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Momentos e momentos

Altos e baixos marcam a produA�A?o de Turandot Buy no Theatro da Paz, em BelA�m.

 

Uma princesa, que nutre verdadeira aversA?o aos homens por conta de um fato ocorrido com uma de suas antepassadas (um trauma causado por uma histA?ria recheada de brutalidade ouvida na infA?ncia, quem sabe?), atrai inA?meros pretendentes de sangue real por conta de sua beleza incomparA?vel. Para afastA?-los, ela criou uma lei que obriga qualquer pretendente a enfrentar uma prova de adivinhaA�A?o que consiste de trA?s enigmas. Se o pretendente acertar os trA?s, poderA? desposA?-la, mas se errar apenas um terA? sua cabeA�a decepada pelo carrasco.

Isso jA? seria suficiente para afastar qualquer um que tivesse bom senso. O problema A� que os homens de sangue azul perdem completamente o juA�zo diante da beleza estonteante da princesa da China. Quando a A?pera comeA�a, vA?rios nobres jA? perderam a cabeA�a (literalmente) por causa do fascA�nio exercido pela chinesinha, e ficamos sabendo logo de cara que outro, o PrA�ncipe da PA�rsia, serA? decapitado naquela mesma noite.

Um prA�ncipe desconhecido estA? por ali dando sopa, nada pra fazer, quando, quase que por acaso, vA? A� distA?ncia a figura fascinante da princesinha chave de cadeia. E o gostosA?o, o que faz? Macho que A�, resolve enfrentar os enigmas, claro, apesar dos protestos de seu pai (um rei destronado que ele acaba de reencontrar), de uma gentil escrava apaixonada por ele e atA� mesmo dos trA?s ministros da princesa, que nA?o aguentam mais ter que preparar funerais a toda hora a�� estes mesmos dizem, mais adiante no segundo ato, que, enquanto poderiam estar fazendo algo que realmente prestasse, ficam ali a queimar as pestanas “com os livros sagrados”; e dizem tambA�m: “Mundo, oh mundo, cheio de loucos apaixonados”!

A� assim que comeA�a Turandot, A?pera pA?stuma em trA?s atos e cinco cenas de Giacomo Puccini (completada por Franco Alfano) sobre libreto de Giuseppe Adami e Renato Simoni, que A� o principal tA�tulo do 15A? Festival de A�pera do Theatro da Paz. Estreada na A?ltima quarta-feira, 21 de setembro, em BelA�m, a produA�A?o, que teve seus ingressos esgotados com semanas de antecedA?ncia, fica em cartaz atA� o dia 27 deste mA?s.

 

A gA?nese da obra e o libreto

Foi entre 1919 e 1920 que o tema de Turandot, jA? abordado por outros compositores, foi proposto a Puccini. O gA?nio de Lucca entusiasmou-se com a ideia, e seus libretistas comeA�aram a trabalhar na adaptaA�A?o para o teatro lA�rico da fA?bula teatral do escritor e dramaturgo veneziano Carlo Gozzi. HA? relatos de que o compositor pretendia encerrar a carreira com uma grande obra que abordasse a redenA�A?o pelo amor.

A confecA�A?o do libreto enfrentou percalA�os e o mesmo levou cerca de quatro anos para ser concluA�do. Como era comum nas A?peras de Puccini (tal qual ou mais atA� do que nas de Verdi), o compositor infernizou seus libretistas com constantes solicitaA�A�es de alteraA�A?o no libreto para que as palavras se adaptassem perfeitamente A� sua mA?sica. Tanto que o mestre descartou algumas frases do libreto definitivo de Adami e Simoni e, por outro lado, criou ele mesmo alguns dos versos da derradeira A?ria de LiA?, Tu che di gel sei cinta. Como o compositor morreu antes de musicar as duas A?ltimas cenas da A?pera (o dueto entre Turandot e o prA�ncipe desconhecido, e a cena derradeira da divulgaA�A?o do nome do prA�ncipe), nA?o A� nenhum absurdo supor que ele demandaria novas alteraA�A�es no texto.

