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“Requiem”, de Fauré, pela Orquestra de Solistas do RJ

Concerto acontece na Christ Church (Igreja Anglicana), em Botafogo

A Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro (OSRJ) apresenta, sob a regência do maestro Rafael Barros Castro, com entrada gratuita, o Réquiem, do compositor francês Gabriel Fauré. A Orquestra contará com a participação do Madrigal Contemporâneo e dos solistas Aline Talon (soprano) e Iago Cirino (barítono).

O concerto será realizado no dia 18 de junho, terça, na Christ Church (Igreja Anglicana), em Botafogo, em celebração aos 200 anos da fundação da Igreja na América do Sul, com entrada franca.

 

Requiem, de Fauré

Esta peça foi escrita entre 1887 e 1890, baseada na Missa dos Mortos da Igreja Católica. É a obra mais conhecida de Fauré, mas não se sabe o que teria motivado a composição. Ele afirmou que “escreveu para nada…”, mas especula-se que tenha relação com a morte de seus pais em um período de apenas dois anos.

A única certeza que se tem são as palavras do compositor que declarou ser a peça dominada, do começo ao fim, por um verdadeiro sentimento humano de fé no descanso eterno. Esta visão torna este requiem bastante diferente de outras composições no gênero, como os de Mozart ou Verdi, nos quais a morte é encarada com temor.

Fauré, ao contrário, imprimiu na obra um clima de paz e, contrariando o padrão, terminou o seu Requiem com o texto In Paradisum, no qual sugere que a morte significa um encontro idílico com a eternidade.

Primeiramente escreveu o que chamou de “un petit requiem” que continha os movimentos: IntroitoKyrieSanctusPie Jesu (talvez a mais bela composição de Fauré), Agnus Dei e In Paradisum, que foi apresentado na Igreja de La Madeleine de Paris em 1888, durante as exéquias do arquiteto Joseph La Soufaché.

No ano seguinte, adicionou Hostias e, em 1890, expandiu alguns trechos e adicionou o Libera me, peça que havia composto isoladamente em 1877. Esta versão, para orquestra de câmara, foi apresentada em 1893 na mesma igreja de La Madeleine sob a regência de Fauré.

Entre 1899 e 1900, foi ampliada a orquestração, sendo esta a mais executada atualmente, embora existam indícios de que tenha sido realizada por discípulos de Fauré. Esta versão foi executada em 1924 durante o funeral de compositor em Paris.

Sobre sua obra, o compositor afirmou: “Dizem que meu Requiem não expressa o medo da morte e alguns o chamaram canção de ninar da morte. Mas é assim que eu vejo a morte: uma alegre libertação, mais uma aspiração em direção à felicidade do que uma experiência dolorosa.”

Para atingir seu intento, Fauré omitiu o segmento da Sequência, que reporta à ira do Senhor e ao fogo do inferno e adicionou os textos Pie Jesu e In Paradisum, que, se não fazem parte do Requiem, têm como meta enfatizar a certeza do repouso eterno.

Comentário por Lenita W. M. Nogueira do site Música Sacta e Adoração

 

 

SERVIÇO

 

Réquiem de Fauré – Orquestra de Solistas do RJ

Dia 18 de junho, terça-feira, às19h30

Igreja Anglicana (Rua Real Grandeza, 99 – Botafogo – Rio)

Entrada franca

 

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