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Ópera “Le Devin du Village” em Belo Horizonte

Cia Mineira de Ópera e Orquestra 415 de Música Antiga levam ao palco obra de Rousseau.

 

Nos dias 21, 22 e 23 de agosto, quarta, quinta e sexta-feira, a Orquestra 415 de Música Antiga e a Cia Mineira de Ópera levam aos palcos a ópera francesa em um ato Le Devin du Village, totalmente escrita (texto e música) pelo filósofo e compositor Jean Jacques Rousseau, que conta a história de um encontro amoroso facilitado por um adivinho.

No palco estarão maestro, músicos, solistas e um pequeno coro. A regência fica a cargo do maestro André Brant. No papel de Colette, a soprano Camila Correa, no papel de Colin, Wágner Soares e no papel de Le Devin, André Fernando. A direção cênica é de Henrique Passini.

As apresentações acontecem às 19h no dia 21 e às 20h nos dias 22 e 23, na Sala João Ceschiatti do Palácio das Artes. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia) e poderão ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site Ingresso Rápido.

“Esse espetáculo é uma grande conquista para a orquestra e para a Cia Mineira de Ópera. Já trabalhamos juntos algumas vezes em outras montagens. Estamos conseguindo trabalhar com grandes amigos com um objetivo em comum. Assim a equipe funciona muito bem, com a colaboração e o entendimento geral. A ópera de Pergolesi é divertida e fascinante”, diz o flautista da Orquestra 415, André Salles-Coelho.

A Orquestra 415 de Música Barroca é hoje a única orquestra do Brasil especializada em música barroca com instrumentos de época (cópias fieis de instrumentos originais do período) a realizar concertos mensais, regulares, com repertórios variados e de forma independente, não ligada a nenhuma instituição ou apoio de leis de incentivo.

A Cia Mineira de Ópera é uma companhia de ópera que faz um intenso trabalho no sentido de divulgar e popularizar a ópera em Minas Gerais. “Os desafios de levar uma temporada assim são imensos, já que uma orquestra tem muitas demandas e, no nosso caso, são maiores ainda pois tudo, instrumentos, partituras, interpretação, formação da orquestra, é tudo muito particular, especial, artesanal, o que exigiria muito investimento. E como não temos nenhum apoio, temos que fazer tudo na raça, na garra”, afirma Salles-Coelho

SINOPSE

Colette acredita que Colin, seu amado, está sendo infiel e ela procura o adivinho da vila para saber da sorte do seu amor. Na consulta, descobre que uma dona da cidade soube cativar o coração de seu pastor com presentes. O adivinho dá esperança a Colette, a ensina a reconquistar Colin e diz que saberá como trazê-lo de volta para ela. Ao mesmo tempo, diz a Colin que sua pastora o deixou para seguir um cavalheiro da cidade, gerando certo ciúmes nesse pastor. Por fim, o casal termina ainda mais apaixonado do que nunca.

 

FICHA TÉCNICA

Realização: Cia Mineira de Ópera e Orquestra 415 de Música Antiga

Direção Musical: André Brant
Direção Cênica: Henrique Passini
Cenário e figurino: Cibele Navarro
Iluminação: Pâmmela Rosa
Cenotecnia: Márcio Brant

Le Devin: André Fernando
Colette: Camila Correa
Colin: Wágner Soares

Coro: Pollyana Eyer , Ana Clara Sepúlveda, Matheus Dias, Robert Willian

 

SERVIÇO

Ópera “Le Devin du Village”
Orquestra 415 de Música Antiga e Cia Mineira de Ópera – Temporada 2019.

Dia 21 de agosto, às 19h
Dias 22 e 23 de agosto, às 20h

Sala João Ceschiatti – Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte)

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$20,00 (meia-entrada).

Os ingressos poderão ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site Ingresso Rápido

 

 

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Cia Mineira de Ópera 

Fundada em 2015, tem como principal objetivo levar espetáculos operísticos a localidades que raramente dispõem deste tipo de arte. Além disso, visa também dar oportunidades a jovens e promissores artistas que desejam desenvolver seu trabalho.

A Cia Mineira de Ópera estreou suas atividades com a montagem da ópera Rita, no Teatro Nova Lima, em outubro de 2015 e, no ano de 2016, realizou uma temporada no Teatro Raul Belém Machado, em Belo Horizonte, onde apresentou 5 títulos diferentes. Em Janeiro de 2017, participou pela primeira vez da 43ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança na capital mineira. Neste mesmo ano, realizou uma apresentação no Teatro Municipal Usina Gravatá, em Divinópolis, participando da comemoração dos 10 anos do teatro. Ainda em 2017, realizou uma remontagem da ópera O Segredo de Susanna, no Teatro Raul Belém Machado e, neste mesmo teatro, realizou a montagem da ópera infantil João e Maria.

Já realizou a montagem da ópera barroca La Dirindina, de Domenico Scarlatti, em 2016, Livietta e Tracollo, de Pergolesi, em 2018, e agora realizará Le Devin du Village, de J. J. Rousseau, em parceria com a Orquestra 415.

 

Orquestra 415 de Música Antiga

Foi criada em 2012 com o objetivo de oferecer ao público um espetáculo único: executar as obras dos grandes gênios barrocos de uma maneira singular. Iniciativa pioneira em Minas Gerais, a Orquestra 415 de Música Antiga tem como seu diferencial a utilização de instrumentos como o traverso, a viola da gamba, o violino barroco, a flauta doce, o violoncelo barroco, a guitarra barroca, o alaúde, o fagote barroco e a espineta.

