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Quarteto da Guanabara celebra 50 anos

Concerto terá Haydn, Villa-Lobos e Schubert no programa

Um dos mais tradicionais conjuntos de câmera do Brasil, o Quarteto da Guanabara acaba de completar 50 anos de existência. E para celebrar tamanha longevidade, o grupo – atualmente formado por Márcio Malard (violoncelo), Daniel Guedes e Ramon Feitosa (violinos) e Daniel Albuquerque (viola) – subirá ao palco da Sala Cecília Meireles no próximo dia 21 de junho (sexta-feira), às 20h, para um concerto comemorativo.

Criado pelo pianista Arnaldo Estrela e pela violinista Mariuccia Iacovino, o Quarteto da Guanabara teve em sua primeira formação a presença do violoncelista Iberê Gomes Grosso, um ícone do violoncelo brasileiro, e o violista Federiçk Stephany. Com o falecimento de Estrela, Luiz Medalha se tornou pianista do grupo e Márcio Malard substituiu Iberê Gomes Grosso em 1983. Com o falecimento de sua fundadora Mariuccia Iacovino, Márcio Malard, último remanescente do grupo, decidiu dar continuidade ao trabalho do Quarteto da Guanabara, mantendo sua tradição e importância no cenário musical carioca e brasileiro.

Em sua retomada, o Quarteto assumiu o caráter de quarteto de cordas, e agora sua formação conta com Daniel Guedes e Ramon Feitosa nos violinos, Daniel Albuquerque na viola e o próprio Márcio no violoncelo. O Quarteto tem buscado em seu repertório unir obras de compositores consagrados como Joseph Haydn, Mozart, Beethoven, Dvorák, Barber, assim como os grandes brasileiros como Villa-Lobos, Guerra-Peixe, Radamés Gnattali, Tom Jobim, além da proposta de sempre divulgar a música dos compositores atuais.

Em 2019, o Quarteto da Guanabara pretende comemorar os 50 anos homenageando seus membros fundadores e tocando os grandes compositores que fizeram parte da trajetória deste grupo.

 

PROGRAMA

Joseph Haydn
Quarteto op.76 nº3 “Quarteto Imperador”
– Allegro
– Poco Adagio, Cantabile
– Menuetto: Allegro
– Finale: Presto

Heitor Villa-Lobos
Quarteto de cordas nº1
– Cantilena
– Brincadeira
– Canto lírico
– Canzonetta
– Melancolia
– Saltando como um saci

Franz Schubert
Quarteto de cordas n.14 D810 “A morte e a donzela”
– Allegro
– Andante con moto
– Scherzo
– Presto

 

SERVIÇO

Quarteto da Guanabara – 50 anos

Dia 21 de junho, sexta-feira, às 20h

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47 – Centro – Rio – 2332 9223)

Ingressos: R$ 40,00 (R$20,00 meia)
Ingressos à venda na bilheteria da Sala e no site Ingresso Rápido

 

 

Quarteto da Guanabara

Daniel Guedes (violino)

Considerado um dos mais importantes músicos brasileiros de sua geração, Daniel Guedes vem atuando como violinista, violista, camerista, professor e regente. Carioca, nascido em 1977, formou-se na Manhattan School of Music, onde estudou com Pinchas Zukerman e Patinka Kopec. Apresenta-se regularmente como solista das principais orquestras brasileiras e em vários países do exterior.

Como regente, atuou à frente de orquestras como OSB, OSUSP, Sinfônicas de Campinas, Bahia, da UFRJ, Academia Jovem Concertante, entre outras. Atualmente é Regente Associado da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Gravou CD com sonatas de Beethoven com Ilan Rechtman, “Impressões Brasileiras”, com obras de compositores brasileiros, e com o violonista Mario Ulloa gravou os CDs “Violão e violino” e “Amor em paz”, pela Rob Digital.

