica, que é um cursos de aperfeiçoamento em ópera ministrado no Teatro Guaíra (Curitiba), em parceria com o Conservatório A. Buzzolla em Adria (Itália).  Os professores foram o Maestro Alessandro Sangiorgi (Itália), a Soprano Luisa Giannini (Itália), o Maestro Vito Clemente(Itália), o Maestro Massimiliano Carraro (Itália), e Patricia Panton(Mônaco).  Participou da Oficina de Música de Curitiba e vários anos. Participou de diversas óperas em Santa Catarina, como Carmen de Bizet, Madame Butterfly de Puccini, Cavalleria Rusticana de Mascagni, Flauta Mágica de Mozart, Rigoletto de Verdi, La Traviata de Verdi e Elixir do amor de Donizetti. Foi solista em concertos da Orquestra Sinfônica do Paraná, Camerata Florianópolis, Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina, Orquestra Sinfônica da Oficina de Música de Curitiba, Polyphonia Khoros e Associação Coral Florianópolis cantando a Nona Sinfonia de Beethoven, Sinfonia no.2 de Mahler, Sinfonia Terra de Heller, Requiem de Mozart, Fantasia Coral de Beethoven, Glória de Vivaldi, e Missa de Coroação de Mozart.

Participou de gravações de CDs da Camerata Florianópolis e da trilha sonora do filme “Ensaio” da cineasta Tânia Lamarca. Recebeu menção honrosa no primeiro concurso de que participou, o XIV Concurso Internacional de Canto Lírico (Trujillo/Peru) em 2010. Em Janeiro de 2012, foi semifinalista no III Concorso Lirico Internazional Città di Ferrara, Itália. Em março de 2011, promoveu em Florianópolis um concerto beneficente pelas vítimas do terremoto e tsunami do Japão, que teve grande repercussão. Posteriormente, foi convidada pelo cônsul japonês de Curitiba para cantar em Festival de Cultura Japonesa nesta cidade. Em 2012, integrou a Cia. de Ópera Curta, sob direção do Cléber Papa e Rosana Caramaschi e direção musical de Luís Gustavo Petri, apresentando-se como Mimì da ópera La bohème de Puccini, em diversas cidades do estado de São Paulo.

 

Sinopse

Primeiro ato

Benjamin Franklin Pinkerton, oficial da Marinha americana, acerta com Goro – o arranjador de casamentos local – os detalhes de sua união com a jovem Butterfly. Sharpless, cônsul dos Estados Unidos em Nagasaki e amigo de Pinkerton, chega para a celebração. Tendo ouvido Butterfly no consulado no dia anterior, o cônsul tenta advertir o amigo que a jovem parece estar apaixonada por ele e que o casamento – uma grande brincadeira para o oficial – está sendo encarado por ela com seriedade. Pinkerton não lhe dá ouvidos, louva o país em que os contratos são tão flexíveis como as paredes móveis das casas e propõe um brinde a seu futuro casamento com uma verdadeira mulher americana.

Ouvem-se vozes subindo a montanha. Butterfly chega com seus amigos e parentes, cumprimenta Pinkerton e mostra-lhe seus poucos pertences, incluindo um estojo onde se encontra o punhal com o qual seu pai se matara. Ela confidencia a Pinkerton ter se convertido secretamente ao Cristianismo no dia anterior, para que ambos pudessem adorar o mesmo Deus. A celebração do casamento se inicia. Surge então Bonzo, tio de Butterfly, que, tendo descoberto a conversão da jovem, incita seus parentes e amigos a renegá-la. Irritado, Pinkerton exige que todos saiam e tenta confortar sua noiva com palavras de carinho. A noite cai, Butterfly declara seu amor a ele.

