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Resumo da A?pera 2016 a�� BalanA�o da temporada e os melhores do ano

Municipal do RJ, pelo segundo ano consecutivo, tem o grande destaque da temporada. Veja tambA�m alguns tA�tulos que poderA?o ser apresentados em 2017 pelo Brasil.

 

Uma vez mais, o Movimento.com oferece ao pA?blico o seu balanA�o da temporada de A?peras no Brasil. Neste complicado ano de 2016, marcado pela continuidade e aprofundamento de uma crise econA?mica e polA�tica que atrasa o desenvolvimento do paA�s em vA?rias A?reas, atA� os dois teatros paulistanos ofereceram menos tA�tulos que o de costume, sofrendo com problemas aos quais eram imunes atA� entA?o, como atraso de pagamentos e cancelamentos de apresentaA�A�es.

Como jA? se tornou tradicional, apresentamos abaixo um rA?pido resumo sobre o que aconteceu (ou o que deixou de acontecer) nas cinco cidades que sA?o as principais produtoras lA�ricas do paA�s, jA? apontando tambA�m alguns tA�tulos lA�ricos que poderA?o ser apreciados em 2017, muitos destes ainda necessitando de confirmaA�A?o. E no fim do texto, o autor deste balanA�o aponta os melhores do ano, dentre tudo o que viu e ouviu nas 11 produA�A�es lA�ricas completas e outras em forma de concerto que pA?de conferir ao longo de 2016 no Brasil.

 

SA?o Paulo

Os dois teatros de A?pera de SA?o Paulo sofreram neste ano que agora termina. A comeA�ar pelo nobre Theatro Municipal, vA�tima de corrupA�A?o. Nesta semana em que escrevo, depois de longo perA�odo de investigaA�A?o, o MinistA�rio PA?blico finalmente ofereceu sua denA?ncia sobre os lamentA?veis crimes ocorridos no A?mbito da administraA�A?o daquela que vinha se destacando como a principal casa de A?pera do paA�s (detalhes aqui em matA�ria do EstadA?o). CaberA? agora A� JustiA�a determinar culpados e inocentes com base nas provas recolhidas.

Pelo menos, em 2016, em termos de produA�A�es profissionais de qualidade, o TMSP continuou sendo o principal teatro de A?pera do paA�s, ainda que com menos brilho e vigor em relaA�A?o aos A?ltimos anos, e ainda que nA?o tenha sido o responsA?vel pela melhor produA�A?o do ano. A quantidade de tA�tulos lA�ricos apresentados em sua temporada oficial diminuiu para quatro, sendo uma reposiA�A?o (La BohA?me) e trA?s novas produA�A�es (Lady Macbeth, Elektra e Fosca), mas essas trA?s novas montagens foram, em geral, muito bem sucedidas, mantendo o alto padrA?o com que a casa acostumou o seu pA?blico nos A?ltimos anos. Duas produA�A�es inicialmente previstas para este ano, porA�m, foram canceladas ainda em 2015, antes do inA�cio das vendas de assinaturas (Don Carlo e Il Trittico).

A propA?sito, chama a atenA�A?o o fato de que, mesmo sendo vA�tima de falcatruas, o TMSP tenha montado excelentes produA�A�es no perA�odo de sua administraA�A?o criminosa a�� o que leva A� pergunta A?bvia: se nA?o fosse a roubalheira, nA?o teria sido possA�vel montar ainda mais A?peras? Tudo indica que sim. O desafio de manter o nA�vel das produA�A�es do Municipal paulistano caberA? agora aos novos gestores da casa, anunciados nesta semana em que escrevo, em primeira mA?o, pelo jornalista JoA?o Luiz Sampaio: Roberto Minczuk e Cleber Papa (leia mais). A� cedo demais para fazer qualquer juA�zo de valor em relaA�A?o A�s escolhas do novo secretA?rio municipal de Cultura, AndrA� Sturm. Aguardemos, pois.

O primeiro problema que eles deverA?o enfrentar jA? estA?, inclusive, definido: o TMSP nA?o pagou a todos os artistas que participaram de suas produA�A�es este ano, e estes jA? comeA�am a ficar impacientes com o atraso (leia aqui outra matA�ria do EstadA?o). Por nota, a OrganizaA�A?o Social que administra a instituiA�A?o, o Instituto Brasileiro de GestA?o Cultural, reconhece o dA�bito e informa que “(…) por problemas de fluxo de caixa, o pagamento de alguns prestadores de serviA�os, incluindo artistas, estA? pendente. As empresas e os profissionais estA?o sendo contatados pela direA�A?o executiva do Instituto, que tem tomado todas as providA?ncias ao seu alcance para que as pendA?ncias sejam quitadas o mais rA?pido possA�vel”. AtA� o momento, porA�m, muitos artistas continuam sem receber.

