Escrito por em 31 out 2018 nas áreas Lateral, Música sinfônica, Programação, Rio de Janeiro

Abre a programação do XXIX PANORAMA DA MÚSICA BRASILEIRA ATUAL

No dia 5 de novembro (segunda-feira), às 20h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ abrirá o XXIX Panorama da Música Brasileira Atual. O Panorama da Música Brasileira Atual, mostra de música contemporânea de concerto promovida pela Escola de Música (EM) há quarenta anos, realiza de 5 a 9 de novembro a sua 29ª edição.

O evento é um dos mais importantes festivais do país, sendo responsável por inúmeras estreias mundiais, interpretadas tanto pelos corpos estáveis da Escola de Música da UFRJ como por músicos convidados. Acontece na Escola de Música, o Salão Leopoldo Miguez e na Sala Cecília Meireles.

Criado em 1978 é o festival nacional de música brasileira de concerto com o maior número de edições. Em 2018 estão programadas setenta estreias para formações instrumentais e vocais diversas. O público terá oportunidade também de assistir a duas peças selecionadas em um outro concurso – o 1º Concurso Minerva de Composição Musical “Homenagem a Marisa Rezende” – cujo objetivo foi o de premiar compositores que fossem alunos do curso de Bacharelado em Música/Composição da Escola de Música.

As obras dos alunos vencedores Lucas Chaboudet e Rodrigo Camargo serão interpretadas pela Orquestra de Sopros da Escola de Música. Constam da programação outros sete concertos, cujo repertório abrange a música de câmara – com a execução de obras cuja formação vai desde o instrumento solo, passando pelos já consagrados quarteto de cordas e quinteto de sopros, se estendendo até ao conjunto de saxofones, – e a música coral.

A Comissão Organizadora do XXIX Panorama é composta pelos professores Liduíno Pitombeira (coordenador), Carlos Almada, João Guilherme Ripper, Pauxy Gentil-Nunes e Roberto Macedo. A regência é do maestro André Cardoso.

 

PROGRAMA

Ivan Paparguerius
Divertimento Sinfônico
– Primeiro lugar no V Concurso Nacional de Composição da Escola de Música de UFRJ

Hélder Oliveira
Hudhud
– Segundo lugar no V Concurso Nacional de Composição da Escola de Música de UFRJ

Marcel Castro-Lima
Abertura para os Doze Profetas de Aleijadinho
– Terceiro lugar no V Concurso Nacional de Composição da Escola de Música de UFRJ

Rodrigo Cicchelli
Sonhos vívidos, para orquestra e piano
– Solista: Giulio Draghi

Ernst Mahle
Concerto para violoncelo e orquestra
– Dedicado ao violoncelista Hugo Pílger, interpreta a obra

André Cardoso – regente

André Cardoso

Violista e regente graduado pela Escola de Música da UFRJ, com Mestrado e Doutorado em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Estudou regência com os maestros Roberto Duarte e David Machado. Recebeu, durante três anos, bolsa da Fundação Vitae para curso de aperfeiçoamento na Argentina com o maestro Guillermo Scarabino, na Universidade de Cuyo (Mendoza) e no Teatro Colón de Buenos Aires.

Em 1994, foi o vencedor do Concurso Nacional de Regência da Orquestra Sinfônica Nacional, passando a atuar à frente de conjuntos como a Orquestra Sinfônica da Paraíba, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, Orquestra Sinfônica de Campinas, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, Orquestra Sinfônica Brasileira e Orquestra Petrobrás Sinfônica. Foi maestro assistente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2000 e 2007.

Atua, também, como produtor fonográfico, tendo recebido o Prêmio Sharp e o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pela gravação da ópera Colombo, de Carlos Gomes. Como pesquisador, dedica-se ao estudo da música brasileira dos séculos XVIII e XIX, tendo publicado inúmeros artigos e o livro “A música na Capela Real e Imperial do Rio de Janeiro”, editado pela Academia Brasileira de Música em 2005. Em 2008, lançou seu segundo livro, “A música na Corte de D. João VI” pela Editora Martins Fontes de São Paulo. Foi diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro no ano de 2016. É professor de regência e prática de orquestra da Escola de Música da UFRJ. É membro da Academia Brasileira de Música (cadeira no. 26), da qual foi presidente até 2017.

