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Filarmônica MG une música e pintura

Mais um concerto da série Fora de Série.

Em concerto da série Fora de Série, que este ano destaca a conexão da música com outras formas de arte, a Filarmônica de Minas Gerais une Música e Pintura.

“Sob a perspectiva de Respighi, na obra Tríptico Botticelliano, conheceremos três telas de Botticelli. A força das obras de Portinari será retratada magistralmente na peça de Guerra-Peixe, Tributo a Portinari. E a fantasia quase surreal de Böcklin encontra um justo colaborador na paleta orquestral de Reger, em Quatro poemas sinfônicos sobre Arnold Böcklin, op. 128”, conta o maestro Fábio Mechetti, que irá reger o concerto na Sala Minas Gerais, no dia 20 de julho, às 18h.

Em 2019, a série Fora de Série, com nove concertos ao longo do ano, irá explorar a conexão da música com outras manifestações humanas, como dança, teatro, cinema, fauna e flora, guerra e paz, mitologia, pintura, religiosidade e a literatura.

Este concerto é apresentado pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e conta com o Patrocínio da Aliança Energia e do Banco Votorantim por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

PROGRAMA

Ottorino Respighi (1879 –1936)
Tríptico Botticelliano

Enquanto trabalhava na mais conhecida de suas obras, a trilogia romana, Ottorino Respighi se dedicou a outros temas. O poema Tríptico Botticelliano se destaca como uma obra-prima para pequena orquestra. Ela se divide em três partes, cada uma dedicada a uma pintura de Sandro Botticelli. A primeira, inspirada na Alegoria da Primavera, sugere o ritmo dançante das Três Graças e o sorriso enigmático da Primavera. Os trinados e tremolos evocam os movimentos das folhas nos bosques e o movimento das águas. A segunda peça, escrita a partir d’Adoração dos Magos, baseia-se em canções natalinas para criar uma atmosfera pastoral, em referência aos três reis magos. A terceira, baseada na pintura O Nascimento de Vênus, começa em um movimento vacilante que recorda o estremecimento do mar causado pelo sopro dos zéfiros.

 

César Guerra-Peixe (1914 – 1993)
Tributo a Portinari

Nascido em Petrópolis, César Guerra-Peixe escreveu Tributo a Portinari, sua última grande obra, em 1991. Ambas as trajetórias, a do compositor e a do pintor, parecem coincidir. Filho de imigrantes italianos, Portinari nasceu numa fazenda de café em Brodowski, São Paulo. Guerra-Peixe é filho de imigrantes portugueses e, assim como Cândido Portinari, teve infância humilde e se aventurou no Rio de Janeiro a fim de aprimorar o talento artístico.

Os dois também se engajaram no movimento comunista na juventude, atitude comum aos que buscavam fazer denúncia social por meio da arte. Provavelmente por encontrar nas pinturas de Portinari a consciência dos problemas sociais brasileiros, Guerra-Peixe idealizou seu tributo. Não é possível precisar a qual quadro cada movimento se refere. O primeiro movimento, por exemplo, Família de Emigrantes parece ter sido inspirado nos quadros Família de Retirantes, de 1939, e Retirantes, de 1944.

 

Max Reger (1873 – 1916)
Quatro poemas sinfônicos sobre Arnold Böcklin, op. 128

Compositores como Andreas Hallén, Felix Woyrsch e Heinrich Schulz-Beuthen foram alguns dos que buscaram inspiração na obra do pintor simbolista Arnold Böcklin. Conhecido por seu complexo trabalho para órgão, Max Reger também construiu suítes acessíveis, das quais a que mais se destaca é justamente Quatro poemas sinfônicos sobre Arnold Böcklin, de 1913. Novidade na música de Reger, os três primeiros poemas sinfônicos revelam um raro encontro entre intensidade e simplicidade. A quarta parte, Bacanal, oferece o mesmo a quem ouve, porém com uma dose a mais de mau humor, captando com singular precisão a banalidade da pintura de Böcklin.

 

 

SERVIÇO

 

Filarmônica MG une música e pintura

 

Dia 20 de julho, sábado, às 18h


Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto – BH)

Ingressos: R$ 46 (Coro) R$ 52 (Balcão Palco) R$ 52 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Lateral), R$ 96 (Plateia Central), R$ 120 (Balcão Principal), Camarote par (R$ 140).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Ingressos comprados na bilheteria não têm taxa de conveniência.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:
Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 20h.
Aos sábados, das 12h às 18h.
Em quintas e sextas de concerto, das 12h às 22h
Em sábados de concerto, das 12h às 21h.
Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

 

 

 

Fábio Mechettimaestro

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fábio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada em 2008, desde então a Filarmônica de Minas Gerais se apresenta regularmente em Belo Horizonte. Em sua sede, a Sala Minas Gerais, realiza 57 concertos de assinatura e 12 projetos especiais. Apresentações em locais abertos acontecem nas turnês estaduais e nas praças da região metropolitana da capital. Em viagens para fora do estado, a Filarmônica leva o nome de Minas ao circuito da música sinfônica. Através do seu site, oferece ao público diversos conteúdos gratuitos sobre o universo orquestral.

O impacto desse projeto artístico, não só no meio cultural, mas também no comércio e na prestação de serviços, gera em torno de 5 mil oportunidades de trabalho direto e indireto a cada ano. Sob a direção artística e regência titular do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra conta, atualmente, com 90 músicos provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas Central e do Norte e Oceania, selecionados por um rigoroso processo de audição.

Reconhecida com diversos prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, ao encerrar seus 10 primeiros anos de história, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebeu a principal condecoração pública nacional da área da cultura. Trata-se da Ordem do Mérito Cultural 2018, concedida pelo Ministério da Cultura, a partir de indicações de diversos setores, a realizadores de trabalhos culturais importantes nas áreas de inclusão social, artes, audiovisual e educação. A Orquestra foi agraciada, ainda, com a Ordem de Rio Branco, insígnia diplomática brasileira cujo objetivo é distinguir aqueles cujas ações contribuam para o engrandecimento do país.

O corpo artístico Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é oriundo de política pública formulada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Com a finalidade de criar a nova orquestra para o Estado, o Governo optou pela execução dessa política por meio de parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, uma entidade privada sem fins lucrativos qualificada com os títulos de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e de Organização Social (OS), um modelo de gestão flexível e dinâmico, baseado no acompanhamento e avaliação de resultados.

 

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