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Filarmônica MG : obras de franceses sobre a Itália

Violista Rafael Altino sente-se à vontade como recitalista, camerista, solista ou tocando em uma orquestra.

 

 

Nos dias 19 e 20 de setembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais interpreta peças de dois compositores franceses românticos, que expressam sua atração pela Itália. A obra Haroldo na Itália, op. 16, de Berlioz, terá como solista o violista brasileiro Rafael Altino, radicado na Dinamarca. A Orquestra ainda apresenta Roma, obra de Bizet injustamente pouco conhecida. A regência é do maestro Fábio Mechetti.

Antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos Concertos Comentados. O palestrante da semana é o maestro Fábio Mechetti, diretor artístico e regente titular da Filarmônica de Minas Gerais. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e contam com o incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

PROGRAMA

Georges Bizet (Paris, França, 1838 – Bougival, França, 1875)
Roma
(1868, revisão 1871)

O parisiense Georges Bizet compôs 25 obras sinfônicas, 16 peças para piano e 16 óperas, das quais somente a última – Carmem – lhe proporcionou a tão almejada fama. Em 1859, em Rimini, Itália, Bizet planejou compor uma sinfonia em quatro movimentos, cada qual dedicado a uma cidade italiana, projeto que durou doze anos para ser concluído.

A sinfonia Roma, como é atualmente conhecida, foi executada em diferentes ocasiões, contudo, a versão integral teve sua estreia cinco anos após a morte de Bizet, a 31 de outubro de 1880. Composta de muitas reelaborações e finalizada em quatro movimentos, a sinfonia Roma tornou-se uma obra robusta e bem escrita, descortinando nova faceta imaginativa de Bizet. Roma é lembrada por ter sido uma das obras escolhidas pelo exigente compositor e maestro Gustav Mahler para reger na temporada de 1898 da Filarmônica de Viena e em sua turnê norte-americana de 1910, frente à Filarmônica de Nova York.


Hector Berlioz (La Côte-Saint-André, França, 1803 – Paris, França, 1869)
Haroldo na Itália, op. 16 (1834)

Inconformista e impetuoso, Berlioz foi criticado e ridicularizado pela maioria de seus contemporâneos. A posteridade, porém, proclamou-o um arauto do modernismo. Grande renovador do timbre orquestral, desenvolveu a ideia da sinfonia programática (a música que descreve ideias, fatos ou imagens extramusicais). Porém, por mais deliberadamente ilustrativa que seja em sua gênese, a obra de Berlioz impõe-se por qualidades especificamente musicais.

Sob o aspecto formal, Haroldo na Itália ainda causa divergências. Originalmente, seria um Concerto para viola e orquestra, escrito a pedido de Paganini, mas o papel conferido ao solista difere da forma concertante. Para muitos, trata-se de um longo poema sinfônico em quatro partes, como sugerem seus subtítulos (Haroldo nas montanhas; Marcha dos peregrinos cantando as preces da tarde; Serenata de um montanhês dos Abruzzi à sua amada; Orgia dos bandidos). Porém, a denominação do compositor remete à estrutura de uma sinfonia cíclica, com os movimentos unidos pela idée-fixe (uma ideia musical que se repete ao longo da obra) evocativa do personagem central, cujo passeio pela Itália é descrito na obra.

 

 

SERVIÇO

 

Série Allegro – Dia 19 de setembro, quinta-feira, às 20h30
Série Vivace – Dia 20 de setembro, sexta-feira, às 20h30

Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto – BH)

 

Ingressos: R$ 46 (Coro) R$ 52 (Balcão Palco) R$ 52 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Lateral), R$ 96 (Plateia Central), R$ 120 (Balcão Principal), Camarote par (R$ 140).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Ingressos comprados na bilheteria não têm taxa de conveniência.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:
Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto
De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 20h.
Aos sábados, das 12h às 18h.
Em quintas e sextas de concerto, das 12h às 22h
Em sábados de concerto, das 12h às 21h.
Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

 

 

Fábio Mechetti – regente

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fábio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras. Fábio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

 

Rafael Altino – viola

Rafael Altino sente-se à vontade tanto como recitalista, camerista, solista ou tocando em uma orquestra. O violista começou seus estudos musicais aos nove anos no Brasil, com o pai, o maestro e violinista chileno Rafael Garcia. Aos 17, mudou-se para os Estados Unidos, onde continuou sua formação no Conservatório de Música da Nova Inglaterra, em Boston, e na Juilliard, em Nova York.

Atualmente, completa sua 21ª temporada como violista principal da Orquestra Sinfônica de Odense, na Dinamarca. Também é professor na Academia de Música Carl Nielsen, também em Odense, bem como na Academia de Música de Malmö, na Suécia. Como um amante da música nova, Rafael Altino encomendou uma série de obras para viola, entre elas composições dos brasileiros Danilo Guanais, Henrique Vaz, Nélson Almeida, Marcílio Almeida e Eli-Eri Moura.

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada em 2008, desde então a Filarmônica de Minas Gerais se apresenta regularmente em Belo Horizonte. Em sua sede, a Sala Minas Gerais, realiza 57 concertos de assinatura e 12 projetos especiais. Apresentações em locais abertos acontecem nas turnês estaduais e nas praças da região metropolitana da capital. Em viagens para fora do estado, a Filarmônica leva o nome de Minas ao circuito da música sinfônica. Através do seu site, oferece ao público diversos conteúdos gratuitos sobre o universo orquestral. O impacto desse projeto artístico, não só no meio cultural, mas também no comércio e na prestação de serviços, gera em torno de 5 mil oportunidades de trabalho direto e indireto a cada ano.

Sob a direção artística e regência titular do maestro Fábio Mechetti, a Orquestra conta, atualmente, com 90 músicos provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas do Sul e do Norte e Oceania, selecionados por um rigoroso processo de audição. Reconhecida com diversos prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, ao encerrar seus 10 primeiros anos de história, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebeu a principal condecoração pública nacional da área da cultura. Trata-se da Ordem do Mérito Cultural 2018, concedida pelo Ministério da Cultura, a partir de indicações de diversos setores, a realizadores de trabalhos culturais importantes nas áreas de inclusão social, artes, audiovisual e educação. A Orquestra foi agraciada, ainda, com a Ordem de Rio Branco, insígnia diplomática brasileira cujo objetivo é distinguir aqueles cujas ações contribuam para o engrandecimento do país.

O corpo artístico Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é oriundo de política pública formulada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Com a finalidade de criar a nova orquestra para o Estado, o Governo optou pela execução dessa política por meio de parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, uma entidade privada sem fins lucrativos qualificada com os títulos de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e de Organização Social (OS), um modelo de gestão flexível e dinâmico, baseado no acompanhamento e avaliação de resultados.

 

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