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O mundo no palco do Teatro Amazonas

Festival Amazonas de Ópera tem estreia mundial de obra de J. G. Ripper e parcerias com Indonésia e Colômbia.

 

De 28 de abril a 2 de junho, Manaus será destaque no mundo da música clássica com a realização da 21ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), que apresenta uma estreia mundial no palco do Teatro Amazonas: a obra Kawah Ijen (Vulcão Azul), do compositor brasileiro João Guilherme Ripper, encomendada especialmente para a ocasião.

A ópera Faust, de Charles Gounod, abre o festival com uma homenagem aos 200 anos de nascimento do compositor francês. Já Florencia en el Amazonas, do mexicano Daniel Catán, conta a história de uma heroína amazonense que embarca em um navio na Colômbia com destino a Manaus, em uma viagem cheia de surpresas.

Com uma produção inteiramente amazonense, Dessana, Dessana, de Adelson Santos, exibe a identidade amazônica, com novas linguagens, totalmente contemporânea; enquanto Acis and Galatea, ópera barroca do alemão G. F. Handel, inspirada no mito grego, traz transcrições para os mitos amazônicos.

Durante a temporada de ópera, também ocorrem atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, no Teatro da Instalação e nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirêra) e em Novo Airão. “A nossa proposta é aproximar a população deste evento que tem proporções internacionais e mostrar que a ópera também é acessível a todos”, afirma Denilson Novo, secretário estadual de Cultura.

 

Elenco

Com direção artística de Luiz Fernando Malheiro e direção artística adjunta de Marcelo de Jesus, o festival terá participação de todos os Corpos Artísticos da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), além de artistas e produtores internacionais.

“Para nossas montagens, como o Faust, conseguimos reunir um elenco de primeira qualidade como cantores internacionais, a começar pela Isabelle Sabrié, francesa que mora em Manaus; o baixo-barítono Homero Perez, o barítono uruguaio Marcelo Guzzo, o tenor italiano Alessandro Luciano, a mezzo-soprano espanhola Anna Gomà e dois cantores amazonenses que estão sobressaindo nos últimos anos, que são Thalita Azevedo, mezzo-soprano, e Joubert Júnior, barítono”, garante Malheiro.

A montagem de Kawah Ijen conta com o Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas, Orquestra Amazonas Filarmônica, sopranos Isabelle Sabrié e Daniella Carvalho, tenores Daniel Umbelino e Juremir Vieira, baixo Murilo Neves, barítonos Homero Velho e Inácio de Nonno, e o ator Matheus Sabbá. Direção e regência de Marcelo de Jesus.

Um dos destaques de Dessana, Dessana é um quarteto vocal feminino composto por Tamar Marcelice (soprano), Carol Martins (soprano), Marinete Negrão (mezzo-soprano) e Kelly Fernandes (mezzo-soprano). As quatro cantoras interpretam a personagem Yebá-Beló.

Em Florencia en el Amazonas, participam Coral do Amazonas, Orquestra Amazonas Filarmônica, com direção e regência de Malheiro. Já Acis und Galatea conta com participação de Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, Grupo Vocal do Coral do Amazonas, solistas do Madrigal Ivete Ibiapina e Orquestra de Câmara do Amazonas. Direção e regência de Marcelo de Jesus.

Malheiro à frente da orquestra em ensaio de “Faust”

 

Parcerias

Esta edição do 21º FAO tem importantes parcerias com países como Indonésia, Portugal, França e Colômbia. “A Indonésia traz um elemento novo na história do Festival: o gamelão, instrumento típico das Ilhas de Java e Bali, único na América Latina e que será tocado por percussionistas portugueses”, comenta o secretário de Cultura.

Coprodução entre Portugal, Indonésia e Brasil, a ópera Kawah Ijen foi encomendada especialmente para o FAO, com música e libreto do compositor João Guilherme Ripper, que já contribuiu, na 18ª edição do Festival, ao compor a ópera Onheama. Além de contar uma história mística sobre um vulcão que expele lava azul, o gamelão vai trazer a sonoridade típica das ilhas da Indonésia, afinado especificamente para ser tocado em conjunto com a Amazonas Filarmônica. Kawah Ijen estreia em 27 de maio.

