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Quarteto da Cidade de São Paulo na Praça das Artes

“Um certo Brasil” concerto com obras brasileiras

Quarteto nº2, de Guerra Peixe, e Quarteto nº3, de Claudio Santoro, compõem o programa da próxima quinta-feira (28), na Praça das Artes.

O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, corpo artístico do Theatro Municipal de São Paulo, estreia a temporada 2019 do grupo com o programa Um Certo Brasil, concerto que traz obras brasileiras.  A apresentação acontece nesta quinta-feira (28), às 20h, na Sala do Conservatório, na Praça das Artes. Os ingressos custam R$ 20.

Os dois compositores representados no programa participaram do Grupo Música Viva, um importante movimento musical brasileiro iniciado no Rio de Janeiro, em 1939.  Guerra Peixe e Cláudio Santoro acreditavam na música como um instrumento de educação na formação da sociedade e no papel do artista em conduzir este processo.

De acordo com o violista Marcelo Jaffé, “as duas peças mostram o resultado de anotações e observações em viagens pelo interior do estado de São Paulo no âmbito da música popular.”


Ensaio aberto

O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo realiza um dia antes, na quarta-feira (27), às 18h, ensaio aberto deste concerto na Sala do Conservatório, na Praça das Artes, centro de São Paulo. Não existe distribuição de senhas e basta apenas chegar ao local próximo do horário.

 

PROGRAMA

Guerra Peixe 
Quarteto nº 2

Cláudio Santoro
Quarteto nº 3

 

 

SERVIÇO

 

“Um certo Brasil” concerto com obras brasileiras

Dia 28 de março, quinta-feira, às 20h

 

Praça das Artes – Sala do Conservatório (Av. São João, 281 – Centro – São Paulo)

Ingressos: R$ 20 pelo site eventim.com.br ou na bilheteria do Theatro Municipal

Classificação Indicativa: Livre (sugerido para maiores de 7 anos)

 

 

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo

Por iniciativa de Mário de Andrade, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo foi fundado em 1935. Inicialmente era chamado de Quarteto Haydn e buscava difundir a música de câmara e estimular compositores brasileiros a comporem novo repertório para o gênero. O grupo passou a ser chamado de Quarteto de Cordas Municipal a partir de 1944, chegando à sua forma definitiva em 1981, como Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

A atual formação conta com os violinistas Betina Stegmann e Nélson Rios, o violista Marcelo Jaffé e o violoncelista Rafael Cesário, músicos de intensa atividade no cenário musical brasileiro e de prestígio internacional, que se destacam também pela atuação em concertos, recitais e atividades pedagógicas.

Em concertos comentados, o Quarteto apresenta o amplo repertório para a formação, inclusive o de vanguarda, promovendo o contato do público com todas as tendências e escolas de composição, como parte do projeto original do grupo, de fomento e formação de plateias. Em sete oportunidades o Quarteto de Cordas ganhou o prêmio de Melhor Conjunto Camerístico da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e por três vezes o Prêmio Carlos Gomes. A Sala do Conservatório é a casa do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

 

Praça das Artes

A Praça das Artes é um complexo cultural dedicado à música, dança, ao teatro e exposições. É sede da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo, além de abrigar grupos artísticos da Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

Criada como extensão das atividades do Theatro Municipal, suas características arquitetônicas indicam que sua vocação vai além da música e dança eruditas. Em contraponto à arquitetura e à tradição do Theatro, a Praça conecta-se à cidade e busca apresentar, principalmente, iniciativas contemporâneas nas artes.

O espaço escolhido para a construção da Praça das Artes foi um terreno em forma de ‘T’, que liga a Rua Conselheiro Crispiniano à Avenida São João e o Vale do Anhangabaú. O objetivo era criar um espaço que contornasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e se apresentasse de forma mista como edifício e praça.

A Praça das Artes é parte da revitalização cultural do centro histórico de São Paulo e resultado de uma parceria entre o arquiteto Marcos Cartum, do Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura, e o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz. A primeira parte do complexo foi inaugurada em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m² e passou a ser ocupado em 2013. A área externa será inaugurada no próximo sábado (23) em um evento gratuito.

Recebeu o Prêmio APCA de Melhor Obra de Arquitetura de 2012, o prêmio de Edifício do Ano de 2013 pelo Icon Awards, realizado pela Icon Magazine e finalista dos ‘Projetos Impressionantes das Américas’, da Mies Crown Hall Americas, em 2014.

A criação da Praça das Artes vem resolver um problema histórico de falta de espaço dos bastidores do Theatro Municipal. Durante décadas os grupos artísticos ligados ao Theatro ocuparam diferentes espaços do centro da cidade. A Escola de Dança, que esteve por 70 anos nos baixos do Viaduto do Chá, se mudou em 2013 para ocupar andares da Praça das Artes. Da mesma forma, a Escola Municipal de Música deixou o antigo endereço na Rua Vergueiro para se alojar nos andares da Praça. A Orquestra Experimental de Repertório, que ensaiava na Galeria Olido, mudou de endereço, assim como o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo que passa a ocupar a Sala do Conservatório, no primeiro andar da Praça das Artes.

 

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