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Concertos vespertinos – Festival de Juiz de Fora

Ótima programação eclética.

Dia 22 de julho, segunda-feira, às 16h

Dance in Concert

Local: Cine-Theatro Central

O projeto Dance in Concert é um musical em que um power trio executará um repertório de músicas previamente definidas e sobre as quais, ao vivo, o Corpo de Baile dançará as suas coreografias, de modo que a unidade seja tal que cada parte – música e dança – não faça sentido individualmente, que uma das artes seja necessariamente mais que condição de existência da outra, mas que sejam a própria extensão uma da outra.

Coreografias desenvolvidas em cima de músicas, criando a fusão total da dança oriental árabe e a música ao vivo, buscando algo que transcenda a música e a dança, e termina por transformar-se em uma terceira arte, em que ambas as manifestações artísticas estão contidas e se mostram indissociáveis. Encontrar essa forma de expressão em sua unidade mais genuína é o que este projeto pretende e do que se ocupa. Para tanto, lança mão de três músicos, seis bailarinos, e um intenso trabalho de pesquisa, construção e desconstrução do movimento.

Ficha Técnica

Músicos: Aldair Ribeiro – Baterista, vocalista, baixista, compositor e produtor musical / Douglas Siqueira (Gôy) – Vocalista, compositor e guitarrista / Victor Polato – Multi-instrumentalista, vocalista e compositor
Corpo de Baile: Danny Najma, Gleice Faghira, Jhak Cruz, Nanci Rocha, Thatiane Souza, Vitória Camilo
Concepção e direção geral: Nanci Rocha
Direção de produção: Pepper Produções

PROGRAMA

Ari Barroso
Aquarela do Brasil

Queen
I want it all

Depeche mode
Enjoy the silence

Alice in Chains
Man in the box

Scorpions
Rock you like a hurricane

Urge Overkill
Girl you´ll be a woman soon

Chris Issak
Wicked game

Oum Kalthoun
IntaAomri

Lexuza
Rio Nilo

Rolling Stones
Sympathy for the devil

Billy Idol
Rebell Yell

Jimi Hendrix
Purple haze

Metallica
Nothing else mathers

Pearl Jam
Black

Eurythmics
Sweet dreams (Apoteose)

 

Dia 23 de julho, terça-feira, às 18h

Coral da UFJF

Local: Forum da Cultura

A história do Coral da UFJF tem início em 1966, quando um grupo de cantores, liderado pelo maestro Victor Giron Vassalo, integra-se extra-oficialmente à Universidade, na qual seu regente era funcionário, e passa a ser conhecido como Coral Universitário – ou CORUNI. Já nesta época, o coral era composto por estudantes, ex-alunos, professores e funcionários da UFJF, além de membros da comunidade não acadêmica. Essa configuração é mantida até hoje, embora o número de integrantes, no decorrer destes 49 anos de existência, tenha variado bastante.

O repertório abrange músicas de todos os gêneros, desde peças sacras e profanas de compositores eruditos do passado e contemporâneos, incluindo canções do folclore nacional e internacional e músicas do cancioneiro popular brasileiro e juiz-forano em particular. Além do repertório eclético, outra característica do grupo é seu aspecto cênico, utilizando recursos visuais, indumentárias, adereços, cenários e iluminação em suas performances, que são sistematizadas num processo de criação coletiva. Ao longo de seus 49 anos, o Coral da UFJF vem marcando sua presença em palcos brasileiros e estrangeiros, apresentando-se em shows, concertos, concursos e festivais.

PROGRAMA

Chico Buarque
Angélica (1992)
– Arranjo: Roberto Rodrigues

Chico Buarque
Apesar de você (1970)
– Arranjo: Damiano Cozzella

Caetano Veloso e Gilberto Gil
Panis et circenses (1968)
– Arranjo: Ana Yara Ramos

Chico Buarque
Roda viva (1967)
– Arranjo: Damiano Cozzella

Gilberto Gil
Domingo no parque (1967)
– Arranjo: Alexandre Sanches

Max Gonzaga
Classe média (2005)
– Arranjo: André pires

Dia 24 de julho, quarta-feira, às 16h  

Musical Finórium S/A – Projeto Orfeu
Local: Teatro Paschoal Carlos Magno

Projeto Orfeu, Teatro musical e Iniciação à Ópera, é um projeto de iniciação artística pela Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora, voltado à comunidade externa e alunos da UFJF.