 

Hugo Pílger – violoncelo

Hugo Pílger

Doutor em Música pela UNIRIO, é professor de violoncelo desta universidade, primeiro violoncelo da OPES, membro do Trio Porto Alegre. Obras que lhe foram dedicadas: Sonata nº 2 para Violoncelo Solo, de David Ashbridge, Orégano, de Ricardo Tacuchian, Meloritmias nº 10, de Ernani Aguiar, Serenata pro Pílger, de Maurício Carrilho, Reflexões sobre a Ostra e o Vento, de Wágner Tiso, Sortilégios, de Marcos Lucas, Concerto (2013) para violoncelo e orquestra, de Ernst Mahle, dentre outras.

Sua discografia inclui os CDs “Hugo Pílger interpreta Ernani Aguiar – 2016” (melhor Intérprete Erudito e Álbum Erudito no Prêmio Açorianos de Música 2016), Ernst Mahle, a integral para violoncelo e piano – 2017 e Presença de Villa-Lobos na Música Brasileira para violoncelo e piano, vol. I – CD duplo, DVD e BluRay – 2013 (finalista do Prêmio da Música Brasileira de 2015) e vol. II – CD duplo – 2017 (finalista do Prêmio Açorianos de Música 2017). Recebeu o Prêmio Profissionais da Música 2018 na categoria Instrumentista Erudito. É autor do livro Heitor Villa-Lobos, o violoncelo e seu idiomatismo.

 

Giulio Draghi – piano

Giulio Draghi

O pianista e professor Giulio Draghi deve sua formação pianística a Lia Gualda de Sá, Jacques Klein e Glória Maria da Fonseca. Tendo recebido posteriormente orientação de Myriam Dauelsberg, Ivan Davis e Frank Cooper, recebeu o título de Doctor in Musical Arts da Universidade de Miami com tese sobre a inédita versão de Carl Tausig para piano solo da Sinfonia Fausto de
Liszt.

Premiado em diversos concursos nacionais de piano, tem atuado regularmente como recitalista e solista das mais importantes orquestras sinfônicas do país. Apresentou em 2015 a integral dos Estudos de Chopin para piano em seis diferentes cidades do Brasil e Estados Unidos, tour de force que culminou no registro ao vivo em DVD no Brasil.

 

Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ)

É a mais antiga orquestra do Rio de Janeiro e tem sua origem nos tempos da Primeira República quando o Instituto Nacional de Música (INM), herdeiro do antigo Conservatório fundado por Francisco Manuel da Silva (1795-1865) em 1848, era a única instituição federal de ensino musical do país. Diversos regentes com ela atuaram, entre os quais podemos destacar os compositores Francisco Mignone (1897-1986), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948) e José Siqueira (1907-1985) e os maestros Souza Lima (1898-1982) Armando Belardi (1900-1989), Eleazar de Carvalho (1912-1996), Mário Tavares (1928-2003) e Henrique Morelenbaum.

As óperas passaram a fazer parte da temporada anual de concertos a partir de 1949, quando foi apresentada “Moema”, de Delgado de Carvalho, no Theatro Municipal em comemoração ao centenário de fundação do Conservatório de Música. Em 1969, a orquestra foi reformulada e o maestro Raphael Baptista (1909-1984) nomeado seu regente titular. Foi sucedido em 1979 pelo maestro Roberto Duarte, que esteve à frente do conjunto por mais de quinze anos. Desde 1998 está sob a direção artística dos maestros André Cardoso e Ernani Aguiar.

Em 1997, realizou a gravação integral do “Colombo”, de Carlos Gomes (1836-1896), que mereceu dois importantes prêmios: Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de “Melhor CD de 1998” e Prêmio Sharp 1998 de “Melhor CD” na categoria música erudita.

A orquestra participa também de importantes eventos da vida musical carioca como o Festival Villa-Lobos e a Bienal de Música Brasileira Contemporânea, apresentando-se nas principais salas de concertos, como o Theatro Municipal e Sala Cecília Meireles. Na Escola de Música, apresenta-se no Salão Leopoldo Miguez, onde os concertos são gratuitos.

As funções acadêmicas da OSUFRJ visam principalmente o treinamento e a formação de novos profissionais de orquestra, solistas e regentes, além de ser importante veículo para divulgação de obras dos compositores brasileiros jovens e já consagrados. Uma de suas principais características, desde sua fundação, é a valorização da produção musical brasileira de todos os tempos, já tendo executado mais de uma centena de obras em estreia mundial.

 


SERVIÇO

 

 

Orquestra Sinfônica da UFRJ – XXIX Panorama da Música Brasileira Atual

 

Dia 05 de novembro, segunda-feira, às 20h

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47 – Centro, Rio – (21) 2332-9223

Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia entrada)

À venda na bilheteria ou pelo site www.ingressorapido.com.br

 

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