A adaptaA�A?o feita pelos libretistas resume bastante o drama de Gozzi e abre mA?o de vA?rios personagens criados pelo veneziano, ao passo que cria uma (LiA?) inexistente no original. Um dos grandes mA�ritos do libreto A� a manutenA�A?o na A?pera das mA?scaras inspiradas na Commedia della��arte, os ministros Ping, Pang e Pong. Os ministros nA?o somente comentam os fatos ocorridos, como tambA�m refletem sobre suas consequA?ncias, muitas vezes sob um aspecto filosA?fico. Os versos que resumem de maneira brilhante a conclusA?o dos ministros sobre a sua prA?pria situaA�A?o e aquela da China como um todo sob o jugo de Turandot A�: Purchase A che siamo mai ridotti? / I ministri siam del boia! / Ministri del boia! (a que fomos reduzidos? / os ministros somos do carrasco / ministros do carrasco).

Outro ponto que merece destaque A� a utilizaA�A?o do conjunto coral como um personagem importante, o que faz de Turandot o que se convencionou chamar de A?pera-coral, aliA?s, a A?nica A?pera-coral de Puccini. O coro representa o povo, que pende para um lado ou para o outro de acordo com os mandos e desmandos de seus governantes.

Essa massa de manobra clama inicialmente pelo carrasco, mas quando vA? a nobre figura do PrA�ncipe da PA�rsia apieda-se dele; depois torce pelo prA�ncipe desconhecido na cerimA?nia dos enigmas, mas, diante da ordem de Turandot de que todo o povo deve buscar descobrir o nome deste prA�ncipe, sob pena capital para aqueles que nA?o se esforA�arem, mudam novamente de lado.

 

nuevo progreso mexico pharmacies A mA?sica e o controverso final

Puccini entendeu magnificamente a importA?ncia do coro e escreveu a melhor mA?sica coral que jamais havia escrito. As passagens corais de Turandot sA?o obras-primas por si sA?, e A� impressionante como o mestre soube expressar com precisA?o a gama de sentimentos experimentados por essa massa ao longo do drama. E, em meio ao coro adulto, o compositor ainda incluiu um coro infantil que deve interpretar com extrema doA�ura uma tA�pica melodia chinesa (Mo-Li-Hua), mas com versos em italiano (LA� sui monti della��Est).

Outro ponto alto da obra A� a sua brilhante orquestraA�A?o: Puccini sempre foi reconhecido como um orquestrador do mais alto nA�vel, mas, em Turandot, ele conseguiu a proeza de se superar. Mesmo sem abrir mA?o das mais importantes caracterA�sticas da A?pera italiana, o compositor exibe aqui dissonA?ncias, bitonalismo e um colorido oriental ao mesmo tempo luxuriante e encantador: a orquestra canta e comenta a A?pera, ora com doA�ura, ora com aspereza, ora com imponA?ncia. E, nessa linha, o mais impressionante A� como a orquestraA�A?o cria e estabelece os ambientes necessA?rios a cada cena. A propA?sito, o clima do inA�cio do terceiro ato remete diretamente A�quele do comeA�o do terceiro ato da Tosca. purchase desyrel font

A escrita vocal tambA�m merece atenA�A?o. A parte de Turandot A� dificA�lima e exige um soprano dramA?tico de amplos recursos. O prA�ncipe desconhecido exige um tenor dramA?tico de timbre e presenA�a herA?icos, como nunca visto em Puccini. LiA? pode ser interpretada por um soprano lA�rico, mas a aparente simplicidade de sua linha musical esconde dificuldades expressivas que muitas intA�rpretes nA?o conseguem alcanA�ar.

