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Música e ação social

Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, formada por músicos de comunidades, divide o palco com o violinista Koh Gabriel Kameda.

 

Considerado um dos grandes destaques de sua geração, o violinista nipo-germânico Koh Gabriel Kameda é o convidado da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro em concerto no dia 27 de setembro, às 20h, na Sala Cecília Meireles, na capital fluminense. Sob a regência do maestro Tobias Volkmann, orquestra e solista apresentam um programa composto por obras de Beethoven, Mendelssohn e Brahms. A entrada é gratuita.

Oriundos de comunidades como Babilônia, Chapéu Mangueira, Complexo do Alemão e Morro dos Macacos, os 50 músicos têm entre 13 e 24 anos e fazem parte do projeto Ação Social pela Música do Brasil, dirigido pela musicista e produtora cultural Fiorella Solares.

Além da participação no concerto do dia 27, o violinista Koh Kameda desenvolve um trabalho de duas semanas com os jovens do projeto. Ele ministra aulas de violino para os estudantes mais adiantados, em um dos núcleos de aprendizado musical do projeto, na comunidade do Complexo do Alemão.

 

Ação Social pela Música do Brasil

O projeto Ação Social pela Música do Brasil (ASMB) foi fundado em 1994 e, nestes mais de 20 anos, vem produzindo efeitos relevantes na vida de milhares de jovens no Rio de Janeiro e em outras cidades do país. A missão da ASMB é a inclusão social e a formação de cidadania de crianças e jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social, por meio do ensino da música clássica.

A Orquestra Sinfônica Jovem do Estado do Rio de Janeiro foi criada em 2014, com o objetivo de profissionalizar e dar suporte a jovens músicos de projetos sociais, aperfeiçoando a prática orquestral e conduzindo-os à universidade e profissionalização. O grupo já se apresentou em diversos palcos importantes da cidade, como Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cidade das Artes, Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), Sala Cecilia Meireles e outros.

Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro

 

Koh Gabriel Kameda

O violinista Koh Gabriel Kameda estreou em 1988, aos 13 anos, em Baden-Baden, Alemanha, apresentando o Concerto para violino n. 5, de Henri Vieuxtemps, com a Orquestra Filarmônica de Baden-Baden. Desde então ele atua em toda a Europa, Ásia, América do Norte e do Sul.

Aos 12 anos, Kameda se matriculou na Universidade de Música de Karlsruhe, na Alemanha, e estudou com o professor Josef Rissin. Em 1993, o violinista e maestro Pinchas Zukerman o convidou para trabalhar com ele na Manhattan School of Music, em Nova York. Vencedor do Concurso Internacional de Violino Henryk Szeryng, no México, em 1997, o violinista é reconhecido pelo público e colegas internacionais como um dos principais violinistas da atualidade.

Como solista, já se apresentou com algumas das principais orquestras do mundo, incluindo Staatskapelle Dresden, Sinfônica de Berlim, Sinfônica de Hamburgo, Rádio Austríaca e a Orquestra Televison, Orquestra Belga de Rádio e Televisão, Sinfônica de Osaka, Filarmônica de Israel, Filarmônica do Japão, Orquestra de Câmara de Zurique, Kölner Kammerorchester, Sinfônica de Tóquio, Filarmônica do Novo Japão, Orquestra Metropolitana de Tóquio, Sinfônica de Nordhausen, Sinfônica do Estado Mexicano, Cidade do México Orquestra Filarmônica, Filarmônica da Câmara de Tóquio e Sinfônica da Venezuela, entre muitas outras.

Aclamado pela imprensa mundial, já recebeu elogios de importantes veículos. Na Alemanha, a revista Scala disse que Kameda “soa como Heifetz” e o Frankfurter Allgemeine Zeitung exclamou que ele é “milagroso”. No Japão, a revista de música Ongaku no Tomo escreveu que ele tem um “som incrível”. Nos Estados Unidos, o  jornal Deseret News, de Salt Lake City, ficou impressionado com seu “desempenho inacreditável”. Ele é “um dos melhores nesta órbita”, bradou El Dia, do México. No Brasil, o Zero Hora publicou que “seu Stradivarius se transformou em um Violino Mágico” e, em Israel, “… mesmo entre os brilhantes e promissores, há um destaque”, escreveu o jornal Yedhiot Ahronot, após sua apresentação com Pinchas Zukerman e a Filarmônica de Israel.