Na Barra Funda, o Theatro SA?o Pedro apresentou em 2016 tambA�m quatro produA�A�es (Don Quichotte, Adriana Lecouvreur, O AnA?o e Onde Vivem os Monstros). Estava prevista uma quinta para a segunda quinzena de novembro, que seria inicialmente O Trovador, mas que depois virou um Gianni Schicchi, que por sua vez foi cancelado. Meio que em cima da hora, a casa acabou apresentando a opereta Senhor Couve-Florido, de Offenbach.

A programaA�A?o da casa comeA�ou quente, com os dois primeiros tA�tulos, mas foi decaindo ao longo do ano. Uma pena, pois o SA?o Pedro vinha sendo um dos teatros de programaA�A?o mais consistentes nos A?ltimos anos. Tomara que tenha sido somente por conta da crise, e que a programaA�A?o volte a se destacar brevemente. Um ponto positivo continua sendo a sua Academia de A�pera; outro destaque A� sua orquestra, que na A?nica A?pera da casa que pude conferir este ano, Pills Lecouvreur, exibiu-se em alto nA�vel.

"Adriana Lecouvreur" (foto de Heloisa Bortz)
“Adriana Lecouvreur” (foto de Heloisa Bortz)

 

Rio de Janeiro

Como A� de amplo conhecimento, o governo do estado do Rio de Janeiro vive a maior crise financeira de sua histA?ria a�� crise esta causada por anos e anos de irresponsabilidade administrativa perpetrada por polA�ticos medA�ocres e corruptos, como bem vem demonstrando a OperaA�A?o Calicute da PolA�cia Federal a�� e de rebarba tambA�m a OperaA�A?o Chequinho. NA?o A� toa, dois ex-governadores do estado foram presos e um deles, o corrupto SA�rgio Cabral Filho, continua vendo o sol nascer quadrado, tal qual sua esposa, Adriana Ancelmo, parceira nA?o sA? na vida, como tambA�m de ladroagens.

Essa crise, que estava para estourar jA? hA? algum tempo, mas que, empurrando com a barriga para conseguir se reeleger, o atual governador, Luiz Fernando PezA?o, conseguiu postergar para fins de 2015, atingiu o seu A?pice, atA� agora, em 2016. E o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, como jA? era esperado, nA?o saiu incA?lume dela.

Da programaA�A?o original pensada para este ano, a casa precisou cancelar toda a produA�A?o da A?pera O Barbeiro de Sevilha; cancelar a encenaA�A?o de La BohA?me, apresentando-a somente em forma de concerto; e adiar JenA?fa para marA�o do ano que vem. Esta A?ltima em virtude do grande atraso nos salA?rios dos servidores estaduais, a quem damos aqui o apoio irrestrito do Movimento.com.

Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pela casa, se restava alguma dA?vida de que o Theatro Municipal do Rio de Janeiro poderia, finalmente, voltar a ser chamada de “teatro de A?pera”, a mesma foi sanada em 2016. Apesar dos pesares, o TMRJ apresentou oito A?peras em sua temporada, sendo quatro produA�A�es profissionais completas (Don Quichotte, Orfeu e EurA�dice, Mozart & Salieri e O Escravo), uma profissional em forma de concerto (a referida La BohA?me) e ainda trA?s tA�tulos apresentados de maneira, digamos, semiprofissional (Serse, Savitri e Dido e EnA�as), protagonizados por alunos da Academia de A�pera Bidu SayA?o. E A� por isso que a instituiA�A?o, pela segunda vez consecutiva, recebe a indicaA�A?o de grande destaque do ano, como se verA? no A?ltimo subtA�tulo deste balanA�o.

Pode-se discordar da escolha de um solista ou outro, gostar menos ou mais de alguma das encenaA�A�es da casa, mas a verdade A� que a temporada lA�rica 2016 do TMRJ foi sua mais consistente temporada em mais de uma dA�cada a�� o que A� bastante coisa. Pelo menos dois destaques da temporada merecem ser ressaltados: a coproduA�A?o de Don Quichotte entre o Municipal do Rio e o Theatro SA?o Pedro (que deu tA?o certo que A� citada quatro vezes dentre os melhores do ano); e o estabelecimento da Academia de A�pera Bidu SayA?o, que, tal qual a Academia do Theatro SA?o Pedro, possibilita a seus alunos a experiA?ncia primordial de participar ativamente, no palco, de A?peras e concertos com orquestra.

