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Harpista Clémence Boinot sola com a Filarmônica MG

Concerto recebe o maestro Marcelo Lehninger 

Nos dias 6 e 7 de junho, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a harpista principal da Filarmônica de Minas Gerais, Clémence Boinot, faz sua primeira apresentação como solista da Orquestra e interpreta peças francesas essenciais para o instrumento: Peça de concerto para harpa, op. 39, de Pierné, e Introdução e Allegro, de Ravel. Sob regência do maestro convidado Marcelo Lehninger, a Orquestra ainda explora a Suíte nº 2 para pequena orquestra, de Stravinsky, e a Sinfonia nº 1 em fá menor, op. 10, de Shostakovich.

Antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos Concertos Comentados. O palestrante desta semana é o percussionista Werner Silveira, curador dos Concertos Comentados. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e contam com o Patrocínio da ArcelorMittal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

PROGRAMA


Igor Stravinsky
(Oranienbaum, atual Lomonosov, Rússia, 1882 – Nova York, Estados Unidos, 1971)
Suíte nº 2 para pequena orquestra (1914/1917, orquestração 1921)

Durante a Primeira Guerra Mundial, o russo Igor Stravinsky deixou seu país e mudou-se para a Suíça. Nesse período, o compositor iniciou a composição das duas Suítes para pequena orquestra que o fariam deixar o universo da música popular e nacionalista russa em direção a um estilo mais internacional. Tal trajetória o levaria, por fim, a compor História do Soldado em 1918. A orquestração foi finalizada, inicialmente a pedido de uma sala de música parisiense que desejava pequenos trechos de música incidental para acompanhar uma produção.

Em seu livro Crônica de uma amizade, Stravinsky relata que a composição, como fora escrita por ele, só fora mantida nas primeiras apresentações. “Quando retornei para ver o ensaio novamente, um mês depois, descobri que havia muito pouco do que eu tinha escrito. Tudo estava absolutamente confuso; faltavam alguns instrumentos e outros foram substituídos por outros, e a música em si se tornou irreconhecível. Foi uma boa lição”. Na descrição de Stravinsky, a peça deve conter flauta, flautim, oboé, dois clarinetes, dois fagotes, trompa, dois trompetes, trombone, tuba, três percussionistas, piano e cordas.


Gabriel Pierné
(Metz, França, 1863 – Ploujean, França, 1937)
Peça de concerto para harpa, op. 39 (1901)

Ao longo do século XIX e durante o início do século XX, na medida em que o papel da harpa dentro de uma orquestra se expandia, o repertório para o instrumento também aumentava. No século XIX, figuras como Berlioz, Wagner e Tchaikovsky fizeram suas contribuições. Gabriel Pierné publicou sua Peça de concerto para harpa na abertura das cortinas do novo século, em 1903, e a harpista Henriette Renié foi a solista da estreia. Seu tempo como aluno do Conservatório de Paris foi importante para convencê-lo do legado daquela escola para a harpa. A convivência com alguns dos mais talentosos harpistas do mundo o fez incorporar aspectos da técnica da harpa em sua composição.


Maurice Ravel
(Ciboure, França, 1875 – Paris, França, 1937)
Introdução e Allegro (1905)

Um dos mais emblemáticos trabalhos para harpa do século XX, Introdução e Allegro foi concebido entre 1905 e 1906 por Ravel. Comissionado pela fábrica de harpas Érard para demonstrar as expressivas possibilidades da harpa de pedal produzida pela empresa, a peça é uma aparente resposta a outra obra comissionada. Encomendada pela fábrica Pleyel, a partitura Danças sagradas e profanas, de 1903, foi concebida para apresentar a novíssima harpa cromática e também serviu de peça de teste para as aulas no Conservatório de Bruxelas. Introdução e Allegro, por sua vez, foi testada no Conservatório de Paris.

A obra estreou em 22 de fevereiro de 1907 no Cercle Musical, em Paris, tendo Micheline Kahn como solista. Segundo o estudioso da música francesa Roger Nichols, mesmo diante de uma esfera limitada e um esquema harmônico e formal específico, Ravel encontra espaço para experimentar com timbres orquestrais. Originalmente para harpa, quarteto de cordas, flauta e clarinete, Introdução e Allegro ganhou orquestração posteriormente.

 

Dmitri Shostakovich (São Petersburgo, Rússia, 1906 – Moscou, Rússia, 1975)
Sinfonia nº 1 em fá menor, op. 10 (1924/1925)

Na noite de 12 de maio de 1926, após um concerto da Filarmônica de Leningrado (atual São Petersburgo), um tímido rapaz de apenas dezenove anos subia ao palco para receber os cumprimentos entusiasmados da plateia. Seu nome era Dmitri Dmitriyevich Shostakovich e a obra em questão era a sua Sinfonia nº 1, escrita como peça de formatura da classe de composição e ouvida como a revelação de um grande talento. A orquestração leve dessa obra, criada antes das pressões do regime stalinista, seria por muito tempo uma marca registrada de Shostakovich, assim como a tendência neoclássica. Uma certa melancolia, que o acompanharia por toda a vida, já pode ser percebida, assim como a alternância entre momentos alegres e passagens trágicas. Ainda hoje considerada uma de suas melhores criações, a Primeira Sinfonia apresenta as principais influências que compositor tivera nos anos de juventude: a música russa de Stravinsky, Prokofiev e Tchaikovsky, e o colorido da música popular ouvida nas ruas e teatros da época.