Timur cai como uma luva para um baixo experiente e expressivo, enquanto a figura ao mesmo tempo frA?gil (em comparaA�A?o com a forA�a que emana da princesa) e bondosa do imperador Altoum muitas vezes A� confiada a tenores experientes ou em fim de carreira, como uma homenagem. Por fim, as trA?s mA?scaras seguem um esquema em que uma voz-guia (Ping, barA�tono) e duas auxiliares (Pang e Pong, tenores) comentam com certo cinismo e sarcasmo toda a loucura que ocorre A� sua volta, atravA�s de melodias de deliciosa cor oriental. Tais mA?scaras requerem, ainda, que seus intA�rpretes sejam tambA�m A?timos atores.

Resta, por fim, comentar o final escrito por Franco Alfano. Turandot A� uma obra-prima inquestionA?vel atA� o fim da cena em que Timur e o coro lamentam a morte de LiA?. A� atA� este ponto que Puccini chegou, inclusive com a orquestraA�A?o completa. Morto o compositor, restavam duas cenas ainda sem mA?sica. Alfano, que fora aluno de Puccini, foi convocado para terminar a A?pera, com base em esboA�os deixados pelo mestre.

Impressiona como a tensA?o dramA?tica cai nessas duas cenas, e a partir daA� hA? uma grande oscilaA�A?o nessa tensA?o, ora mais e ora menos satisfatA?ria. Por mais que Alfano tenha se baseado em anotaA�A�es de Puccini, ele obviamente nA?o era Puccini e, claro, nA?o compA?s como Puccini comporia. A� fA?cil falar que a mA?sica de Alfano estA? aquA�m daquela de seu antigo professor, atA� pelo fato de que essa afirmaA�A?o A� verdadeira. DifA�cil, muitas vezes, A� reconhecer a coragem do aluno ao misturar a sua mA?sica menos dotada A�quela impecA?vel de um completo senhor da arte lA�rico-dramA?tica.

 

A produA�A?o do Theatro da Paz

Colocar Turandot no palco A� tarefa hercA?lea para todos os envolvidos. Tal qual a tensA?o dramA?tica na mA?sica que Alfano compA?s para completar a A?pera, a montagem que estA? em cartaz em BelA�m oscila entre momentos mais inspirados e outros nem tanto.

O experiente diretor Caetano Vilela aposta desta vez em um viA�s mais tradicional, diferentemente da maneira como costuma conduzir suas criaA�A�es. Sua direA�A?o de atores funciona bem, assim como a distribuiA�A?o de todo o contingente, utilizando inclusive o fundo superior do palco.

JA? os cenA?rios de Roni Hirsch Pills http://upmagazine.at/cost-plaquenil/ , apesar de corretos, sA?o bastante simples e estA?o longe da exuberA?ncia que se espera em uma produA�A?o desta A?pera com pegada tradicional. Inspirados no tangram (quebra-cabeA�a chinA?s formado por sete peA�as), o trabalho cenogrA?fico tem, por outro lado, a qualidade da funcionalidade.

TambA�m simples e corretos sA?o os figurinos de AdA?n MartA�nez, que vieram diretamente da A�pera da ColA?mbia, enquanto a iluminaA�A?o do prA?prio Caetano Vilela funciona bem durante a maior parte da encenaA�A?o, contribuindo para melhorar e valorizar a ambientaA�A?o cA?nica.

Na rA�cita de 23 de setembro, a Orquestra SinfA?nica do Theatro da Paz, conduzida pelo maestro Miguel Campos Neto, cresceu ao longo da noite. Se o primeiro ato foi pouco satisfatA?rio, com o colorido da orquestraA�A?o pucciniana se perdendo em meio a uma articulaA�A?o errA?tica, a partir da segunda cena do segundo ato o conjunto se mostrou bem mais consistente, e assim seguiu atA� o fim da rA�cita.