Para 2017, o TMRJ planeja apresentar as A?peras Un Ballo in Maschera, de Verdi, Werther, de Massenet, Lohengrin, de Wagner, e La��Italiana in Argel, de Rossini; alA�m da adiada JenA?fa, de JanaA?ek. JA? a Academia Bidu SayA?o tem previstas O Caixeiro da Taverna, de Guilherme Bernstein;A�La Clemenza di Tito, de Mozart, alA�m da tambA�m adiada O Boi e o Burro no Caminho de BelA�m, de Tim Rescala. A programaA�A?o definitiva, porA�m, sA? deve ser confirmada mais adiante, talvez em fevereiro, sempre por conta e culpa do (des)governo do estado. Se todos esses tA�tulos forem confirmados, nA?o resta dA?vida de que estaremos, uma vez mais, diante de uma temporada bastante atraente.

O Rio de Janeiro foi palco ainda, neste ano que agora termina, da Bienal de A�pera Atual (BOA), que apresentou no SalA?o Leopoldo Miguez da Escola de MA?sica da UFRJ duas obras inA�ditas: A A�pera do Mambembe Encantado, de Eli-Eri Moura, e Medeia, de Mario Ferraro. A BOA proporcionou ao pA?blico carioca ter contato com a produA�A?o lA�rica brasileira atual, e, por isso mesmo, espera-se que a iniciativa possa ter continuidade.

"Dido e EnA�as" (foto de JA?lia RA?nai)
“Dido e EnA�as” (foto de JA?lia RA?nai)

 

Belo Horizonte

A FundaA�A?o ClA?vis Salgado teve um ano melhor que o anterior, e, alA�m de importantes concertos sinfA?nicos com a OSMG, ofereceu duas A?peras em sua programaA�A?o: a bela e bem cantada Romeu e Julieta e ainda Order O Guarany. Este A?ltimo, pelas informaA�A�es iniciais, seria bastante cortado, mas parece que alguA�m em BH ouviu a voz da razA?o, e os cortes se limitaram a pouquA�ssima coisa alA�m do tradicional.

Em 2017, o PalA?cio das Artes promete abrigar dois tA�tulos daqueles imperdA�veis: Norma, de Bellini; e Porgy & Bess, de Gershwin. Sem cortes alA�m do tradicional, por favor, atA� porque o pA?blico de BH, via de regra, A� um dos mais variados do Brasil em termos etA?rios e nA?o costuma arredar o pA� da casa antes de a A?pera acabar. EntA?o essa ideia de fazer cortes alA�m do que A� tradicional em A?peras com o objetivo de atrair o pA?blico nA?o passa de conversa fiada.

 

BelA�m

O Festival de A�pera do Theatro da Paz, pelo segundo ano consecutivo, acusou o golpe da verba curta. O importante evento do norte do paA�s, que chegou a receber do Movimento.com a indicaA�A?o de grande destaque do ano em 2014 por sua programaA�A?o ousada, vem enfrentando problemas de orA�amento. Se, em 2015, ainda que com dificuldades, a Secretaria de Cultura do ParA? conseguiu apresentar duas A?peras, agora em 2016 nem isso ocorreu. Somente uma A?pera foi apresentada, Turandot, pois o outro espetA?culo de vulto do Festival era, na verdade, uma espA�cie de cantata: Los PA?jaros Perdidos.

E as primeiras informaA�A�es que chegam sobre a prA?xima ediA�A?o do Festival, em 2017, ainda sem qualquer confirmaA�A?o, indicam que um possA�vel tA�tulo a ser apresentado seria o Don Giovanni, de Mozart, mas dificilmente deverA? haver um segundo tA�tulo lA�rico. Quando muito, talvez um espetA?culo nos mesmos moldes da supracitada cantata. Esse A� um caminho perigoso, pois, a rigor, como podemos chamar de “Festival de A�pera” um evento que apresenta sA? uma A?pera? Ainda hA? tempo para correA�A?o de rumos, pois aquele Festival contagiante e a cada ano mais interessante (na sua fase entre 2011 e 2014) estA? fazendo falta no panorama lA�rico brasileiro.

