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Libertinagem no palco do Municipal

Ópera em concerto regida pelo maestro Jamil Maluf tem tenor Emilio Pons e soprano Elizabeth Caballero nos papéis principais. 

No dia 29 de novembro, a Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório encerra mais uma série da sua temporada 2013. Pela Ônix, a orquestra apresenta às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a ópera A Carreira do Libertino (The Rake’s Progress), do russo Igor Stravinsky, ao comando do maestro Jamil Maluf. Nos papéis principais de Tom Rakewell e Anne Truelove destacam-se o tenor de cidadania mexicana e alemã Emilio Pons e a soprano cubana Elizabeth Caballero, ambos estreando ao lado da OSB – Ópera & Repertório.

Escrita por Stravinsky em 1951, nos Estados Unidos, a ópera foi inspirada em gravuras do artista inglês William Hogarth e conta a decadência do jovem Tom que, persuadido pela figura demoníaca e desconhecida de Nick Shadow, abandona sua noiva Anne Truelove e passa a viver uma vida de prazeres sem limites em Londres. Tom frequenta bordéis e hospícios e chega a se casar com uma mulher barbada do circo, Baba, a Turca. A ópera estreou no mesmo ano de sua criação no Teatro La Fenice, na Itália, regida por Stravinsky, e foi a última do finpecia online pharmacy gênero escrita pelo compositor.

Ao lado de Pons e Caballero, a apresentação conta ainda com as interpretações do barítono Homero Velho (Nick Shadow) da mezzo-soprano Carolina Faria (Baba), do baixo Murilo Neves (como Truelove, pai de Anne) e do tenor Wladimir Cabanas (Sellem).

Sobre Jamil Maluf

O consagrado maestro Jamil Maluf passou seis anos na Europa, onde estudou e regeu diversas orquestras. Retornando ao Brasil foi regente titular da Sinfônica do Conservatório de Tatuí, da Sinfônica Jovem Municipal e da Sinfônica do Paraná. Em 1990 criou a Orquestra Experimental de Repertório, na qual se tornou maestro e diretor artístico. Foi professor e regente da Orquestra Acadêmica do Festival de Campos do Jordão, em 1981 e 2003. Em 2005, tornou-se diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, posto que assumiu até 2009.

Maluf vem dirigindo inúmeros concertos, óperas e balés, sempre demonstrando a sua qualidade como maestro e seu poder de comunicação cultural. Criou os programas Primeiro Movimento (TV Cultura), Palheta (Cultura FM), e as inovadoras séries Outros Sons, Ópera Estúdio e Cinema em Concerto

Ao longo de sua carreira, o maestro foi muitas vezes premiado. Recebeu quatro vezes (1980, 1986, 2000 e 2003) o prêmio de melhor regente de orquestra, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Em 1985 recebeu o mesmo título pela Ordem dos Músicos do Brasil. Já em 1996, foi o vencedor do importante Prêmio Carlos Gomes, na categoria regente de ópera. E, em 1997, recebeu o Prêmio Maestro Eleazar de Carvalho, como personalidade musical do ano, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo.

Maluf também realiza um forte trabalho na área de composição para teatro, recebendo, em 1999, o prêmio Apetesp, pela peça Espias; em 2000, o APCA, pela peça Imago; e, em 2002, o Prêmio Panamco, pela peça A Mão

Sobre Emilio Pons 

A carreira do tenor de cidadania mexicana e alemã Pons o levou além dos limites da Europa, já se apresentando na Ásia e na América Latina. Na área operística, tem se Cheap apresentado em grandes salas de espetáculos como RoyalOpera House, na Dinamarca; Grand Théâtre de Genève, na Suíça; Mariinsky Theater, na Rússia; Palacio de Bellas Artes, no México; Teatro Municipal de Santiago, no Chile, entre outros. Já em concertos e recitais, Pons se apresenta com prestigiados grupos orquestrais como a Orquestra Filarmônica Real de Londres e a Camerata de Jerusalém.

Em sua carreira, o cantor acumula a interpretação de papéis principais em grandes obras como Don Giovanni, de Mozart, na qual interpretou Don Ottavio; Yevgenij Onegin, de Tchaikovsky, na qual interpretou Lensky; O barbeiro de Sevilha, de Rossini, na qual deu vida ao Conde de Almaviva; Salomé, de Strauss, com Narraboth; O amor das três laranjas, de Prokofiev, interpretando Trouffaldino; e vários papéis coadjuvantes em obras como Turandot, de Puccini, Fidelio, de Beethoven, e Lucia di Lammermoor, de Donizetti.