Fato semelhante aconteceu com o Coral LA�rico do Festival de A�pera do Theatro da Paz. Preparado por Vanildo Monteiro, o coro sofreu com desencontros a�� com a orquestra e entre suas prA?prias vozes a�� na grande e exuberante passagem coral do primeiro ato (que comeA�a com o Gira la cote). A partir do segundo ato, melhorou consideravelmente, passando a exibir uma sonoridade mais rica e atraente, com destaque para o hino imperial que encerra este ato (Ai tuoi piedi ci prostriam) e o hino ao amor que encerra a A?pera (Amor! O sole! Vita! EternitA�!). JA? ao Coral Infanto-Juvenil Vale MA?sica, preparado pela soprano http://advisors.se/blogg/2018/02/01/ventolin-nebules-generic-name/ Lys Nardoto, faltou um pouco de expressividade, apesar de sua correta interpretaA�A?o musical.

Dentre os solistas, o tenor Andrew Lima (PrA�ncipe da PA�rsia) e as sopranos Lanna Bastos e Juliane Lins (aias de Turandot) nA?o comprometeram em suas curtA�ssimas intervenA�A�es. O barA�tono IdaA�as Souto (um mandarim) errou o tempo na primeira de suas duas intervenA�A�es (Popolo di Pekino), entrando antes da hora e logo em seguida se corrigindo. Apesar desse escorregA?o bastante nA�tido, demonstrou possuir uma voz de belA�ssimo timbre, que merece melhor apreciaA�A?o em ocasiA�es futuras.

Dando vida ao trio de mA?scaras, o barA�tono Homero Velho (Ping) e os tenores Giovanni Tristacci (Pang) e AntA?nio Wilson (Pong) estiveram bem no geral, com ligeiro destaque para Tristacci, pela tA�cnica sempre precisa. Particularmente oA�barA�tono, que funciona como a voz-guia dos trA?s, como acima relatado, alternou frases belamente sonoras com outras mais burocrA?ticas.

AntA?nio Wilson, Homero Velho e Giovanni Tristacci (e, de costas, Richard Bauer)
AntA?nio Wilson, Homero Velho e Giovanni Tristacci (e, de costas, Richard Bauer)

 

Coube ao tenor Mauro Wrona interpretar o Imperador Altoum. Conforme anunciado previamente, esta A� despedida de Wrona como cantor. O artista, que tem se destacado nos A?ltimos anos como encenador e tambA�m como diretor artA�stico do prA?prio Festival de A�pera do Theatro da Paz, aproveitou bem as curtas intervenA�A�es do pai de Turandot (Un giuramento atroce mi costringe), com voz sempre segura e bem projetada.

A soprano Luciana Tavares enfrentou sA�rias dificuldades para dar vida A� escrava LiA?. Com uma voz insegura, que em momento algum se encontrou no primeiro ato, finalmente parecia ter atingido um bom momento em sua derradeira A?ria, Tu che di gel sei cinta, mas perdeu-se novamente na parte final desse solo, resultando sua performance geral bastante insatisfatA?ria. JA? o baixo SA?vio Sperandio, por sua vez, nA?o desperdiA�ou sequer uma frase. Como Timur, o rei cego e destronado que A� pai do prA�ncipe desconhecido, sua voz poderosa e expressiva passeou impecA?vel pela acA?stica privilegiada do Theatro da Paz, desde suas primeiras intervenA�A�es atA� o lamento pela morte da serva que lhe serviu de guia (LiA?! LiA?! Sorgi! Sorgi!). A� impressionante como atA� mesmo em papA�is de menor extensA?o este exA�mio artista consegue se destacar.

SA?vio Sperandio (abaixado) e Richard Bauer
SA?vio Sperandio (abaixado) e Richard Bauer

 

O prA�ncipe desconhecido (que sA? no fim da A?pera revela seu nome: Calaf) foi interpretado pelo tenor Richard Bauer. Dono de uma bela voz, Bauer enfrentou altos e baixos: cantou com correA�A?o sua primeira A?ria (Non piangere, LiA?!), mas acabou desperdiA�ando o momento mais aguardado da noite, a cA�lebre A?ria Nessun dorma, que passou bem sonora, mas dura e sem expressA?o. Momentos aproveitados mais satisfatoriamente foram a cena dos enigmas e o dueto com Turandot no ato final (Principessa di morte!).