 

Manaus

Depois de um 2015 deplorA?vel, em que o Festival Amazonas de A�pera simplesmente foi cancelado, 2016 marcou a volta do evento em novo formato, agora bienal. Da programaA�A?o constou a mesma Adriana Lecouvreur do Theatro SA?o Pedro, acima mencionada, e ainda Medeia, de Cherubini. Pouco, para um festival que tanto jA? fez pela arte lA�rica no Brasil. De positivo mesmo somente o seu retorno, ainda que a cada dois anos.

Espera-se que o prA?ximo FAO, que sA? deve ocorrer em 2018, ofereA�a tA�tulos que faA�am valer a pena viajar a Manaus. A Lecouvreur online atA� era um desses tA�tulos, mas como eu jA? a havia prestigiado no SA?o Pedro, nA?o me dei ao trabalho de ir a Manaus. Um dos tA�tulos cogitados para o evento cancelado de 2015 era a rara LakmA�, de Delibes. Esta, sim, valeria uma viagem. Quem sabe ela nA?o aparece em 2018?

 

A A?pera e o blA?-blA?-blA? 2

Ano passado, sob o subtA�tulo acima (sem o “2”, naturalmente), eu disse o seguinte sobre um seminA?rio realizado em SA?o Paulo reunindo representantes de todos os teatros de A?pera importantes do paA�s (aqueles todos listados neste balanA�o da temporada):

a�?Tudo muito bom, tudo muito bem, desde que o encontro realmente apresente RESULTADOS. A� preciso acabar com certas vaidadezinhas que reinam no mundinho da A?pera brasileira a�� mundinho este que tem uma parte bastante nobre, e outra, marcada pela mediocridade e pela mesquinharia. A� preciso que os teatros em questA?o, principalmente em tempos de vacas magras, unam-se em nome de um bem comum: a oferta de espetA?culos, atendendo ao mesmo tempo o pA?blico e os profissionais da A?rea. Para isso, parcerias devem ser realizadas, atravA�s de coproduA�A�es ou de permutas de montagens. O que nA?o pode ocorrer A� cada um ficar no seu mundinho, esquecendo que os outros existem, e acontecer o que aconteceu em 2014, quando trA?s montagens diferentes da A?pera Carmen foram apresentas no Rio, em SA?o Paulo e em Manaus, quando poderia ter sido produzida somente uma montagem que circulasse pelas trA?s praA�as, barateando o custo para todosa�?.

Sabem os leitores o que saiu de positivo deste seminA?rio? Pois eu faA�o questA?o de dizer em letras garrafais: NADA, praticamente NADA. Para nA?o ser injusto, A� preciso dizer que o belA�ssimo Don Quichotte foi coproduzido entre o TMRJ e o Theatro SA?o Pedro, e mais o quA?? Bem, teve a Lecouvreur que foi do mesmo SA?o Pedro para Manaus, mas esta nem dA? para contar muito, pois os teatros em questA?o dividem o mesmo diretor artA�stico. E mais o quA?? Mais NADA! Desse jeito, fica difA�cil defender a turma da “vaidadezinha”.

 

O ano Carlos Gomes

2016 marcou os 180 anos de nascimento e os 120 anos da morte do maior e mais importante compositor de A?peras das AmA�ricas: AntA?nio Carlos Gomes. Foi bonito ver, entre outubro e dezembro, o eixo triplo do Sudeste brasileiro, RJ-MG-SP, nesta ordem, apresentar, respectivamente, O Escravo, O Guarany e Fosca. Destas, sA? nA?o conferi a do meio, mas fiquei muito satisfeito com as outras duas. E querem saber? Deu vontade de ver e ouvir, no palco, outras A?peras de Gomes, como Maria Tudor http://sveikisanariai.lt/?p=5847 e Condor, dentre outras.

"O Escravo" (foto de JA?lia RA?nai)
“O Escravo” (foto de JA?lia RA?nai)

 

Os melhores do ano

Este balanA�o se encerra com a indicaA�A?o dos principais destaques da temporada de A?peras pelo Brasil, dentre tudo aquilo que o autor viu e ouviu em 2016. Como nos A?ltimos anos, foram premissas para as escolhas:

a) para as indicaA�A�es de melhor produA�A?o de A?pera e para as indicaA�A�es individuais da A?rea cA?nica, foram considerados somente espetA?culos inA�ditos produzidos no Brasil, de forma que remontagens, espetA?culos produzidos originalmente no exterior, ou trazidos de outros teatros de anos anteriores nA?o foram levados em conta; e

b) para as indicaA�A�es individuais foram citados somente artistas e profissionais brasileiros ou radicados no Brasil, com exceA�A?o da indicaA�A?o de melhor cenA?grafo.

