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Música Antiga da UFF – Cantos Indígenas da América

Participação de convidados, com o tema Cantos Indígenas da América

Sinopse

Desde os jesuítas, que usavam a música como uma das ferramentas para a catequização dos povos ameríndios até as influências da música dos povos originários, aos trabalhos de Villa-Lobos e Roquette Pinto, o grupo Música Antiga da UFF apresenta um panorama da experiência multiétnica e multicultural vivida nos impérios português e espanhol nas Américas e no Brasil, que demonstra como os modelos eruditos de composições europeias são reelaborados a partir do contato com os verdadeiros donos da terra.

O concerto integra a programação do evento Brasil: a margem – Teko Porã, que até o dia 30 de abril dá enfoque às expressividades indígenas nas suas mais diversas apresentações, no Centro de Artes UFF, em Niterói. Shows de música, conferências, oficinas, rodas de debate e um Seminários de Línguas Indígenas compõem a programação, que integra o calendário oficial do Ano Internacional das Línguas Indígenas, reconhecido pela UNESCO.

 

Cantos Indígenas da América

Na América espanhola, paralelamente à ação dos jesuítas que usavam a música como uma das ferramentas para a catequização dos povos ameríndios, a música se desenvolveu nas catedrais através de seus mestres de capela como o caso do português Gaspar Fernandes (1566-1629), organista e compositor que atuou nas Catedrais de Santiago de Guatemala e Puebla de los Angeles, no México.

A produção musical desse período deixa transparecer a síntese das culturas europeia, indígena e africana, trazida para a América pelos negros escravizados. Podemos observar o resultado dessa mistura nos Vilancicos índios e guineos, nos hinos religiosos em Nahuatl ou Quichua.

No Peru, entre os anos 1782 e 1785, o Bispo de Trujillo, Baltasar Jaime Martinez Compaõn, empreendeu uma viagem pelo país que durou dois anos. Durante essa viagem elaborou um documento que recebeu o nome de Códice Martinez Compañon que, além de desenhos, nos deixou vinte melodias recolhidas e anotadas pelo bispo.

Chegando aqui no Brasil, percebemos que a influência indígena na obra de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) apresenta-se ligada à sua própria vivência, de suas andanças pelo Norte, Nordeste e Amazônia. Villa-Lobos ambientou os temas indígenas e utilizou uma fusão única de ritmos, escalas e principalmente lendas pré e pós-colombianas.

O programa de hoje apresenta um pouco dessa produção única, resultado da mistura de culturas e etnias e demonstra como os modelos eruditos de composições europeias são reelaborados a partir da experiência multiétnica e multicultural vividas nos impérios português e espanhol nas Américas e no Brasil.

 

PROGRAMA

Gaspar Fernandes
Dadme Albricias mano Anton – séc. XVI

Hernando Franco
Dios itlazo – séc. XVI

Gaspar Fernandes
Tleycantimo choquiliya – séc. XVI

Gaspar Fernandes
Xicochi xicochi – séc. XVI

Anônimo
Turulu neglo – séc. XVI

Anônimo
Hanacpachap cussicuinin – séc. XVII

Heitor Villa-Lobos
O Canto do Pagé – 1933

Anônimo
Cantos de Çairé
– Amb. Por Villa-Lobos

Roquete Pinto
Nozani-ná

Anônimo
Cachua de La Despedida – séc. XVIII

Anônimo
Cachua al nacimiento de Christo – séc. XVIII

Anônimo
Cachua Serranita – séc, XVIII

 

SERVIÇO

 

 

Concerto: Cantos Indígenas da América Música Antiga da UFF & convidados.

Dia 28 de abril, domingo, às 10h30

Centro de Artes UFF (Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí – Niterói – 21 3674 7515)

 

Ingresso: R$ 7,00

 

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