O violinista também se dedica à causa social. Seu projeto Music Heals realiza concertos em hospitais há mais de dez anos.

Kameda lecionou na Universidade de Artes de Zurique de 2004 até 2009. Em 2010, aceitou seu cargo atual como professor de violino na Universidade de Música Detmold. O artista se apresenta com um violino Holroyd, feito por Antonio Stradivari em Cremona, em 1727, e usa um arco fabricado pelo francês Eugène Sartory.

 

Tobias Volkmann

Principal regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, Tobias Volkmann é um dos destaques recentes da cena musical no Brasil. Desde a conquista dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012, na Finlândia, e do Prêmio de Público no Festival Musical Olympus de São Petersburgo, em 2013, Volkmann vem atraindo atenção para uma carreira internacional em ascensão.

Em 2015, estreou na célebre sala Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial de Coro e Orquestra Sinfônica da Rádio MDR. Como convidado, esteve à frente de importantes orquestras europeias e sul-americanas, entre elas Sinfônica do Porto Casa da Música, Sinfônica Estatal do Museu Hermitage, Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Sinfônica de Brandemburgo, Sinfônica do Chile, Sinfônica do Sodre, Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Petrobras Sinfônica, Sinfônica da UNCuyo – Mendoza, Sinfônica do Paraná e Sinfônica de Porto Alegre. Compromissos futuros incluem a estreia frente à Filarmônica de Pilsen, na República Tcheca.

Como maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, de 2016 a 2018, dedicou-se especialmente ao repertório operístico, coral-sinfônico e de balé, recebendo reconhecimento de público e crítica, com destaques recentes para a Segunda Sinfonia, de Mahler, e a ópera Un ballo in maschera, de Verdi. Também a produção de As Bodas de Fígaro foi escolhida pela imprensa carioca como um dos dez melhores espetáculos de 2015 e a Missa Solemnis, de Beethoven, foi eleita um dos dez melhores concertos de 2016.

Na OSN UFF, o maestro desenvolve o repertório sinfônico com especial enfoque na música brasileira. A orquestra vem retomando sua vocação inicial para o registro fonográfico, tendo gravado três CDs sob sua direção musical desde 2016. Sua discografia completa-se com Whisper, disco de música brasileira gravado ao vivo na Alemanha com a harpista Cristina Braga e a Sinfônica de Brandemburgo.

Tendo a versatilidade como principal qualidade artística, Volkmann se mostra igualmente à vontade no repertório sinfônico, coral, no teatro de ópera e balé e na interpretação historicamente informada da música do século 18. Com especial atenção à música contemporânea, estreia regularmente obras sinfônicas com a OSN UFF, tendo aberto a 22ª Bienal de Música Contemporânea Brasileira, em 2017. Dirigiu mais de 20 primeiras audições nos EUA, Alemanha, Rússia e Brasil.

Tobias Volkmann realizou sua formação com grandes nomes da regência em masterclasses internacionais ministradas por Kurt Masur, Jorma Panula, Ronald Zollman, Isaac Karabtchevsky, Guillermo Scarabino e Fabio Mechetti.

 

PROGRAMA:

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Abertura Egmont, Op. 84

Felix Mendelssohn (1809-1847)
Concerto para violino em mi menor, Op. 64

Johannes Brahms (1833-1897)
Danças Húngaras n. 1 e n. 5

 

Foto do post: Fabian Stuertz

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro

Koh Gabriel Kameda, violino

Tobias Volkmann, regência

 

27 de setembro, quinta-feira, às 20h

Sala Cecília Meireles (R. da Lapa, 47, Lapa – Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9224)

 

Entrada gratuita

Livre para todos os públicos

 

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