Emilio Pons é doutor e mestre em Música pela renomada Universidade de Música de Indiana (EUA), tem diploma de piano pelo Conservatório Nacional de Música do México, e é doutor em Jurisdição pela Universidade Iberoamericana de Direito. Entre os prêmios de sua carreira destacam-se como vencedor das competições Irma Cooper Voice Competiton, em 2005; Palm Beach Opera, 2005; Pavel Lisitsian Competition, em 2006; e Hans Gabor Belvedere Singing Competition, em Viena, ganhando o prêmio RBT Munich.

Sobre Elizabeth Caballero

A soprano Elizabeth Caballero nasceu em Havana, mas cresceu nos Estados Unidos, onde completou seus estudos em música. Suas apresentações têm rodado inúmeros teatros nos Estados Unidos como o Metropolitan Opera, Seattle Opera, Florida Grand Opera, entre outros. Sua interpretação de Nedda na ópera I Pagliacci, de Leoncavallo, no New York City Opera, foi elogiada pelo jornal The New York Times como a “apresentação mais paralisante da noite, oferecendo um equilíbrio de tom perolado penetrante que exige técnica e um físico resistente, de bronze”.

Elizabeth vive em Miami e entre seus muitos personagens interpretados no Florida Grand Opera estão Almaviva em Le Nozze di Figaro; Liu em Turandot; Mimi, em La Bohème; Micaela, em Carmen; e Magda, em La Rondine. Foi interpretando esta personagem que Caballero fez sua estreia na Europa no Teatro Giuseppe Verdi, em Trieste, na Itália.

Entre as recentes estreias de Caballero estão o papel principal de A Viúva Alegre, em Santo Domingo; sua primeira interpretação de Alice, na ópera Falstaff, no Virgínia Opera; a estreia no Hawaii Opera Theater como soprano solista em Carmina Burana e como a personagem Nedda, de I Pagliacci.

Sinopse

1º ato
Cena 1: Jardim da casa de campo de Truelove

Tom e Anne celebram a primavera com o seu amor, enquanto Truelove, pai de Anne, roga aos céus para que as suas desconfianças acerca de Tom sejam infundadas. Depois de mandar a filha para a cozinha, Truelove propõe a Tom um emprego numa empresa dum amigo. Como Tom recuse, Truelove avisa-o de que nunca irá permitir que Anne se case com um preguiçoso.

Quando fica só, Tom começa a resmungar que não foi feito para viver atrás dum balcão e reafirma a sua fé na sorte. Invoca então o dinheiro e Nick Shadow materializa-se instantaneamente na sua frente, dizendo-lhe que chame Truelove e a filha para lhes comunicar que um tio distante acabou de morrer e lhe deixou uma fortuna – o que provoca as reações mais variadas. Então Tom contrata Shadow como seu conselheiro Buy e aceita a sua ideia de se estabelecer em Londres antes de casar.

Os noivos despedem-se e, antes de partir, Tom promete a Truelove que em breve os mandará chamar para irem juntar-se a ele em Londres. Quanto a Nick, recebe de Tom a promessa de que será pago dentro de um ano Purchase e um dia. O quadro termina com uma revelação feita por Nick Shadow ao público: ele não é apenas o alterego de Tom, mas o próprio Diabo em pessoa.

Cena 2: Bordel de Mother Goose, em Londres

Shadow e Mother Goose catequizam Tom no caminho do cinismo. Quando falam de amor, ele inquieta-se e ameaça fugir. Mas Shadow sossega-o, atrasando o relógio para que ele pense ter ainda muito tempo. Tom bebe. Nick apresenta-o e as prostitutas ficam desconcertadas com a sua ingenuidade – o que, curiosamente, as atrai. Mas Mother Goose reclama-o para si. A cena encerra-se em um ambiente de sonho, enquanto Shadow declara que, mal os sonhos terminem, Tom morrerá.

Cena 3: O jardim da casa de campo de Truelove

Anna recusa-se a aceitar que o silêncio de Tom queira dizer rejeição e invoca a noite e a lua como suas aliadas. Depois conclui que o silêncio de Tom significa que ele precisa de ajuda. Decide deixar a casa do pai e ir a Londres ao seu encontro.

2º ato
Cena 1: Saleta na casa de Tom, numa praça de Londres

Tom está desapontado com a sua decadência citadina e anseia pelas simples alegrias do campo que deixou. Pronuncia então o segundo desejo: ser feliz. Shadow aparece trazendo um panfleto que anuncia o espetáculo de Baba na feira de Saint Giles. Propõe então Order a Tom que case com ela para se libertar dos apetites e dos constrangimentos, alcançando, assim, a felicidade. Com uma imensa gargalhada, Tom diz compreender e concordar.