Isto posto, seguem as indicaA�A�es:

Grande destaque do ano: pillhouse pharmacy oA�retorno da A?pera A� condiA�A?o de protagonista na programaA�A?o do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Se em 2015 jA? deu para sentir um gostinho, 2016 foi o ano da A?pera no TMRJ, com oito tA�tulos apresentados (sendo cinco produA�A�es profissionais, e destas, quatro encenadas e uma em forma de concerto) a�� e os tA�tulos sA? nA?o chegaram a 10 porque o (des)governo do estado atrapalhou.

Melhor produA�A?o de A?pera: Don Quichotte, coproduA�A?o entre o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Theatro SA?o Pedro, de SA?o Paulo, que, com criatividade, poesia, beleza e excelentes solistas, resultou em um espetA?culo impecA?vel.

Melhor concepA�A?o e direA�A?o cA?nica: Jorge Takla, por aquele que talvez tenha sido, atA� aqui, seu grande trabalho no teatro lA�rico: o supracitado Don Quichotte.

Melhor cenA?grafo: NicolA?s Boni, pelos belA�ssimos cenA?rios de Don Quichotte, e ainda pelo cenA?rio A?nico e surpreendente de Elektra, produA�A?o do Theatro Municipal de SA?o Paulo.

Melhor figurinista: Fabio Namatame, pelo conjunto de sua contribuiA�A?o ao longo do ano (Don Quichotte, Adriana Lecouvreur, Elektra).

Melhor iluminador: Caetano Vilela http://elgonvietnam.net/?p=6329 , por seus excelentes trabalhos em Orfeu e EurA�dice, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e tambA�m na supracitada Elektra.

Melhor regente: online A�nA?o indicado. Apesar das boas contribuiA�A�es de vA?rios profissionais brasileiros da batuta ao longo do ano, nA?o houve alguA�m que se sobrepusesse aos demais colegas a ponto de ser indicado o melhor regente de A?pera de 2016.

RevelaA�A�es como regentes de A?pera: FlA?vio Lago (por seu trabalho em Adriana Lecouvreur, no Theatro SA?o Pedro); e Carlos Prazeres (por sua importante contribuiA�A?o nas duas A?peras da Bienal de A�pera Atual, no Rio de Janeiro).

Melhor orquestra: Orquestra SinfA?nica Municipal, pelo quarto ano consecutivo, por sua atuaA�A?o em toda a temporada lA�rica do Theatro Municipal de SA?o Paulo, com menA�A?o especial para seu desempenho em Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk.

Melhor cantor: Rodolfo Giugliani, por seu magnA�fico IberA? em O Escravo, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Melhor cantora: Denise de Freitas, por sua interpretaA�A?o arrebatadora da Princesa de Bouillon, na jA? mencionada Adriana Lecouvreur.

RevelaA�A�es: Johnny FranA�a, por seu excelente Michonnet (Adriana Lecouvreur, no Theatro SA?o Pedro); e ainda, em papeis menos exigentes ou de menor porte: Aline LobA?o, por seu Stephanio (Romeu e Julieta, no PalA?cio das Artes); Daniel Umbelino, por seu Abade de Chazeuil (na mesma Lecouvreur); e Luisa Suarez, por seu Amor (Orfeu e EurA�dice, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro).

AfirmaA�A?o: Lina Mendes, que, por suas valiosas contribuiA�A�es como EurA�dice em Orfeu e EurA�dice, no Municipal do Rio, e como Delia em Fosca, no Municipal de SA?o Paulo, firmou-se como um dos valores da nova geraA�A?o da nossa lA�rica; e Eric Herrero, que provavelmente teve um dos melhores momentos de sua carreira atA� aqui como o Conde Maurizio, na Adriana Lecouvreur do Theatro SA?o Pedro.

 

Foto do post (de JA?lia RA?nai): Don Quichotte, coproduA�A?o entre o Theatro SA?o Pedro e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

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Leonardo Marques
Formado em Letras com pós-graduação em Língua Italiana. Frequentador assíduo de concertos e óperas. Participou de cursos particulares sobre ópera. E-mail: leonardo@movimento.com