“Temos uma parceria de muito tempo com o Brasil, na agricultura, na área militar, mas esta é a primeira vez em que teremos um instrumento no Festival Amazonas de Ópera”, exalta o embaixador da Indonésia, Toto Riyanto. “Além disso, sobre um vulcão que faz parte dos mitos e histórias do meu país. Fico muito feliz e espero que o gamelão seja apenas o começo das parcerias culturais com o Amazonas”, declara.

Produzido na ilha de Jacarta e enviado para Manaus pelo Governo da Indonésia, o gamelão é formado por uma série de xilofones, gongos, tambores, metalofones e será operado por percussionistas portugueses especializados no instrumento, em uma parceria com o Governo de Portugal.

Instrumentos da Indonésia que serão usados em “Kawah Ijen”

 

Encomendada pelas óperas de Houston, Los Angeles e Seattle, a produção colombiana Florencia en el Amazonas foi apresentada também em Nova York, Boston, Heidelberg (Alemanha), Bogotá, México, Denver, entre outros locais. A obra conta a história da soprano Florencia Grimaldi, que parte em uma viagem de Letícia, na Colômbia, para Manaus, a fim de encontrar seu grande amor, Cristobal, que mora na capital amazonense e se apresenta no Teatro Amazonas. Porém, o rapaz, um pesquisador de borboletas, desaparece na floresta, o que traz surpresas na viagem pelo Rio Amazonas.

Para a montagem da ópera, os figurinos e elementos do cenário, como o barco no qual Florencia viaja e telões de projeção, serão enviados da Colômbia. Florencia en el Amazonas conta uma história épica sobre o estado que já rodou o mundo e será apresentada pela primeira vez na região que inspirou a ópera. Teremos uma produção em conjunto com a Colômbia para criar toda a atmosfera da viagem de Florencia Grimaldi no palco do Teatro Amazonas”, destaca o diretor artístico do FAO e maestro Luiz Fernando Malheiro.

Já a ópera Faust, baseada na obra de Goethe, a França está presente nas vozes da soprano Isabelle Sabrié e do Coral do Amazonas – o grupo teve aulas de francês na Aliança Francesa para cantar a ópera de Gonoud. Faust é uma das óperas mais amadas de todos os tempos. Não é encenada no Brasil desde 1972 e se inscreve dentro da programação do bicentenário do compositor Charles Gonoud”, comenta Isabelle, que interpreta Marguerite. “Para alcançar a qualidade de excelência internacional para a ópera, temos um elenco de muitíssima qualidade, com profissionais que já interpretaram Faust pelo mundo e uma direção cênica belíssima do talentoso André Heller-Lopes, conta a soprano. A ópera abre a programação do 21º FAO no dia 28 de abril.

A soprano Isabelle Sabrié

 

PROGRAMAÇÃO:

21º Festival Amazonas de Ópera

Faust, de Charles Gounod
28 de abril, sábado, às 20h
4 de maio, sexta-feira, às 20h
6 de maio, domingo, às 19h

Dessana Dessana, de Adelson Santos
29 de abril, domingo, às 19h
3 de maio, quinta-feira, às 20h
5 de maio, sábado, às 20h

Florencia en el Amazonas, de Daniel Catán
12 de maio, sábado, às 20h
18 de maio, sexta-feira, às 20h
20 de maio, domingo, às 19h

Acis and Galatea, de Georg F. Handel
13 de maio, domingo, às 19h
17 de maio, quinta-feira, às 20h
19 de maio, sábado, às 20h

Kawah Ijen (Vulcão Azul), de João Guilherme Ripper
27 de maio, domingo, às 19h
31 de maio, quinta-feira, às 20h
2 de junho, sábado, às 20h

 

Fotos: Michael Dantas/SEC

 

SERVIÇO:

 

21º Festival Amazonas de Ópera

 

De 28 de abril a 2 de junho

Teatro Amazonas (Av. Eduardo Ribeiro, Centro – Manaus. Tel.: 92 3622-1880)

 

Ingressos: Setor laranja: R$ 60 (plateia, frisa e 1º pavimento) e R$ 55 (2º pavimento); Setor amarelo: R$ 55 (plateia), R$ 45 (frisa), R$ 40 (1º pavimento) e R$ 35 (2º e 3º pavimentos); e Setor roxo: R$ 30 (1º pavimento), R$ 20 (2º e 3º pavimentos) e R$ 5 (camarotes extras 1º e 2º pavimentos)

 

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