O Projeto Orfeu é uma iniciativa de estudantes de graduação em canto e composição da Universidade Federal de Juiz de Fora, que consiste em abordar de forma teórica e prática a interpretação cênica de canções populares, peças e trechos de musicais e árias de ópera, de compositores brasileiros e estrangeiros. É voltado a cantores e estudantes da comunidade externa, como forma de integrar o canto popular e o erudito sob um viés histórico; e busca valorizar a teatralidade, suas ferramentas para o cantor e intérprete de quaisquer vertentes musicais.

Um processo seletivo aberto à comunidade foi realizado no dia 20 de fevereiro de 2019, com mais de 90 inscrições. Foram mais de três horas de audição, e foram selecionados 30 candidatos, distribuídos em duas turmas. As aulas do primeiro semestre se voltaram para o teatro musical e suas técnicas. Foram abordados o canto, a dança e a teatro, com exercícios e aulas teóricas. Como atividade de encerramento do primeiro semestre, apresentaremos no próximo dia 24 de julho uma peça musical, com texto e canções autorais, intitulada Finórium S/A, o musical.

Em uma iniciativa inédita, o musical foi especialmente composto para o perfil de vozes que atendemos no projeto. Também houve a preocupação de dar a todos um momento de destaque, para que o musical fosse democrático e didático. Foi uma oportunidade para os alunos de composição, pois puderam trabalhar em arranjos para uma situação específica de teatro musical, desenvolvendo e aprimorando suas técnicas composicionais. Tâmara Lessa, aluna da Licenciatura em Música com habilitação em canto, trabalhando com música há mais de 25 anos, e coordenadora do projeto, é autora do texto; as canções (letra e música) têm parceria com Rogério Nascimento, aluno de Composição da UFJF. Produzir este texto pensando no elenco exigiu muito trabalho e planejamento, e foi uma ótima forma de as instrutoras de canto administrarem um conteúdo para turmas, organizado e com relatórios de acompanhamento detalhados.

Na equipe de instrutores do projeto temos também: Ana Letícia Macedo (Bacharelado em canto) e Michelle Flores (Bacharela em Canto e graduanda em Licenciatura com habilitação em Canto), que trabalharam técnica vocal e preparação corporal para o canto voltado para o musical. Bernard Rodrigues, também aluno de Composição, participa da criação de arranjos e dos ensaios com os músicos acompanhadores. Rogério Nascimento, graduando de composição, também é músico profissional e arranjador.

Tivemos neste projeto colaborações importantes: Juliana James, autora e escritora, professora de teatro do SESC Juiz de Fora, que trabalhou na marcação cênica do musical. Também Renata Jacob Salomão, fonoaudióloga que trabalha, sobretudo com cantores, que ministrou uma palestra no IAD sobre a voz, seu uso e cuidados, onde os alunos do Projeto puderam entender melhor a fisiologia da voz.
Sobre o musical: A história se passa num escritório de uma construtora, a Finórium S/A, que recebe de surpresa uma auditora do tribunal de contas. A aparição desta personagem causa várias confusões, devido a diversas ilegalidades nos documentos da empresa. É uma comédia musical leve e descontraída, utilizando os arquétipos com os quais todos nos identificamos, e com letras que levam a reflexões sobre os sonhos, esperança, amor e sobre superação.

Convidados: Davi Melo (Bacharelado em Violão), Nill Menezes (Bateria), Sandro Bade (Baixo), Léo Lourenço (Violoncelo), e Rayane Fortunato (licenciatura em música com habilitação em Violino). Léo Lourenço no violoncelo e participação especial de Jhonatan Martins.