Vem desenvolvendo, em parceria com a pianista Simone Leitão, a Academia Jovem Concertante, projeto que visa à formação de jovens músicos brasileiros para o mercado profissional, atuando como professor e regente. É professor da Escola de Música da UFRJ, e vem lecionando nos Festivais de Campos do Jordão e Jaraguá do Sul, entre outros.

Ramon Feitosa (violino)

Bacharel em violino pela Universidade Federal da Paraíba, iniciou seus estudos aos sete anos no Centro Musical Suzuki sob orientação do professor Ademar Rocha. Participou de vários festivais de música pelo Brasil, tais como Festival Internacional de Música de Campina Grande, Semana da Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Festival de Música de Santa Catarina, Oficina de cordas do MIMO, Festival de Inverno Campos do Jordão e Festival de Música de Barra Mansa.

Participou de máster classes com renomados violinistas como Leon Spierer, Bela Horvath, Asi Matathias, Marcelo Guerchfeld, Yerko Tabilo, Elisa Fukuda, entre outros. Já atuou como solista à frente de orquestras como Sinfônica Municipal de João Pessoa, Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba e Sinfônica de Barra Mansa.

Como camerista, vem tocando ao lado de importantes músicos como Fabio Presgrave, Alexandre Razera, Horácio Schaefer, Heleno Feitosa, John MacGrosso, Daniel Khalikov, entre outros. Desde 2014, atua também como violista. Atualmente, é spalla da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e violinista no Quarteto da Guanabara. Ramon cursa mestrado no Programa de Pós-Graduacão Profissional em Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde é orientado por Daniel Guedes.

Daniel Albuquerque (viola)

Nasceu em 1985 no Rio de Janeiro e iniciou seus estudos de violino aos oito anos de idade. Dois anos depois, ingressou no curso técnico da Escola de Música da UFRJ, onde fez sua estreia pública em recital e como solista da Orquestra Sinfônica da Escola de Música (ORSEM). Participou de diversos festivais de música, onde teve a oportunidade de ter aulas com renomados professores como Marcello Guershfeld, Shmuel Ashkenasi, Miriam Fried, Ori Kam, León Spiler entre outros.

Em 2002, foi bolsista do curso de música de câmara da Kinhaven Music School, em Weston, Vermont (EUA). Representou o Brasil em turnê pela América Latina com a Youth Orchestra of the Americas em 2008, e com a Orquestra Bachiana Brasileira em concertos no Vietnâ e em Cingapura em 2009.

Também em 2009, obteve o segundo prêmio no Concurso Jovens Intérpretes Francisco Mignone, ganhando também o prêmio de melhor intérprete de Francisco Mignone. Concluiu o bacharelado na UFRJ na classe de Daniel Guedes e recentemente foi aprovado em primeiro lugar em concurso para músico “concertino” da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Márcio Malard (violoncelo)

Atuou por 38 anos como chefe de naipe na Orquestra Sinfônica Brasileira. Conviveu com grandes regentes e artistas, como Charles Dutoit, Eduardo Matta, Kurt Sanderling, Kurt Masur, Antonio Janigro, Pierre Fournier, Leorbard Rose, Janos Starker, Paul Tortelier, Rostropovich, C. Arrau, Arnaldo Estrella, Mariuccia Iacovino e Iberê Gomes Grosso – seu grande mestre.

Márcio Malard desenvolve intensa carreira como camerista e solista de diversas orquestras brasileiras, além de atuações junto a grandes nomes da música brasileira, como Tom Jobim, Maria Bethânia, Wágner Tiso, entre muitos outros. Também como violoncelista convidado da Orquestra Filarmônica Mundial durante turnê no Japão, sob a regência do Maestro Sinoppoli. Foi fundador do Rio Cello Ensemble e da Orquestra de Câmera do Brasil, com o Maestro e compositor José Siqueira. Como professor, lecionou nos festivais de Curitiba, Ouro Preto, Brasília, Teresópolis, entre outros.

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