 

 

SERVIÇO

 

Harpista Clémence Boinot sola com a Filarmônica MG

 

Série Presto – dia 6 de junho, quinta-feira, às 20h30

Série Veloce – dia 7 de junho, sexta-feira, às 20h30

Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto – BH – 31 3219-9000)

Ingressos: R$ 46 (Coro) R$ 52 (Balcão Palco) R$ 52 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Lateral), R$ 96 (Plateia Central), R$ 120 (Balcão Principal), Camarote par (R$ 140).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Ingressos comprados na bilheteria não têm taxa de conveniência.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:
Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto
De terça-feira a sexta-feira, das 12 às 20h.
Aos sábados, das 12 às 18h.
Em quintas e sextas de concerto, das 12 às 22h
Em sábados de concerto, das 12 às 21h.
Em domingos de concerto, das 9 às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

 

Marcelo Lehninger, regente convidado

 Atual Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Grand Rapids, nos Estados Unidos, o brasileiro Marcelo Lehninger também foi Diretor Artístico e Regente Titular da Sinfônica de New West e Regente Associado da Sinfônica de Boston. Tem conduzido diversos grupos da América do Norte, como as sinfônicas de Chicago, Houston, Baltimore, Seattle, Toronto, Detroit e a Filarmônica de Rochester. Na Europa, atuou na Suíça e na Eslovênia, além de ter auxiliado o então Diretor Artístico da Orquestra do Concertgebouw, Mariss Jansons, na turnê de 2015. Antes de se formar no Conductors Institute da Bard College em Nova York, Lehninger estudou violino e piano. Durante o ano de 2010, foi Regente da Assistente da Filarmônica de Minas Gerais.

 

Clémence Boinot, harpa

Clémence é apaixonada pela harpa desde os cinco anos. Começou a estudar o instrumento orientada por Isabelle Lagors em sua cidade natal, Cergy-Pontoise, na França. Seu amor continuou a crescer e, aos 20, ingressou na Haute École de Musique de Genebra, na Suíça. Em 2013, após seis anos de aperfeiçoamento sob orientação de Florence Sitruk, Clémence concluiu seu bacharelado com honra. Dois anos depois, tornou-se Mestre em Pedagogia. Concluiu os estudos em 2017 com um mestrado em Solo Performance. Paralelamente, Clémence participou de vários projetos de música de câmara e foi membro-fundadora do grupo Caravelle. Clémence foi professora de harpa por muitos anos e adora compartilhar seu conhecimento com os estudantes. Em 2017, foi convidada a ensinar jovens harpistas no Neojiba, em Salvador, Bahia. Com essa experiência, ela se encantou pelo Brasil e, poucos meses depois, juntou-se à Filarmônica de Minas Gerais.

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada em 2008, desde então a Filarmônica de Minas Gerais se apresenta regularmente em Belo Horizonte. Em sua sede, a Sala Minas Gerais, realiza 57 concertos de assinatura e 12 projetos especiais. Apresentações em locais abertos acontecem nas turnês estaduais e nas praças da região metropolitana da capital. Em viagens para fora do estado, a Filarmônica leva o nome de Minas ao circuito da música sinfônica. Através do seu site, oferece ao público diversos conteúdos gratuitos sobre o universo orquestral.

O impacto desse projeto artístico, não só no meio cultural, mas também no comércio e na prestação de serviços, gera em torno de 5 mil oportunidades de trabalho direto e indireto a cada ano. Sob a direção artística e regência titular do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra conta, atualmente, com 90 músicos provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas Central e do Norte e Oceania, selecionados por um rigoroso processo de audição.

Reconhecida com diversos prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, ao encerrar seus 10 primeiros anos de história, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebeu a principal condecoração pública nacional da área da cultura. Trata-se da Ordem do Mérito Cultural 2018, concedida pelo Ministério da Cultura, a partir de indicações de diversos setores, a realizadores de trabalhos culturais importantes nas áreas de inclusão social, artes, audiovisual e educação. A Orquestra foi agraciada, ainda, com a Ordem de Rio Branco, insígnia diplomática brasileira cujo objetivo é distinguir aqueles cujas ações contribuam para o engrandecimento do país.

O corpo artístico Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é oriundo de política pública formulada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Com a finalidade de criar a nova orquestra para o Estado, o Governo optou pela execução dessa política por meio de parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, uma entidade privada sem fins lucrativos qualificada com os títulos de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e de Organização Social (OS), um modelo de gestão flexível e dinâmico, baseado no acompanhamento e avaliação de resultados.

 

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