Cena 2: Rua em frente à casa de Tom

Anna espera, apreensiva, o regresso de Tom. Vê chegar um cortejo de lacaios, transportando toda a espécie de embrulhos. Depois chega uma carruagem de onde desce Tom. Ao deparar com Anna, fica embaraçado. Diz-lhe que não a merece e pede-lhe que parta. Do interior da carruagem surge a cabeça de Baba, coberta de véus. Ela está impaciente. Para surpresa de Anna, Tom diz ter-se casado. Anna parte, e Tom conduz Baba para casa, explicando-lhe que Anna era uma jovem para com quem ele tinha uma dívida. Os passantes reconhecem Baba e aclamam-na. Em reconhecimento dos aplausos, ela tira os véus revelando publicamente a sua verdadeira personalidade: ela é a mulher barbada da feira de Saint Giles.

Cena 3: Saleta na casa de Tom

Tom e Baba tomam o desjejum. Baba não para de falar, e Tom está acabrunhado. A mulher barbada tenta acarinhá-lo, mas ele repele-a. Baba enfurece-se e começa a partir tudo o que encontra pela frente. Só para quando Tom lhe cobre o rosto com a sua própria peruca. Exausto, Tom acaba por adormecer no sofá. É então que Shadow regressa com uma máquina que diz ser miraculosa. Para provar os poderes da sua máquina, introduz nela uma caneca de barro que sai transformada em pão. Depois explica ao público que não passa dum truque e que a máquina não faz milagres.

Tom acorda, formulando o terceiro desejo: que por meio de uma máquina milagrosa que viu em sonhos ele possa fazer um grande bem à Humanidade para voltar a merecer Anna. Ao ver a máquina de Shadow, exulta: ela é igualzinha à máquina com que sonhou. Enquanto isso, Shadow volta a dirigir-se ao público, troçando da ingenuidade de Tom, a quem diz que Pills aquela máquina deve ser produzida industrialmente e posta no mercado. Os dois saem para realizar esse grandioso empreendimento, enquanto Tom informa Shadow que se quer ver livre da mulher.

3º ato
Cena 1: Saleta na casa de Tom

O grandioso empreendimento de Tom revelou-se um grandioso desastre econômico. É por isso que todos os seus pertences vão agora ser postos em leilão público. O leiloeiro entra, seguido por uma pequena multidão, na qual se encontra Anna, sempre em busca do seu amado. O leilão é executado no meio de grande exaltação. A última peça é aquilo a que o leiloeiro chama um objeto desconhecido. Ao retirar a peruca que o cobre, surge Baba, que retoma de imediato o seu ataque de fúria do ponto em que parou. Ao ver Anna, diz-lhe para ir ter com Tom, pois ele ainda a ama. Anna sai, esperançosa, e o quadro termina com a digníssima saída de Baba, que grita para os presentes: “Da próxima vez que quiserem ver a mulher barbada vão ter de comprar Cheap bilhete!”

Cena 2: Cemitério, em noite sem estrelas

Passou um ano e um dia desde que Tom contratou Shadow, que revela agora a sua verdadeira identidade. Com a última badalada da meia-noite, Tom deverá pagar Buy os seus serviços, entregando-lhe a alma. Tom reclama, mas a sua cova já está aberta. Shadow oferece-lhe apenas uma escolha: a forma como efetuará o suicídio. À nona badalada, Shadow recua um pouco, propondo um jogo de cartas: ele escolherá 3 cartas e Tom deverá adivinhar quais são.

Apesar de Shadow fazer pouco caso, Tom adivinha todas as cartas. Assim, com a última badalada, é Shadow, e não Tom, quem cai na cova. Só que, num gesto desesperado, Shadow leva consigo a sanidade mental de Tom – que passa a julgar ser… Adônis.

Cena 3: Manicômio

Por entre os risos dos outros doentes mentais, Tom diz ser Adônis e estar prestes a casar com Vênus. Anna chega com um enfermeiro e Tom toma-a por Vênus e pede perdão. Anna comove-se e embala-o, até que o pai lhe diz estar na hora de partir. Depois de Anna sair, Tom acorda, procura Vênus que não encontra, acabando por morrer de desgosto.

SERVIÇO
A Carreira do Libertino, de Igor Stravinsky
Sexta-feira, 29 de novembro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Marechal Floriano s/nº, Centro – (21) 2332-9191/ 2332-9005)
Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório
Jamil Maluf, regente
Emilio Pons, tenor
Elizabeth Caballero, soprano
Homero Velho, barítono
Carolina Faria, mezzo-soprano
Murilo Neves, baixo
Wladimir Cabanas, tenor
Coro

Preços: R$ 20 (galeria), R$ 60 (balcão superior), R$ 100 (plateia), R$ 140 (balcão nobre). Descontos de 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e menores de 21 anos.

Acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção na entrada lateral do Theatro, na Avenida Rio Branco.

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