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Festival Theatro da Paz – “Um baile de máscaras”

Um Baile de Máscaras – sábado, dia 8 de setembro, com récitas dias 10 e 12 .

A próxima atração do XVII Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma das óperas mais conhecidas em todo o mundo.  “Um Baile de Máscaras” estreou no Teatro Apollo, em Roma, em 17 de fevereiro de 1859. Em Belém, a estreia será neste sábado, 08 de setembro, com execução da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e mais duas récitas, nos dias 10 e 12 de setembro. Ingressos à venda na bilheteria do teatro.

Não é de hoje a relação do Theatro da Paz e de sua orquestra sinfônica com o compositor italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), o mais celebrado compositor de óperas em todo o mundo. A primeira ópera encenada no Theatro da Paz, apenas dois anos após sua abertura, foi “Ernani”, em 1880, ópera de 4 atos de Verdi. E, desde a retomada das apresentações de peças operísticas na programação do Festival de Ópera, em 2002, o compositor consta como o mais executado. Já foram apresentadas montagens de “Macbeth”, “Rigoletto”, “La Traviata”, “O Trovador” e “Otello”.

Este ano, na 17ª edição do evento, Verdi voltará aos palcos com a apresentação de “Um Baile de Máscaras”, sob regência do maestro titular Miguel Campos Neto. Ele reforça que há também um outro aspecto importante nesse contexto, o fato de o teatro ter sido construído aos moldes do Teatro Scala, de Milão, tornando a história da casa e da orquestra ainda mais próxima da Itália e de seus compositores – o que para o regente são detalhes especiais.

“Chegamos agora a uma obra tipicamente verdiana, da maturidade de Verdi, com papéis dificílimos. Tanto que se uma soprano diz que já interpretou a Amélia de Verdi, já um belo cartão de visita. E quem fará aqui é a paraense Adriane Queiroz, radicada na Alemanha, o que para nós é um prazer. Essa é uma ópera que não é comportada e teve sua marca, foi censurada por tratar da morte de um monarca. Tanto que existem duas versões atualmente, a original e a que Verdi modificou após a censura. Faremos a segunda versão”, adianta Miguel.

Na montagem original, Verdi, que era um importante ator político na Itália, apresentou como mote central a morte de um monarca sueco. Só que isso acabou trazendo problemas com os governantes, que impediram que a obra fosse apresentada, e, para não perder a peça, ele “transferiu” o enredo para os Estados Unidos, alterando também o nome dos personagens, as características cênicas, e tudo o mais, para um lugar longínquo da Europa, no século XIX.

Ele escolheu Boston como pano de fundo, um lugar que naquela época ninguém nem ouvia falar. Com isso ele conseguiu que a ópera fosse tocada. Mas na música quase nada mudou, apenas algumas frases que também influenciam na sonoridade, por conta da mudança das palavras no libreto”, comenta Miguel, acrescentando que no libreto primeiro constava o assassinado do rei Gustavo III, da Suécia, em 1792, e que depois o assassinado foi conde Ricardo, um governante de Boston.

A ópera tem direção cênica de Mauro Wrona, que já dirigiu, entre outras óperas do Festival, Salomé, que consagrou a temporada de 2012. O elenco traz o tenor Fernando Portari, que interpreta Riccardo, governador de Boston, e a soprano paraense Adriane Queiroz, que faz Amélia, além do barítono Rodolfo Giuliani, no papel de Renato, personagens principais dessa tragédia.

A soprano paraense Kézia Andrade faz um papel masculino, Oscar, um pajem, e a mezzo paulistana Denise de Freitas, que está de volta este ano ao festival, é a vidente que anuncia o triste fim de Riccardo. No palco também estarão os cantores, Andrey Mira e Raimundo Mira (baixo), pai e filho, encenando juntos, além dos tenores Andrew Lima e Mário Ícaro, e o do barítono Idaías Souto, que completam a trama.

O figurino é assinado por Hélio Alvarez, com assistência de Simone Alvarez, e a iluminação, de Rubens Almeida, com assistência de Jorge Pantaleão Agostinho Anderson. A coreografia, de Ana Unger, conta com 12 bailarinos do corpo de baile. A cenografia também é de Duda Arruk e o Visagismo de André Ramos. O regente do CoraLírico é Vanildo Monteiro.

 

Elenco
RICCARDO, conde de Warwick e governador de Boston – (Tenor) Fernando Portari
AMELIA, esposa de Renato, apaixonada por Riccardo – (Soprano) Adriane Queiroz
RENATO, marido de Amélia, confidente de Riccardo – (Barítono) Rodolfo Giuliani
OSCAR, pajem de Riccardo – (Soprano) Kézia Andrade
ULRICA, vidente – (Mezzosoprano) Denise de Freitas
SAMUEL, inimigo do conde – (Baixo) Andrey Mira
TOM, inimigo do conde – (Baixo) Raimundo Mira
JUIZ – (Tenor) Andrew Lima
SERVO DE AMÉLIA – (Tenor) Mário Ícaro
SILVANO, marinheiro – (Barítono) Idaías Souto

Bailarinos do Corpo de Baile: Arthur Furtado, Cesar Moraes, Diego Montesco, Gérson Cruz Jr, Myke Moraes, Raul Vargas.

Bailarinas do Corpo de Baile: Caroline Nascimento, Dayane Dourado, Eduarda Falesi, Gilza Miranda, Lenne Caldas, Yasmin Silva.

 

Livro, CD e concerto de encerramento

O XVII Festival de Ópera do Theatro da Paz vai até dia 15 de setembro, com realização da Secretaria de Cultura, Governo do Estado do Pará e Ministério da Cultura – Governo Federal, patrocínio do Banpará, Banco do Brasil e Líder e apoio da Prospera, Baalbek Antiguidades e Academia Paraense de Música. Ingressos disponíveis na bilheteria do Theatro da Paz.

Dentro da programação haverá ainda o lançamento do livro “Carlos Gomes – O sono eterno no berço natal”, trabalho do historiador e escritor Jorge Alves de Lima, e do CD de Canções de Carlos Gomes, pela soprano Vera Pessagno, ambos no dia 12 de setembro, ás 19h, antes do início da terceira e última récita de Um Baile de Máscaras. O concerto de encerramento será no dia 15 de setembro com um concerto no Theatro da Paz. Os ingressos também já podem ser adquiridos na bilheteria (R$ 5,00).

 


SERVIÇO

 

XVII Festival de Ópera do Theatro da Paz. Um baile de máscaras – G. VERDI

Dias 8, 10 e 12 de setembro, sempre às 20h

Theatro da Paz

Ingressos:
– Plateia, Varanda, Frisa e Cam. 1ª ……………………….. R$ 80,00
– Camarote de 2ª: ……………………………………………………  R$ 40,00
– Galeria: ……………………………………………………………………. R$ 20,00
– Paraiso: …………………………………………………………………… R$ 10,00

 

Patrocínio: Banpará, Banco do Brasil, Líder. Realização: Secretaria de Cultura, Governo do Estado do Pará e Ministério da Cultura – Governo Federal. Apoio: Prospera e Academia Paraense de Música.
Mais informações: 4009.8758.

 

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