Ficha Técnica
Autora: Tâmara Lessa
Compositores: Tâmara Lessa / Rogério Nascimento
Direção Geral: Tâmara Lessa
Assistentes de Direção: Michelle Flores, Ana Letícia de P. Macedo.
Arranjos: Tâmara Lessa, Rogério Nascimento, Bernard Rodrigues.
Preparação Cênica: Juliana James
Músicos: Bernard Rodrigues, Rogério Nascimento, Davi Melo, Sandro Bade, Nill Menezes
Participações especiais: Jonathan Martins Pires e Léo Lourenço

Dia 24 de julho, quarta-feira, às 18h  

Coral Cesama

Local: Escadaria do Cine-Theatro Central

O CORAL CESAMA é uma associação sem fins lucrativos, patrocinada pela CIA DE SANEAMENTO MUNICIPAL – CESAMA. Fundado em 1991, o coro foi criado para a conscientização ambiental, mantendo a água como maior diretriz, e também para divulgar a Música Popular Brasileira, não deixando de lado o erudito, sacro, negro espiritual, e folclore, demonstrando toda a sua versatilidade. Ao longo de sua história, o Coral Cesama já se apresentou em eventos de grande importância, como o Festival III Fronteiras, com apresentações no Brasil, Argentina e Paraguai, e também no Encanta Cruise, um festival de corais em alto mar, a bordo do navio Grand Celebration.

O regente Víctor Cassemiro, tocando com outros grandes músicos, já ganhou diversos festivais executando e arranjando canções de sua autoria e de compositores amigos. Victor participou das classes de regência dos maestros Ciro Tabet, Willsterman Sottani e Mário Assef e das classes de Piano do professor Marcus Medeiros e do maestro André Pires. Bacharelando em Música pela UFJF, Victor é maestro das orquestras Sinfônica e Camerata Pró-Música, e dos corais São Mateus, Pró-Música e Cesama, no qual já se apresentou em diversas partes do Brasil e em outros países.

PROGRAMA

Antônio Carlos Jobim / Vinícius De Moraes
Eu sei que vou te amar 

Seu Jorge
Hágua 

Arlindo Pinto / Mário Zan
Chalana

Chico Buarque
Roda Viva

Caetano Veloso
Alegria, Alegria 

Vinícius De Moraes / Edu Lobo
Arrastão 

Jorge Ben Jor
Que Maravilha

 

Dia 25 de julho, quinta-feira, às 16h  

Grupo Giramundo – Teatro de Marionetes – Espetáculo “O carnaval dos animais”

Local: Cine-Theatro Central

O “Carnaval dos Animais”, fantasia para pequena orquestra de Camille Saint-Saëns, foi adaptada para teatro de bonecos por Álvaro Apocalypse como um aprofundamento da experiência de “Pedro e o Lobo” (1993), buscando agilidade e leveza na cenografia, e qualidade de manipulação e da imagem.

Marionetes a fio contam a decisão do Rei Leão de dar uma festa na floresta, quando convida todos os animais, mas proíbe a entrada dos animais de
boca grande. O espetáculo continua a busca de uma cena “multi-técnica”, forte na “Antologia Mamaluca” (1994), utilizando marionetes a fio, bonecos planos, teatro de sombra, bonecos de luva e o marionetista ator, na interpretação das personagens.

Companhia de Teatro de Bonecos Giramundo

O Giramundo foi criado em 1970 pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Madu. Os dez anos seguintes são marcados por aprendizado e aprimoramento técnico contínuos – e já consolidam algumas das bases do processo de trabalho do grupo: o planejamento técnico e o apuro plástico na construção dos bonecos e a exploração de temas da cultura brasileira.

Grande parte das montagens dos anos 1980 é construída dentro do contexto de parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com o espetáculo Giz, de 1988, o Giramundo começa a seguir um caminho experimental influenciado por correntes das artes plásticas e do teatro de bonecos europeu. Já na década de 1990, somando 12 montagens, estes anos de intensa produção podem ser chamados de “década dos bonecos e orquestra”: o Giramundo se aproxima da música erudita e monta, por exemplo, versões de óperas – além de trabalhos ligados a temas tradicionais e espetáculos de teatro experimental, de rua e educativo.

A virada do século se mostra um período de grandes mudanças. Em 2003, o Giramundo perde seus criadores, Álvaro Apocalypse e Terezinha Veloso, finda a parceria com a UFMG e instala-se em sede própria, que reúne teatro, museu, escola e estúdio de animação. Bonecos do grupo vão para a TV e a produção de vídeos e animações em stop motion se consolidam como um novo campo de atuação. A estrutura organizacional se complexifica, abrindo espaço para as linguagens cinematográficas e multimídia – que vão direcionar a década seguinte.

