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Orquestra Sinfônica Nacional UFF no Cine Arte UFF

Quarto programa da Série Alvorada

O quarto programa da Série Alvorada em 2019 traz um dos compositores brasileiros mais significativos do final do século XX e início do século XXI: José Antonio Resende de Almeida Prado, ou simplesmente Almeida Prado. Neste programa, a Orquestra Sinfônica Nacional UFF apresenta a obra “Arcos sonoros da Catedral Anton Bruckner”, definida pelo compositor como uma “meditação sinfônica”.

O concerto também conta com uma peça do homenageado Anton Bruckner, “Abertura em sol menor, WAB 98”. Finalizando, a Sinfonia nº 2, de Johannes Brahms, a mais fluente obra sinfônica do compositor, com um certo caráter pastoral e leveza.

A apresentação da OSN UFF será realizada no domingo, dia 26 de maio, às 10h30, no Cine Arte UFF (Rua Miguel de Frias, 9, Niterói). Os ingressos custam R$ 14 e R$ 7 (meia). A regência é do maestro Tobias Volkmann.

 

PROGRAMA

Anton Bruckner (1824-1896) 
Abertura em sol menor, WAB 98

Almeida Prado (1943-2010) 
Arcos sonoros da Catedral Anton Bruckner, meditação sinfônica

Johannes Brahms (1833-1897) 
Sinfonia nº 2
– Allegro non troppo
– Adagio non troppo
– Allegretto grazioso (quasi andantino)
– Allegro con spirito

 

 

SERVIÇO

 

OSN UFF celebra Brahms, Buckner e Almeida Prado 

 

Dia 26 de maio, domingo, às 10:30h

Cine Arte UFF (Rua Miguel de Frias, 9 – Centro – Niterói – 2629 5030)

Ingressos: R$ 14,00 e R$ 7,00 (meia)

Classificação: Livre

 

 

Almeida Prado

Nasceu em Santos no ano de 1943 e estudou com grandes nomes da música do século XX. No Brasil, foi discípulo de Osvaldo Lacerda e Camargo Guarnieri. Na Europa, estudou com György Ligeti, Lukas Foss, Nadja Boulanger e Olivier Messiaen. Esta variedade de influências foi fundamental para a produção de uma obra volumosa e abrangente, com extensa produção em diversos gêneros e formações. Foi também professor de composição na Universidade de Campinas, responsável pela formação de toda uma geração de compositores brasileiros.

Anton Bruckner

Foi organista no mosteiro agostiniano de Sankt Florian, próximo a Linz, no período de 1848 a 1868. O famoso órgão do mosteiro, hoje conhecido como “Órgão Bruckner”, é a principal referência extra musical da obra do compositor paulista, que chegou a incluir uma foto do órgão na capa de seu manuscrito. Durante este período que antecede a ida de Bruckner a Viena, sua formação em composição iniciada de forma essencialmente autodidata passa a se consolidar sob orientação de Simon Sechter e Otto Kitzler.

Kitzler também orientou Bruckner na composição de suas primeiras obras orquestrais, entre as quais encontra-se a Abertura em sol menor, finalizada em 1863, e apresentou Bruckner à música de Richard Wagner, quando regeu em 1863 uma apresentação de Tannhäuser, a primeira de uma ópera do compositor alemão em Linz. Desde então Wagner passou a ser a principal influência musical de Bruckner.

A música de Bruckner e suas características de grandiloquência inspiradas por Wagner encontram na obra de Johannes Brahms um contraponto natural, em um certo antagonismo estético típico da música alemã do final do século XIX. Evidenciado pela famosa disputa na cena cultural vienense entre defensores da música de Wagner e partidários da obra de Brahms, o contraste aqui é estabelecido pela Sinfonia no. 2. Trata-se da mais fluente obra sinfônica de Brahms, com um certo caráter pastoral e irresistível leveza.

 

Tobias Volkmann – regente

O maestro gaúcho Tobias Volkmann é um dos mais destacados de sua geração e é reconhecido tanto no Brasil quanto no exterior. Também conquistou diversas premiações ao redor do mundo, como no Concurso Internacional de Regência, na Finlândia, em 2012, e o Prêmio de Público no Festival Musical Olympus de São Petersburgo, em 2013.

Estudou canto com Inácio De Nonno e regência com André Cardoso na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Complementou sua formação como regente em masterclasses internacionais ministrados por Kurt Masur, Jorma Panula, Ronald Zollman, Isaac Karabtchevsky e Fábio Mechetti. Concluiu mestrado em regência orquestral na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh (EUA) sob a orientação de Ronald Zollman.

Quando chegou ao Rio em 1999, conseguiu seu primeiro trabalho no Teatro Municipal como garçom, um mero papel figurante na ópera “Così fan tutte”, de Mozart. Com sua boa voz de barítono, passou a cantar no Coro Sinfônico do Rio de Janeiro, onde encarou trabalhos difíceis como a intrincada “Missa solemnis”, de Beethoven, que Isaac Karabtchevsky regeu em 2007 no teatro, curiosamente, a mesma peça com a qual estreou no papel de regente.

Em 2015, estreou na célebre sala do Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra da Rádio MDR, concerto que foi o ponto alto de uma temporada com sucessos de público e de crítica. Tocou ainda à frente da Orquestra Sinfônica de Brandemburgo em concerto de música brasileira com a harpista Cristina Braga. Também atuou no musical “Cristal Bacharach”, de Charles Möeller e Claudio Botelho.

Como regente convidado, esteve à frente de grandes orquestras europeias e sul-americanas, entre as quais se destacam as sinfônicas do Porto Casa da Música, Estatal do Museu Hermitage e Estatal de São Petersburgo, Sinfônica do Chile, Orquestra Petrobras Sinfônica e Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. É convidado frequente nas temporadas argentinas.

 

Orquestra Sinfônica Nacional UFF

A Orquestra Sinfônica Nacional nasceu em janeiro de 1961, pela assinatura do então presidente da República, Juscelino Kubitschek. A OSN era parte da Rádio MEC e atuou por muitos anos no sistema de radiofusão, desempenhando uma importante função social de divulgação da música brasileira de concerto. Em 1984, a orquestra foi integrada à Universidade Federal Fluminense (UFF), onde dá continuidade à sua missão de preservar e apresentar para o público obras de compositores nacionais e estrangeiros.

Em 2009, a OSN UFF deu início a uma nova fase. Sem deixar de lado seus objetivos principais, a orquestra optou por trabalhar com regentes convidados, além de solistas especializados nos mais variados instrumentos. Junto com os tradicionais concertos abertos ao público, a OSN UFF desenvolve também projetos como o Sons da Orquestra, voltado para formação de plateia, que se apresenta em escolas da rede pública com uma mistura de música e contação de histórias, a série Rio, que visa ocupar espaços da música de concerto na cidade do Rio de Janeiro, a Série OSN Popular, com repertório não-erudito, porém com alguma identificação com a música de concerto e a Série OSN Alvorada.

Em 2011, a OSN comemora seu Jubileu de Ouro com uma série de concertos, tendo à frente regentes convidados: Samy Fucks, Roberto Duarte, Norton Morozowicz, Henrique Morelembaum e Tobias Volkmann, atual regente da OSN UFF. Todos esses contribuíram para o desenvolvimento profissional e artístico do grupo.

 

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