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A tragédia e o amor da dramaturgia na música orquestral

Concerto com obras sobre amor e tragédia no palco do Municipal RJ


A tragédia e o amor da grande dramaturgia na música orquestral” – este é o tema do terceiro concerto da Série Em Foco, que será apresentado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no próximo dia 12 de junho, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Sob a regência de Tobias Volkmann, a orquestra irá executar um programa composto por obras de Beethoven, Fauré, Sibelius e Tchaikovsky. A OSB conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem a NTS como mantenedora, Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras e Eletrobras como copatrocinadora.

A potente Abertura Egmont, de Beethoven para a peça de Goethe, dá início ao programa. Na sequência, a suíte de Pelléas et Mélisande, de Gabriel Fauré para a peça simbolista de Materlink, considerada a obra-prima orquestral do compositor francês. O programa segue com três movimentos da suíte de Jean Sibelius também para Pelléas et Mélisande. Fechando a noite, Abertura Fantasia, de Romeu e Julieta, de Tchaikovsky para a mais popular obra de Shakespeare.

De acordo com o maestro Tobias Volkmann, o objetivo do programa é ressaltar o elemento música no contexto das grandes obras da dramaturgia. “Goethe, Maeterlink e Shakespeare estão muito bem representados nesse programa que fala sobre a música a serviço da literatura” – afirma o regente.


PROGRAMA

Ludwig Van Beethoven
Abertura Egmont 
– A partir da música incidental para a tragédia de Johann Wolfgang von Goethe

Gabriel Fauré
Pelléas et Mélisande, Suite Op. 80
Prelúdio 
Fileuse 
Sicilienne 
Mort de Mélisande P
– A partir da música incidental para a peça homônima de Maurice Maeterlink

Jean Sibelius
Suíte Pelléas et Mélisande, Op. 46 
Em frente ao portão do Castelo
Uma fonte no Parque
A morte de Mélisande
– Apartir da música incidental para a peça homônima de Maurice Maeterlink

Piotr Ilytch Tchaikovsky
Romeu e Julieta
– Abertura fantasia

 

SERVIÇO

 

Orquestra Sinfônica Brasileira – Série Em Foco

Dia 12 de junho, quarta-feira, às 20h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/nº – Cinelândia/Centro – Rio – 2332 9191)

Ingressos:
Frisa/Camarote: R$100,00 (R$50 meia)
Plateia: R$100,00 (R$50 meia)
Balcão Nobre: R$100,00 (R$50 meia)
Balcão Superior: R$50,00 (R$25 meia)
Balcão Superior Lateral: R$40,00 (R$20 meia)
Galeria Central: R$30,00 (R$15 meia)
Galeria Lateral: R$20,00 (R$10 meia)

À venda na bilheteria do Municipal e no site Ingresso Rápido

Orquestra Sinfônica Brasileira

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é reconhecida como um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 78 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.

Nas últimas sete décadas, a OSB revelou nomes como Nélson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, e teve à frente, maestros e compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Eleazar de Carvalho, Cláudio Santoro, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri. Também faz parte de sua história a colaboração de alguns dos maiores artistas do cenário internacional como Leonard Bernstein, Arthur Rubinstein, Mstislav Rostropovich, Igor Stravinsky, Claudio Arrau, Zubin Mehta, Lorin Maazel e Kurt Masur, entre muitos outros.

Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura. Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem a NTS – Nova Transportadora do Sudeste como mantenedora e a Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras e Eletrobras como copatrocinadora, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

Tobias Volkmann – regente

Tobias Volkmann

Vencedor dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012, na Finlândia, e no Festival Musical Olympus de São Petersburgo em 2013, Tobias Volkmann vem atraindo atenção para interpretações consistentes tanto no repertório sinfônico quanto no teatro de ópera e balé. Com versatilidade e sofisticação, Volkmann mostra-se à vontade em uma variedade de estilos, que se estende da interpretação historicamente informada da música do século XVIII às mais desafiadoras obras da música contemporânea, incluindo naturalmente o grande repertório romântico e a música brasileira em suas diversas vertentes.

Desde 2016, na posição de principal regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense, Tobias Volkmann foi maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2016 a 2018. Em 2015, estreou na célebre sala Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra Sinfônica da Rádio MDR.

Em poucos anos foi convidado a dirigir em concerto um grande número de orquestras europeias e sul-americanas, destacando-se entre elas a Orquestra Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Orquestra Sinfônica Estatal do Museu Hermitage, Sinfônica de Brandemburgo, Filarmônica de Pilsen, Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfônica do Chile, Orquestra Sinfônica do SODRE, Orquestra Sinfônica Brasileira, Filarmônica de Minas Gerais, Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica da UNCuyo – Mendoza, Orquestra Clássica da Universidade de Santiago, Orquestra Sinfônica do Paraná, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Compromissos futuros incluem a estreia com a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar da Venezuela.

Sob sua direção musical a OSN gravou três CDs de música brasileira contemporânea. Sua discografia completa-se com Whisper, disco de música brasileira gravado ao vivo na Alemanha com a harpista Cristina Braga e a Sinfônica de Brandemburgo.

Dedica à música contemporânea uma atenção especial, tendo realizado mais de vinte estreias nos EUA, na Alemanha, na Rússia, na Argentina e no Brasil. Completa o amplo espectro de sua atuação artística o acompanhamento de filmes mudos, seja com trilhas originais ou contemporâneas. Sucessos de público e crítica neste campo foram Metropolis de Fritz Lang/Gottfried Huppertz, O Garoto, de Charles Chaplin e Nosferatu de Friedrich Murnau/Pierre Oser.

Tobias Volkmann realizou sua formação com Ronald Zollman na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh, complementando-a com grandes nomes da regência em masterclasses internacionais ministradas por Kurt Masur, Jorma Panula, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti.

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