Hoje, o Giramundo descreve lenta curva: a ideia de grupo de teatro, que orientou suas atividades durante 30 anos, cede espaço para a de um grupo multimídia, que atua com bonecos reais e suas versões em vídeo. A experiência com autômatos se une à de construção de bonecos gigantes. A relação com a música se intensifica, e os bonecos do grupo começam a ser usados em shows e concertos ao vivo. Essa fronteira entre o teatro de bonecos e a animação, a música, a dança e as artes plásticas parece ser o território do “Giramundo XXI”

 

Dia 25 de julho, quinta-feira, às 18h

Coral Pró-música

Local: Escadaria do Cine-Theatro Central

Constituído há 41 anos, o Coral Pró-Música conta com sete CDs gravados durante os Festivais de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. Desde sua criação, fez centenas de apresentações em Juiz de Fora, na região, bem como em importantes salas de concerto do país. É de se destacar sua participação nas solenidades de comemoração do Bicentenário da Morte de Tiradentes; nos 500 anos do Descobrimento do Brasil, em Porto Seguro; a apresentação do Te Deum, de Villani Cortes, por ocasião do Sesquicentenário de Juiz de Fora; a solenidade de restauração da Igreja Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes, e a Paixão Segundo São Mateus, de Bach, executada inclusive na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.

O Coral, dirigido inicialmente por Maria Aparecida Costa e Cyrillo Mendes, teve, em sua trajetória, regentes renomados, como Oscar Zander, Leonardo Bruno e Afranio Lacerda, André Pires e Willian Palhares. O regente Victor Cassemiro, tocando com outros grandes músicos, já ganhou diversos festivais executando e arranjando canções de sua autoria e de compositores amigos. Victor participou das classes de regência dos maestros Ciro Tabet, Willsterman Sottani e Mário Assef e das classes de Piano do professor Marcus Medeiros e do maestro André Pires. Bacharelando em Música pela UFJF, Victor é maestro das orquestras Sinfônica e Camerata Pró-Música, e dos corais São Mateus, Pró-Música e Cesama, no qual já se apresentou em diversas partes do Brasil e em outros países.

PROGRAMA

Peter C.Lutkin
Benção Aaraônica

Bob Thiele / George David Weiss / George Douglas
What a Wonderful World 

Bonaventura Somma
Ave Maria 

Cláudio Nucci / Mu / Paulinho Tapajós
Sapato Velho

Cartola
As Rosas Não falam

George Harrison
Something 

Waldemar Henrique
Uirapuru

 

Dia 26 de julho, sexta-feira, às 18h 

Orquestra do Festival – Convidado Especial: Luiz Senise, piano

Local: Auditório Geraldo Pereira (IAD)

O programa da Orquestra do Festival é pensado durante as aulas oferecidas pelas oficinas e varia de acordo com os alunos presentes, não apresentando, portanto, programa pré-determinado.

Dia 27 de julho, sábado, às 14:30h 

Orquestra Sinfônica Pró-música

Local: Shopping Jardim Norte

A orquestra Sinfônica Pró-Música tem como principal objetivo a difusão da música erudita. Promove mensalmente, junto ao Coral da mesma instituição, uma série de concertos, intitulada “Música nas Igrejas”, na qual leva boa música a diversos bairros de Juiz de Fora e região.
O regente Víctor Cassemiro, tocando com outros grandes músicos, já ganhou diversos festivais executando e arranjando canções de sua autoria e de compositores amigos. Victor participou das classes de regência dos maestros Ciro Tabet, Willsterman Sottani e Mário Assef e das classes de Piano do professor Marcus Medeiros e do maestro André Pires. Bacharelando em Música pela UFJF, Victor é maestro das orquestras Sinfônica e Camerata Pró-Música, e dos corais São Mateus, Pró-Música e Cesama, no qual já se apresentou em diversas partes do Brasil e em outros países.
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PROGRAMA

Leigh Harline
When You Wish Upon a Star 

Toshio Masuda
Naruto Medley

Henry Mancini
The Pink Panter

Nino Rota
The Godfather 

Keiju Ishikawa
Dragon Ball Z 

Howard Ashman / Tim Rice
Aladdin Medley

Paul McCartney
Live and Let Die

Leonard Cohen
Hallelujah

Elton John / Hans Zimmer
The Lion King Medley

Freddie Mercury
Bohemian Rhapsody

 

Dia 27 de julho, sábado, às 18h 

Banda Sinfônica do Festival

Local: Auditório Geraldo Pereira (IAD)

O programa da Banda Sinfônica do Festival é pensado durante as aulas oferecidas pelas oficinas e varia de acordo com os alunos presentes, não apresentando, portanto, programa pré-determinado.

