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“Ópera do meio-dia” apresenta “O elixir do amor”

Famosa obra de Gaetano Donizetti será tema da série apresentada por solistas do Coro do TM com ingresso popular.

 SERVIÇO

Foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – Centro
Informações: (21) 2332-9191

Dias 02, 09, 16 e 30 de abril (quartas-feiras), às 12h.

Preço único: R$ 5,00                                                                                                              

Classificação etária: livre

Una Furtiva Lacrima, ária das mais conhecidas da cena lírica mundial, é um dos trechos de O Elixir do Amor, de Gaetano Donizetti, que serão apresentados por solistas do Coro do TM no Projeto Ópera do Meio-Dia.

A Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro – vinculada à Secretaria de Estado de Cultura – abre a série que prevê outras quatro edições ao longo de 2014, com La Cenerentola, de Rossini (junho); Soror Angelica, de Puccini (agosto); João e Maria, de Humperdinck (outubro); e Amahl e os Visitantes Noturnos, de Menotti (dezembro), com sessões de 60 minutos para 120 pessoas no Foyer.

Esse projeto tem a finalidade de divulgar a ópera e oferecer arte a quem trabalha no Centro durante a pausa para descanso. Além disso, é uma oportunidade para os integrantes do Coro se apresentarem em solo ao público. Nesta temporada de estreia se apresentarão a soprano Danielle Gregório, o tenor Ivan Jorgensen, o barítono Fabrizio Claussen e o baixo Cícero Pires acompanhados ao piano por Priscila Bomfim e devidamente caracterizados com figurinos, maquiagem e iluminação cênica. O diretor teatral Inácio De Nonno assina a encenação e o Maestro Purchase dutasteride without prescription Jésus Figueiredo Order Purchase responde pela direção musical.

Cheap Escolhemos um grande clássico popular com música belíssima de Donizetti para abrir a série Ópera do Meio-Dia, um presente que o Theatro Municipal oferece ao seu público durante o intervalo no trabalho”, comenta Carla Camurati, Presidente da Fundação Theatro Municipal.


Sinopse

Composta por Gaetano Donizetti, O Elixir do Amor Buy faz sucesso em todo o mundo, particularmente nestes últimos 20 anos, por ser uma favorita dos grandes tenores. São 182 anos de ininterrupta glória. Por meio de melodias maravilhosas, ela conta a história do tímido Nemorino, um agricultor apaixonado pela bela proprietária Adina, que não lhe dá atenção. O fanfarrão sargento Belcore consegue atrair as atenções de Adina, para desespero de Nemorino.

Chega à aldeia um médico charlatão, o Dr. Dulcamara, vendendo um prodigioso elixir (vinho barato) que cura todos os males, físicos e amorosos, além de matar baratas. Nemorino compra um frasco para que Adina o ame, mas ele não faz efeito. Para ter dinheiro para um segundo, se engaja na companhia de Belcore. Dulcamara conta o fato para a bela, que enternecida compra a patente de soldado e a devolve a Nemorino. Este percebe a situação conseguindo que Adina confesse que o ama. Grande festa em homenagem ao poderoso Elixir.

 

Sobre a ópera

Quando O Elixir do Amor estreou, em maio de 1832, no Teatro Canobbiana, de Milão, esta era a 36ª ópera de Gaetano Donizetti (1797 – 1848).  Estava então com 34 anos e tivera sua primeira ópera estreada em Veneza aos 20 anos de idade. Havia, portanto, composto 36 óperas em 14 anos, ou seja, mais de duas por ano, o que fora possível pela sua fertilidade e rapidez com que compunha. E O Elixir do Amor não fugiu à regra: foi composta em seis semanas. E o sucesso foi instantâneo. O interessante é que a maioria de suas óperas até aquela data eram de cunho dramático, e tinham obtido maior ou menor êxito (a trágica Anna Bolena, que lhe havia rendido fama em toda a Europa, era anterior de dois anos). Ele já havia escrito quatro melodramas jocosos, uma farsa e duas óperas bufas e agora acrescentava à sua lista, mais um melodrama jocoso. Esta sua última comédia o transformaria no mais popular compositor italiano de sua época, pois Rossini não mais compunha e seu rival, Bellini, escrevia muito lentamente, e, aliás, morreria, prematuramente, dois anos mais tarde deixando Donizetti sem rivais.

Com esta opera cômica (assim chamada na partitura original) Donizetti demonstra, pela primeira vez, sua completa mestria na forma “ópera cômica”. Ele foi favorecido por ter em mãos o melhor libreto que Felice Romani jamais escrevera para o gênero cômico. O libreto é uma adaptação daquele que Scribe havia escrito para uma ópera de Auber Le Philtre (Paris, Opéra, 1831), melhorado por Romani, que versificou um texto claro, simpático, com personagens bem definidos e realizados e, acima de tudo, e mais importante, cheio de sentimentos verdadeiros, humanos, que comovem o público.

