Escrito por em 20 ago 2013 nas áreas Crítica

Apresentação do soprano Annick Massis com produção de Paulo Esper.

Ocorreu na vesperal de domingo, 18 de agosto, no Theatro São Pedro, o concerto do soprano francês Annick Massis acompanhada pela Orquestra do próprio teatro. Com direção de produção de Paulo Esper e artística de Emiliano Patarra a capital paulista teve o privilégio de receber a presença deste soprano em apresentação de elevado nível artístico e de conceituada elaboração técnica.

Dona de invejável currículo, o soprano Annick Massis no registro de lírico  “coloratura” –  cujo repertório   abrange de Händel passando pelos bel-cantistas Rossini,  Bellini e Donizetti, Meyerbeer;  Verdi, Mozart, Rameau,  Thomas, Bizet,  Gounod, Massenet, Offenbach, Berlioz, Poulenc, Ravel, Fauré, Debussy,  Viardot e Strauss, a cantora iniciou o concerto com nostálgica  versão de Lascia ch’io pianga, da ópera Rinaldo (Händel), onde pode se ambientar com o público  paulistano. Casta Diva, da célebre Norma, de Bellini, foi a sua ária seguinte em versão cativante e sedutora, arrancando aplausos já calorosos da plateia.

A partir daí, a artista dominou completamente  o ambiente da sala do São Pedro, revezando-se com a orquestra da casa, desta vez dirigida por Jamil Maluf que soube muito bem extrair de seus músicos um rendimento bastante satisfatório, tanto na abertura de “Don Giovanni” como nas de “Norma”  e “Vespri Siciliani”, de Mozart, Bellini e Verdi respectivamente.

Mas foi especialmente nas árias de “Il Corsaro” (Egli non riede ancora – Non so le  tetre immagini) e nas celebérrimas de “La Traviata” – (È strano – Ah, fors’è lui – Sempre libera) e após  (Teneste la promessa – Addio del passato), IV ato  da mesma, que nos ofereceu uma tremenda interpretação, cheia de virtuosismos canoros, bem apoiados e com emissão plena de segurança. Conserva um registro amplo,  com facilidade na projeção das notas mais agudas e nitidez nos sons médios. Apenas suas notas mais graves já não são tão nítidas e o timbre perde a sua coloração em detrimento da sonoridade.

Ainda assim, nos ofereceu versão  muito bonita de “La Sonambula”, de Bellini, encerrando o programa previsto. Interpretou com mestria  Oh, se una volta sola…Ah, non credea mirati…Ah, non giunge… com uma série de ornamentos belíssimos e corretíssimos em sua leitura. Arrematou-a com um super agudo digno de grandes coloraturas, como já havia realizado também na árias precedentes. Em tempo, gostaria de assinalar aqui, a “sinfonia da tosse” que assola as salas de concerto e ópera de São Paulo.

Numa atitude de má educação e falta de respeito com todos os músicos e cantores no palco, uma verdadeira sinfonia da tosse frequenta as salas. É nesta ocasião assinalada, bem como na recente produção de “Aída”, onde na principal ária “O patria  mia“, o soprano italiano Maria Billeri, em récita inaugural de sua visita a São Paulo, concorria com a desastrosa sinfonia daquele público vil que acorreu ao Municipal. Sinceramente, quem  solava alí ao som da Sinfônica Municipal,  eram as tosses em todos os seus registros e timbres. Um horror inexplicável. E assim ocorre na salas do Theatro São Pedro e na OSESP (Sala São Paulo). Lamentavelmente, para atrapalhar  os que querem ouvir as sutilezas da música clássica.

De  presente,  a cantora   brindou a plateia, após longos aplausos, com a arieta de Juliette  Ah! Je  veux vivre dans  le réve  qui  m’enivre,  de Romeo et Juliette, de  Charles Gounod, e após, Chi  il bel sogno di Doretta, de La Rondine, do romântico Puccini,  ambas em páginas de verdadeiro brilho, emoção, sonho e êxtase. Logicamente, que os  aplausos se  multiplicaram extensivos a Jamil Maluf pela boa condução da orquestra.

“Grandes Vozes”, sobretudo esta  de Annick Massis, veio para engrandecer e premiar o público paulistano com a verdadeira arte do canto lírico, aquele que estava na berlinda buying viagra in uk shops há alguns anos em São Paulo.

Escrito por Marco Antônio Seta, em 19 de Agosto de 2013.
Inscrito  sob  nº 61909 SP/MTB

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