Dia 28 de julho, domingo, às 11h 

Coro Acadêmico da UFJF

Local: Igreja do Rosário

O Coro Acadêmico da UFJF é um conjunto de projetos de Ensino, Extensão e Cultura. O grupo funciona desde 2015 no interior da disciplina homônima ofertada pelo Instituto de Artes e Design (IAD) e teve sua primeira apresentação pública em julho daquele ano. Seu corpo de cantores é constituído por alunos de diversos cursos de graduação e pós-graduação, professores e técnicos da UFJF, além de pessoas da comunidade integrada.

Desde sua criação, o grupo já alcançou mais de 10 mil pessoas em plateias presenciais e realizou cerca de 70 apresentações entre participações em eventos musicais, eventos acadêmicos, solenidades e produções próprias, incluindo séries de concertos didáticos em escolas públicas. O Coro Acadêmico da UFJF existe e persiste graças ao incentivo do próprio IAD e das Pró-Reitorias de Graduação, Extensão e Cultura desta Universidade. É um dos vários coros mantidos pela UFJF, ao lado, por exemplo, do Coral Pró-Música e do Coral Universitário da UFJF, que completou 50 anos em 2016.

Concerto “Alleluia in Aeternum”

Uma das grandes dificuldades de cantar em coro é a unificação das pronúncias dos cantores, mesmo quando estamos tratando da língua portuguesa. Quando se trata de outros idiomas, a dificuldade está em relacionar os símbolos alfabéticos escritos na partitura aos fonemas que devem ser pronunciados. Então, se tivéssemos poucas palavras para cantar, gastaríamos pouco tempo trabalhando pronúncia e poderíamos nos dedicar a produzir mais repertório.

O concerto Alleluia in Aeternum foi inspirado nessa ideia. Todas as obras do programa têm o mesmo título, em vários idiomas: “Alleluia” ou “Alleluja” (latim), “Hallelujah” (inglês) e “Aleluia” (português). Uma das obras que vamos apresentar não tem qualquer outra palavra além de “aleluia”, e outra inclui apenas um “amém” ao final. As outras têm pouquíssimo texto adicional.

A expressão “in Aeternum” foi incluída no título do concerto porque vamos apresentar obras de várias épocas. O compositor mais antigo, Palestrina, nasceu em 1525, e o mais recente, Whitacre, ainda está vivo. Além disso, é possível que a palavra “aleluia” seja a palavra isolada para a qual mais se escreveu música vocal ao longo dos últimos 1.200 anos.

A palavra “aleluia” tem sua origem na expressão do hebraico clássico “halleluYah”, que significa, literalmente, “louvai ao Senhor” – em que “Senhor” substitui a abreviação do nome de Deus, “Yah”. A tendência do uso da palavra “aleluia”, que está ligada à fé dos compositores
mais antigos, também pode estar posteriormente ligada simplesmente à tradição e, mais recentemente, a questões técnicas. Trata-se de uma palavra muito “confortável” para o canto em quase todos os registros vocais. Portanto, é uma tendência que promete persistir ainda por muito tempo.
“Alleluia in Aeternum” significa, em português, “Aleluia para sempre”.

PROGRAMA

Ernst Mahle (1929-…)
Aleluia

Giovanni P. da Palestrina (1525-1594)
Alleluja, tulerunt Dominum

Randall Thompson (1899-1984)
Alleluia

Thomas Weelkes  (1576-1623)
Alleluia, I heard a voice

Eric Whitacre (1970-…)
Alleluia

George F. Händel (1685-1759)
The Messiah: nº 44 Chorus (“Hallelujah”)

Robert de Cormier (Arranjador) (1922-2017)
Hallelujah (Spiritual)

 

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