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“A bela e fiel Ariadne” em Curitiba

Ópera em 3 atos de Johann Georg Conradi, 1691, em concerto cênico.


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SERVIÇO

 

 

Teatro Positivo – Pequeno auditório
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300
Campo Corrido – Curitiba

Dia 07.06 às 21:30h. e 08.06, às 16h.

Degustação de vinhos: 20:30, Foyer do Pequeno Auditório, Teatro Positivo. Vinícola Araucária

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É um raro privilégio, nos dias de hoje, podermos assistir a uma obra como “Ariadne” de Johann Conradi, que foi estreada em 1691 no teatro de ópera de Hamburgo e depois esquecida por mais de 300 anos, até ser reencontrada na Biblioteca do Congresso, em Washington. Um dos grandes sucessos de sua época, “Ariadne” nos conta a triste destino da personagem-título, filha de Minos, que ajudou seu amado Teseu a matar o Minotauro e retornar vivo do terrível labirinto onde a fera habitava. Infelizmente, seu amor foi traído, e Teseu fugiu com Fedra, irmã de Ariadne.

A infeliz história de amor nos é contada pelo talentoso Conradi, músico alemão que recebeu educação esmerada, trabalhou em cortes importantes como Ansbach e Oettingen e conhecia em profundidade a ópera francesa de Lully e a italiana de Cesti. Como compositor do teatro de Hamburgo, um dos mais importantes teatros de ópera da Europa no final do século XVII, Conradi escreveu nove óperas, das quais apenas “Ariadne” sobreviveu.

Com “Ariadne” podemos hoje reviver a maravilhosa ópera barroca de Hamburgo, sua orquestra colorida, personagens cômicos, danças, árias virtuosísticas, coros, duetos e trios, característicos de uma época de ouro da ópera alemã, tão raramente encenada nos dias de hoje.

A produção de “Ariadne”, é dirigida pelo regente convidado, Luís Otávio Santos, e pelas musicistas Silvana Scarinci (UFPR) e Lúcia Carpena (UFRGS), os três especialistas em música barroca e em performance histórica.

 

Purchase Artistas envolvidos

– Direção artística: Luís Otávio Santos (EMESP)
– Direção geral: Silvana Scarinci (UFPR) e Lúcia Carpena (UFRGS)
– Elementos cênicos e figurino: Isabelle Catucci (UFPR)
– Cantores solistas principais: Márcia Kaiser, Marcos Liesenberg, Chrystian Segala, Ariadne Melchioretto, Thiago Montero, Viviane Kubo, Maria Carolina Osternack.

 

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Luís Otávio Santos

Nasceu em Juiz de Fora, MG, em 1972. Vindo de uma família de músicos – os fundadores do Centro Cultural Pró Música de Juiz de Fora – iniciou seus estudos musicais bem cedo, ao piano com 4 anos e ao violino com 7. Nesta fase de formação foi aluno de Paulo Bosísio e Bernardo Bessler. Ainda adolescente e influenciado pelos seus irmãos, embrenhou-se pelo universo da Música Antiga – em especial o violino barroco, resultando na sua precoce mudança para a Holanda, aos 17anos, para se especializar no renomado Koniklijk Conservatorium de Haia. Na Holanda, estudou cravo com Jacques Ogg e violino barroco com Sigiswald Kuijken, obtendo o “Diploma de Solista” (master’s degree) em 1996.

Aos 18 anos, já era um dos principais membros e solistas da “La Petite Bande”, orquestra barroca belga que desempenha um papel líder no movimento de música antiga, e com esse grupo realizaria turnês por muitos países da Europa, Japão, China, México, Argentina, Colômbia, Chile e Brasil, bem como mais de 70 CDs e gravações para a televisão.

Sua reputação como virtuose do violino barroco ainda lhe rendeu a posição de líder em outros importantes ensembles europeus, tais como “Le Concert Français” (dir. Pierre Hantai), “ Ricercar Consort” (dir. Philippe Pierlot), “Nederlandse Bachverening” (dir. Gustav Leonhardt), “ Il Fondamento” (dir. Paul Dombrecht), “ Complesso Barocco” (dir. Alan Curtis) e “ Collegium Vocale” (dir. Philippe Herreweghe).

Paralelamente à atividade como intérprete, teve uma forte atuação como professor na Europa, e lecionou violino barroco na “Scuola di Musica di Fiesole” em Florença, de 1997 a 2001, e como assistente do maestro Kuijken no “ Conservatoire Royale de Musique de Bruxelles”, de 1998 a 2005. Em 2002, foi professor convidado na “ MusikHoheschule” de Leipzig, e por várias vezes membro da comissão julgadora dos Conservatórios de Lyon e Genebra.

Na sua discografia solo destacam-se a integral das “Sonatas”, de J. S. Bach, ao lado do cravista Peter Jan Belder, em 1999, para o selo holandês Brillant, “As Quatro Estações”, de Vivaldi, com La Petite Bande em 2004, para o selo belga Accent, e as “Sonatas para violino”, de J. M. Leclair em 2005, para o selo alemão Ramee. Com este disco, foi premiado com o prestigioso “Diapason D’Or” na França e aclamado pela crítica internacional como umas das referências mundiais do violino barroco. Em 2012, lançou novamente um CD dedicado a Leclair, com os “Concertos para Violino op. 7”, acompanhado pela orquestra barroca belga “ Les Muffatti” (dir. Peter van Heyghen), também para o selo Ramee.

