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Orquestra Jovem do Estado recebe o Fábio Mechetti

Diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais rege pela primeira vez o grupo em concertos em São Caetano do Sul e na Sala São Paulo.

 

A Orquestra Jovem do Estado de São Paulo – grupo ligado à EMESP Tom Jobim – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura – recebe o maestro Fábio Mechetti, diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais em dois concertos no mês de setembro.

Pela primeira vez à frente do grupo, Mechetti rege os 90 bolsistas em concerto gratuito no dia 14 de setembro, sábado, às 20h, no Teatro Paulo Machado de Carvalho, em São Caetano do Sul e, no domingo dia 15, às 16h, na Sala São Paulo, com ingressos a R$30 e R$15 (meia).

Para a ocasião foi escolhido um programa com peças de Samuel Barber, Wolfgang Amadeus Mozart e Dmitri Shostakovich. Do compositor austríaco, a peça escolhida para abrir o programa foi Sinfonia nº 36, Linz, composta em apenas três dias. Mozart estava em viagem à sua terra natal, Salzburgo, com a esposa Constança e, no regresso para Viena, o casal acabou parando em Linz para visitar o conde de Thun, que fez um pedido para que Mozart se apresentasse com a orquestra local. O compositor estava sem nenhuma de suas partituras, mas, sentindo-se no dever de agradecer pela estadia decide compor uma nova sinfonia e estreá-la na ocasião.

O programa traz ainda Meditação e Dança da Vingança do balé Medeia, do norte-americano Samuel Barber, que compôs o balé devido a uma encomenda do Ditson Fund of Columbia University para Martha Graham. Posteriormente, o balé foi adaptado para uma suíte em sete movimentos e depois para uma peça de movimento único Meditação de Medeia e Dança da Vingança, que será interpretada pela Orquestra Jovem do Estado.

A Sinfonia nº1, do russo Dmitri Shostakovich, foi a peça escolhida para encerrar o programa. Um dos principais compositores do século XX, Shostakovich compôs essa Sinfonia com apenas 19 anos como trabalho de formatura para a classe de composição de Maximilian Steinberg, no Conservatório de Petrogrado, atualmente Conservatório de São Petersburgo.

 

Temporada comemorativa

A Orquestra Jovem do Estado comemora seu 40º aniversário em 2019 e até dezembro apresentará mais três programas sinfônicos. No mês de outubro, o grupo recebe o maestro norte-americano Ira Levin e a mezzosoprano Denise de Freitas.

Em novembro o programa da Orquestra Jovem do Estado é voltado ao público juvenil. Sob a regência de seu maestro titular, Cláudio Cruz, o grupo interpreta Guia dos Jovens para a Orquestra, de Benjamin Britten, e o famoso poema sinfônico Aprendiz de Feiticeiro, de Paul Dukas.

Para encerrar a temporada, no mês de dezembro, a Orquestra Jovem do Estado executa a Sinfonia nº 7, de Gustav Mahler. Na ocasião, também será feito o anúncio dos vencedores do 8º Prêmio Ernani de Almeida Machado.

 

PROGRAMA

Wolfgang Amadeus Mozart  (1756-1791)
Sinfonia nº 36, Linz

Samuel Barber  (1919-1981)
Meditação e Dança da Vingança do balé Medeia

Dmitri Shostakovich  (1906-1975)
Sinfonia nº 1

 

 

SERVIÇO

 

Orquestra Jovem do Estado recebe o maestro Fábio Mechetti

Em São Caetano do Sul

Dia 14 de setembro, sábado, às 20h

Teatro Paulo Machado de Carvalho (Alameda Conde de Porto Alegre, 840 – Santa Maria, São Caetano do Sul/SP)

Entrada franca

Classificação indicativa: livre

Acessibilidade: Sim

 

Em São Paulo

Dia15 de setembro, domingo, às 16h

Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos – 3223 3966)

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia)

Vendas: bilheteria e internet https://orquestrajovemdoestado.byinti.com/#/ticket/

Classificação indicativa: livre

Acessibilidade: Sim

 


Fábio Mechetti
, regente convidado

Fábio Mechetti

Natural de São Paulo, Fábio Mechetti é regente titular e diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Minas de Gerais desde sua criação em 2008. Foi também regente titular das Orquestras Sinfônicas de Jacksonville, Syracuse e Spokane, da qual é, agora, regente emérito.

Foi até recentemente principal regente da Filarmônica de Malásia, tendo sido o primeiro brasileiro a assumir tal posto com uma orquestra asiática.

Antes disso, foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual dirigiu vários concertos no Kennedy Center e no Capitólio americano, e regente residente da Orquestra Sinfônica de San Diego.

No Brasil dirigiu a Osesp, a OSB, as orquestras de Porto Alegre, Paraná, Brasilia, Bahia e Goiás, e as Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro.

 

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

Referência tanto por seu bem-sucedido plano pedagógico quanto por sua cuidadosa curadoria artística, a Orquestra Jovem do Estado é sinônimo de excelência musical no Brasil. Desde sua reformulação, em 2012, passou a ter uma exigente programação artística aliada a um novo plano pedagógico elaborado pela Santa Marcelina Cultura, o que ocasionou um expressivo salto de qualidade do grupo.

A Santa Marcelina Cultura convidou Cláudio Cruz em 2012 para assumir a direção musical e a regência principal da Orquestra, que hoje apresenta uma marcante identidade sonora, com uma forte coesão interna que permite a construção de repertórios cada vez mais desafiadores técnica e estilisticamente. Esse resultado é fruto também da abrangência das atividades pedagógicas propostas, que formam e inspiram os jovens instrumentistas.

Ciente da importância da vivência internacional para a formação dos jovens músicos, a Orquestra realiza regularmente turnês no exterior. Com atuações elogiadas pelo público e crítica internacional, o grupo já se apresentou em importantes salas de concerto, como o Lincoln Center, em Nova York, o Kennedy Center, em Washington e a Konzerthaus, em Berlim – além de ter participado como orquestra residente do Festival Berlioz, na cidade natal do compositor francês, La Côte-Saint-André, interpretando a “Sinfonia Fantástica”.

 

Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim

Com 30 anos de atuação, a Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio.

Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A EMESP Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades.

A EMESP mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim que oferecem bolsas para os alunos da Escola. A EMESP Tom Jobim é uma escola do Governo de São Paulo gerida em parceria com a Santa Marcelina Cultura, Organização Social ligada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

 

Santa Marcelina Cultura

Criada em 2008, a Santa Marcelina Cultura é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização Social de Cultura pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. É responsável pela gestão do Guri da capital e região Metropolitana de São Paulo e da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim).

O objetivo da Santa Marcelina Cultura é desenvolver um ciclo completo de formação musical integrado a um projeto de inclusão sociocultural, promovendo a formação de pessoas para a vida e para a sociedade. Desde maio de 2017, a Santa Marcelina Cultura também gere o Theatro São Pedro, desenvolvendo um trabalho voltado a montagens operísticas profissionais de qualidade aliado à formação de jovens cantores e instrumentistas para a prática e o repertório operístico, além de se debruçar sobre a difusão da música sinfônica e de câmara com apresentações regulares no Theatro.

 

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