A� soprano Eliane Coelho Pills coube o desafio de interpretar a dificA�lima parte de Turandot. Na pele da princesa traumatizada, a maior diva do nosso canto lA�rico enfrentou tambA�m as suas dificuldades. Na sua primeira grande intervenA�A?o, a A?ria In questa Reggia, algumas notas podem nA?o ter soado como deveriam, mas, ainda assim, impressiona como Eliane, apoiada em sua experiA?ncia e em sua tA�cnica primorosa, consegue passar pelos obstA?culos da partitura. JA? no terceiro ato, no grande dueto com o tenor, descontadas as faltas de Franco Alfano, a artista atingiu seu melhor momento em toda a rA�cita, cantando com bravura e intensidade dramA?tica, e exprimindo com sensibilidade o “degelo” de Turandot.

Eliane Coelho
Eliane Coelho

 

E foi assim, entre momentos e momentos, alguns mais e outros menos satisfatA?rios, que se desenvolveu a Turandot do Theatro da Paz. Sorte do pA?blico que os melhores momentos compensaram bem aqueles menos inspirados e fizeram valer mais uma noite de A?pera na capital paraense.

 

Os DVDs da lA�rica brasileira

O Theatro da Paz A� o A?nico teatro de A?pera brasileiro que registra e lanA�a no formato DVD suas produA�A�es lA�ricas. Esse A� um serviA�o inestimA?vel por vA?rios motivos:

a) em primeiro lugar, porque estende o alcance de produA�A�es pagas no todo ou em sua maior parte com dinheiro pA?blico, permitindo que as pessoas levem para suas casas nA?o sA? as produA�A�es que conferiram ao vivo no Theatro da Paz, como tambA�m aquelas a que nA?o puderam assistir, e, uma vez em suas casas, essas pessoas podem dividir o registro de tais produA�A�es com familiares e amigos;

b) em segundo lugar, porque registra o trabalho dos artistas que trabalham com A?pera no Brasil, sejam cantores, mA?sicos, encenadores, cenA?grafos, figurinistas, iluminadores etc.

AlA�m de DVDs que me foram presenteados como cortesia pela produA�A?o do Festival em anos anteriores, entre 2015 e 2016 fiz questA?o de comprar mais cinco registros de produA�A�es do Theatro da Paz, trazendo para a minha casa o trabalho de alguns dos mais importantes nomes ligados A� A?pera no Brasil (nA?o os cito para nA?o cometer injustiA�as com aqueles nA?o citados).

Alguns dos tA�tulos do Theatro da Paz em DVD
Alguns dos tA�tulos do Theatro da Paz em DVD

 

As mais importantes casas de A?pera do mundo (e outras nem tA?o importantes assim) fazem registros audiovisuais de suas principais produA�A�es e os lanA�am no mercado, divulgando o trabalho de um sem nA?mero de artistas. Ao realizar tambA�m este serviA�o, o Theatro da Paz chama para si uma responsabilidade para com o artista brasileiro que nenhum outro teatro lA�rico de nosso paA�s parece ter coragem ou atA� mesmo vontade de assumir.

Deixo aqui estas questA�es finais: por que sA? o Theatro da Paz faz isso? Por que as outras casas nA?o o fazem tambA�m? Qual A� a dificuldade? Considerando que A?pera A� um espetA?culo muito caro, nA?o seria correto estender o alcance das produA�A�es nacionais que, onde quer que sejam produzidas, tA?m seus orA�amentos bancados no todo ou em sua maior parte com dinheiro pA?blico?

 

Leonardo Marques viajou A� convite da organizaA�A?o do Festival

Fotos da produA�A?o: MA?cio Ferreira / AgA?ncia ParA?

Foto dos DVDs lanA�ados pelo Theatro da Paz: Lene Bresiani

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Leonardo Marques
Formado em Letras com pós-graduação em Língua Italiana. Frequentador assíduo de concertos e óperas. Participou de cursos particulares sobre ópera. E-mail: leonardo@movimento.com