A careira na Europa nunca impediu Luís Otávio de atuar no Brasil e contribuir de forma decisiva na vida musical brasileira. Ao lado de sua família é responsável, desde 1990, pela realização do “Festival Internacional de Música Colonial Brasileira de Música Antiga de Juiz de Fora”, considerado como um dos principais eventos de música antiga do país – um centro aglutinador de profissionais da área e disseminador de ideias e inspiração a outros eventos similares. Durante os seus ininterruptos 25 anos de atuação, o Festival de Juiz de Fora já acumulou diversos prêmios nacionais – foi tombado pelo IPHAN como patrimônio histórico imaterial- , dezenas de Cds com obras inéditas do período colonial brasileiro, e 13 livros com publicações acadêmicas decorrentes dos Encontros de Musicologia Histórica, também realizados durante os Festivais.

Diretor artístico do Festival de JF desde 2000, dirige a Orquestra Barroca do festival – a única formação profissional de excelência deste gênero no Brasil – e vem acumulando uma importantíssima discografia, já somando 15 CDs, com gravações inéditas no país de obras coloniais brasileiras e europeias ( suítes e cantatas de Bach, obras de Rameau, Rebel, Geminiani, Leclair, Vivaldi, e sinfonias de Haydn e Mozart).

Em 2007, recebeu o título de comendador da “ Ordem do Mérito Cultural” do Ministério da Cultura, pela sua decisiva contribuição ao desenvolvimento das artes no Brasil e, em 2011,  foi eleito pela revista “ Época” como um dos 100 brasileiros mais influentes daquele ano.

Em São Paulo, sua atual residência, fundou em 2007 e coordena o Núcleo de Música Antiga da EMESP – Escola de Música do Estado de São Paulo, o mais completo curso brasileiro dedicado aos instrumentos época.

Em 2011, obteve o Doutorado em Música pela UNICAMP, com a tese “ A Chave do Artesão: o paradoxo da relação mestre/aprendiz na moderna pedagogia do violino barroco” .

Atualmente, tem sido muito requisitado como maestro convidado de orquestras brasileiras que se interessam na sua especialidade, como a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, a Orquestra Sinfônica de Goiás e a Camerata Antiqua de Curitiba.

 

http://carsten-scholz.info/?p=13214 Silvana Scarinci

Estuda a música do século XVII, principalmente a música vocal italiana, sob perspectivas interdisciplinares, com ênfase em literatura, gênero e a tradição clássica. Recebeu bolsa da FAPESP e FAPEMIG do mestrado ao pós-doutorado (UNICAMP e UFMG), com estágio, sob a orientação de Stefano La Via, em Cremona, Itália.

Publicou o livro e CD “Safo Novella: uma poética do abandono nos lamentos de Barbara Strozzi” (Veneza, 1619 – 1677) (EDUSP e ALGOL editoras, 2008). Tem publicado e apresentado sua pesquisa com frequência no Brasil e no exterior. Paralelamente às atividades teóricas de musicologia, é uma ativa alaudista, dedicando-se principalmente aos repertórios dos séculos XVI e XVII inglês, italiano e francês.

É convidada como teorbista para as principais produções ou Festivais de Música Antiga no Brasil e América do Norte; tocou ao lado de renomados músicos como: Marília Vargas, Paulo Mestre, Juan Manuel Quintana, Luís Otávio Santos, Dominique Moaty, Lívia Nestrovski, Fred Ferreira nas principais Salas de concerto e ópera do país, sob a direção de Martin Gester, Nicolau de Figueiredo, Marcelo Fagerlande e Júlio Moretzhon, entre outros.

É convidada com frequência a ministrar master-classes e workshops em ópera barroca e música vocal no Brasil e exterior. É coordenadora do Laboratório de Música Antiga da UFPR, responsável pela produção de pesquisa e performance na área; o projeto, entre várias atividades de pesquisa, inclui a publicação e interpretação de obras raras. Em 2010, Silvana dirigiu a ópera La Didone de Francesco Cavalli; em 2011, Didon, de Henry Desmarest; em 2013, Orfeo dolente, de Domenico Belli. Atualmente é coordenadora da Pós-graduação em Música da UFPR.

 

Lúcia Carpena

É professora Associada do Departamento de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde, desde 1995, ministra as disciplinas de Flauta Doce e Metodologia do Ensino da Flauta Doce. Foi coordenadora da Comissão de Graduação do curso de Música da UFRGS no período 2007-2010 e atualmente é vice-chefe do DEMUS-UFRGS. Em 2012, foi Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Música da UFPR, ministrando disciplinas teórico-práticas ligadas à òpera barroca. Possui Graduação em Licenciatura em Educação Artística (Habilitação em Música) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990) e Mestrado em flauta doce (Künstlerische Ausbildung) cursado na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Stuttgart (1995) sob orientação do Prof. Hans-Joachim Fuss. Concluiu em 2007 o Doutorado em Música na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP, sob orientação dos professores Helena Jank e Paulo Mugayar Kühl, defendendo tese intitulada “Caracterização e uso da flauta doce nas óperas de Reinhard Keiser (1674-1739)”.

Como flautista, atua como camerista e solista convidada junto a orquestras no Brasil e no exterior. Em 2008, criou a série “Brasiliana”, da qual é também a editora, dedicada à divulgação de obras brasileiras contemporâneas para flauta doce, publicadas pela editora Tre Fontane, de Münster (Alemanha). É a diretora musical do projeto “Ópera na UFRGS”, que produziu “Dido e Enéias”, de H. Purcell, em 2012 e, em 2013, apresentou “L´Orfeo”, de C. Monteverdi. Sua área de atuação como pesquisadora e palestrante contempla principalmente os seguintes temas: flauta doce, metodologia do ensino da flauta doce, música barroca, ópera barroca alemã e música brasileira para flauta doce.

 

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