Escrito por em 28 maio 2019 nas áreas Lateral, Notícia, Ópera

Secretaria de Cultura divulgou os títulos que serão apresentados no Teatro Amazonas 

 

A Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas divulgou em seu portal e também através de um vídeo institucional os títulos líricos que integrarão o XXIII Festival Amazonas de Ópera, que será realizado entre os dias 18 de abril e 07 de junho de 2020.

Os cinco títulos que farão parte da programação da 23ª edição do FAO são os seguintes:

 

Peter Grimes, de Benjamin Britten

18, 24 e 26 de abril de 2020

O Menino Maluquinho, de Ernani Aguiar

19 e 25 de abril; e 03 e 09 de maio de 2020

Fidelio, de Ludwig van Beethoven

10, 15 e 17 de maio de 2020

Armide, de Jean Baptiste Lully

16, 19, 22 e 24 de maio de 2020

Attila, de Giuseppe Verdi

31 de maio; e 05 e 07 de junho de 2020

 

Antecedência

Segundo o secretário de Cultura do Amazonas, Marcos Apolo Muniz, a divulgação antecipada da programação do FAO visa “atender a um pedido de muitos fãs de ópera, que desejam se programar para vir ao festival”.

Por ora, a secretaria não informou maiores detalhes, como, por exemplo, se todos os títulos serão encenados, ou se alguns serão apresentados em forma de concerto. Também não há informações ainda sobre elencos e equipes de criação. Mesmo assim, uma divulgação com tanta antecedência merece ser louvada e incentivada, pois demonstra compromisso com a realização do evento e respeito ao público interessado.

 

Governo brasileiro assina acordo internacional

Ainda segundo a publicação da secretaria de Cultura do Amazonas, “o governo brasileiro, por meio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, assinou acordo com a Ópera Latinoamérica (OLA), cujo objetivo é a convergência de esforços de ambas as instituições para o fomento e intercâmbio de montagens de ópera na região latino-americana. A assinatura aconteceu no Salão Nobre do Teatro Amazonas, na noite do último domingo (26/05), com a presença de diversas autoridades”.

Segundo o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, o objetivo do acordo é “operacionalizar e fazer uma utilização efetiva de teatros em todas as áreas das artes. Os termos desse acordo são apenas algumas medidas que permitem a circulação dos espetáculos. Por exemplo, que os cenários possam ser deslocados entre locais com facilidades alfandegárias, que possa haver mobilidade de artistas entre fronteiras de países. Enfim, precisamos criar um sistema para que as obras não fiquem restritas a poucos lugares”.

Tal intenção foi ratificada por Paulina Ricciardi, diretora administrativa da OLA: “Somos uma rede que conecta 33 teatros de ópera, para difundir o trabalho lírico. Estamos muito contentes de ter o Brasil como o primeiro a assinar o acordo com a OLA, assim queremos ajudar no desenvolvimento dos teatros de ópera do país, pois vamos compartilhar boas práticas e fazer circular as produções”.

A intenção, como se vê, é a melhor possível. Veremos, mais adiante, se tal intenção sairá do papel para a prática. Não é a primeira vez que se fala neste tipo de acordo na América do Sul. Até hoje, tais tratativas serviram apenas para fazer os administradores dos teatros sul-americanos viajarem para lá e para cá.

Por outro lado, é preciso reconhecer que é a primeira vez que se organiza um acordo realmente institucional, e assinado não pelos teatros, mas pelo governo federal brasileiro. Resta torcer para que outros governos da América Latina também assinem o documento, e para que os diretores dos teatros ponham as suas vaidades de lado, dialoguem e promovam coproduções ou permutas, gerando assim mais trabalho para técnicos e artistas, e mais espetáculos para os amantes da ópera.

Veja aqui o referido vídeo institucional.

 

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