Segundo ato

Três anos se passaram desde que Pinkerton partiu para a América. Respondendo a Suzuki, criada de confiança que duvida do retorno do oficial, Butterfly afirma que não está distante o dia em que elas verão o navio do americano aportar na cidade. Sharpless chega para visitar Butterfly, trazendo uma carta – que tenta em vão ler para ela – na qual Pinkerton comunica ao cônsul que chegará em breve à cidade com sua nova esposa americana. Por esse motivo tenta persuadir Butterfly a se unir ao Príncipe Yamadori, um rico nobre local. Ela se recusa, insistindo que é casada com Pinkerton. Como argumento final para convencer Sharpless, mostra ao cônsul o filho que nasceu de sua união com o oficial americano, plenamente convencida de que seu marido jamais a abandonaria ou seu próprio filho. Um canhão anuncia a entrada do navio de Pinkerton no porto. Butterfly e Suzuki colhem flores primaveris do jardim para decorar a casa e se põem a esperar, com o menino, pela chegada do americano.

Terceiro ato

O dia está prestes a amanhecer e o oficial ainda não apareceu. Butterfly exausta acaba adormecendo. Chegam então ao jardim Sharpless, Pinkerton e Kate – a nova esposa do americano. Ao compreender que Butterfly esperara por ele durante todo esse tempo, Pinkerton abandona a casa, tomado de remorso. Enquanto isso, Kate pede a ajuda de Suzuki para convencer Butterfly de que o melhor para seu filho é morar com o pai na América. Butterfly acorda, vê uma mulher estranha em seu jardim, interroga Suzuki e Sharpless. O cônsul finalmente admite que se trata da nova esposa do oficial. Butterfly acaba por concordar em entregar a criança. Desolada, entra na casa em busca do punhal de seu pai. Suzuki leva o menino para dentro, Butterfly se despede dele tristemente, pedindo que nunca se esqueça de sua mãe japonesa.  Morre ouvindo a voz de Pinkerton chamando por ela à distância.

 

Ficha Técnica

Madame Butterfly

Adaptação da obra de Giacomo Puccini. Libreto de Luigi Illicca e Giuseppe Giacosa.

– Direção musical e Regência:  Gabriel Rhein-Schirato
– Direção de Cena:  Lívia Sabag
– Iluminação: Wagner Pinto
– Figurinos: Veridiana Piovezan
– Arranjos:  Frederico Natalino
– Criança: Lucca Maia Toledo Andrade

Coral Lírico de Minas Gerais
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

 

Solistas

– Cio-Cio-San (soprano): Eiko Senda (1 e 3 de maio) e Masami Ganev (2 e 5 de maio)
– Pinkerton (tenor): Fernando Portari
– Sharpless (barítono): Douglas Hahn
– Suzuki (mezzo soprano): Luciana Monteiro de Castro
– Kate Pinkerton (soprano): Daiana Melo
– Goro (tenor): Wagner Moreira
– Bonzo (baixo): Cristiano Rocha
– Yamadori (baixo): André Fernando

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1 Comment

  1. Bem, infelizmente deixo uma queixa. Fomos à fila para conseguir ingressos, chegamos cedo ao local, mas, para nossa surpresa, fomos colocados em arquibancadas ultra longe do cenário montado, onde não se via quase nada, nem se conseguiam ler as legendas. Para nossa surpresa, logo na chegada, vimos que havia um setor muito bem posicionado, com boa visibilidade para o palco, com mesas, mas este setor estava disponível apenas para convidados (Leia-se, amigos, madames, conhecidos, políticos, etc.). Logo, nós que fomos atrás do ingresso e estávamos dispostos a pagar por bons lugares nada vimos. Uma grande mentira falar que uma organização desta visa à popularização do canto lírico, das artes ou etc… è feita sim para poucos privilegiados. A impressão que fica é que as ridículas arquibancadas serviram apenas para justificar o uso de dinheiro e espaço público. Resultado: Nós (e outros tantos) saímos ao fim do primeiro ato com a nítida sensação de sermos os palhaços neste circo armado. Uma vergonha. Sugiro que façam um espetáculo gratuíto fechado para as madames e vips, depois, façam um espetáculo para o povo que está ávido por arte. Acredito que se forem postos ingressos à venda para os melhores lugares (e que sejam melhor distribuídos), muita gente toparia comprar.

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