Todos réplicas dos instrumentos utilizados nessa época. Essa particularidade e o requinte na interpretação das músicas recriam uma sonoridade única, muito próxima àquelas que as pessoas da época ouviam.

Em suas apresentações, a Orquestra recria uma oportunidade bastante peculiar: ouvir uma obra barroca de um grande compositor do período, nos instrumentos para os quais as músicas foram compostas. Provoca, assim, uma experiência única e rara, como uma viagem no tempo através de um espetáculo singular, agradável e transcendente.

 

Jean-Jacques Rousseau

Nasceu em Genebra, em 1712. Foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo. Rousseau não conheceu a mãe, pois ela morreu nove dias depois do parto. Foi criado pelo pai, Isaac Rousseau, um relojoeiro calvinista.

Rousseau foi autodidata em música, aprofundando-se bastante nessa matéria a ponto de ser convidado por Diderot para que escrevesse sobre isso na famosa Enciclopédia. Obteve grande sucesso com sua ópera Le Devin du Village. Luís XV gostou tanto da peça que ofereceu a Rousseau a grande honra de uma pensão vitalícia. Rousseau recusou a honra. A ópera tornou-se uma das mais populares de sua época. A peça foi executada no casamento do futuro Luís XVI e Maria Antonieta. Anos mais tarde a ópera seria reescrita por Mozart, sob o título de Bastien und Bastienne.

André Brant 

Natural de Belo Horizonte, o jovem regente André Brant formou-se bacharel em regência na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na classe dos professores Charles Roussin e Sílvio Viegas. Formou-se mestre em regência orquestral e correpetição na Hochschule für Musik (Escola de Música) de Dresden, na Alemanha, na classe de Christian Kluttig e de Stefen Leißner.

Tem-se destacado atualmente como regente e pianista acompanhador em produções operísticas, dentre as quais: Cosi fan Tutte, de Mozart, Falstaff, de Verdi, Das Tapfere Schneiderlein, de Mitterer, Hänsel und Gretel, de Humperdinck, Werther, de Massenet, Rita, de Donizetti, O Segredo de Susanna, de Wolf-Ferrari, La Cambiale di Matrimonio, de Rossini, dentre outras

 

Henrique Passini

Tem atuado nas áreas de criação e direção cênica de espetáculos líricos desde 2001, tendo trabalhado como assistente de renomados diretores brasileiros como Juarez Cabello, Francisco Mayrink, Carla Camurati, José Possi Neto e Cléber Papa. Em 2004, foi convidado para assumir a remontagem da ópera Il Barbiere di Siviglia, de Rossini, no Festival de Ópera do Theatro da Paz, em Belém do Pará.

Entre as direções assinadas por Passini estão as óperas La Serva Padrona, de Pergolesi, Gianni Schicchi, de Giacomo Puccini, Um Homem Só, de Camargo Guarnieri, Bastien e Bastienne, O Empresário, A Flauta Mágica, Apollo et Hyacinthus e Così fan Tutte, de Mozart, e L’Elisir d’Amore, de Donizetti. Foi indicado ao XIII Prêmio Carlos Gomes como melhor diretor cênico de 2009.

 

Camila Correa – Colette

A soprano mineira Camila Corrêa formou-se bacharela em canto erudito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na classe da Profa. Dra. Mônica Pedrosa. Já interpretou personagens de óperas e operetas, tais como: Adina, Despina, Dirindina, Fanny, Gretel, Papagena e Rita. Interpretou também a ópera Il Ballo delle Ingrate, de Monteverdi, no Coro delle Ingrate.

Entre importantes obras como solista, executou a Cantata Membra Jesu Nostri, de D. Buxtehude, o Te Deum, de M. Charpentier, o Glória, de G. Händel, e as Bachianas no. 5, de Heitor Villa–Lobos, cantadas sob a regência do maestro Lincoln Andrade.

Camila estudou com a soprano Cristiane Roncaglio em Berlim. Entre dezembro de 2013 e março de 2014, participou da produção Das Phantom der Oper em turnê musical (Alemanha, Suíça, Áustria e Itália), pela produtora World Wide Events, com a Polnischer Orchester.

 

Wágner Soares – Colin

Tenor lírico, formado pela UFMG, e ator com formação profissional na PUC Minas. Já atuou como solista em diversas óperas, como La Bohème, A Flauta Mágica, O Elixir do Amor, Madama Butterfly, Rita, entre outras. É integrante da Cia Mineira de Ópera e do grupo Tenores in Concert, além de compor o quadro do Coral Lírico de Minas Gerais.

 

André Fernando – Le devin

Natural de Belo Horizonte, André Fernando é bacharel em canto pela Universidade do Estado de Minas Gerais. Em 2004, ingressou como cantor contratado no Coral Lírico de Minas Gerais onde, desde 2014, é membro efetivo. Em 2008, foi vencedor do Jovem Músico BDMG e do Segunda Musical.

Atuou como solista em obras como a Missa da Coroação, Grande Missa em Dó menor e Réquiem (W. A. Mozart), Missa Santa Cecília (C. Gounod), Missa em Sol maior (Franz Schubert), em Cantatas e no Oratório de Natal (Johann S. Bach).

É membro solista da Cia Mineira de Ópera e Grupo Nossa Ópera, em Belo Horizonte, que fazem intenso trabalho dedicado a integrar o grande público. Atualmente é orientado pelo renomado baixo Sávio Sperândio.

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