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Série Alvorada, da OSN UFF – Guerra-Peixe e Beethoven

Regente convidado o maestro Sílvio Viegas

A Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (OSN UFF) realiza o quinto concerto da Série Alvorada deste ano. No programa, Guerra-Peixe e Beethoven são os compositores homenageados. A apresentação tem como regente convidado o maestro Sílvio Viegas. O concerto será no dia 16 de junho, domingo, às 10h30, no Cine Arte UFF, em Icaraí, Niterói, e os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

 

PROGRAMA

César Guerra-Peixe
Roda de Amigos

Em “Roda de Amigos”, peça de 1979, Guerra-Peixe faz um bem-humorado tributo a amigos músicos cariocas ou radicados no Rio de Janeiro. A cada um atribui um temperamento. Assim, o “Rabugento” é o fagotista francês Noel Devos; o teimoso é o clarinetista José Botelho; o melancólico é o oboísta Kleber Veiga: e o travesso é o flautista Carlos Rato.

 

Ludwig Van Beethoven
Sinfonia nº. 7

A Sinfonia nº 7 de Beethoven estreou em 1813, em um concerto beneficente em favor dos militares austríacos que defrontaram as tropas de Napoleão Bonaparte na Batalha de Hanau. É uma obra cheia de energia em que se alternam as mais reconhecíveis tipologias das danças populares com arquétipos militares evidentes. Ao encontro do espírito da cerimônia, três dos seus quatro andamentos têm um caráter esfuziante, mas são as ideias melódicas muito persuasivas e os compassos lentos do segundo movimento que são hoje mais conhecidos. Flutuam na obra um clima misterioso, ora idílico, ora evocativo de uma experiência redentora.

 

 

SERVIÇO

 

Série Alvorada, da OSN UFF – Guerra-Peixe e Beethoven

Dia 16 de junho, domingo, às 10h30

Cine Arte UFF (Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí – Niterói – 2629 5030)

Ingressos – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Classificação etária: Livre

 

 

Sílvio Viegas maestro

É atualmente o Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e professor de regência na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Até o final de 2016, foi Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Professor da cadeira de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi também Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte de 2003 a 2005 e Diretor Artístico Interino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2011 a 2012.

​Desde o início de sua carreira tem se destacado por sua atuação no meio operístico regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Le Nozze di Figaro, La Bohème, Tosca, Carmen, Cavalleria Rusticana, I Pagliacci, Nabucco, Il Trovatore, La Traviata, Falstaff, Otello, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Norma, Porgy and Bess, Salomé, entre outros.

​Nomeado como o melhor regente de ópera em 2017, como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Coro e Orquestra Estable do Teatro Colón, Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Teatro São Pedro – SP, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras.

​Em 2001, obteve o primeiro lugar no Concurso Nacional “Jovens Regentes”, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro.

​Natural de Belo Horizonte, Sílvio Viegas, estudou regência na Itália e é Mestre em regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo de Oiliam Lanna, Sérgio Magnani e Roberto Duarte.

 

César Guerra-Peixe  – compositor

Brasileiro de Petrópolis (RJ), César Guerra-Peixe (1914-1993) foi compositor, arranjador, regente, violinista, professor, pesquisador. Com sete anos, toca “de ouvido” violino, violão e piano e participa de grupos de choro na cidade natal. Aos nove, começa a estudar teoria musical e solfejo, com Paulo Carneiro. Em 1925, ingressa na Escola de Música Santa Cecília, e se forma em violino com apenas 16 anos, tornando-se em seguida professor na mesma instituição.

Ingressa no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, em 1932, a fim de estudar violino com Paulina d’Ambrósio, com quem tem aulas desde 1929, em suas viagens semanais ao Rio de Janeiro. Em 1934, muda-se para a capital fluminense e integra orquestras de salão. Tem aulas particulares de composição e instrumentação com Newton de Pádua, no período de 1936 a 1943, e se forma em composição no Conservatório Brasileiro de Música, em 1943.

Nesse período, trabalha como orquestrador na Rádio Tupi e tem marchas e sambas de sua autoria gravados pela dupla Jararaca e Ratinho, como “Com um Dedo Só”, parceria com Jararaca e Humberto Cunha, e por Sílvio Caldas, Fibra de Herói, com Teófilo Barros Filho (pai de Theo de Barros).

Guerra-Peixe compõe uma obra variada, que passa por diferentes fases criativas e reflete os debates acerca da música brasileira. Em 1944, apresenta na Rádio Tupi sua primeira composição sinfônica, de coloração nacionalista. Muda-se para São Paulo em 1953, e frequenta o curso de folclore musical do Centro de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade, com patrocínio da Comissão Paulista de Folclore. Realiza pesquisas nas cidades paulistas de Taubaté, São José do Rio Pardo e Carapicuíba e faz uma coleta de jongos, sambas rurais, cateretês, cururus, folias de reis, congadas, modas de viola. Em 1955, publica o livro Maracatus do Recife e, em 1959, é nomeado chefe do setor de folclore da Comissão Paulista de Folclore.

Retorna ao Rio de Janeiro em 1962. Passa a atuar como violinista na Orquestra Sinfônica Nacional e e a lecionar nos Seminários de Música da Pró-Arte. Faz importante trabalho como arranjador de discos de música popular e cria, em 1968, a Escola de Música Popular do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ).

Entre 1972 e 1980, leciona na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de São Paulo (USP), no Centro de Estudos Musicais do Rio de Janeiro, na Pró-Arte e na Escola de Música Villa-Lobos, no Rio de Janeiro.

Até o fim de sua vida, recebeu diversos prêmios e títulos, destacando-se o Prêmio Shell, em 1986, pelo conjunto de sua obra; e o Prêmio Nacional de Música do Ministério da Cultura, como “maior compositor brasileiro vivo”, em 1993.

 

Ludwig Van Beethoven

Considerado como o maior e o mais influente compositor da música clássica universal, Ludwig Van Beethoven nasceu em 17 de dezembro de 1770 na cidade alemã de Bonn. Filho de um músico inculto, veio melhorar sua posição social e formação musical quando mudou-se para Viena, em 1792. Não era superdotado. Sua evolução foi gradativa. Ali na capital da Áustria, ele obteve grandes sucessos como pianista e compositor, generosamente apoiado por membros da aristocracia austríaca, que em 1809 deram-lhe pensão vitalícia.

Aos 28 anos, já consagrado compositor e intérprete, começou a sentir problemas de audição, diagnosticados mais tarde como uma doença degenerativa.

Na última década de vida, ficou completamente surdo. Mesmo assim, continuava a compor obras-primas. Diz-se que a falta de audição havia libertado o compositor de todas as convenções musicais, possibilitando-lhe criar uma música abstrata e completamente inovadora. Sensível, nunca perdeu o seu amor e entusiasmo pela vida e pela música. Ele impressionou seus contemporâneos por dominar a arte da música e pelas manifestações duras de independência pessoal.

Três anos antes de morrer, Beethoven assistiu a seu derradeiro e maior triunfo: foi efusivamente aplaudido durante a execução de sua Nona sinfonia. O sucesso animou-o a escrever o que seria sua décima sinfonia. Não houve tempo, porém, para tanto. Ludwig van Beethoven morreu de cirrose hepática em 26 de março de 1827, após contrair pneumonia, numa tarde de tempestade sobre Viena.

 

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