A superioridade de O Elixir sobre as óperas cômicas que Donizetti havia escrito até então, é a caracterização dos personagens através de suas melodias. Cada um deles tem seu próprio idioma: Dulcamara é todo tagarelice; Belcore o macho latino fanfarrão e Adina tem uma leviandade que não consegue esconder sua inata ternura. Nemorino é uma grande criação. O seu idioma é dominado por uma simplicidade que não disfarça seus sentimentos profundos. Sua ingenuidade é comovente: um ser transparente, impossível de não se simpatizar com ele à primeira vista. É este magistral retrato – uma Cinderela masculina, que não precisa de filtros ou de heranças para ser amado – que, acima de tudo, faz L’ Elisir permanecer no repertório mundial há quase dois séculos.

 

Inácio de Nonno – Diretor Cênico

É doutorando em Música pela UNICAMP, onde conclui tese baseada na obra vocal de César Guerra-Peixe. Mestre – suma cum laude – pela UFRJ, é professor nas classes de Canto da Escola de Música da UFRJ. Prêmio Especial para a Canção Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro, do repertório de Inácio De Nonno constam mais de trinta primeiras audições mundiais de peças e óperas especificamente para ele compostas. Tem participação em 26 CDs gravados, todos dedicados ao repertório brasileiro, desde restaurações do material colonial pesquisado em Irmandades de Minas Gerais, até os compositores contemporâneos mais vanguardistas.

O CD da ópera Colombo, de Carlos Gomes, onde Inácio De Nonno interpreta o papel-título, ganhou o prêmio da APCA e o prêmio Sharp de 1998. Inácio vem se dedicando também à direção cênica, tendo dirigido as óperas Bastien e Bastienne, de Mozart; Pimpinone, de Telemann; e La Serva Padrona, de Pergolesi. Participou ainda, como diretor artístico das séries musicais Serestas e Seresteiros, no Centro Cultural Banco do Brasil, e Canto do Mundo. Seu repertório enfatiza ainda, a música antiga, o lied alemão, com destaque para os ciclos de canções de Schubert, a canção francesa, onde aborda especialmente os compositores Ravel, Fauré e Poulenc. E a ópera, em que conta hoje com 38 papéis efetivamente apresentados em público.

 

Jésus Figueiredo – Diretor Musical

Natural do Rio de Janeiro, é formado em Regência, em Órgão de Tubos e é Mestre em Acústica Musical pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 1999, é Maestro do Theatro Municipal, onde trabalha diretamente com o Coro e também com a Orquestra Sinfônica na preparação de óperas e concertos. Em 2012, trabalhou como Maestro Titular do Coro Ópera Brasil e, em 2013, assumiu a Direção Musical da Associação de Canto Coral.

Vem se dedicando também à regência de balés. Com o Ballet do Theatro Municipal, a Escola do Teatro Bolshoi do Brasil e a Cia. Brasileira de Ballet regeu títulos como Les Sylphides, O Quebra-NozesCoppélia e Don Quixote, além de ter preparado a Orquestra Sinfônica que acompanhou em 2011 e 2012 as temporadas brasileiras respectivamente do Balé Kirov de São Petersburgo (Rússia), em O Lago dos Cisnes, e do Ballet do Alla Scala de Milão (Itália), em Giselle.

Jésus Figueiredo já esteve à frente de orquestras como a Sinfônica de Minas Gerais, a Filarmônica do Ceará, a Acadêmica do Teatro Colón de Buenos Aires, a da Ópera de San Juan (Argentina) e a da Sinfônica Brasileira O&R, entre outras.

 

Solistas e outros artistas

– Danielle Gregório – Adina – soprano
http://www.moragehotel.net/?p=3457 Ivan Jorgensen Nemorino – tenor
Fabrizio Claussen – Belcore – barítono
Cícero Pires – Dulcamara – baixo

Pianista – Priscila Bomfim
Direção Cênica: Inácio de Nonno
Direção Musical: Jésus Figueiredo
Direção Geral: Bruno Furlanetto

 

 PROGRAMA

Quanto è Bella–  Ivan Jorgensen

Come Paride Vezzos –Fabrizio Claussen

Chiedi all’ Aura – Cheap Danielle Gregório e Ivan Jorgensen

Udite, Udite, o Rustici – Cícero Pires

Voglio Dire – Ivan Jorgensen e Cícero Pires

Venti Scudi – Ivan Jorgensen e Fabrizio Claussen

Quanto Amore – Danielle Gregório e Cícero Pires

Una Furtiva Lacrima – Ivan Jorgensen

Ei Correge Ogni Difetto – Danielle Gregório, Ivan Jorgensen, Fabrizio Claussen e Cícero Pires

 

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