Escrito por em 29 set 2018 nas áreas Música de câmara, Programação, Rio de Janeiro

Duo Interarte faz recital no Rio de Janeiro, no dia 30 de setembro, com obras de Villa-Lobos, Jobim, Piazzolla, Bottesini e Barrios.

 

Um violoncelo, um violão e dois músicos interessados em desvendar seus instrumentos musicalmente. Esta é a súmula da atuação do Duo Interarte, formado pelo violoncelista Paulo Santoro e pelo violonista Cyro Delvizio. Os artistas fazem recital de câmara no dia 30 de setembro, domingo, às 18h, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Nesse espetáculo inédito, os dois instrumentos interagem, dançam, se imitam e entrelaçam. Ora perpassam obras conhecidas, ora os reinventam com novos arranjos. E às vezes até superam seus propósitos iniciais: em Polichinelo, de Villa-Lobos, o violão (com a fricção de lixa de unha) simula o arco de seu companheiro. Por outro lado, no conhecido Samba de uma nota só, de Tom Jobim, os instrumentistas se unem em um único violoncelo e o fazem soar como um violão.

No Duo Interarte, o violoncelista Paulo Santoro divide o palco com o violonista Cyro Delvizio – seu ex-aluno de música de câmara na UFRJ, hoje um conceituado profissional.

 

Paulo Santoro

Um dos mais destacados violoncelistas brasileiros, Paulo é professor de violoncelo do Conservatório Brasileiro de Música e violoncelista do Duo Santoro, do Quarteto Brasiliana, do Quarteto Concertante, da Orquestra Sinfônica da UFRJ e da Orquestra Sinfônica Brasileira. Bacharel em Violoncelo pela UFRJ, em que foi professor de Música de câmara, é mestre em Práticas Interpretativas pela UniRio.

Estudou na Indiana University School of Music com os professores Emilio Colón, Tsuyoshi Tsutsumi e Janos Starker. Fez parte da Indiana University Philharmonic Orchestra e da Indiana University Concert Orchestra, sob a regência dos maestros Kurt Masur e Mstislav Rostropovitch. Participou ainda do Indiana University Cello Ensemble.

Apresentou-se em recitais por todo o Brasil e em países como África do Sul, Paraguai, Bolívia, República Dominicana, Alemanha, Suíça e Estados Unidos, além de ter tocado como solista de várias orquestras, dentre elas a Sinfônica Brasileira, Sinfônica Nacional da UFF, Sinfônica da UFRJ, Sinfônica da Paraíba e do Espírito Santo.

Vencedor do 8º Prêmio Carlos Gomes na categoria conjunto de câmara pelos concertos com a série de 17 quartetos de Villa-Lobos, foi agraciado com o prêmio Rumos Itaú Cultural na edição 2007-2009, lançando um DVD ao vivo em São Paulo. Com o prestigiado Duo Santoro, já se apresentou no famoso Carnegie Hall, de Nova York, e gravou os CDs Bem Brasileiro e Paisagens Cariocas.

 

Cyro Delvizio

Concluiu o curso de Bacharelado em Violão na UFRJ, sob orientação de Graça Alan e do renomado concertista Turíbio Santos, e o curso de mestrado em Musicologia na mesma instituição, sob orientação de Márcia Taborda, com a dissertação Agustín Barrios e o Brasil: um relato histórico sobre sua interação com o meio artístico brasileiro. Foi professor substituto de Violão na Escola de Música da UFRJ entre 2012 e 2016. Atualmente é doutorando em Performance na USP, sob orientação do prof. Dr. Edelton Gloeden, com foco em pesquisa e execução dos 12 Estudos para violão, de Francisco Mignone.

Venceu a 6ª seleção de Jovens Talentos da AV-Rio, o 5º Concurso Nacional de Violão Fred Schneiter e o 1º Concurso de Composição da UniRio.

Já participou de masterclasses com Fábio Zanon, Cláudio Tupinambá, David Jerome (EUA), Eduardo Isaac (Argentina), Pablo Marfil (Argentina), Marcelo de La Puebla (Chile), José Antonio Escobar (Chile) e Alvaro Pierri (Uruguai).

Integrou o Conjunto de Violões da UFRJ e, atualmente, integra o Duo Cancionâncias, com a soprano dramático Manuelai Camargo. Em 2013, o conjunto lançou seu primeiro CD, Saudades, e participou do projeto Sesc Sonora Brasil, realizando uma turnê de 130 concertos entre 2013 e 2014. Em junho de 2016, o duo realizou concerto no GFA International Convention 2016, em Denver, EUA.

Cyro realizou turnês pelo México em 2012, 2013 e 2014 para gravação e lançamento de seu primeiro CD solo, Reminiscências do Brasil, pelo selo Tasto/Tempus, cujo repertório faz um panorama dos últimos 60 da música brasileira para violão.

 

PROGRAMA:

G. Bottesini
Elegia em ré

A. Barrios
La Catedral

H. Villa-Lobos
Melodia Sentimental
Choro n. 1
Samba-Clássico
O Polichinelo

A. C. Jobim
Tema de Amparo
Samba de uma nota só

A. Piazzolla
Ave Maria
Café 1930
Nightclub 1960
Libertango

 

Foto: Raul Delvizio

 

SERVIÇO:

 

Duo Interarte

 

30 de setembro, domingo, às 18h

Cidade das Artes – Teatro de Câmara (Av. das Américas, 5.300, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro. Tel.: 21 3325-0102)

 

Ingressos: R$ 40, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

Capacidade: 450 pessoas

Livre para todos os públicos

 

Faça seu comentário